Notas iniciais
Bom essa é a minha primeira fic,bem não exatamente,tenho outra conta no nyah onde também posto fics,mas sei lá,quis fazer uma separada para essa,não me julguem.
Espero que gostem,pois a muito tempo eu pensava em fazer uma fic como essa,mas nunca realmente tive coragem,acho que agora esta na hora.
Boa leitura.

Pov’s Austin

—Acho que hoje teremos sorte. -Elliot ao meu lado voltou a repetir essa frase pela centésima vez.

Ajeitei a gravata melhor em meu pescoço.

—Não preciso de sorte. –me olhei no espelho.

—Tem certeza?Cuidado com suas jogadas Austin, um deslize e você pode perder tudo. -Ele voltou a me alertar.

—Quantas vezes eu já joguei Elliot?-O encarei através do espelho.

—Inúmeras vezes. -Deu de ombros.

—E em quantas eu perdi?-Arqueei a sobrancelha.

—Nenhuma. -Ele franziu a testa. Parecia achar algo de estranho em eu não ter falhado uma vez sequer.

—Ótimo e hoje não será diferente. -Dei uma última olhava no espelho e sai com ele em direção ao térreo, lá meu motorista nos esperava pacientemente.

***

—Hoje é Domingo Austin. Tem certeza que quer se meter nessa roubada?Você pode perder tudo. -Elliot voltou a repetir ao meu lado.

Estávamos sentados no bar e o uísque parecia não ser o bastante para mim.

—Elliot eu não sou milionário e sim bilionário, não sou um principiante e sim um veterano e você não irá me dizer o que eu vou ou não fazer. -Dei um último gole em minha taça e observei as pessoas bem vestidas ao nosso redor. Mulheres que me devoravam com os olhos e eu apenas as ignorava, as fáceis não são tão boas de cama quanto aparentam ser.

Voltei meu olhar para Elliot e disse em alto e bom som.

—Se eu não voltar para minha casa com você nem se dê ao trabalho de me procurar, estarei faturando alguns milhões a mais. -Não esperei sua resposta e fui em direção a uma das grandes mesas do salão, dezesseis cadeiras postas e aos poucos iam sendo ocupadas. Sentei em uma delas próxima da ponta e ao meu lado esquerdo estava um moreno dos olhos verdes com um smoking muito parecido com o meu, assim como o do lado direito com a pequena diferença de ele ser ruivo.

Contando comigo havia exatamente doze homens e apenas quatro mulheres sentadas, uma delas era morena, outras duas loiras e por fim uma ruiva. Todos espalhados pela grande mesa a nossa disposição.

O banker distribuiu as cartas e assim começou mais uma das minhas milhares noites de jogos.

As cartas se moviam com uma leveza impressionante e todos com um único objetivo em mente, vencer.

Jogo via jogo ia e aos poucos as cadeiras e iam se esvaziando por toda a mesa e quando dei por mim restavam apenas setes pessoas na mesa sendo eu uma delas.

Minhas fichas já estavam acabando e eu já havia perdido uma pequena quantidade de dinheiro, mas nada que eu não pudesse recuperar até o fim do jogo.

Analisei minhas cartas mais uma vez e abri um sorrisinho ao notar que tinha dois valetes, isso era o bastante para eu eliminar alguém.

Com um movimento rápido joguei as duas cartas sobre a mesa e me surpreendi ao ver que a ruiva as cobriu com um rei e uma dama de espadas, a encarei rapidamente e vi que ela mantinha o foco total no jogo a sua frente.

Mesmo ela cobrindo a minha jogada ainda assim outro cara saiu e assim sobraram apenas seis e deles apenas a ruiva e a morena permaneciam.

Apostei dez fichas em uma única jogada e consegui eliminar mais um cara.

Eu estava guardando as melhores cartas para o final.

Percebi que a morena estava começando a ficar nervosa enquanto a ruiva parecia estar mais confiante do que nunca, o moreno ao meu lado ainda jogava e por último um loiro alto.

Com uma dama de ouros a ruiva conseguiu eliminar o moreno ao meu lado e assim sobraram apenas quatro.

Um valete de paus jogado pelo loiro cobriu o seis e o sete de paus da morena e ela foi digamos que ‘’eliminada’’ sobrando apenas eu, o outro loiro e a ruiva misteriosa e a que mais parecia atenta ao jogo, seria interessante jogar um mano a mano com ela.

O loiro colocou um dez e um valete de espadas, seria fácil derrubar ele e parece que a ruiva sabia disso.

Assim coloquei uma dama e um rei de paus, enquanto que a ruiva optou por um ás ganhando assim de nós dois naquela rodada e já que havia acabado as cartas do loiro de qualquer jeito ele teve que deixar a mesa.

O banker não tirava os olhos das cartas tanto minhas como as da ruiva.

Com um sorriso mais falso que nota de três e capaz de encantar qualquer homem do casino ela abriu a boca para falar comigo pela primeira vez antes de começarmos a última rodada do jogo.

—Card Conting. -Ela soletrou aquelas duas palavras que em um instante me fizeram arregalar os olhos, não era possível. Essa estratégia era sem dúvidas a mais suja que alguém pode fazer em uma partida de poker e ela o fez, como?

A analisei por um breve momento e não percebi nenhum sinal de arrependimento ou muito menos diversão, ela estava jogando para ganhar e com essa jogada ela tinha livre arbítrio para poder ver todas as minhas cartas e isso era uma armadinha descarada até para ela.

—Tem certeza disso?-Arqueei a sobrancelha.

—Se eu disse card countig é porque estou certa do que quero.

—Você estará apostando tudo o que tem com essa estratégia. -A avisei, mas no fundo sabia que eu que realmente estava precisando de algum conselho.

—Não me questione, então, por favor, apenas amostre suas cartas. -Seus olhos não se desviaram por nenhum momento das minhas cartas ainda fechadas para ela e ainda um pouco hesitante as virei para que ela pudesse analisar minhas últimas cartas.

Com uma risadinha baixa ela pediu que eu as colocasse sobre a mesa e assim eu fiz. Eu tinha dois ás e era impossível eu perder dela,qualquer carta que ela colocasse ali não seria pariu para as minhas.

—Seria uma ótima jogada. -Ela elogiou. Pena que não foi dessa vez. -Com um sorriso vitorioso ela simplesmente jogou a mesa um Royal Straight Flush e meu queixo caiu. Ela havia um ás, um valete, uma dama e um rei.

—E a senhorita ruiva de vestido preto parece que virou o jogo com um Royal Straight Flush. -O banker disse um pouco alto demais enquanto eu ainda estava atônico, ela era melhor do que eu suspeitava.

Com o sorriso ainda em seu rosto ela recolheu todas as fichas da mesa e as pessoas ao nosso redor aplaudiam a traiçoeira.

Ajeitei o smoking em meu corpo e me levantei da mesa para logo em seguida reconhecer a ela.

—Foi um prazer jogar com você. -A parabenizei.

—Digo o mesmo loiro, aliás, quantos milhões você perdeu hoje?-Ela quis saber enquanto passava suas fichas para algum homem ao seu lado, acho que para transformar aquilo em dólares.

—Dois, eu acho, nada demais. -Dei de ombros.

—Acho que o orgulho esta pesando mais do que o dinheiro, não?-Ela deu um tapinha em minhas costas e eu sorri.

—Gostaria de uma bebida?-Perguntei apontando com o queixo para o bar.

—Porque não?-Deu de ombros e ao invés de me seguir ela saiu à frente indo em direção ao bar me dando uma boa visão de sua parte de trás.

—Olhe de novo e talvez você acorde sem seu amiguinho de manhã. -Ela disse ainda caminhando a minha frente e eu me pergunto como ela fez isso.

—Duas taças de chambord, por favor. -Avisei ao barman enquanto me sentada de frente para ela. Elliot havia sumido do nada e creio que esta com alguma mulher por ai.

—Onde aprendeu a jogar daquele jeito?-Perguntei sem conseguir esconder minha curiosidade.

—Com o meu pai, ele é um mestre nesses jogos, herdei isso dele. -Ela disse com um sorriso radiante no rosto.

—Então parece que não foi sorte de principiante. -Provoquei.

—Claro que não, anos de aprendizagem. -Ela disse para logo em seguida dar o primeiro gole em sua bebida.

—E você?Principiante?-Seu tom de voz denunciava seu sarcasmo.

—Se não fosse por sua jogadinha suja eu teria ganhado. -Lhe mandei uma piscadela.

—Eu nunca jogo limpo fique sabendo. -Ela parecia orgulhosa disso.

—Admito que isso chega a ser tentador. -A analisei mais uma vez. Ruiva, corpo delineado, curvas perfeitas, vestido preto longo e que me dava uma bela visão de sua perna direita. Ela era perfeita para aquilo.

—Tentador a que?-Ela franziu a testa.

Sorri comigo mesmo e percebi que já estava na hora de por o plano adiante.

—Antes de tudo você poderia me dizer seu nome?-Perguntei voltando a minha bebida.

—Meu sobrenome é Dawson. -Muito esperta ela.

—Perguntei seu nome. -Insisti mais uma vez.

—E eu perguntei o que é tentador. -Ela rebateu.

—Tudo bem. -Sorri para ela. Tirei do meu paletó um pequeno cartão onde havia o que eu queria. -Me encontre neste endereço em meia hora se quiser saber e espero que não comente isso com ninguém. -Lhe entreguei o pequeno cartão que ela aceitou ainda um pouco apreensiva antes de analisá-lo atentamente.

—Eu apenas sentei com você para beber algo, se estiver achando que eu sou o tipo de mulher que vai para a cama com um cara que mal conhece você esta muito enganado. -Ela me fuzilou com um olhar e eu apenas voltei a sorrir.

—E se você pensa que eu sou o tipo de homem que dorme com qualquer uma esta muito enganada, mas não tem nada haver com o que eu quero lhe propor. Você parece saber muito bem como enganar alguém Dawson e isso me admira muito. -Voltei a parabenizá-la.

—Se for alguma... -A interrompi.

—Não será nada demais, é apenas uma conversa que é melhor ser feita em particular.

—Nos conhecemos a menos de uma hora, o que você poderia querer conversar em particular?-Ela realmente era difícil de convencer, perfeita.

—Muitas coisas, apenas me encontre nesse local em meia hora. -Quando dei por mim minha taça já estava seca e ela ainda me olhava apreensiva.

Isso seria mais difícil do que eu pensei.

—Eu preciso de você ao meu lado. -Minhas palavras eram tão convictas que ela chegou a estreitar os olhos.

Eu sabia que ela cederia por bem ou por mal.

Terminou sua taça, levantou de sua cadeira e antes que fosse embora sussurrou em meu ouvido.

—Você e todos.

Notas finais
É isso ai,espero que vocês tenham gostado e se não gostaram espero que sejam sinceros nos comentários.