Tornou-se mulher

a moça que um dia foi menina.

E seu ventre fez-se crescer,

Fez-se nascer, gerar vida.

Anjo de luz esvaindo-se em amor,

Ser santificado

que traz em seu sangue a dor.

Mulher, genetriz, cúmplice, irmã;

Doce cantiga de cada manhã.

Amor inabalável,

Perdão incontestável.

A bússola que me leva ao norte,

A mais frágil das obras,

Erigida em colunas violentamente fortes.

A torre, o refúgio, o pão.

Guia que me carrega pela mão.

Do seu corpo perpetrei meu alentos:

Em seu ventre, lar;

Em seu seio, alimento.

Mãe.

Teu gerar penoso,

Teu olhar cauteloso,

Teu doce acalento,

Trazem-me proteção contra o cruel relento.

Mulher que ao conceber, fascina;

Teu incondicional amar ensina

que de tão esplêndida,

Para Mãe, não há rima.

Notas finais
Texto também publicado em:
* Meu blog "Maphago";
* Minha coluna no site "Juventude Clichê".
(Os links de ambos, a quem se interessar, estão descritos em meu perfil.)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!