Mastermind
12 Map until you
Map until you /Pt.1
A primeira coisa que senti foi pontadas na cabeça, a segunda? Um gosto péssimo na boca. Avistei Bonnie no outro sofá que ficava na minha frente, o dia anterior rebobinou na minha mente rapidamente como um borrão.
Que merda de vida eu tenho?
Depois do casamento de Emile, depois do meu subconsciente me fazer dançar com Stefan, depois de ver Bonnie brigar com o seu ex e acompanhante de festa Jeremy. No dia seguinte, e com uma ressaca menor que essa graças a deus, eu fui ao Arkham, sem ter tempo de tomar banho e sem dormir fui correndo para o meu imperfeito trabalho.
Ao chegar troquei de roupa rapidamente e consequentemente tentei tirar o cheiro de pós festa de mim, infelizmente em vão.
Entrei na sala pequena e sem graça observando joker me fuzilar com o olhar, ele não focava no fundo dos meus olhos como uma pessoa normal, claro que não! Focando no escuro das minhas olheiras ele falou “cheira a álcool e homem” sem nenhum sentimento exposto, ignorei o comentário e iniciei uma seção de perguntas que não estavam me levando a lugar nenhum.
“tudo bem! Você tem razão, ok? Eu acabei de chagar de uma festa” desabafei pelo seu olhar frio, ele respondeu sorrindo “eu já sabia disso querida”.
E então depois de um silencio constrangedor, fui em direção a porta quase saindo, e ele falou algo que eu nunca imaginei ouvir.
“Sairei logo daqui”
Eu congelei, não virei para trás, apenas continuei andando.
Segurando a respiração até o final do corredor não sabia o que fazer, corri para diretoria onde avistei Elijah, contei rapidamente o ocorrido, ele se espantou e depois demonstrou está calmo. “Que tal dois dias de folga Caroline? Pela sua cara está exausta, e não deve se preocupar com isso, vá para casa e te garanto que resolverei tudo!”
Obediente as ordens do meu superior entrei no meu apartamento já ouvindo as lamentações da minha colega de quarto falando que mesmo brigando muito com o ex, acabou dormindo com o mesmo. Não falei nada sobre isso para ela, Bonnie não precisava de mais problemas.
― Bom-Bom! – falei baixo e de vagar – acho que você deve acordar, são 7:30.
Em um movimento rápido um ser, que pelo estado do cabelo eu diria não ser minha amiga, pulou do sofá.
― Puta que pariu Caroline! Eu tenho que me encontrar com o Marcel em 30 minutos! Como diabos eu vou dar uma de flash e fazer isso!?
Tentando manter minha mente ocupada fiz uma trança de raiz na senhorita “mulher das cavernas” a ajudando a ser o mais rápido possível.
Quando definitivamente eu fiquei somente com minha , entrei na banheira e senti minha mente encher de problemas ao mesmo tempo em que ela estava vazia. A Harley estava de volta, essa pequena parte do corpo e da minha personalidade aflorou no casamento de Emile, e agora eu não conseguia parar de pensar em como ela iria em bora. Como arrancar, de forma crua, sua pior parte?
Com meu celular vibrando no chão perto de mim, parei de pensar por exatos dois segundos. Tudo para ver somente uma mensagem, um adicional ao meu pacote de problemas.
@Stefan:/Estou ansioso para o nosso almoço ;)
Te encontro no Louis as 12.
― Caralho, tinha esquecido totalmente disso.
Imergindo totalmente na banheira fiquei me perguntando se delatar o joker havia sido uma boa ideia. Definitivamente não sei. Porém, como um saco de pancadas sendo atingido, tentei imaginar como minha rotina ficaria sem ele, um buraco em meu estomago se abriu, não sei se por ter a visão de algo crucial da minha vida partindo (obvio que no âmbito da minha carreira como psiquiatra) ou de sentir toda a bebida e um pouco de café sendo despejados para fora do meu corpo, e por sorte para fora da minha banheira.
Colocando minha cabeça novamente para dentro d´água, tentei pensar em como conseguir renegar o meu “eu malvado” da última vez que ele deu as caras. E aí eu lembrei, me mudei para essa cidade desprezível e a Harly* sumiu dos meus pensamentos como a bula dos meus remédios previam.
*Harly era o apelido que a mãe legitima dela a deu pouco antes de morrer.
No entanto como um parente inútil me visitando para ceia de natal, Harly batia na porta da minha sanidade alegando que ela seria seu capacho e que nunca e jamais seria usada novamente.
E o vomito apareceu em quanto eu pensava, como uma música distinta das demais da sua playlist. Inconveniente o bastante para você só aceitar e cantar junto da mesma maneira, no entanto menos sentimental.
Saindo do meu retiro espiritual submerso e tentando desviar do estrago que tinha feito no chão, me preparei para o encontro menos desanimado que já tive em todos esses anos gerenciando a minha merdinha de vida.
Depois de estar devidamente vestida e de ter limpado e tirado parcialmente o odor horroroso que se instalou no meu banheiro, ouvi uma buzina familiar. Descendo as escadarias rapidamente e sendo obviamente de vagar, já que o elevador estava perfeitamente disponível, vi um olhar esmeralda feliz na portaria.
― Oi stef! – falei enquanto ele me abraçava afetivamente e eu não o correspondia.
― Oi princesa.
Com minha barriga enjoada e me implorando para não comer porcaria, o Salvatore nos levou a um restaurante italiano, fiquei mais enjoada ainda, não pela comida mas pela melosidade.
Com um rápido jogo de cintura chamei Stefan de amigo mais vezes do que até mesmo Bonnie, achando isso irritante ele começou a falar sem parar.
― Care, não faça isso, saímos a tanto tempo, e somos bons juntos – que pensa, não sei se quero ser boa com você, pensei – você é ótima no que faz assim como eu, ainda lembro quando falei com o Ric, no dia que fui te buscar na faculdade, quando éramos apenas amigos, eu já senti algo...
― Espera, você conhece o Ric? O Alaric?
― Claro, ele é o melhor amigo do meu pai! Fui eu quem falei de você para ele!
O buraco no estomago voltou, vomitando a última almondega que havia comido meo maior desolamento foi saber que a única coisa que eu achava que fazia bem, foi mérito de um cara apaixonado e com contatos.
Saí correndo e peguei o primeiro taxi que vi, Stefan não conseguiu me alcançar.
/Stefan o ódio que sinto seu agora ñ tem tamanho, como pode fazer isso? Como pode ter pedido isso ao Alaric? Como pode ser tão idiota.
@Stefan:/ dsclp Care! Vc estava tão preocupada com o futuro e com um emprego que eu n pude me aguentar em falar com o Ric! N sabia que iria ficar com raiva! Fiz um favor a vc! Me deve uma.
/queria ascender um foguete no seu rabo e te mandar para outro planeta
/Q se foda eu estar precisando seu arrombado
/vc n tinha esse direito
/vc n tem! E nunca mais fale o meu nome! Tbm n tem direito disso!
Bloqueando o contato dele, mandei o taxista se dirigir ao cais do Arkahan. Entrei no barco e fui direto atrás de Alaric.
Entrando no manicômio me vi de frente com outro individuo nojento.
― Acho que deveria se limpar, não é mesmo?
― Vai tomar no olho do seu cu! Como pode me admitir e me dar esse emprego só para agradar o Stefan? Como?
― Primeiro, foi para agradar o pai dele.
Comecei a chorar, achei que estava exagerando, mas, tinha razão, eu não servia para nada.
― Não precisa explicar, eu me demito.
Falei saindo e voltando ao cais. Assim que desci do barco o choro me consumiu, soluços eram as coisas que mais me irritavam no mundo, por isso fui correndo para estação de trem e entrando no próximo vagão, eu precisava mergulhar na minha banheira de volta, eu necessitava.

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