Notas iniciais
Postar diariamente é um problema pra mim, e isso faz com que os capítulos não sejam grandes o suficiente para saciar a vontade de vocês, leitores.Como tenho um cronograma escolar muito apertado, vou determinar os dias em que vocês poderão contar com novos capítulos: - Terça, - Quinta e - Sábado. Caso possa, postarei entre esses intervalos algum capítulo extra, mas podem contar com as postagens nesses dias!Espero que gostem dos capítulos, beijo!Espero comentários.

– Ele não está me respondendo desde ontem, Katie, porque será? — Jhennifer perguntava pela terceira vez naquela ligação, enquato rolava na sua cama, desfazendo o forro da colcha amarela com estampa de margaridas que a decorava.

– Calma, Jhenni! Deve estar dormindo até agora, você não sabe o horário que ele acorda aos sábados? — Katie respondeu do outro lado da linha.

– Não, Katie, eu te disse, nosso relacionamento não era tão próximo assim!

– Pois trate de aproximar! Ele é seu namorado, você tem que agir como namorada, ué! — Katie suspirou. — Como foi a mensagem que você mandou pra ele?

– O convidei para vir aqui em casa ontem à noite... Mas ele não respondeu até agora.

Houve um breve silêncio na ligação.

– E se ele fosse, Jhenni? O que você pretendia fazer? — Katie indagou-a.

Jhennifer calou-se.

– O que você está insinuando?

– Ah, eu não sei... Você o convidou pra ir à sua casa em uma sexta à noite, só vocês dois, o que queria que eu pensasse? Vai ver ele pensou isso também... Qual o problema de rolar alguma coisa a mais?

Jhennifer pensou nas palavras de Katie, cogitando a possibilidade de dar mais esse passo na sua sua relação.

– Ah, Katie, você me conhece. Sabe que eu não seria capaz de fazer isso.

– Porque não? Pensa pelo lado bom, vai ser um meio de aproximar a relação de vocês. Não era isso o que queria?

Jhennifer suspirou.

– Eu sei, era sim, mas é que... Deixa para lá, não vou ficar quebrando a cabeça com isso. Melhor deixar as coisas acontecerem no tempo certo, não acha?

– Nesse tempo nada vai acontecer nunca, Jhenni.

– Calma, Katie, você se preocupa mais com o meu namoro do que eu, não acha?

A campainha da casa de Jhennifer tocou, propagando o som por todos os cômodos.

– Tem alguém na porta, espera um pouco.

Jhennifer colocou a ligação na espera e desceu as escadas, indo em direção à porta de entrada, abrindo-a logo depois.

– O que você está fazendo aqui? — Disse imediamtamente após assustar-se pela presença dele em sua casa.

– Não vai me convidar pra entrar? — Ele sorriu, encostando-se na parede.

Jhennifer voltou à ligação com Katie.

– Katie, eu te ligo mais tarde, tá?

– Quem está aí? — Pode-se ouvir a voz curiosa de Katie na linha.

– Depois eu te ligo, beijo.

Jhennifer encerrou a ligação e voltou a olhar para o garoto na sua porta. O que ele fazia ali?

{…}

– Você só pode estar brincando comigo! Você é a tutora de meu irmão? — Daniel pirava frente à entrada da casa de Mary Monroe.

– Melhor você entrar, Harris. — Respondeu, indo para a sala de estar e sentando-se em um dos dois sofás, frente a uma mesa de centro com cerca de cinco livros de matemática espalhados.

Daniel entrou na residência, acompanhando-a. Sentou-se em uma poltrona, ainda em choque pela descoberta que fizera.

– Então você é quem dá aulas para meu irmão? — Perguntou confuso. Como não percebera antes?

– Não é óbvio? – Ela sorriu.

– Você sabe de tudo, não é? – Daniel abaixou o seu olhar. – Sobre o que eu fiz pra chegar até aqui...

Mary assentiu com a cabeça.

– Não se preocupe, eu não vou comentar com ninguém. — Suspirou. — Na verdade, não tenho bem alguém para contar isso.

Daniel sentiu-se mais aliviado.

– Obrigada, Mary. Na verdade, eu me arrependo muito, até porque minha ficha sempre vai estar manchada por causa disso.

– Porque você fez isso, Daniel? — Mary perguntou. — Porque não correu atrás ou tentou recuperar o que havia perdido antes de fazer o que fez?

Daniel suspirou, balançando a cabeça negativamente.

– Lá em casa as coisas não funcionam assim... Meu pai sempre cobrou tudo isso de mim, e eu sempre tive o Dylan pra me ajudar a agradá-lo com as notas, mas quando entramos no colegial eu não podia mais contar com ele. — Fez uma pausa. — Tem idéia do orgulho que o meu pai carrega? Pra ele aceitar se submeter a ter seu filho em um reforço foi um sufoco.

– E o Nicholas? — Mary perguntou. — Seu irmão, como seu irmão está comigo há tanto tempo já que ele não o permitiria?

Daniel riu.

– O Nick fez isso escondido. Ele dizia que iria sair pra casa dos amigos aos sábados, mas vinha pra cá. Meu pai nem sonhava que ele estava tendo aulas de reforço, na verdade, só veio descobrir tudo depois que o Diretor Simon propôs suas aulas a ele.

Mary deu uma risada de leve.

– É de família isso? Enganar os pais? — Ela gargalhou, mas logo parou quando viu a reação séria de Daniel. — Desculpe, não podia perder essa piada.

Daniel sorriu.

– Tudo bem. — Respondeu. — Queria ter feito como ele e usar essas mentiras com algo que realmente me acrescentasse.

Espera, o que eu estou fazendo?– Daniel perguntou-se, ao ver o rumo auto-reflexivo que aquela conversa estava tendo. Prometera a si mesmo que não se renderia às aulas, e, de repente estava agindo e sentindo realmente como quem quisesse aprender alguma coisa. Lembrou-se do que havia dito a Dylan.

Eu não posso deixar que essas aulas abram oportunidade pra meu pai exigir o curso de admininstração de mim.

Mary estava feliz por ver que Daniel realmente parecia arrependido. Sentiu-se motivada a ajudá-lo a recuperar tudo o que perdera. Levantou-se e pegou uma apostila em cima da mesa de centro.

– Aqui eu tenho umas questões para você, Daniel. — Entregou-lhe as folhas. — Não se preocupe, não tem cobrança. É só pra saber o nível de conhecimento que você tem.

– Tudo bem. — Ele respondeu, fitando os números no papel.

– Quer se sentar na mesa de jantar? — Ela apontou para a cozinha.

– Não, está tranquilo. Faço aqui mesmo.

Daniel levantou-se e sentou no tapete de veludo, apoiado na mesa de centro, respondendo as questões.

Mary suspirou. Daniel Harris ali, em sua sala de estar, iniciando uma rotina com ela: era algo meio difícil de se acreditar. Estava feliz por sentir que ele se agradava em sua presença, e por ter uma relação boa com alguém da sua idade. Mas era impossível negar o nervosismo e o suor das mãos que escondia entre suas pernas.

{…}

– O que você quer, Dylan? — Jhennifer revirou os olhos.

Dylan segurava uma sacola média de papel, encostado na parede da entrada da casa da família Willis.

– Tudo bem, já que não vai me convidar, eu entro assim mesmo. — Falou, desencostando da parede.

Dylan passou por Jhennifer, que estava pasma pela audácia do garoto e entrou na casa.

– Onde é que fica a cozinha aqui, hein? — Perguntou, girando pela sala de estar à procura da cozinha, até ver uma passagem branca de azuleijos azuis. — Ah, aqui.

Andou até a cozinha, seguido por Jhennifer perplexa.

– Mas é muita ousadia mesmo! Quem deixou você entrar? — Irritada, Jhennifer berrava.

Dylan abriu a geladeira e pegou uma lata de refrigerante, fechando-a logo após. Olhou para Jhennifer e sorriu por sua reação.

– Dylan! Para com isso, não pode entrar assim na casa dos outros! — Jhennifer batia o pé. — O que você veio fazer aqui?

Dylan riu.

– Olha na sacola. — Apontou para a sacola que deixara sobre a mesa de vidro da cozinha, sendo seguido pelo olhar de Jhennifer.

Irritada, ela andou até a mesa, abrindo a sacola com pressa.

– Era só o que faltava, você agora entrar na minha casa quando bem quiser... — Resmungava enquanto desfazia o nó do embrulho.

Ao romper o lacre, a ira de Jhennifer desaparecera, dando lugar à imagem do jarro de hortências azuis à sua frente.

– Que lindas, Dylan. — Admirara as flores, voltando-se logo após para o garoto sorrindo ao seu lado. — São minhas?

Ele revirou os olhos.

– O que você acha? — Ela sorriu de volta. — Estavam colhendo no clube de jardinagem e pensei em você. Eram para a venda do clube, mas eu consegui pegar algumas pra você.

Jhennifer suspirou, sorrindo. Olha só, o Dylan estava pensando em mim.." — pensou, sentindo sua pulsação acelerar.