Math For Love
15 45%
Notas iniciais
Já estamos quase na metade da história, e, por isso, gostaria de fazer um pedido:
Se você, leitor, tem gostado da história até agora, faça uma recomendação e aumente o número de leitores.
Quanto mais leitores, mais rápido tem capítulo novo!
Esse capítulo é extra, - por isso tão pequeno - espero que gostem!
Jhennifer sentia-se atordoada com a idéia de finalmente dar um passo a mais no seu namoro com Daniel. Por mais que ele fosse alguém digno de seu carinho, não sentia por ele todo aquele sentimento que se ouve sobre o cara certo. Entretanto, diante da sua atual vida e dos sacrifícios que tem feito para condicionar ao seu pai a recuperação pós-crise, era um meio de unir o útil ao agradável, como disse Katie.
Os investimentos da Harris Financing para com a Willis Real Estate ajudaram a recuperar e quitar algumas das dívidas, mas não resultaram na total recuperação da antiga situação da empresa antes da crise. Logo no início do namoro, o Sr. Harris deu um empréstimo enorme para seu pai, e, atualmente, todo mês, uma parcela da quantia volta para a empresa dos Harris, mas, felizmente, sem juros. Jhennifer sabia que todo aquele desconto era só por conta do pedido que Daniel fizera ao seu pai, justificando com o relacionamento. Se houvesse um fim no namoro, era muito provável que alguma porcentagem de juros fosse cobrada daquele empréstimo, o que afetaria o atual estado da empresa. Pra completar toda aquela pressão, seu pai, — que já não é tão presente em sua vida e vive enfurnado naquele prédio todo o tempo — sempre pergunta do namoro. Obviamente, ele tem muitos interesses que o façam se preocupar com a situação do casal. Lembra-se da primeira discussão que tiveram, era por conta de futilidades, mas seu pai foi o primeiro a conversar com os dois e estabelecer o relacionamento harmonioso. Depois de tanta interferência, a resposta para seu genitor era sempre a mesma:
- Estamos bem, pai, não se preocupe.
As palavras ali usadas por Katie despertaram-lhe uma vontade imensa de tentar fazer com que dê certo. Por mais que não soubesse se sentiria-se satisfeita ou não dividindo esse importante momento da sua vida com Daniel, era um passo que, provavelmente, iria não só aumentar a intimidade entre os dois, mas estabelecer um compromisso e maturidade, e, quem sabe, despertar aquela paixão que sentia no início de tudo.
- Eu acho que é a coisa certa a se fazer agora. — Falou, despertando um sorriso no rosto de Katie.
- Sério? — Katie sorriu mais ainda. — Ai, não acredito que minha amiga vai fazer isso!
Você pode até perguntar-se, caro leitor, como alguém pode sentir-se feliz enquanto vê esse tipo de coisa acontecendo com alguém que tanto desejou. Mas, incentivar aquela atitude de Jhennifer era um meio de — embora doloroso — apagar de vez a possibilidade de um dia ter o Daniel no futuro. Se Daniel não pudesse ficar com ela, que ele ficasse com alguém que o fizesse feliz, por isso, sempre esteve ali, apoiando aquele relacionamento e alimentando e contentando-se com o desejo de ter Dylan Patterson.
- Como você pretende fazer tudo isso? — Katie perguntou, cruzando as pernas e mostrando sua empolgação e entrenenimento naquele assunto.
Jhennifer entortou os lábios, nervosa.
- Eu não sei, Katie. — Sorriu amarelo. — Nunca fiz isso antes.
Katie deitou-se na cama, fitando o teto branco que pendurava um móbile roxo com corações de cristal que faziam um doce som perpertuar-se pelo quarto à medida que o vento entrava pela janela de vidro aberta logo à frente da cama, coberta por uma cortina violeta que balançava lentamente.
Ouviu-se o som da risada tímida e constrangida de Jhennifer.
- Não sei como fazer isso.
Katie permaneceu em silêncio. Respirou fundo e colocou a mão direita sobre o seu peito, sentindo as batidas aceleradas e dolorosas de seu coração.
Porque estava fazendo isso afinal? Porque se expôr tanto àquilo? No fundo, sabia que a amizade de Jhennifer era muito mais importante do que qualquer paixonite do colegial, e respeitava seu namoro com Daniel, já que conheciam-se há mais tempo. Mas, pensar que algum dia Jhennifer também pudesse atrair o Dylan lhe despertava uma espécie de raiva por nunca ser reparada por quem quis, por ser apenas uma sombra da amiga.
- Eu te ajudo se precisar de alguma coisa. — Disse, finalmente, pronta para assistir sua amiga no que precisasse.
Jhennifer sorriu agradecida.
- Vamos no shopping quando você estiver pronta. Comprar algo especial, algo novo. — Katie sorriu, incentivando-a.
- Eu te aviso. — Jhennifer respondeu, pensativa.
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Naquela terça-feira, Daniel teria uma atividade avaliativa de matemática, era um espécie de revisão dos conteúdos dos anos anteriores. Sentado na classe ao lado de Dylan, girava o lápis sobre a mesa com o dedo indicador, arrependendo-se de não ter tomado a iniciativa de seu irmão em relação ao reforço antes de todos aqueles problemas.
Sabia que iria se dar muito mal naquela prova, e não poderia mais colar de Dylan, que garantiu não fazer mais isso depois que começassem as aulas com Mary. A aula do último sábado tinha sido brilhante, e absorvera coisas que nos últimos anos passavam despercebidas. A voz de Mary continuava presa em sua mente, falando-lhe fases de incentivo e motivação. Coisas como "Você está indo muito bem, Daniel!" ou "Você tem muita facilidade com isso". Sorriu consigo mesmo.
"Mary..." — pensou, feliz pelo choque de realidade e maturidade que ela havia lhe dado, convencendo-o a tomar uma das melhores atitudes: aceitar as aulas.
- Eu não vou te passar cola, já sabe, né? — Dylan perguntou, enquanto apontava seu lápis.
Daniel sorriu.
- Eu sei.
Dylan olhou-o de lado.
- Como foi a aula? — Perguntou, enquanto fazia sons com as pontas dos dedos na mesa de granito.
- Foi ótima. — Ele respondeu, feliz. — Você nem imagina, Dylan, ela é maravilhosa.
Dylan arqueou uma sobrancelha.
- Quem é maravilhosa? — Perguntou, curioso.
Daniel arregalou os olhos, assustado pelo que estava prestes a dizer.
- A aula! A aula é maravilhosa. — Disse, contornando-o. — E a Monroe ensina muito bem mesmo, consegui pegar todo o conteúdo de equações biquadradas numa única manhã.
Dylan sentiu-se feliz por seu amigo.
- Espera! — Exclamou Dylan. — Monroe?
Daniel sorriu, lembrando-se que não havia contado para Dylan quem era sua professora.
- Ah, eu esqueci de te contar. Acredita que aquela garota que faz química com a gente é a tal garota das aulas?
Dylan ficou surpreso por, coincidentemente, Daniel ter tido um convívio com Mary sem saber que ela era sua tutora.
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O sinal batera novamente, tirando Mary da sala de Artes. Acabara de ouvir todo um relato sobre a Arte Renascentista do seu professor Larry. Desceu as escadas para o primeiro andar, sentindo aquela nostálgica sensação ao lembrar-se que, naquele corredor, tivera uma conversa com Daniel pela primeira vez na última semana, ao esbarrarem-se.
Caminhou pelo corredor entre as dezenas de pessoas enquato ouvia o som dos pequenos saltos de suas botas em atrito com o piso polido. Abriu sua agenda e checou a sua próxima aula, quando sentiu braços envolvendo-lhe por trás.
Virou-se assustada e deu de cara com Daniel, sorridente.
- Daniel! — Ela exclamou, estranhando a atitude dele.
Ele a soltou, mas contuava sorrindo.
- Eu queria te mostrar uma coisa. — Ele disse, entregando-lhe uma folha com questões de matemática.
- O que é isso? — Perguntou, olhando a folha.
- Acabei de fazer esta avaliação. Consegui 45% da nota. — Ele disse, contente. -Eu sei, é pouco, tudo bem. Mas pra mim, é muita coisa, eu fiz tudo isso só, já que algumas das questões eram com fundamentos nos assuntos que você me passou no sábado, só usei a lógica e as acertei. Até o Dylan se surpreendeu!
Mary sorriu. Não pelo resultado de Daniel — que não foi satisfatório -, mas pela motivação que ele sentia.
- Parabéns! — Ela disse, devolvendo-lhe as folhas. — Se continuar assim, vai recuperar as notas rapidinho!
Daniel sorriu de lado, bagunçando o cabelo com a mão esquerda.
- Eu queria te pedir uma coisa, Mary. — Disse, sem jeito. — Não quero que ninguém saiba das aulas.
Mary assustou-se. Tudo bem, não era algo muito difícil de fazer, já que não tinha bem alguém pra contar sobre aquilo. Mas, porque Daniel queria manter em segredo?
- Porque? — Perguntou, secamente. — Não quer que saibam que você tem uma relação comigo?
Daniel franziu a testa, estranhando a pergunta de Mary.
- Não, claro que não! Porque teria?
Daniel não entendia a pergunta de Mary. Vergonha dela? Porque? Ela era maravilhosa. Tinha qualidades que não eram vistas em nenhuma das outras ao seu redor.
- Eu não sei.. — Mary fitou o chão, sem saber como explicar sua péssima relação social. — Deixa pra lá!
- Eu só não quero que ninguém descubra sobre o roubo dos gabaritos. E se souberem das aulas, é provável que a história das fraudes vaze logo. — Ele explicou, mostrando a rel intenção do seu pedido.
- Fique tranquilo. — Mary sorriu, voltando a caminhar naquela direção à sua próxima aula, ainda sentindo o calor dos braços de Daniel Harris em sua cintura.
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