Maybe, Mrs.Queen?

1 Capítulo único


Notas iniciais
Eaeeee gente, eu disse que ia sair uma one até domingo antes do novo capitulo de Unbreakable e aqui está.
Baseado no trailer bombástico que saiu kkkk
Espero que gostem!

O amor é uma coisa engraçada

Sempre que eu o dou, ele retorna para mim

E é maravilhoso estar

Dando-o com todo o meu coração

Enquanto meu coração recebe

Seu amor

Oh, não é legal que esta noite temos um ao outro

E eu estou bem ao seu lado

Mais do que um parceiro ou um amante

Sou seu amigo

Quando você ama alguém

Seu coração bate tão alto

Quando você ama alguém

Seus pés não conseguem sentir o chão

Estrelas brilhantes parecem

Se reunir ao redor de seu rosto

Quando você ama alguém

Isso retorna para você

E o amor é uma coisa engraçada

Está fazendo meu sangue fluir com energia

E é como um sonho acordado

É o que eu desejava, está acontecendo

E chegou na hora certa

Vamos nos entregar ao amor esta noite

Levantar para tocar a luz das estrelas

E iremos saborear cada segundo

Que estivermos suspensos juntos

Você e eu iremos

( Love Someone – Jason Mraz)

Andava de um lado para o outro em meio a cozinha, esperando os bolinhos ficarem prontos e pensando em Felicity que no momento estava no quarto se arrumando. Estava ansioso por ter a consciência de que ela não fazia idéia do que eu iria propor.

Enfiei a mão no bolso e retirei a pequena caixinha de veludo, abrindo-a e observando o belo anel, sorrio pensando no dia em que o comprei, tão certo de minha decisão.

Acordei naquela manhã sentindo o pequeno corpo de Felicity aconchegado ao meu, ela também parecia despertar. Sorrio como em todas as manhãs e abro os olhos, sendo ela a primeira que eu vejo tão linda mesmo com a expressão carregada de sono, acabando de despertar, mesmo com os cabelos bagunçados sobre o travesseiro. Tudo isso parecia fazer parte de um sonho que eu tinha há tempos, sonho esse que virou realidade há exatos cinco meses.

-Bom dia. – Felicity sussurra para mim, com a voz ainda sonolenta. Coça os olhos para enfim me olhar novamente.

-Bom dia. – respondo, selando breve e demoradamente nossos lábios.

-Vai correr hoje?

-Uhum. – assinto.

-Ah, Oliver. Poderia ficar um pouco mais só hoje... – sugere, a mão escorrega por meu abdômen e cintura por de baixo da coberta e respiro pesadamente. Ainda com uma mão fazendo um leve carinho em seu rosto.

O sorriso sugestivo ainda esta em seu rosto quando sinto sua mão descer um pouco mais e sem me importar com o exercício matinal que sou costumado a fazer aproximo seu corpo do meu em um gesto rápido a posicionando de baixo de mim.

-Posso atrasá-lo mais um pouco sem problemas. – respondo antes de começar a distribuir beijos pela extensão de seu pescoço.

Deus, como eu queria isso para a vida toda, senti-la todas as manhãs, olhá-la acordar todas as manhãs, ouvi-la, beijá-la, amá-la todas as manhãs, sem nunca me cansar.

O tempo em que ficamos na cama foi um pouco maior do que o previsto e não sei bem por quanto tempo a loja fica aberta aos sábados, por isso preciso correr. Literalmente. Foi a desculpa que dei a Felicity, que mesmo depois de todo o exercício que acabamos de ter eu precisava correr um pouco. Ela riu de mim e disse que tudo bem, que ela iria tentar fazer o café para quando eu voltasse.

-Felicity... Realmente não tem necessidade. Posso trazer algo no caminho de volta. – tento convencê-la delicadamente, não querendo que ela percebesse que eu não queria que ela cozinhasse. Pois, eu a amo, mas sua comida realmente não é algo muito mastigável.

-Oliver! – parece que minha tática de delicadeza não funcionou. – Você precisa ter mais confiança em mim nisso, eu comprei uma revista. – diz, pegando uma revista ao seu lado na cama em mostrando. –É só seguir a receita, o que pode dar errado?

Tento não dar a resposta das várias possibilidades de erro que vem em minha mente e minha expressão deve ter me entregado, pois ela fecha a cara e aponta um dedo para mim.

-Você, vai correr e não se atreva a trazer algo para comer. Vou cozinhar e vai ficar ótimo!

Quase gemo de frustração, mas sorrio indo em sua direção e a enlaçando pela cintura, beijando-a calorosamente.

-Tudo bem, estarei de volta em alguns minutos. — falo.

Seu sorriso é radiante por eu ter aceitado comer sua comida, uma vez que eu quem venho cozinhando esses meses depois de passado a primeira semana que estávamos juntos e descoberto que cozinhar não era seu forte, então precisei ficar com essa tarefa.

Espero que ela consiga dessa vez, pois realmente não vou desafiá-la e voltar para casa com comida pronta. Na verdade, voltarei com algo melhor, que ela só vai saber de noite.

-Vou demorar um pouco mais, na verdade. –sussurro em seu ouvido. — Vamos fazer algo hoje a noite, é uma surpresa.

Felicity me olha curiosa, o sorriso brincando em seus lábios.

-Ah, surpresa? Pode me dar uma dica?

Penso um pouco e sorrio travesso. A puxo para mim e a beijo novamente, deixo minha língua escorregar por sua boca, explorando e acariciando a sua, colei mais nossos corpos e caminhei lentamente para trás até chegarmos na cômoda ao lado da cama ao qual eu a ergui e fiz se sentar nela de modo que suas pernas ficassem abertas de cada lado do meu quadril em um encaixe perfeito.

Senti meu corpo esquentar e começar a se animar, aprofundei mais o beijo ao sentir que começava a precisar de ar, a apertei mais contra mim para que pudesse sentir minha excitação crescente. Um gemido baixo escapou por sua garganta então encerrei o beijo lentamente. Sorri para ela uma vez mais.

-Essa foi a dica. – respondo, dando um ultimo selinho nela antes de sair.

Realmente precisaria correr bastante para acalmar meu corpo agora.

Alguns quilômetros depois paro em frente a joalheria e não consigo conter o sorriso ao olhar tantos anéis de diferentes tipos e jeitos.

-Em que posso ajudá-lo? – o atendendo aparece atrás do balcão e vou até ele.

-Eu... procuro um anel de noivado.

Ele sorri cortês e abre a vitrine do lado de dentro, pegando um estojo que ao abrir exibe vários anéis. Observo cada um deles, completamente divido com qual escolher. Até observar um prata, fino e delicado com uma única pedrinha no centro, um pedrinha de diamante verde e, meu sorriso se alarga.

Xxx

Não sei bem quando comecei a ficar ansioso, se foi quando comecei a correr para casa novamente, praticamente sentindo o anel queimar em meu bolso, se foi quando parei em frente à porta e sabia que Felicity estaria ali dentro, alheia á idéia bombástica que eu estava pondo em pratica ou se foi quando eu a vi, sentada no balcão ao lado do fogão, mexendo algo na frigideira e lendo a receita na tal revista. Totalmente concentrada no que fazia.

Parei em frente á porta, apenas observando-a, novamente notando o quão perfeita ela era para mim. Minha Felicity.

Seu olhar encontrou o meu ao me notar no cômodo e então sorriu.

-Eu acho que está ficando ótimo! – disse animada, se referindo ao que quer que fosse que cozinhava.

Me aproximei para avaliar o que era e vi era um simples omelete. Ri com seu verdadeiro esforço para fazer algo tão aparentemente simples, me aproximei e beijei-a.

-Quem está ganhando? Você ou os ovos?

-Oliver! – brigou, dando um leve – que não tenho certeza se tinha intenção de sair leve. – tapa em meu braço. Apesar da bronca ela sorria. –E então? Vai me contar a surpresa agora? –pergunta, descendo do balcão e me acompanhando até a geladeira de onde tirei a jarra de água gelada.

-Amor, você é muito impaciente. É uma surpresa! Só vai saber na hora da surpresa. – respondo, adorando fazer tanto mistério. Com certeza seria um dos dias que me lembraria para sempre.

-Mas, Oliver. Eu não consigo! Vou ficar pensando nisso o dia todo, minha mente não para você sabe. Devia ter me dito que faria uma surpresa, mais tarde. Perto da surpresa. Agora vou ficar curiosa o resto do dia.

Sorrio e deixo o copo em cima da pia, vou em sua direção e ergo a barra da sua blusa fina, sentindo a textura de sua pele quente e a aproximo lentamente para perto de mim.

-Gosto de torturar você. – falo perto de seu ouvido.

-Hmm. – responde, quando pego seus braços e faço ela rodeá-los em volta da minha cintura. Sinto seu sorriso ao beijá-la e me concentro nas sensações daquele beijo, pensando como seria chamá-la de Sra.Queen, como seria vê-la em um vestido de noiva e mal posso conter minha ansiedade.

Acabou que o omelete queimou, afinal de contas.

Agora estou aqui, prestes a fazer um buraco no chão e quase grito vitorioso ao constatar que os cupcakes estão prontos. Desligo o fogo e tiro-os do forno, deixando em cima da bancada para esfriarem. Vou até a sala e termino de arrumar os detalhes da mesa, me viro ao ouvir seus passos e paraliso completamente ao vê-la andar em minha direção, completamente linda e com um sorriso luminoso no rosto.

-E então? – pergunta empolgada para mim.

Respiro fundo, sentindo seu perfume doce e me aproximo, beijando o canto de sua boca e descendo um caminho pela bochecha e então o pescoço. Completamente encantado por tudo nela. Subo até sua boca e deposito um beijo carinhoso de inicio, mas Felicity leva a mão até minha nuca a fim de aprofundá-lo e concedo passagem para sua língua exigente. Preciso me conter para não pegá-la nos braços agora mesmo e levá-la para a cama em nosso quarto. Ou talvez nem precisasse levar para a cama.

Deus, como essa mulher me enlouquece.

-Está linda. – respondo enquanto me separo relutante e vou até a mesa, oferecendo um sorriso enquanto afasto sua cadeira para que se sentasse. Assim que o faz ocupo meu lugar e antes que eu fale qualquer coisa Felicity é mais rápida.

-Já sei! Está tentando... Talvez, recriar nosso primeiro encontro? Por isso não me deixou ver a comida? É italiana?

Rio alto de sua hipótese, realmente ela ficou o dia todo pensando nisso e imagino as várias idéia malucas em que ela deve ter pensado.

-Não, mas é uma boa idéia, posso tentar fazer um dia se quiser. – respondo, querendo deixar ela curiosa mais um pouco já que estava tão disposta a adivinhar.

Felicity me olha confusa, mas por fim suspira, aparentemente desistindo de tentar adivinhar.

-Tudo bem, desisto, sou péssima em adivinhar surpresas, mas... Está tudo lindo Oliver Então... Qual a ocasião?

-Bem, a primeira é que quis fazer um... “jantar” romântico com apenas nós dois, sem ser em um restaurante. A segunda é... – pego sua mão em cima da mesa e sorrio, olhando em seus olhos que me encaram ansiosos e um tanto emocionados. – Não preciso realmente ter uma ocasião ou um motivo para tecnicamente comemorar o quanto você esta me fazendo feliz por todos esses meses, pelo quão felizes estamos juntos.

-É..., acho que não precisamos. – concorda sem desviar o olhar do meu.

Respiro fundo, sentindo meu coração acelerado e uma emoção pelo que viria daqui a pouco começar a crescer em mim.

-Eu amo você, Felicity Smaok. – digo, pensando se daqui á alguns minutos eu poderia reformular a frase com a mudança no sobrenome.

Felicity umedece os lábios levemente.

-Eu amo você, Oliver Queen.

Com um ultimo carinho em sua mão eu me levanto e Felicity me acompanha com o olhar.

-Vou buscar a surpresa.

Caminho ainda nervoso até a cozinha e vejo os cupcakes em cima do balcão. Pego o chantilly e decoro o topo dos dois bolinhos. Esfrego as mãos uma na outra e respiro fundo, ouço o barulho da campainha e franzo o cenho, pensando quem poderia ser já que não esperávamos ninguém.

-Eu atendo! – Felicity fala da sala.

Retiro a caixinha do bolso e a abro, retirando o anel dali, observo o cupcake que iria dar a Felicity e sorrio, colocando o anel cuidadosamente em meio ao chantilly, respiro fundo mais uma vez e sorrio, pegando a bandeja e me encaminhando para sala.

-Ãnn, acho que temos visita. – Diz Felicity.

Atrás dela posso ver Thea e Laurel.

-Nós... Realmente precisamos da sua ajuda. – começa Thea.

-Nós precisamos do arqueiro. – completa Laurel.

O que eu tinha planejado para aquela noite não se realizaria naquele momento, infelizmente. Terei que esperar uma nova oportunidade, um novo momento perfeito. Suspiro derrotado e peço um momento, voltando para a cozinha e deixando os dois bolinhos no lugar que estavam antes. Aperto a bancada com as duas mãos, tentando aplacar minha frustração, o que as trariam para cá com tanta urgência? Como seria daqui por diante? Estou com medo do que elas tem para me dizer, medo de realmente precisar voltar para aquela vida e as coisas mudarem. Não quero deixar a vida que estou construindo.

Retiro o anel do chantilly no bolinho e o limpo, guardando-o novamente no bolso.

-Hey... Você está bem? – ouço a voz de Felicity atrás de mim e me viro assustado, mas aparentemente ela não viu eu guardar a aliança.

-Sim, eu só... – não termino a frase, não conseguindo achar as palavras para expressar o porque preciso de um tempo antes de escutar o que elas tem a dizer.

Mais uma das boas coisas em Felicity é que eu quase nunca preciso me explicar para ela, pois ela sempre me entende. E nesse momento isso não é diferente.

-Eu sei. – diz, caminhando em minha direção e colocando as duas mãos em meu rosto. Fecho os olhos por um momento, apreciando o carinho. –Também estou preocupada e com medo do que vai acontecer. Mas, Oliver. Independente do que acontecer... Se você decidir que quer voltar a aparecer como Arqueiro, se quiser voltar a aparecer como herói, nem que seja por apenas essa vez... Nada vai mudar entre nós, eu... Estou disposta a fazer dar certo. Você está?

Olhei em seus olhos, compreendendo o que ela queria dizer. Se eu voltasse a ser o arqueiro, a ser o herói as mesmas questões de antes voltariam, sobre ser perigoso ser o herói e ter um relacionamento com ela. Mas, isso já não é algo que assombra minha mente, pois eu seria incapaz de me afastar dela agora. Sorrio levemente e dou um breve beijo em seus lábios.

-Sabe... Depois que levei um tiro da minha mãe, depois que acordei e perguntei a você se você estava dentro do Team e você me disse que ajudaria até encontrarmos Walter... – ela me olhava curiosa por onde eu iria chegar com aquilo. Passei uma mão por sua bochecha macia e sorri uma vez mais, tentando passar um conforto que eu havia adquirido inesperadamente. –Depois que você foi embora, Diggle se virou para mim e perguntou se eu tinha certeza disso, que seria perigoso para você.

Felicity me olhou surpresa e me apressou com o olhar, percebi o quão apreensiva ela estava.

-Eu respondi a ele que nós podíamos protegê-la. – terminei.

-Isso quer dizer...?

-Quer dizer que vou manter minha palavra de quase quatro anos atrás, vou protegê-la. E não, as coisas entre nós não vão mudar, porque sim, eu estou disposto a fazer dar certo. Não consigo mais ficar longe de você, Felicity.

Ela continuou me olhando emocionada, então me abraçou. Senti seu coração bater junto ao meu e beijei o topo de sua cabeça.

-Eu amo você. – ouvi sua voz abafada em meu peito murmurar. – muito.

Sorri, sentindo meu peito se encher de alegria como acontecia sempre que ela dizia essas palavras.

-Eu também amo você.

Peguei em sua mão e sorri confiante.

-Vamos, precisamos ouvi-las. – digo.

Então nos encaminhamos para a sala novamente, nos sentando no sofá de frente para Thea e Laurel e novamente pensei na aliança em meu bolso. É eu realmente teria que pensar em outro momento perfeito para isso.

Notas finais
Eaeeee gostaram? Espero que sim, comentem!!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!