Notas iniciais
Lembrando que isso é apenas um pedaço da história completa, para ver se ganha a aprovação do publico para continuar.

Eu espero que gostem e que eu não tenha cometido tantos erros assim na escrita e coerência.
Boa leitura!

Imagem de capa foi feita por Lazuen.

Ele estava parado em frente aquela casa, aquele lugar sombrio onde morava seu maior medo.

Seu coração estava acelerado, sua respiração pesada e estava completamente tremulo de medo. Com a chave em sua mão direita, o mesmo estava relutante em destrancar a porta, mas era sua única opção e não podia ficar mais tempo naquela nevasca.

Dando seu último suspiro, Sans levou sua mão até a fechadura. Colocar aquela chave foi a coisa mais difícil que ele resolveu fazer. Com um leve e suave movimento, o mesmo destrancou a porta, logo em seguida retirou a chave e a guardou no bolso da calça.

Sem mais exitar, ele levou sua mão até a maçaneta e abriu a porta, dando passagem da nevasca até sua antiga casa, onde Papyrus morava. Ao terminar de abrir a porta, Cherry tomou um susto, Papyrus estava estava sentado em sua poltrona que estava posicionada de frente para a porta de entrada e sua expressão não era das mais amigáveis. Um frio tomou sua espinha e ele sabia que não era por conta da neve.

Com o indicador, Papyrus fez sinal para que entrasse na casa. O mesmo obedeceu ao chamado.

Deu os primeiros passos para dentro e trancou a porta. Ficou naquele lugar, parado, olhando para o chão sem ao menos respirar corretamente.

Papyrus levantou-se de sua poltrona vermelha aveludada e sem mudar a expressão ele caminhou até seu irmão. A situação fez com que ambos ficassem ali, parados um na frente do outro sem tomar qualquer tipo de atitude.

Após alguns segundos, Boss levou sua mão até os cabelos brancos de Sans, seu movimento fez com que seu irmão apertasse os olhos de medo, mas para sua surpresa não era um tapa que lhe aguardava. Os dedos de Papyrus acariciavam suavemente aqueles fios brancos e macios. Com todo o cuidado do mundo transformou seus toques em algo bem reconfortante e acolhedor.

O mesmo foi descendo seus dedos pelo rosto de Cherry, passando suavemente até chegar em seu pescoço, nesse instante ele provou que tudo aquilo era bom demais para ser verdade.

No mesmo instante que seus dedos encontraram o pescoço de Sans, ele mostrou quem mandava ali. Apertando o pescoço de Cherry com muita força, Boss o levantou, sem ao menos lhe dar tempo de entender o ato violento, Boss usou uma força absurda para bater ele contra a porta. Ele estava furioso. Sans ao menos pensou em lutar contra aquilo, conhecia bem seu irmão e já havia visto aquela cena várias vezes, se ele fizesse qualquer coisa seria ainda pior. Lutar contra Papyrus era completamente inútil.

Segundos depois, Sans apenas colocou seus dedos na mão de Papyrus na tentativa de conseguir algum espaço entre a mão do irmão e seu pescoço, mas sem sucesso algum, ele não era idiota para tentar mais que aquilo. Antes que qualquer coisa pudesse ser feita, Papyrus começou com as ameaças. Era bem estranho ouvir a voz dele depois de tanto tempo.

—Seu bastando maldito! Da próxima vez que você fugir eu vou até o inferno para te arrebentar, desgraçado! — Sans não fez gesto algum, o que deixou o mais novo ainda mais enfurecido. — Estamos entendidos? Seu bastardo nojento.

Sans apenas concordou com a cabeça e foi jogado para o lado com toda força. Cherry bateu as costas no chão com força, já sem as mãos do irmão no pescoço ele tossiu, mas ali já haviam algumas marcas vermelhas aparecendo.

—Vá para o seu quarto, não quero ver sua cara repugnante por aqui. Logo mais irei para lá, essa sua desobediência não vai ficar impune. Apenas aguarde lá e se tentar qualquer coisa eu acabo com você.

Sem outra opção, Sans se levantou e foi até as escadas. Seu corpo doía e ele não queria mais um castigo, afinal, Papyrus já tinha algo em mente e com certeza haveria derramamento de sangue.

Sem ousar olhar para outra direção, muito menos para seu irmão, ele as escadas e foi para seu quarto.

Ao abrir a porta de seu quarto até tomou um susto, não tinha nada quebrado, rasgado ou destruído. Mesmo depois de ter fugido com Papaya, Boss não destruiu seu quarto. Cherry fechou a porta e foi em direção a sua cama, ela estava do mesmo jeito que ele havia deixado quando foi embora, apesar de tudo, seu quarto ainda era acolhedor.

Ao repousar sua cabeça no travesseiro, um cheiro familiar veio em suas narinas, um cheiro que ele conhecia bem, o de Papyrus. Logo após isso ele percebeu, seu quarto todo estava com o cheiro dele. Isso indicava que ele esteve sim lá depois de seu sumiço, mas ainda sim o quarto estava intacto, sem absolutamente nada fora do lugar.

Era engraçado pensar que ele gostava da fragrância de que me ele mais temia e queria distância. Mas aquilo realmente o acalmava, sabia que o pior estava por vir. Então apenas ficou ali, aproveitando seus instantes em paz e com aquele cheiro agradável de seu irmão.

Talvez Papyrus o amasse....mas só talvez.

Notas finais
Isso aí, não é lá grande coisa mas a opinião de vocês que conta.
A história completa está toda na minha cabeça, ainda não consegui abrir ela por completo e colocar ''no papel'', mas dependendo de como essa aqui for eu começo a fazer e posto toda a história.

Eu não sei bem o que falar aqui, faz anos desde a última vez que escrevi e postei aqui.
A opinião de vocês é muito importante. Críticas construtivas são sempre bem-vindas!

Espero que tenham gostado e um grande beijo para cada um de vocês!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!