Notas iniciais
Obrigada pelos reviews, pessoas fjgfjg :33
Well, vamos ao capítulo.

– O que? — o detetive engasgou-se, pensando ter entendido errado.

– Não podemos simplesmente ignorar o que aconteceu esse fim de semana, Sherlock. Você disse que tinha sentimentos por mim. Bom, meu coração diz o mesmo. Não podemos apenas passar uma borracha em tudo o que fizemos e dissemos... e esquecer. Além do mais, você disse que já vinha sentindo isso há algum tempo, como eu. Então, por que não? — respondeu o loiro, nem imaginando o que viria a seguir.

– Olhe, John... — começou o moreno, já fechando a cara — Eu acho que, no momento, ninguém precisa saber. Vamos manter só entre a gente, o que acha? É melhor para ambos.

O dia tinha sido tão bom, calmo. Relaxante. Parecia que agora uma nuvem negra pousava sobre aquela casa. John empalideceu, não acreditando no que ouvia.

– Eu... — as palavras não saim de jeito nenhum, tamanha era a dor em seu peito. As lágrimas queriam sair, mas John era orgulhoso. Tentou novamente: — Eu n-não... acredito. Você tem vergonha de apresentar outro homem como seu namorado? Tem vergonha do que sente? De ser gay? — perguntou o loiro, tentando manter a calma.

Silêncio. Um silêncio desagradável, que parecia que ia durar para sempre. Nenhum dos dois atrevia-se a quebrá-lo. John lutando contra as lágrimas, Sherlock com os pensamentos. Ficaram se encarando, o loiro e o moreno, que tanto tinham se amado nos dias passados. Não aguentando mais aquilo, e querendo resposta, John foi o primeiro.

– É ISSO, NÃO É? — berrou o loiro, perdendo sua batalha com as lágrimas — Você tem vergonha! Eu nunca deveria ter me aberto com você. Nunca. — John levantou-se, indo em direção a seu quarto, deixando um Sherlock sem palavras, o que era raro, na cama. Arrependia-se imensamente, infinitamente.

Watson, já em seu quarto, sentou-se em sua cama, segurando forte o lençol no qual os dois se tocaram pela primeira vez. Todos sempre falavam que ele era o coração, e Sherlock o cérebro. Agora, mais do que nunca, John via toda a verdade nisso.

– Aqui estou eu, sofrendo. Enquanto o estúpido não deve nem estar ligando. — disse para si mesmo, sem saber que Sherlock estava escondido ali perto, escutando. Lágrimas caiam, dançando sobre suas bochechas. Sou mesmo uma máquina estúpida de araque, pensou o detetive, enquanto ouvia o sofrimento de seu amado.

Acontece que ele, que nunca foi adepto de relacionamentos amorosos, e nunca antes sentiu aquilo por alguém, não fazia ideia da forma correta de agir. Nunca passou pela sua cabeça que John ficaria magoado. Achava que ninguém precisava saber e ponto. Orgulhoso, não iria mudar de ideia tão cedo. Mas mesmo assim foi tentar conversar com o loiro.

– John... — o detetive usou aquele seu jeito de falar, mas dessa vez o loiro não foi afetado. Estava fervendo de raiva. Estava ferido. Percebendo que não obteria respostas, prosseguiu: — Espero que você me entenda... Eu acho que um relacionamento público não faria bem para a minha imagem agora...

– Ah, Sherlock! — riu-se John, não acreditando naquilo — Você nunca se preocupou tanto com a sua imagem, muito menos com o que faria ou não bem para ela! Pare com isso!

Os dois respiraram fundo. Sherlock, vendo as lágrimas do outro, aproximou-se e limpou-as, tentando ser carinhoso.

– Não me toque! — gritou o loiro, que não cabia em si de raiva — Eu preciso de um descanso, Sherlock! Um descanso dessa sua cara de pau! Você me tratou tão bem o final de semana todo, e nós acabamos na cama, com você dizendo que me ama! E agora eu não faria bem para sua imagem? — desabafou John, em um jato.

– Eu não disse que você não faria bem para minha imagem... nossa imagem... e sim que um... o nosso... relacionamento não faria. — tentou explicar-se, afundando mais ainda no problema.

- Um relacionamento gay, você quer dizer. — após dizer isso, John refletiu, — Espera, nosso relacionamento? Que relacionamento, Sherlock Holmes? — bufou Watson — Depois do que eu ouvi agora nem sei se quero ter algum tipo de relacionamento com você, ou sua imagem, ou o caralho! — gritou novamente, agora com os olhos ardendo, as lágrimas esgotadas. John pegou um casaco qualquer e começou a descer as escadas.

– Aonde você vai, John? — perguntou o detetive, prevendo ações impensadas da parte do loiro. Na maior parte do tempo, John Watson era movido pela emoção, pelos sentimentos. Este não respondeu, apenas saiu do flat, batendo a porta, ainda com os nervos à flor da pele.

– O que eu fiz? — perguntou Sherlock a si mesmo, aflito.



Notas finais
Capítulo pequeno, eu sei. Me digam uma coisa: eu estou mudando muito a personalidade dos personagens? Não sei se ainda da para consertar... mas eu posso tentar, se isso estiver atrapalhando muito.
Até o próximo,
xx.