Materno
1 Materno
Tornou-se mulhera moça que um dia foi menina.E seu ventre fez-se crescer,Fez-se nascer, gerar vida.Anjo de luz esvaindo-se em amor,Ser santificadoque traz em seu sangue a dor.Mulher, genetriz, cúmplice, irmã;Doce cantiga de cada manhã.Amor inabalável,Perdão incontestável.A bússola que me leva ao norte,A mais frágil das obras,Erigida em colunas violentamente fortes.A torre, o refúgio, o pão.Guia que me carrega pela mão.Do seu corpo perpetrei meu alentos:Em seu ventre, lar;Em seu seio, alimento.Mãe.Teu gerar penoso,Teu olhar cauteloso,Teu doce acalento,Trazem-me proteção contra o cruel relento.
Mulher que ao conceber, fascina;Teu incondicional amar ensinaque de tão esplêndida,Para Mãe, não há rima.
Notas finais
Texto também publicado em:
* Meu blog "Maphago";
* Minha coluna no site "Juventude Clichê".
(Os links de ambos, a quem se interessar, estão descritos em meu perfil.)
* Meu blog "Maphago";
* Minha coluna no site "Juventude Clichê".
(Os links de ambos, a quem se interessar, estão descritos em meu perfil.)
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