May I Have This Dance?
1 Unic
Notas iniciais
Eu ia postar essa coisinha aqui ontem, PORÉM eu fiquei ocupada demais falando mal das pessoas com a minha amiga, é (e ouvindo Under Pressure -qqqqqqq).
ANYWAYS. Foi um saco postar essa one porque a internet da casa da minha amiga é simplesmente... Linda '-'
Enjoy!
Entediante.
Somente esta palavra pode definir bailes: entediante.
Pessoas entediantes. Danças entediantes. Vestidos e ternos entediantes. Horas de tédio fatalmente entediante.
Sim.
Entediante.
Olho pelo salão cheio de garotinhas dançando aquela valsa nojenta que elas passaram horas ensaiando, junto com garotos popularezinhos que fingem que sabem dançar, enquanto pisam no pé das meninas a cada seis passos. Aquilo tudo me enoja em um nível tão profundo que era simplesmente incrível. O fato de que eu estava sozinho no meio daquele bando de adolescentes não tão mentalmente privilegiados só piorava a situação.
Pego um copo mais uma vez e bebo o refrigerante contido ali dentro, só para distrair-me. Olho as horas e penso em sair assim que der oito e meia, afinal, quanto mais cedo eu sair daquele ambiente entediante, melhor. Porém, uma pessoa em especial cancelou meus planos.
Ele era... Divino. Simplesmente divino.
Seu nome? Não sei. Ele era dois anos mais velho que eu. Mas era simplesmente lindo. Sua pele era tão branca que parecia porcelana. Seus cabelos negros caíam como uma cortina, encobrindo parcialmente seu rosto delicado e levemente corado. Seus olhos verde-oliva vagavam pelo salão, com uma expressão divertida no rosto. Seus lábios levemente vermelhos estavam repuxados em um pequeno sorriso, como se tudo aquilo fosse um ótimo passatempo.
De repente, noto que as palmas de minhas mãos estão e que minha perna estava se movendo freneticamente, como se por nervosismo. Trato de limpar o suor no meu terno cinza e faço minha perna parar de se mover. Tento arrumar meu cabelo do jeito que posso e aproximo-me do desconhecido, com movimentos levemente acanhados. Mas é claro que eu estava assim, quem não se envergonharia de falar com uma criatura tão divina como ele? O medo de que qualquer palavra rude demais pudesse magoar seu coração tão puro era enorme. Era como se o mais brusco dos movimentos pudesse quebrá-lo em mil pedacinhos, como se ele fosse um anjo de porcelana muito frágil.
–Hmm... Olá. – falo, sentindo meu rosto esquentar. A criatura divina sorri, um sorriso encantador e hipnotizante.
–Olá. Você é da oitava, não é?
Faço que sim com a cabeça. Ele sorri mais uma vez, e eu juro que fiquei levemente hipnotizado ao ver seu sorriso deslumbrante.
–Prazer, sou Gerard. Gerard Way.
–Frank Iero. – falo, baixinho. Ele sorri.
–É um nome bonito. – não tão bonito quanto você, meu bem.
–Obrigado. – sinto meu rosto corar. Eu devo estar parecendo um pimentão, de tão vermelho que estou. Deve estar sendo uma experiência patética para aquele ser tão sublime.
–Sinto que não está apreciando a festa. Posso saber por quê? – indagou ele, com um olhar levemente curioso nos olhos verdes. Deus! Isso só o faz parecer ainda mais frágil!
–Nunca gostei de bailes. – dei de ombros.
–Eu acho bailes uma coisa fascinante. – ele deu de ombros.
–Fascinante? Por quê? – indago, com a testa franzida.
–Bem... – ele se senta ao meu lado. Uma lufada de vento joga seu perfume adocicado em meu rosto. Mordo o lábio inferior, segurando-me para não chegar mais perto dele, afim de evitar uma situação desconfortável, é claro.
–Bom? – incito-o a falar. Ele suspira e vira a cabeça em minha direção.
–Bailes podem ser a chance que você vai ter para encontrar seu amor.
Ele se levanta, me deixando extremamente confuso. Aquilo havia sido uma indireta? Ou uma simples constatação?
Esse menino continua me intrigando mais e mais.
De repente, ele se vira em minha direção.
–Venha. – convida ele.
–Por quê?
–Oh, acho que um convite formal seria melhor. – diz ele, rindo gostosamente. Gerard ajoelha-se, tomando minha mão. Seu toque é delicado, leve, macio... É simplesmente perfeito, angelical – Posso ter essa dança? – indaga ele, sorrindo de um jeito sedutor. Abro a boca, o que aumentou ainda mais seu sorriso.
–S-sim... Pode... – gaguejo. Ele beija minha mão, o que fez meu rosto esquentar assim que seus lábios macios tocaram minha mão direita. Ele levanta-se e eu também. Gerard guiou-me até o centro do salão e tomou minhas duas mãos. Fitei meus próprios pés. Ele segurou meu queixo e olhou em meus olhos.
–O que houve?
–Eu... Eu não sei dançar.
Ele ri novamente.
–Eu te ensino a dançar. Pode deixar.
Sinto seus dedos frios se entrelaçarem junto com os meus, enquanto uma de suas mãos foi para a minha cintura. Ele começou a se movimentar lentamente de um lado para o outro, e eu tento segui-lo, mas acabo pisando em seu pé uns quatro passos depois.
–Desculpe, desculpe! – exclamo, visivelmente desesperado.
–Não tem problema. – ele sorri agradavelmente, assegurando-me de que estava tudo bem. Mesmo assim, me sinto horrível por ter machucado aquela criatura tão divina e delicada.
–Eu... Eu sou horrível nisso...
–Hey, calma... Não tem problema, sério. Apenas tenta me seguir...
–F-foi isso que eu tentei fazer! Ah... Eu sinto muito...
–Frank. – diz ele, parando subitamente de se mover – Não tem problema. Só tente de novo, ok?
–O-ok... – gaguejo fracamente. Ele recomeça a dançar e, mais uma vez, tento acompanha-lo. Aos poucos, vou conseguindo me mover sem tropeçar nos meus próprios pés.
–Ei... Eu estou conseguindo! – exclamo, com um sorriso no rosto.
–Está sim. – ele sorri junto comigo. Minutos depois, estamos nos movendo graciosamente pelo salão, atraindo vários olhares de várias pessoas curiosas. Bom, ele atrai os olhares, não é? Eu sou apenas o par do garoto perfeito.
De repente, ele solta uma risadinha.
–Estão olhando pra você...
–Para mim?! Eu... Eu não... – ele sorri e gesticula em direção aos outros casais que outrora dançavam, mas que, agora,, pararam para nos observar. Coro fortemente e, pelo visto, ele nota.
–O que houve?
–Não estou acostumado com tanta atenção.
–Hm? Como assim?
–Não sou o mais... Popular, digamos assim.
–Não?
–Não. Vivo apanhando dos meninos mais fortes, vivem zoando de mim, não tenho nenhum amigo... É horrível.
De repente, ele diz uma coisa que me surpreendeu muito:
–Eles te batem? Quem bateria em um ser tão angelical como você?
–Angelical?! – quase tropeço na dança, mas, mesmo assim, continuo me movendo – Eu... Eu não sou angelical!
–Claro que é. Por que acha que estão olhando para você?
–Não estão olhando para mim, e sim para você.
Ele faz que não com a cabeça.
–Os olhos estão virados para você. Além do mais, eu não tenho nenhuma espécie de atrativo.
–Como não?! – exclamo, indignado – Você é lindo, perfeito, divertido, divino... Qualquer um ficaria com você! – respondo, sem me dar conta das palavras que acabam de sair da minha boca. Mordo meu lábio e murmuro um “desculpe” baixinho. Mais uma vez, ele segura meu queixo e, dessa vez, me lança um olhar intenso. Ele me puxa para um canto, longe dos olhares curiosos, e segura meu rosto.
–V-você acha mesmo aquilo tudo de mim? – gagueja ele. Faço que sim com a cabeça – Nunca ninguém me disse isso...
–Como não?
Ele sorri tristemente e puxa a manga do terno preto, deixando à mostra seus braços de um branco puro. Porém, havia vários cortes espalhados, cortes já antigos, mas que trouxeram lágrimas aos meus olhos. Era inimaginável que alguém pudesse fazer mal àquele anjo.
–O... O que...
–Bullying. – responde ele com simplicidade, mas com dor na voz – Muitas pessoas me chamando de boiola, idiota, afeminado... Etc. – mais uma vez, ele sorri tristemente. Permaneço encarando-o, boquiaberto.
–C-como assim... – senti uma raiva crescente dentro de mim.
–Como assim o quê?
–Como assim tiveram coragem de te humilhar e magoar?! Eu nunca teria coragem de fazer isso! Nunca teria coragem de te tocar se não fosse para... – mordo minha própria língua, impedindo-me de falar mais alguma coisa... Constrangedora. Porém, ele me incita a falar.
–Se não fosse para... ?
Suspiro fundo.
–Nada, deixa.
–Diga.
–Pra te beijar. – confesso, baixinho. Ele congela naquele lugar mesmo. Mordo meu lábio e olho para o lado, visivelmente constrangido. Já me preparo para bombardeá-lo com pedidos de desculpas quando, de repente, sinto uma coisa maravilhosa.
Seus lábios nos meus.
É uma sensação simplesmente maravilhosa, ter sua boca na minha. Seus lábios tão macios se movendo junto com os meus é... Maravilhoso. Nossas bocas se movimentam de forma tão sincronizada que parecem ter sido feitas uma para a outra.
Quando nos afastamos, eu suspiro e digo:
–G-Gerard... Eu... Ah... Foi incrível! – sorrio e ele me acompanha.
–Eu sei. – ele acaricia meu rosto, fazendo-me fechar os olhos, aproveitando ao máximo seu toque. Sinto seus lábios se colando aos meus novamente e, ao nos afastarmos, olho para ele de forma doce.
–Eu acho que me apaixonei por você... – sorrio.
–Eu também me apaixonei por você. – seus dedos frios acariciaram minha bochecha por curtos segundos, até que ele se ajoelha e segura minha mão.
–Posso ter essa dança? – sussurra ele, como havia feito momentos antes. Rio e faço que sim com a cabeça. Ele beija minha mão de forma encantadora, e nós voltamos para o centro do salão, dançando suavemente, sempre sorrindo um para o outro, como se estivéssemos fazendo a coisa mais divertida do mundo. Ele me faz girar e aperta minha cintura. Descanso minha cabeça em seu peito e suspiro.
Eu estava bem.
Notas finais
É. Foi brega. E completamente clichê, como a maioria das minhas fics '-'
Mas, como eu sempre digo:
I DON'T CAAAAAAAAAAAAAAAARE(8)
#Gone
Fale com o autor