Notas iniciais
Obrigada Aninhacat, Panda, Históriadeamor por terem comentado e Alexia Grey por ter favoritado e obrigada a todos que estão lendo. Boa leitura galerinha fiquem com Deus.

10 anos depois

– May saí logo do banheiro, se não eu vou me atrasar.

– Já vai América, so estou terminando de me maquiar.

– Com tanta maquiagem, você vai acabar ficando igual o coringa. Digo rindo.

– Não vi nenhuma graça e depois eu tenho que ir linda para a escola, nunca se sabe quando príncipe encantado pode aparecer é preciso estar sempre preparada.

– Ah claro o príncipe encantado. Falo revirando os olhos.

– Um príncipe igual aqueles de conto de fadas. Diz suspirando.

– May, príncipes só existem em livros , não na vida real.

– Eles existem sim, e um dia eu vou encontrar o meu. Fala May saindo do banheiro, finalmente, pensei que não ficaria livre dessa pestinha, quando a May nasceu eu tinha apenas 15 e as vezes queria vende-la e isso não mudou muito hoje em dia, mais no fundo eu a amo e temos um relacionamento até que bom comparado a outras irmãs.

Desço rapidamente as escadas e encontro May, mamãe e papai em pé me esperando.

– América, você está de novo atrasada filha. Fala meu pai bravo.

– Pai a culpa não foi minha...

– Engraçado a culpa nunca é sua. Diz meu pai me interrompendo.

– A culpa foi da May que demorou demais no banheiro.

– A May é só uma criança , ela não pode ser culpada por sua falta de responsabilidade , por sua causa vamos todos nos atrasar.

– Mais pai...

– Mais nada América , vamos andando .

É engraçado como irmãos mais novos são sempre inocentes perante os pais e os mais velhos são sempre culpados, mais fazer o que né essa é a lei da vida .

Depois de deixar a May na escola , meu pai me deixa na faculdade e vai para o trabalho. Estou cursando engenharia e foi um milagre de Deus eu ter conseguido entrar como bolsista, mesmo meu pai tendo um bom emprego , minha família não é mais rica como antes da morte do meu avô, mais graças aos céus me acostumei com uma vida humilde. Passando pelos corredores encontro Marlee , minha melhor amiga desde que me mudei, foi graças a ela que aceitei Jesus como meu único e suficiente Salvador.

– Meri , por que você demorou tanto?

– O de sempre.

– Ah...a May.

– Isso mesmo.

– Onde está a Celeste? Pergunto olhando ao redor.

– O irmão dela disse que ela está muito doente, por isso que não veio.

– Sorte a dela por ter faltado e sua por ter chegado atrasada, a primeira aula foi horrível. Se intromete Lena.

– Lena, você só vem para a universidade para usar droga e ficar com seu namoradinho.

– E daí a vida é minha.

– E está acabando com ela.

– Olha aqui América , não é porque você é crente que pode ficar me dizendo o que fazer entendeu, a vida é minha e nem você ou seu deusinho vão me dizer o que fazer com ela. Fala Lena saindo.

– Desde que a Lena começou a usar droga ela nunca mais foi a mesma, a cada dia que passa ela fica mais insuportável.

– Eu sei Mar e que fico triste por uma menina tão nova , que era nossa amiga , estar envolvida em algo que so destrói a vida.

– Também fico triste, mais vamos orar para que Deus ilumine a cabeça dela e trata de andar logo não quero chegar atrasada para a segunda aula.

As aulas terminaram rápido e semana que vem já era férias, Marlee e eu combinamos com o pastor de nossa igreja que faríamos trabalhos voluntários em outra cidade que ele escolhesse.

– Meninas tem um acampamento em Seattle que precisa de ajuda.

– Seattle? Perguntei incrédula.

– Sim , por que? Vocês querem ir para outro lugar?

– Não... é que eu já morei em Seattle.

– Que bom , assim fica mais fácil de você se adaptar lá.

– Claro pastor e quando vamos?

– Na primeira semana das férias , vocês vão ficar o mês todo lá.

Marlee e eu concordamos em passar o mês todo em Seattle, afinal seria uma grande experiência para ambas. Nem acredito que vou retornar a minha cidade natal, como será que estão todos e principalmente como será que está Maxon? Esse último pensamento me lembro o beijo que trocamos em nosso último encontro, será que Maxon ainda lembra de mim?

– América , terra chamando América.

– Que foi?

– Você estava pensando nele né.

– Não, estava pensando na minha cidade natal e como fui feliz lá. Digo corada.

– Não acredito em você. Diz rindo.

– Acredite não amo o Maxon , era só uma paixonite de adolescente e ele nem deve se lembrar de mim.

– E se ele lembrar.

– Se ele lembrar...e estiver solteiro quem sabe....podemos ficar juntos. Sorriu maliciosamente.

– Sabia que você ainda o ama.

– Tá eu o amo, mais não precisa espalhar por aí.

Notas finais
O que acharam?