Notas iniciais
E olha eu aqui u.u Então, eu havia falado que a frequência de postagem seria um capítulo por semana. PORÉM eu não irei conseguir cumprir isso, odeio ficar segurando capítulo. E também porque hoje é sexta, e estou com tempo de sobra pra escrever.
Quero agradecer a Lunny Anjos por não me abandonar, sempre deixando comentários, e também a SnowWhite pelos reviews super animados. Vocês são umas gatas :3

A luz fraca da manhã entrava pela janela, que fora esquecida aberta no meio de toda a agitação da noite anterior. John, que estava acostumado a acordar cedo, estava com a intenção de levantar e preparar algo para comer, mas se viu enclausurado nos braços de seu melhor amigo.

Agora ele não tinha mais certeza se Sherlock ainda poderia ser chamado de seu melhor amigo, com tudo o que acontecera na madrugada passada. Um pensamento sombrio surgiu na mente do doutor: será que Sherlock levara tudo aquilo a sério? Ou fora apenas uma diversão, ou quem sabe o detetive estava apenas brincando com os sentimentos de John?

– Watson... — suspirou Sherlock no ouvido do loiro, para depois beijar levemente a testa do mesmo. O detetive bocejou e se apoiou em seu cotovelo, esfregando os olhos.

Os dois ficaram se encarando por alguns momentos, pensando em tudo o que havia acontecido. Como, de repente, seus sentimentos há muito aprisionados, jorraram deles, sem pausa para fôlego. Em como eles haviam se tocado, como seus corpos de repente eram apenas um, em um fluxo constante de desejo, que não deixava de também ser amor. John, que não esperava isso, foi o primeiro a se pronunciar, depois de um longo momento de silêncio.

– Sherlock, pelo amor de Deus, fale alguma coisa. Por favor! — o detetive continuou calado, observando a ansiosidade do parceiro — Eu preciso saber... p-preciso saber se... — John não conseguia pronunciar aquelas simples palavras de jeito nenhum.

– O que você precisa saber, doutor? — o moreno encarou John, com um olhar que parecia atravessar a alma, até que este estava apto para fala novamente.

– Me diga, Sherlock, o que realmente aconteceu ontem. — John disse, mas não era exatamente aquilo que queria falar. É claro que ele sabia o que havia acontecido, mas achava que a verdadeira pergunta poderia ofender Sherlock.

– Nós fizemos sexo, John. — riu-se o detetive, sabendo que tinha algo mais na mente do loiro, perturbando-o — Agora pergunte o que você realmente quer perguntar.

– Significou algo pra você? Tudo aquilo, significou alguma coisa? — disse John num fôlego, finalmente. Aquele momento de silêncio torturante parecia retornar, mas logo o detetive tratou de desfazê-lo com sua gargalhada.

– Ah, meu caro! — Sherlock não parava de rir, pensando em como seu doutor era inseguro, ingênuo até. — Que pergunta é essa? Ontem eu estava apenas entregue ao prazer... — entre as batidas do saudável coração de John, naquele momento, uma falhou — e ao sentimento também, doutor. Todas as minhas palavras foram verdadeiras. Eu te amo, acredite! Em nenhum momento quis brincar com seu coração, se era isso que estava pensando. — e vendo que pedidos de desculpa iam começar a jorrar da boca do loiro, Sherlock logo tratou de beijá-lo, profunda e apaixonadamente.

O detetive, com certeza, já estava totalmente pronto para uma segunda rodada. Foi deslizando suas mãos pelas costas nuas de John, mordendo seu queixo, passando pelos seus mamilos. Mas o loiro já foi logo cortando o barato:

– Sherlock, agora não! Eu também te amo, mas precisamos de um banho primeiro, estamos todos suados, e nojentos! — exclamou John, vendo a decepção exposta nos olhos do detetive. Não podia negar que estava se divertindo um pouco. Muito, talvez.

– Está bem, doutor. Estou logo atrás de você! — disse, vendo o loiro se levantar e dirigir-se até o banheiro.

– Sem safadezas, promete? — Sherlock estava mais decepcionado ainda, se é que era possível. John segurava um risada.

– Prometo, fazer o que. Mas eu posso te ensaboar? — fingiu choramingar o detetive, entrando na onda.

– Vou pensar no seu caso.

John ligou a água quente, e os dois entraram na banheira, sem o trabalho e tirar as roupas, pois, no calor da madrugada, tinham dormido nus. Sherlock sentou-se e pediu com um gesto para que o loiro se sentasse em seu colo.

– Prometo que não vou fazer nada de mais. — disse Sherlock, sorridente, vendo que John já se aproximava.

– Tudo bem... — respondeu o loiro, pensativo — Você pode fazer o que quiser, sabe que vou deixar.

John se acomodou no colo do detetive, que esticou-se para pegar o xampu do loiro. Colocou um quantidade generosa em sua mão, e espalhou pelo cabelo cor de areia, liso e curto. Era de limão, o aroma preferido de Sherlock. O detetive massageava a cabeça do loiro de uma forma tão relaxante, que, a pesar de ter acabado de acordar, John se sentia sonolento. Depois de ter completado o processo, o moreno esperou um pouco e enxaguou. Os dois estavam em completo silêncio, mas um silêncio bom dessa vez. Estavam experimentando, descobrindo mais sensações.

– Agora é minha vez. — disse o loiro, pegando seu xampu para passar nos cachos do parceiro. O silêncio recomeçou. O silêncio bom. Como o cabelo de Sherlock era maior, ele modelava as mechas do moreno, de várias formas diferentes. Os dois apenas riam com os penteados, quebrando o silêncio de vez em quando.

Eles se sentiam seguros nos braços um do outro. Uma felicidade invadia o cômodo, uma felicidade acolhedora, só deles. Relembravam de casos e momentos compartilhados. A conversa durou horas, até que a água da banheira estava fria, e seus dedos enrugados.

Os dois se secaram e vestiram uma roupa confortável. Era sábado, John não trabalharia e Sherlock só tinha casos dispensáveis. Tinham o dia todo para eles.

– E o que fazemos agor... — indagou John, interrompido pelo ronco de seu próprio estômago.

– Acho que isso responde sua pergunta, meu caro.

Os dois desceram, e John começou a preparar chá, enquanto Sherlock procurava umas torradas, que ele tinha certeza estarem perto de algum de seus ácidos, em alguma das prateleiras. O flat era uma bagunça, principalmente a pequena cozinha. John sempre fora organizado, e sempre se incomodava com bagunça, menos com a do detetive.

– O que está procurando, Sherlock?

– Hm, o que? — o detetive teve seu pequeno momento de confusão, atrapalhado por sua busca, infrutífera á propósito. — Ah, sim. Torradas. Onde estão as malditas torradas?

John foi direto e certeiro para as torradas, que estavam no menor armário da cozinha, onde era o lugar delas. Era sempre ele que guardava tudo, pois quando Sherlock lembrava-se de comer, nunca recolocava as coisas no lugar. O chá estava pronto, e os dois foram até as poltronas da sala, já que a mesa da cozinha continuava cheia dos papéis e experimentos do detetive, sentando-se um de frente para o outro.

Começaram o café-da-manhã em silêncio, que aliás reinava naquele lugar. Mas logo o clima melhorou, e os dois começaram a conversar assuntos aleatórios.

– Oh, e lembra daquela vez que Lestrade não tirava os olhos do meu irmão, com a cara mais safada que conseguiu fazer? Aquele puto... — falou o detetive. — Acho que está rolando algo entre eles, hein?

– A rainha Holmes e seu cachorrinho... — disse John, e os dois explodiram em gargalhadas, imaginando a cena. O loiro, em meio a risadas, levantou de repente e foi sentar-se ao lado de Sherlock, que não rejeitou as carícias do mesmo.

– Falando sério agora, John. Eles tem alguma coisa, ou eu não sou o melhor detetive. — riu-se o moreno.

– Seu ego sempre aumentando, uh? — dizendo isso, o médico aproximou-se da boca do detetive, selando seus lábios. Eles se aproximaram, beijando-se cada vez mais profundamente, o clima esquentando. E como uma coisa leva a outra...

Logo as roupas estavam jogadas no chão, os dois completamente nus, beijando-se apaixonadamente.

– Sherlock — sussurrou o loiro — Nós poderíamos tentar na mesa, uh? Eu adoraria...

– Não — disse o detetive, cortando John — Todas as minhas coisas estão ai... Agora não dá, quem sabe outra hora? Mas o chão está totalmente vago — deitou-se no piso, levando o mais baixo consigo.

– Estou de acordo então. Mas eu não vou esquecer a mesa! — falou Watson, massageando o detetive, até chegar na ereção do mesmo. Começou a masturbá-lo, tirando gemidos curtos do moreno, enquanto aumentava a velocidade. Com alguma receio, o loiro curvou-se e abocanhou o pênis do parceiro. Começou lentamente, até sentir pegar o jeito. O detetive se contorcia, com prazer estampado em seus olhos.

John, dando algum uso para as mãos livres, começou a massagear a virilha do parceiro, fazendo este gemer ainda mais.

– Continue, John... — gemia. De repente, indo contra o que o moreno tinha dito, Watson parou os movimentos. — Por que parou? Eu estava quase...

– Vou terminar isso de outro jeito... — falou John, agora fazendo o detetive ficar de apoiado em seus joelhos e mãos. — ...como você fez ontem. — e introduziu um dedo na entrada do parceiro, e logo depois colocou mais um. Começou a movimentá-los, dentro do detetive, ficando assim por alguns minutos. Achando o suficiente, penetrou-o, dessa vez com seu pênis, que estava ereto e pulsante.

No primeiro momento, Sherlock sentiu como se estivesse sendo rasgado, uma dor horrível. Mas depois que se acostumou com a invasão, e o movimento dentro de si, era só prazeres. Os dois gemiam como se não houvesse amanhã. Logo o moreno, que já tinha quase chegado lá, urrou de prazer, chegando em seu ápice. Passado um pequeno tempo, John também atingiu seu clímax, derramando-se em Sherlock.

Com a respiração pesada e rosto suado, o detetive levantou-se, afastando-se. Voltou com o violino em mãos, e começou a tocar uma linda melodia.

– O que é? — perguntou John, não reconhecendo as notas.

– Uma composição minha. — respondeu o moreno, enquanto tocava. John estava fascinado com a música, enquanto admirava Sherlock, nu, tocando só para ele. Depois de tanto tempo, será que ainda estava sonhando? A música logo chegou em seu final, para o desaprovamento do loiro.

– Toca de novo? — perguntou, e foi prontamente atendido pelo outro. John achava que poderiam ficar assim o dia todo.

A tarde correu rápida. Depois do show particular de Sherlock, o céu já escuro, a noite se tornou um tédio. Tentaram assistir TV, pensaram até em sair, mas nada agradava-os. Então decidiram-se por começar a investigação de um daqueles casos dispensáveis, só para passar o tempo. Trabalharam nisso até de madrugada, quando finalmente resolveram se recolher. O detetive não estava com um pingo de sono, porém queria acompanhar John. Deitaram-se na cama de John, após uma rápida ducha, separados dessa vez. Dormiram como bebês, até o outro dia.

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Acordaram cedo nesse domingo, retornando a investigação. Os dois perceberam que aquele caso não era tão dispensável assim, mais complexo do que parecia. Enquanto trabalhavam, trocavam beijos e carícias aqui e ali. Demoraram umas boas 5 horas, mas finalmente Sherlock chegou a sua conclusão. Ligou para Lestrade, a fim de contar suas descobertas.

Com a tarde já no fim, pararam para um lanche. Lestrade retornou após algumas horas, apenas para dizer que o detetive estava certo.

– Já mandei uma equipe de buscas atrás do assassino. E... obrigada, novamente. — falou Lestrade, a contra gosto.

– De nada, caro amigo. — respondeu o detetive, usando um tom sarcástico. — Como anda Mycroft? — perguntou por último, lembrando da conversa com John.

– E como eu iria saber? Você que é irmão dele. — Sherlock percebeu uma mudança na voz do outro, ficando mais desconfiado ainda. Ligou o viva-voz, para partilhar aquele momento hilário com John.

– Ah, pensei que talvez tivesse notícias de meu querido irmão... Tempos que ele não fala comigo. — respondeu, fingindo inocência. Ouviu uma voz ao fundo, dizendo algo como "despiste o meu irmão, não quero ouvir ele se vangloriando por descobrir esse caso, especificamente". Identificou a voz como sendo de seu irmão. — Sabia! Eu sabia! — exclamou, em meio a risos. John também começou a gargalhar.

– Não é possível, você não erra uma! — disse o loiro, bem perto da nuca de Sherlock. Este desligou o telefone na cara de Lestrade, virando-se para beijar o queixo de John.

– Parecemos adolescente, em meio a explosão de hormônios. — riu o detetive.

– Para quem nunca teve contatos... íntimos... com alguém, você está se saindo mais do que bem. — falou o loiro, vendo no que aquilo ia acabar. — E está muito sem-vergonha, também.

– Posso parar, se você quiser.

– Gosto assim. — e foram parar no sofá, que estava mais perto. Ali, apenas usaram as mãos, satisfazendo um ao outro. E confirmaram seus sentimentos, há muito guardados nos corações dos dois.

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Deitaram-se na cama de Sherlock, já de madrugada. Estavam cansados, e sonolentos. O detetive não aguentava mais manter os olhos abertos, o que era raro. Já Watson não aguentava mais segurar uma pergunta que atormentava-o desde que abrira os olhos naquela manhã:


– Como vamos contar para as pessoas? — indagou o loiro, referindo-se claramente ao passo mais importante de sua vida, o relacionamento com Sherlock.



Notas finais
Cortando o barato? Quem ainda fala isso? O.O
E como podem ver, sou horrível em formar diálogos.
Críticas são sempre bem-vindas, mas transmitidas com educação.
Espero que tenham gostado :)
p.s. nunca reviso o texto, porque provavelmente eu ia odiar cada palavra que escrevi, e perderia a coragem de postar, então me desculpem pelos erros.
p.p.s. escrevi uma de Stony, capítulo único, deem uma olhada depois
xoxo