Maybe I love you
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Tudo culpa do meu pai. Graças a ele, tive que abandonar tudo o que eu tinha. Meus amigos, meu namorado, minha vida perfeita. E sabe por quê? Por um mero capricho de morar em Londres. Só porque ele sempre tem que estar indo lá por causa da gravadora dele, e quando ele tem que participar de um programa, nossa, que raiva.
E sim, meu pai é dono da gravadora Syco, ele e o pai de duas das minhas amigas, e sim ele é Simon Cowell.
Nossa vida estava perfeita, todos felizes, dias coloridos, praticamente um arco-íris, porém, como nada nesse mundo é perfeito, um mero mortal estraga tudo. Ai você se pergunta por que ele quis ir morar em Londres, e eu simplesmente te respondo, PORQUE ELE GOSTA DE ACABAR COM A FELICIDADE DAS PESSOAS.
E aqui estou eu, neste aeroporto, esperando o voo ser chamado. Lembro como se fosse ontem como tudo aconteceu...
FLASH BACK on
O dia estava lindo, eu trocando sms com meu lindo namorado, conversando sobre tudo com minhas amigas e tal, quando de repente meu pai me chama:
- GABRIELLY! – me dirijo até seu escritório, onde estava ele e minha mãe, o que seria estranho, pois ela nunca interrompe o trabalho dele.
- Que foi?
- Vá fazer suas malas, iremos nos mudar. – ele me fala isso tão naturalmente, que imaginei que seria apenas de casa né, mas ai eu pergunto e vem à bomba.
- Para onde?
- Londres – diz ele todo sorridente, como se fosse a melhor coisa do mundo.
- COMO ASSIM? NÃO PODEMOS NOS MUDAR PAI, E COMO VAI FICAR MINHA VIDA? VOU ABANDONAR MINHAS AMIGAS, E O MEU NAMORADO? PAAAAAAAAAAAI, VOCÊ NÃO PODE FAZER ISSO.
- Acalme-se Gabrielly, isso não é uma decisão sua. Eu e sua mãe já conversamos e iremos nos mudar daqui dois dias, então faça suas malas e se despeça de todos.
Olhei para ele com vontade de mata-lo. Ele agia naturalmente, como se não estivesse acabando com a vida de uma pessoa. E o bom é que eu não tinha escolha, ou eu ia, ou eu ia.
FLASH BACK off
Agora vocês podem se colocar no meu lugar né? Imaginem, como vai ser minha vida sem meu baby? Sem minhas amigas? SOCORRO.
Tudo bem que eu amo frio, e em Londres o clima é uma delicia, temos uma casa lá e tal, então já estou meio acostumada, porém não quero abandonar os laços que criei aqui.
Não sou boa em fazer amizades, não sei me enturmar. E essa sou eu tendo que ficar sozinha para o resto da minha vida por culpa do meu pai.
Bom, mas chega de reclamar né, isso não vai mudar mesmo, infelizmente sou menor de idade e não posso fazer minhas próprias escolhas, então vamos obedecer ao papai.
O bom é que eu ainda vou ter meu namorado, ele disse que podemos manter contato a distância, pois tem pessoas que fazem isso né? E tem as minhas amigas que vão ficar de olho nele também. A, pelo menos nem tudo está acabado.
E enquanto eu fazia minhas lamentações o voo já havia sido chamado e tínhamos nos dirigido ao avião. A viagem foi bem longa, obviamente, mas eu dormi ela inteira, então não tenho do que reclamar.
Chegamos a Londres era meia noite e pouco, fomos direto para nossa casa quando chegamos fomos dormir, pois pra minha alegria no dia seguinte eu já teria aula, que felicidade.
No dia seguinte acordei com vontade de ficar mais na cama, como se isso fosse novidade. Mas tive que levantar, fiz minha higiene matinal, me arrumei e fui tomar café da manhã. Meus pais já estavam acordados e haviam feito um lindo café da manhã, estava com uma cara maravilhosa.
Os dois estavam super animados, enquanto eu estava naquela monotonia de sempre. Fiz questão de não pronunciar uma palavra sequer durante todo o café, e durante a ida para a escola.
Fui deixada na escola, que para minha infelicidade já tinha sido feita minha matricula por telefone, pois meu pai tem muitos contatos.
O diretor fez questão de me levar até a minha sala e me apresentar, o que para mim foi uma cena que eu preferiria ter excluído do meu dia, pois ele fez questão de dar ênfase na parte do “Temos uma nova aluna, Gabrielly Cowell, ela veio do BRASIL“ e então todos começaram a fazer comentários entre si, apenas um menino loiro muito fofo que ficou quieto, e para a minha humilde sorte, só havia um lugar vago na sala, que por pura coincidência, era atrás do tal garoto. Ele era loiro, tinha os olhos azuis, igual o mar, era branquinho, simplesmente lindo.
Sentei-me atrás do tal garoto, que eu ainda não sabia o nome. Acho que o professor tinha feito à chamada, mas eu não havia prestado atenção, estava imaginando como estavam as coisas lá no Brasil, até que o tal garoto virou-se para trás para falar comigo. SIMPLESMENTE MORRI.
- Oi, eu sou Niall, Niall Horan, um prazer em conhecê-la Gabrielly. – disse ele todo sorridente.
- Oi, ãn, me chame só Gabs, prazer em conhecê-lo também. – disse retribuindo o sorriso.
- Então, ouvi falar que a comida do Brasil é muito gostosa, é verdade? – eu ri com a pergunta dele.
- É bem gostosa sim – respondi ainda rindo.
- Porque esta rindo?
- É estranho alguém perguntar sobre comida.
- EU AMO COMER. Acho que é a coisa mais linda do mundo, comida. Chega a ser magico. – ele falava como uma criancinha, e isso me fez rir mais ainda.
- Então você adoraria o Brasil, acho que é a melhor comida que existe.
- Nossa, preciso ir para o Brasil – ele disse todo sonhador.
- Você tem um sotaque diferente dos ingleses – comentei.
- A, é que eu sou da Irlanda.
- Irlanda me lembra leprechaun – ele riu do meu comentário, mas é verdade gente, Irlanda me lembra os leprechaun.
Bom, e o meu primeiro dia de aula foi isso, ficar conversando com o menino fofo que ama comida. Até que foi legal.
Cheguei em casa almocei e fui dormir, estava muito cansada, quando acordei fui ver se meu baby estava on, mas não estava. Fiquei triste, mas como uma das minhas amigas estava aproveitei para contar sobre meu dia e perguntar como esta lá.
Ela me falou que o Talles estava me traindo, eu não acreditei nisso, deve ser inveja da parte dela, ele nunca faria isso, não seria capaz.
- Irei arrumar provas então Gabs, para te mostrar que estou certa, você não merece um traste como ele que você mal vira as costas e ele já esta com outra. – disse Maryane por fim. Ela disse que arranjaria provas ainda hoje. Mas não poderia ser verdade, eu não queria acreditar.
Maryane era uma das filhas do sócio do meu pai, e umas das minhas melhores amigas. Eu, ela e sua irmã não nos desgrudávamos, éramos sempre juntas, unidas em tudo. Foi difícil ter que me separar delas.
Deitei novamente na minha cama e fiquei um tempo pensando, talvez essa coisa de namoro a distancia não desce certo. Resolvi ir tomar um banho para relaxar, tirar um pouco esses pensamentos ruins.
Tomei meu banho e logo depois fui jantar fora com meus pais. Cheguei em casa, já era meio tarde, mas resolvi entrar um pouco na internet, e lá estava a Mary a minha espera, ela me mandou um vídeo do Talles com uma das minhas amigas se beijando.
Como ele foi capaz, não consigo acreditar no que eu estava vendo, e o pior de tudo, ela era minha amiga, uma das minhas melhores amigas, fui incapaz de dizer uma palavra sequer. Mary disse que entendia meu silencio, me pediu desculpas, mas que preferiu me contar, disse que era melhor eu saber.
Deitei na minha cama e fiquei paralisada, não poderia ser verdade, como eles seriam capazes de fazer isso comigo, eu que sempre fui legal com eles. Chorei quase a noite toda vendo aquele vídeo, cai no sono quando estava quase amanhecendo, e quando acordei meus olhos estavam muito inchados e vermelhos.
Tive vergonha de descer para tomar café da manhã. Meus pais iriam querer saber o que aconteceu, mas eu não queria ter que contar a eles, muito menos aparecer na escola com essa cara. O que iriam pensar de mim?
Mas infelizmente, como eu havia dito antes, não sou eu que faço minhas escolhas. Então desci para tomar o café, fiquei cabisbaixa para que ninguém notasse, e deu certo até. Meu pai me deixou na escola, o que agora era rotina, e eu teria que erguer a cabeça e esquecer tudo.
Entrei na sala e me sentei em meu atual lugar, atrás do Niall, ele ainda não tinha chego ao colégio, para minha sorte, mas que durou pouco, pois logo após meus pensamentos se encerrarem ele adentra a sala todo sorridente.
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