Maybe I'm Amazed
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Último capítulo, que aliás foi difícil escrever, mas está aí. Muito obrigada por terem acompanhado a fic até aqui.
Espero que gostem :)
p.s. aconteceu uma pequena alteração no capítulo 5, nada importante, mas se quiserem dar uma olhada... :)
John não sabia o que faria, de pijamas e casaco, na rua. Apenas queria sair do flat. Estava chovendo forte, porém ele nem ligou. Começou a andar a esmo, sem saber para onde iria. Acabou num bar, pequeno e mal-cheiroso. Aberto essa hora da madrugada, pensou, só deve ter bêbados.
Entrou, mesmo assim. Sentou num banco alto, perto do balcão sujo e desgastado. Pediu a primeira bebida que avistou, uma dose de whisky.
– Que tudo se exploda! — disse para si mesmo.
– Como disse? — perguntou o vendedor, confuso. John apenas balançou a cabeça, sem dizer uma palavra. Aliás, o loiro não tinha a intenção de ficar bêbado, só queria se distrair um pouco.
Após algum tempo, um sujeito de idade sentou-se ao lado de John. O cara estava visivelmente lúcido, mas segurava um cigarro.
– Tudo bem, filho? — perguntou o velho, educadamente. Sem receber uma resposta, continuou: — Vejo que está com olhos vermelhos, mas não tem cara de quem cheira... — dessa vez John soltou um riso fraco, sem entusiasmo. Agora sabia que não conseguira limpar os vestígios do choro.
Os dois ficaram em silêncio por algum tempo, John ainda bebendo sua primeira dose de whisky, e o velho fumando seu cigarro. O movimento no bar era monótono. Algumas poucas vezes homens sujos e bêbados entravam, e pediam mais bebidas.
– Você também não se parece com esses caras, que bebem a noite toda e só voltam para casa de manhã, maltratando as esposas quando chegam. — comentou o velho, tentando puxar conversa. — Faz o que da vida, filho?
– Sou médico. — dessa vez o loiro resolveu responder. — E o senhor?
– Aposentado. E sozinho. Nunca encontrei um amor, sabe. E por qual razão o médico estava chorando, se me permite perguntar?
John pensou um pouco, decidindo que iria levar a conversa adiante. Que mal faria? Provavelmente não veria aquele homem nunca mais, e desabafar seria bom.
– Eu, no caso, encontrei um amor. Mas acho que foi o amor errado. — respondeu, sem querer fazer-se de coitado.
– Então faça-o certo. Há sempre altos e baixos, sabe. Mas, como você disse, encontrou o seu amor. Esqueça a condição. Ela é importante para você?
– Bem... Sim, ele é importante. — disse o loiro.
– Então, se ele é importante, não desista. Não podemos desistir do que amamos, não importa quem seja. Você não quer perdê-lo, certo?
– De jeito nenhum. — respondeu, refletindo nas palavras do velho senhor.
– Então não desperdice suas chances. Amores não caem do céu toda hora. Aproveite esse que você tem agora. Mas me diga só uma coisa: há quanto tempo você o enxerga assim, com amor?
– Desde que o vi pela primeira vez. Mas só fui descobrir o quanto ele era importante para mim agora. Muito obrigada! — John agradeceu as poucas, mas sábias, palavras do velho. Pagou a bebida, que nem chegou a tomar por completo, e saiu correndo do estabelecimento.
Nem chegara a se distanciar muito do flat, chegando lá após alguns minutos. Subiu as escadas numa marcha lenta, tentando recuperar o fôlego. Entrou, ficando de cara com detetive, que parecia estar pronto para sair em busca de John.
– Então o doutor resolveu voltar ao lar? — disse o detetive, enquanto olhava para John, todo molhado, na entrada do flat. — O que motivou a decisão? — falou e sorriu.
– Bom — pigarreou, tentando lembrar o discurso decorado no caminho, missão na qual falhou. — Primeiro, um velho, que me disse que eu não poderia desistir tão fácil de quem eu amo. E... err... eu finalmente tomei consciência do que fiz... um escândalo daquele por nada. Eu estava tão animado com a ideia de finalmente estar com você do jeito que eu queria, que não pensei direito. — o loiro parou para respirar, e logo depois recomeçou: — Desculpe a minha pressa. Nós nem sabemos se estamos no caminho certo... se daríamos certo, quero dizer.
– Podemos tentar novamente, com calma agora, que tal? — disse o detetive, por fim, indo abraçar Watson.
Notas finais
Motivo: não fiquei satisfeita com o rumo que a estória levou, está insuportável. Primeiro que eu estou deveras decepcionada com a minha pressa... Desde o começo da fic eu percebi que as coisas estavam acontecendo muito rápido. Tá certo que eu não queria ser lenta demais, porém quando fui colocar as ideias no papel deu tudo errado... e ficou insuportável.
Segundo que o meu objetivo, de mostrar a personalidade dos dois, "cérebro" e "coração", deu totalmente errado. Pode até ter algumas partes que eu fui no caminho certo, porém não foi o suficiente.
Se você aguentou essa minha chatice toda aí de cima e chegou até aqui, muito obrigada por ler a fic e por deixar comentários. Levei todos em consideração, viu? Estou com ideias para uma fic nova, e vou colocar os conselhos de vocês em prática. Agradeço muito os elogios e as críticas, que são de grande ajuda.
Até mais!
~xxo
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