Maybe Gonna Be A Hero II
4 Capítulo 4 – I am a Monster
Notas iniciais
Eu estou cada vez pior aqui em Jotunheim.
Estou lendo muito, trabalhando minha mente, me comunicando com os gigantes que estão há mais algum tempo aqui, a vida toda para ser mais exata, para tomar conhecimento do lugar e encontrar uma maneira de voltar para casa.
É um fato que eles não me aprovam, mas sendo sua rainha, tenho algumas vantagens.
Nesse meio período de tempo, acabei encontrando algumas coisas sobre mim aqui.
Sobre a minha família.
Sobre minha mãe.
Sua morte, para ser mais exata.
Lembro de que quando eu era pequena, costumava brincar com as ferramentas do meu pai, adorava construir pequenos robôs, aprender a construir pequenos motores, utilizar as ferramentas que estavam a minha disposição. Porém naquele tempo meu pai ainda trabalhava com armas, e algumas dessas ferramentas eram perigosas demais.
E acidentalmente acabei encontrado algo terrível ao meu respeito.
Eu matei a minha mãe.
Certo que foi um acidente, mas ainda assim, fui eu quem a matou.
Logo, concluo que eu sou uma assassina.
Eu deveria ter sido presa, mas Tony me enviou para o local mais distante possível de si mesmo, porque ele não conseguia conviver com a assassina de sua esposa.
Eu não sabia de tudo isso, minha mente teve algumas alterações enquanto eu ainda era uma criança, para que eu não me recordasse desse fatídico episódio, para que eu tivesse uma infância normal, para que eu não me sentisse culpada. Descobri tudo isso lendo, nos misteriosos documentos da biblioteca/escritório especial e restrito de Loki.
Encontrei no arquivo da SHIELD, que continha o meu nome em letras garrafais, aquele que eu nunca tive acesso.
“HELENA MARIE STARK”
Segundo a SHIELD, eu a matei quando construí um pequeno robô explosivo, que explodiu bem nas mãos da minha mãe.
E agora eu me recordo de tudo.
Eu não poderia estar mais arrasada.
Eu não sou somente uma assassina, mas sim aquela que matou a própria mãe.
Aquela que a amava acima de tudo.
Aquela pessoa que eu mais amei e mais senti falta na vida.
Eu me sinto terrível.
Eu sou um monstro.
–
– E então Helena, encontrou a tão procurada maneira de voltar para Midgard? – perguntou Loki, durante nossa refeição.
– Estou trabalhando nisso, não se preocupe. – sorri para ele enquanto apertava levemente sua mão gélida.
– Eu poderia te ajudar, você sabe...
– Mas eu não quero a sua ajuda. – retirei rapidamente a minha mão da sua.
– Não entendo o motivo, sinceramente. – disse ele cinicamente.
– Você sempre quer algo em troca Loki, e eu não estou disposta a fazer nada para você. – disse, retirando-me da mesa. – E para a sua informação, eu já encontrei uma solução para isso! – dou as costas para meu amado esposo e me retiro da sala de jantar.
Eu não menti quando disse isso, eu realmente não menti. Eu não encontrei uma maneira de sair daqui ainda, mas sei como me comunicar com alguém que esteja longe, até mesmo alguém que esteja em Midgard.
–
“– Steve? Steve! – chamei-o sussurrando.
– Helena? Mas, o que...? – disse Steve confuso.
– Eu não tenho muito tempo Steve. – sorri, pegando em sua mão, e o pequeno instante em que minha pele entrou em contato com sua pele fez-me sentir uma saudade tão grande que meu coração se sentiu aquecido – Isso é um sonho, e eu preciso da sua ajuda. – aproximei-me mais de Steve – Eu preciso voltar para casa, eu preciso voltar para você.
– O que eu posso fazer por você? – perguntou ele, abraçando-me forte.
– Sinceramente eu não sei.
– Existe algum tipo de portal?
– Sim, mas é arriscado demais. – sorri tristemente. – Fale com Thor, diga que eu preciso de ajuda, ele sabe como vir a Jotunheim. – sorri – Eu preciso ir agora...
– Helena, espere! – Steve segura em minha mão – Eu amo você. – disse ele, mantendo contato visual.
– Steve...”
Fale com o autor