Maxon e Meri - Pós Casamento e Filhos
1 Capítulo 1
Notas iniciais
*Feito com carinho, Mylla*
Ahren e Eadlyn corriam pelo 2º andar. Ao passar por eles, Ahren esbarrou em mim e derrubou-me no chão. Eu, como rainha, o repreendi:
- Ahren! O que você está fazendo? – disse levantando-me.
- Mãe... Desculpe-me. Foi um acidente.
- Por favor, que isso não se repita. O palácio é bem grande. Vão para o jardim.
Dito isso, foram brincar no jardim. Eu sentia falta de tudo: de andar pelo jardim nas tardes ensolaradas; das brigas com as outras meninas da Seleção; da Rainha Amberly (e como sentia!); por incrível que pareça, sentia falta de Celeste. Se bem que, no fim, viramos amigas. Porém, agora tudo era diferente. Eu era a Rainha.
- Pensando em quê, meu amor?
- Ah, Maxon! – Dei-lhe um abraço. Estava olhando pela janela nossos filhos brincarem juntos e, ao mesmo tempo, relembrando o passado.
- Vamos tomar um chá? – pediu ele, já me estendendo o braço.
- Claro, eu adoraria.
Ao entrar na sala, reparei que havia algo diferente.
- Maxon, o que é isso?
- Isso o quê, Meri? – Havia o deixado chamar-me assim. Sei lá, mais intimidade.
- Esse cheiro.
- Cheiro?
- Sim.
- Querida, não sinto cheiro algum.
Era um cheiro bom, mas perigoso. Um cheiro atrativo.
- É tão bom. Coisas boas não são, na realidade, boas, não é?
- Exatamente. Vamos?
Ele estendeu-me a cadeira para que pudesse sentar-me e, logo em seguida, sentou-se também.
- Maxon, você não acha que nossos filhos estão muito privados às coisas?
- O que você quer dizer, America?
- Não sei ao certo. É que, acho que deveríamos deixa-los sair um pouco. Ar livre, que tal?
- America, você sabe o quão perigoso é lá fora.
- Se nunca os deixarmos sair eles vão sentir medo e acharão que tudo é perigoso. E, agora, com o fim das castas, as coisas melhoraram.
- É um processo complexo. Não extinguimos todas elas, apenas algumas.
- Exatamente. May adoraria brincar com eles. Faz um ano que ela não os vê.
- Tudo bem, minha querida. Apenas uma ida à casa de sua família para que nossos filhos possam brincar com May? – Confirmei com a cabeça. – Então estamos resolvidos.
Com tudo aquilo de ser rei, Maxon havia mudado muito. Estava mais responsável, mais do que já era quando príncipe.
- Muito obrigada, meu amor! – Corri para seus braços e comecei a encher-lhe de beijos.
- Meri, desse jeito vou esquecer quem eu sou. Precisamos ir.
- Você tem razão, mas...
- Depois continuamos, está bem? Preciso resolver uns problemas.
- Precisa de ajuda? Estarei no Salão das Mulheres se precisar.
- Não, está tudo bem, meu amor. – Após dizer isso, levantou-se e me beijou.
Aquele cheiro que há pouco sentira havia voltado. Algo não estava bom, e eu tinha que descobrir.
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