May Singer: De encontro com o amor.
16 O ataque de Tiago.
Corri para o meu quarto tentando respirar. Parecia que quanto mais me mexia mais o vestido apertava e comecei a me sufocar sem motivos pois ele não estava me apertando. Meu cérebro estava me matando. Matt veio atrás de mim mas pedi que ele voltasse para que não deixasse ninguém vir atrás de mim. Dava uma arfada atrás da outra e o ar estava diminuindo cada vez mais. Por que ela havia feito aquilo? O que eu fiz para ela? Não tinha motivos. Minha vista se turvo, senti que ia desmaia mas abria a porta jogando todo meu peso em cima dela e a última coisa que vi foram as criadas tentando me levantar. Acordei com Pablo segurando minhas mãos e Matt me olhando do pé da cama.
–Você não precisa ficar aqui. – Pablo disse para Matt sem ver que eu havia acordado.
–E nem você, eu posso ficar aqui. – raspei a garganta e eles olharam para mim. – Oi May!
–Anjo. – Pablo me beijou. – Você tem que parar de me dar uns sustos desses, você tem noção do quanto fiquei desesperado quando as criadas me chamaram? – sorri com sua cara de preocupado.
–Desculpe não foi a intenção eu... eu... eu nem sei porque eu desmaiei era só vinho e... e...
–Tudo bem May não precisa se explicar. – disse Matt sendo um doce como sempre. – O cheiro de deixo tonta e a anemia ajudou.
–E minha mãe? Matt diga que você não contou para ela, você sabe como ela e! Pablo? – eu perguntei. – Pablo negou.
–Não contamos, apenas avisei que você estava tomando um banho e que iria fazer umas fotos depois, ela insistiu e eu disse que te levaria lá. – assenti.
–Quantas horas?
–Faltam uma hora e meia para a festa. Deixaram isso para você. – Pablo pegou um envelope na cabeceira da cama e eu a abri para ler.
“Eu avisei que as coisas não seriam fáceis.”
–O que foi? – Matt perguntou já sabendo que algo estava errado, minha cara não mentia. – May?
–Eu avisei que as coisas não seriam fáceis, o vinho não foi acidental Katnis riu na maior falsidade.
–Como você... de quem é o bilhete? – Pablo o pegou e tentou descobrir de quem era a letra. – Eu conheço essa letra.
–Seu irmão Pablo. Você e sego, burro ou não percebe o que sua família vem fazendo para May?
–Olhe como fala comigo, você pode ser amigo da May mas ainda e apenas um guarda.
–Pablo não diga isso. – ele iniciou um “mas” mas eu o cortei. – Matt por favor mas Pablo é a verdade seu irmão voltou em meu quarto um dia desses e disse que sua mãe tinha chamado todas as garotas para que tentasse te fazer desistir de mim. – ele assentiu. – Ele disse que não se surpreenderia se eu caísse da escada.
–Ele o que? – Pablo se levantou exasperado. – Eu... eu ... Argh! Você sabia disso certo? – ele perguntou Matt e ele apenas assentiu. – Claro você sabe de tudo! Por que eu não sei disso?
–Acalme-se Pablo, você me prometeu que não ficaria assim de novo. Ele disse sim e Matt o tirou do quarto quando ele começou a me ameaçar, pedi a Emily que o chamasse e ele está sim passando dos limites mas mantenha a calma não quero você assim.
–Como você pode manter a calma com algo assim? – me levantei e ele veio em minha direção e segurou minhas mãos. – Ele está te ameaçando e eu não posso fazer muita coisa em relação a isso já pedi a meu pai minha mãe e ele para deixarem você em paz mas...
–Eu sei como resolver isso. – Matt disse e só nesse momento eu reparei que todo seu corpo estava tenso e seus punhos fechados com força. – Já que não posso dar uma surra nele eu posse te levar embora. Acaba o casamento você volta para casa em segurança com Maxon, America e todos os outros e tudo volta ao normal.
–O que? – Pablo se virou com toda fossa para ele mas eu continuei segurando sua mão. – Assim eu não me caso com a May e ela volta para o palácio fazendo de você uma das principais alternativas de um casamento para ela? Você acha que eu sou bobo? É claro que você quer isso e impossível não perceber todo esse seu afeto pela May em você mas isso não irá acontecer!
–Eu aceitei na boa esse casamento seu babaca porque quero o melhor para May e sim tenho um grande afeto por ela mas se ela escolheu você eu não posso fazer nada se imbecil! Mas mesmo assim continuo optando ou a manter segura e se essa for a melhor alternativa eu farei com sua aprovação ou não.
–Você não vai leva-la!
–Calem-se agora! – eu gritei e logo senti toda minha energia se esvaziando. – Não vamos começar com isso de novo. – me sentei e tentei respirar normalmente. – Eu não vou embora não se preocupe mas também não posso aceitar que isso continue acontecendo Pablo não mesmo.
–Prometo fazer algo, vou colocar mais guardas em volta de você e peça pro seu guarda costas te proteger melhor em vez de ficar jogando cartinhas com as criadas. – Matt deu um passo para cima de Pablo mas eu me levantei e me postei entre os dois.
–Parem antes que eu perca a paciência com vocês. Saiam e chamem Emily para mim. Já está quase na hora da festa. – Eles saíram e Emily entrou em alguns minutos com minha mãe que só veio ver se eu estava bem e foi embora. As criadas começaram a me arrumar e eu só acompanhava a diversão delas. Vestido comprido creme tomara que caia com rosas no busto e na calda, salto alto maquiagem clara e o cabelo solto com uma trança passando em volta fazendo minha franja cair sobre um de meus olhos. Pablo passou em meu quarto me deu um beijo e fomos para o salao. Todos estavam lá e a entrada com certeza chamou muita atenção. Minha mãe e Matt vinham atrás e vários fleches eram acesos. Todas as garotas estavam belíssimas, algumas com muita maquiagem outras com vestidos muito chamativos mas belíssimas. O meu era como um vestido de noiva mas bem mais simples abria apenas um rodado da cintura ara baixou e se estendia alguns centímetros para trás. Após alguns minutos o pai de Pablo subiu ao palco para anunciar devidamente o noivado.
–Gostaria de chamar aqui minha querida nora May Singer e meu amado filho para que possamos oficializar esse noivado com as alianças. – ele sorriu e levantou a taça de champanhe. Pablo franziu o cenho e levou a mão na cabeça. – Esqueceu as alianças? – Pablo assentiu e todos riram.
–Já volto. – ele disse e saiu meio vermelho meio sorridente. Katnis saiu atrás dele assim que a porta se fechou, aquilo me incomodou e eu tive que ir atrás. Matt estava junto a mim então tive que bolar um plano. Falei com ele que fosse pegar um pedaço de torta especial para mim (a indicada pelo médico) e que iria falar com minha mãe enquanto isso, ele foi e eu fui em disparada para o corredor. Estava tudo muito quieto na parte dos quartos no andar de cima, a maioria das pessoas estavam no salão ou fazendo seus serviços pela cozinha ou algo do tipo. Quando cheguei a porta do quarto de Pablo estava meio aberta.
–Deixe-me te fazer feliz! – foi a única coisa que eu escutei e quando coloquei o rosto para dentro Katins estava beijando Pablo e ele segurava seus braços tentando a afastar mas mesmo vendo ele tentando afasta-la não diminuiu a dor que se alastrava pelo meu peito. Sai correndo sem direção mas estão escutei um barulho forte. Abri porta do salão de festas e vi todos correndo exaltados. Um tiro, o rei estava caído e a rainha estava sendo tirada de cima dele por um guarda. Tiago veio sorrindo para meu lado eu comecei a me afastar mas ele foi mas ele apontou uma arma para mim.
–Eu disse que não seria fácil. – ele sorriu.
–Como assim? Seu pai ele... ele... – as palavras estavam arranhando a minha garganta.
–Morto? Sim ele está.
–Sua mãe sabe desse seu plano? Não negue porque se não fosse você estaria correndo junto as outras pessoas ara os abrigos. – várias pessoas passavam para todos os lados mas ele me encostou na parede e elas pareciam não nos ver.
–Nem pense em gritar ou eu farei você sentir muita dor. Sim o plano foi meu não deixaria de maneira alguma você se casar com meu irmão, o que eu mais quero e que ele seja infeliz para todo o sempre. – ele apertou o meu braço e me levou para uma sala e todo o meu corpo pareceu endurecer com o medo que me passava, Pablo, Matt e minha mãe ainda estavam lá fora em algum lugar.
–Mas a culpa não é dele! Ela que se joga nele como vez em alguns minutos atrás!
–O que?
–Ela estava se atirando nele quando ele foi busca a aliança. – ele balançou a cabeça com desaprovação e a pontou a arma para mim de novo.
–Ela não faria isso ela me ama!
–Não seja tão estupido! Olhe o que você está fazendo! Me ameaçando com uma arma e seu pai acabou de cai morto e sabe lá mais quantas pessoas estão morrendo agora! – vários tiros soavam pelas paredes e eu por um milissegundo senti alivio por America, Maxon e as meninas não estarem aqui. – Por que isso tudo? O seu pai Tiago! E sua mãe?
–Ela não sabe deste plano mas estávamos elaborando alguns mas esse com certeza eu criei sozinho e muito bem. Não me importo que morram todos, meu único objetivo é fazer Pablo sofrer! – então pensamentos horríveis começaram a passar pela minha cabeça de como ele poderia fazer Pablo sofrer.
–Pare com isso! – comecei a gritar. – Como você pode ele é seu irmão!
–E mesmo assim ele roubou minha namorada!
–Ele não fez nada seu imbecil ela que não te quis! – ele se aproximou de mim e me deu um forte tapa fazendo meus olhos encherem d’agua. A porta se abriu e vi dois homens fortes segurando Pablo que estava com o nariz escorrendo sangue e o olho roxo. Soltei um grito de pavor. – O que você está fazendo Tiago? Você é um psicopata! Deixe ele em paz e eu vou embora acabe com isso e nunca mais você ouvira falar de mim! – comecei a chorar ao ver Pablo naquele estado sendo amarrado em uma cadeira.
–Seria fácil demais, ele tem que sofrer. – deu um soco na cara dele, Pablo praguejou e cuspiu sangue.
–Deixe ele em paz! – Tiago deu um sorriso debochado e pediu que seus homens se retirassem. Pablo começou a apagar e eu comecei a tentar acordar ele. – Pablo amor fique aqui, fique acordado! – mas quando cheguei perto dele e o beijei Tiago me pegou pelo cabelo e me jogou do outro lado.
–Não toque nela! – Pablo começou a ficar mais desperto. – Você vai se arrepender disso!
–Ou você vai morrer. – ele sorriu e chutou a cadeira fazendo com que Pablo caísse batendo a cabeça, o levantou de novo e veio em minha direção. Tiago me pegou pelo cabelo e me arrastou para perto de Pablo. – Como é sentir que vai perder a coisa mais importante da sua vida? – ele colocou a arma na minha bochecha e a apertou. – Ou como é se senti traído pelo seu próprio irmão? – Tiago me beijou e eu o mordi fazendo o recuar.
–Não toque nela seu merdinha! Você vai se arrepender por cada fio de cabelo que prejudicar a ela! – Tiago me jogou no chão e foi até Pablo colocando a arma seu queixo para que olhasse em seus olhos.
–Se você ficar vivo para me fazer algo certo?
–May? May me desculpe por favor! Me desculpe por te trazer para cá por fazer você passar por isso me desculpe por tudo mesmo, eu só queria te fazer feliz, te proteger, te amar e ter você comigo mas... mas... – seus olhos encheram de agua – não consegui fazer o mais importante, te proteger.
–Ei parem com essa baboseira. – disse Tiago dando um gole no uísque.
–Pablo eu te amo, está tudo bem, vai fica tudo bem. – eu tentava convencê-lo. Ou seria a mim mesma? Tudo estava confuso demais eu estava com medo demais para poder pensar em alguma coisa.
–Eu também te amo May. – disse Pablo tentando sorri. Mais tiros soaram e um barulho de um corpo batendo na porta soou e todos olhamos para ela. Quando Tiago a abriu dois tiros foram disparados e ele caiu de joelhos. Corri para ajudar Pablo e Matt entrou na sala corri para seu abraço. – Ainda não gosto de você com as mãos nela. – disse Pablo. Matt e eu o desamarramos e o levantamos colocando ele meio escorado em nos dois.
–Tenho que levar vocês para um abrigo agora onde tem um mais próximo aqui? – Matt perguntou indo até as janelas e as fechando olhando para todos os lados, disparando.
–Perto da lareira, um dos tijolos. – disse Pablo. Fui até a porta e peguei a arma de Tiago que havia caído. Um dos homens que haviam trago Pablo para cá aparece e disparou mas eu me escondi atrás da porta e atirei de volta na perna fazendo ele cair, Matt veio correndo e atirou de novo o matando. – Impressionado.
–Eu também May mas fique longe das portas. – assenti e ele continuou procurando a passagem secreta.
–E minha mãe Matt? Ela chegou a...a tempo no esconderijo não...não foi? – só de pensar em perder minha mãe por causa de minha festa de noivado uma dor tremenda arranhou toda a minha garganta me fazendo gaguejar. Eu não poderia perde-la. Eu nunca me perdoaria.
–Sim eu mesma cuidei disso.
–Graças a Deus. – um alivio tremendo correu por mim mas me lembrei de tudo que havia e estava acontecendo lá fora e quantas pessoas deviam estar mortas, Pablo não devia saber de seu pai. – Pablo... – eu comecei – seu pai ele... ele... – meus olhos encheram-se de agua na lembrança de quando aquela noticia havia chegado para mim e como seria para ele. – faleceu Pablo eu sinto muito eu... eu... entrei no salão depois de... não importa, ele foi o primeiro a ser atingido na cabeça e caiu do palanque. Sinto muito mesmos! – eu o abracei e senti ele suspirando com força depois beijando minha cabeça.
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