Notas iniciais
Eu só queria dizer q estou muito triste com os poucos comentários q a fic esta tendo :(. as visualizações estão indo muito bem,bem até demais,porém quase nenhum comentário,assim não da pra continuar.Eu não queria ser chata,mas se não tiver pelo menos 10 comentários nesse cap,esse será o último da fic.

Pov’s Ally

O batom em meus lábios combinava tanto com o meu cabelo como com o vestido e eu agradeci a Deus por isso. Baguncei um pouco meu cabelo e peguei minha bolsa.

Olhei-me uma última vez no espelho vi o reflexo de uma mulher de aparência forte, determinada e que consegue tudo o que quer. Aquela que todos esperam tudo, que não se machuca e que não tem sentimentos. A melhor.

Tranquei a o quarto a chave, depois daquela ceninha do Dez não quero mais nenhum engraçadinho se metendo na minha vida.

Fui até a sala a passos lentos. Sei que já estou atrasada e fiz isso de propósito, é divertido ver o loirinho estressado.

—Pensei que tivesse morrido. -Disse batucando os dedos freneticamente na maçaneta.

—Não seria uma má idéia, mas não se engane Moon, se eu morrer será depois de já ter visto você em um pijama de madeira. -Tirei uma mecha que cobria seus olhos e ele apenas bufou.

—Vamos logo. -Abriu a porta e deu espaço para que eu fosse a sua frente.

—Que cavalheiro. -Disse enquanto ia em direção ao elevador.

—Nem em todos os momentos. -Veio logo atrás e assim ficamos apenas os dois naquele cubículo de metal.

Preferi ignorar seu comentário, exagerei um pouco a algumas noites atrás, quase o beijei e foi como pecar para mim mesma. Austin é aquele tipo de homem que não vale à pena nem por uma única noite. Tenho homens melhores a minha disposição.

—Então hoje é apenas distrair os jogadores?-Perguntei tentando quebrar a bolha tensa que se formou entre nós.

—Sim. Apenas uma noite como qualquer outra, com a diferença que hoje nem eu nem você iremos jogar, apenas se necessário. E a propósito quero te apresentar a uma pessoa. -Disse enquanto brincava com os nós dos próprios dedos.

—Quem?Um de seus escravinhos que me seguirão até para o banheiro?-Arqueei a sobrancelha. Eu e Austin estamos nos dando melhor de uns dias para cá, percebemos que se formos trabalhar juntos, precisamos ter certa intimidade, mas nada além do profissional.

—Não ruiva, ai eu mesmo posso te acompanhar.-Um sorriso sacana transbordou de seus lábios.Ele parecia não ter se ofendido com o que eu acabei de dizer.

—Não precisa, se eu quiser tenho o homem que eu quiser para fazer isto por você, melhor que você. -Debochei.

—Tem certeza?Posso te fazer enlouquecer Dawson. -Disse se aproximando lentamente.

Não me movi ou hesitei não á motivo para isso então apenas deixei ele se aproximar o suficiente para eu sentir sua respiração contra minha.

—Já estou louca o suficiente para saber que posso ter homens melhores do que você.

—Pena que você esta totalmente errada ruiva. -Ele disse aproximando ainda mais seu rosto do meu e só então percebi que estava me imprensando contra a parede.

—Sempre estive errada, se acostume.

—Não preciso me acostumar com o que eu também sou. -Então seus lábios vieram de encontro ao meu pescoço e soltei todo o ar que estava prendendo inconscientemente.

Suspirei um pouco alto demais e pude ouvir sua risadinha baixa de vitória.

—Não me envolvo com amigos de trabalho. Já te falei isso. -Falei deixando minhas mãos caírem sobre seu cabelo os apertando em minhas mãos.

—Nem eu, mas acho que podemos abrir uma exceção. -Continuou com seus beijos cálidos por toda a extensão do meu pescoço.

Quando dei por mim sua mão estava apertando firmemente minha perna desnuda, chegando a causar arrepios.

Tentei, porém, involuntário, soltei um gemido baixo o que só o fez apertar ainda mais minha perna. Continuou nessa até sua mão subir um pouco mais por minha coxa até esta um pouco abaixo da minha cintura e dali foi para o meu bumbum.

Sua mão sem aviso alguma entrou por debaixo dos panos do meu vestido vermelho sangue, por um momento pensei que rasgaria minha calcinha até sentir que ele havia arrancado minha KM-512 da minha calcinha e pausou todos os seus movimentos o que me fez bufar de frustração.

—Eu lhe avisei para não trazer armas Ally. -Por mais que devesse estar com raiva de mim, tudo o que consegui decifrar através de seus olhos foi um ar de divertimento.

—Nunca se sabe quando podemos precisar de uma. –Gargalhei dando de ombros. Era bom rir de vez em quando.

Você esta comigo, não precisa. -Com cautela voltou sua mão mais uma vez para o meu bumbum e repetiu os mesmos movimentos de antes, mas com a pequena diferença de que fez o favor de colocar a arma no lugar de onde nunca deveria ter saído.

—Acho que sua frase esta embaralhada. Não preciso de você.

Ele ignorou totalmente o que eu disse.

—Não deixe que percebam seu brinquedinho. -Disse voltando a se recompor.

—No meu quarto tem uma coleção de armas,estamos morando juntos há quase duas semanas e você não percebeu,acho que passarei ilesa hoje. -Falei ajeitando meu vestido um pouco amarrotado.

—Ótimo. -E assim a conversa mais uma vez acabou dando espaço à outra bolha entre nós.

Depois de mais alguns minutos que pareciam uma eternidade chegamos ao térreo, onde na frente do hotel havia um motorista nos esperando.

Austin disse algo em seu ouvido e logo apareceu ao meu lado para abrir a porta do carro para mim. Continuou a conversar com ele e logo se juntou a mim.

O motorista veio logo atrás e assim partimos em meio a todas aquelas avenidas movimentadas.

Austin até que é legal como amigo de apartamento, ainda não vou muito com a cara dele e ele não confia em mim tanto quanto eu gostaria, mas acho que já progredimos e muito.

E a melhor parte de tudo isso é saber que podemos lidar um com o outro do jeito que lidamos com nós mesmos.

As cortadas ainda assim é uma coisa que ainda esta entre nós, o sarcasmo reina sobre nós.

Estava tão absorta em meus pensamentos que nem percebi seus olhos sobre mim, não necessariamente em mim, mas em meu decote o que incomodou um pouco.

—Acho que você não deveria usar um decote desses. -Seus olhos estavam vidrados no meu decote e isso me fez repensar sobre não matar ninguém esta noite.

—E eu acho que você deveria parar de olhar para os meus seios. -Falei lhe enviando um sorriso sarcástico.

Ele abriu a boca várias vezes, porém sempre hesitava então apenas se calou.

É bom saber que além de tudo ele é como eu e que posso ser grossa o quanto eu quiser perto dele. Ele não se importa porque é um deles.

Comecei a olhar pela janela, as luzes que passavam por mim e as pessoas caminhando normalmente nas ruas. Admito que tenho saudade de quando eu também era apenas uma delas,uma jovem normal e apaixonada,não uma fugitiva que esta a procura de mais encrenca.

Foi rápido o percurso até o cassino que nos conhecemos.

Austin abriu a porta para mim e me guiou até lá dentro, não havíamos trocado nenhuma palavra desde a cena do decote no carro.

—Apenas manipule a mente das pessoas. -Sussurrou em meu ouvido, sua mão pousou na minha cintura e assim entramos, por um momento todas aquelas luzes chegaram a me deixar tonta, no entanto, não deixei isso transparecer e apenas segui com Austin ao meu lado até um dos bares.

—Lembre se. Nada de bebidas. -Ele disse ainda sussurrando.

—Eu sei me cuidar sozinha Moon, pare de me dar ordem. Sei fazer isso melhor do que você.

—Veremos. -Deu uma piscadinha e se misturou junto à multidão.

Eu não poderia ficar ali sozinha, Austin disse que apenas observaríamos o terreno, mas não acho que seja um problema adiantar um pouquinho as coisas.

Caminhei por entre todos ali até chegar a uma fileira de maquinas caça níqueis.

Percebi que havia um cara no final da fileira apenas observando as pessoas jogarem, não demorei muito para sacar que ele é um dos chefões.

Por sorte as máquinas não estavam muito movimentadas, a maioria das pessoas observava os milhões sendo perdidos nas mesas principais.

Fui em direção a última maquina e sentei de modo que minha perna direita fiasse a amostra, ainda era possível ver um pouco da marca da mão de Austin ali.

O homem então tirou sua atenção das pessoas ao nosso redor e se concentrou apenas em mim.

Abri minha bolsa tirando dali uma única moeda.

Os olhos dele ainda em cima de mim.

Deslizei a moeda sobre ela e apertei a alavanca um pouco a minha gente.

Ele deu uma risadinha e rapidamente virei minha cabeça em sua direção.

—Qual o motivo de graça?Quero rir também. -O encarei ainda séria enquanto os objetos a minha frente giravam freneticamente.

—Você acha mesmo que pode vencer isso ai?-Apontou para a máquina. —Mulheres não costumam ter muita sorte neles. -Debochou.

—Então os homens têm?-Arqueei a sobrancelha.

—Nem todos, mas são mais propensos a ganhar.

—Entendo. -O ignorei e voltei meus olhos ao jogo a minha frente.

Eu já havia conseguido uma moeda na primeira roleta, só preciso de mais duas.

Voltei a girar a alavanca e pelo canto do olho pude ver que ele estava sorrindo.

Depois que os números pararam tive mais uma meda de ouro, uma última e eu ganho.

—Ganhar duas moedas é fácil, três que é difícil. -Disse atrapalhando meus pensamentos.

Nem me dei ao trabalho de olhar ele de novo e apenas me concentrei no caça níqueis.

Girei uma última vez a alavanca e depois de quase um minuto a roleta parou em uma moeda de ouro. Um alarme foi acionado a cima da máquina e milhares de moedas começaram a transbordar da máquina.

Olhei para ele e vi que estava com o queixo caído.

Mantive minha melhor postura quando sai daquele banquinho de metal em meio a milhares de moedas espalhadas no chão e pessoas ao meu redor aplaudindo.

Aproximei-me dele e o segurei pelo paletó.

—Ser dois homens é fácil, quero ver ser uma mulher. -Disse próximo da sua boca e o puxei para ainda mais perto se é que isso é possível.

—Pode ficar com essas moedas, você precisa mais do que eu. -O Soltei ele e o deixei junto aquela multidão que ainda me aplaudia.

Passei por entre os jogos de poker e nenhum me interessou de fato, encontrei Austin em um deles com uma loira de farmácia e apenas revirei os olhos, acho que não seremos apenas nós dois a voltar para casa hoje, ou talvez volte sozinha, tanto faz.

Ignorei totalmente ela e todos os homens que estavam à mesa, Austin parecia estar indo muito bem.

—Você disse que não iria jogar. -Sussurrei em seu ouvido me abaixando um pouco para ficar a altura de sua cadeira e ignorando totalmente a loira ao seu lado.

—Você também disse isso e acabou de ganhar um milhão no caça níquel. -Disse sem desviar seus olhos das cartas a sua frente.

—Foi àquele caça níquel que me rendeu um cartão de visitas até o último hall do cassino gênio. -Revirei os olhos.

Ele arregalou os olhos e os direcionou até a mim.

—Me dê. -Foi mais um pedido do que uma ordem.

—Não. Ficará comigo. -Falei enquanto tirava o pequeno cartãozinho de metal que eu havia roubado do paletó daquele chefão machista e o colocava em meu decote.

—Acho que agora você deve estar muito interessado em meu decote, não é?-Falei ainda mais baixo e senti os olhares de todos sobre nós dois.

Austin engoliu em seco e notei que seus olhos estavam vidrados em meus seios.

Sorri para ele e lhe dei um beijo na bochecha, isso com toda a certeza é uma ótima distração para todos os homens que estão jogando.

—Ganhe esse jogo. -Voltei a sussurrar e me endireitei.

A loira próxima de nós me encarava com uma expressão de irritação.

—Não se preocupe queridinha. Se eu quisesse nesse momento eu estaria o fazendo gozar, não em um cassino, então, por favor, apenas tire desse seu rostinho de puta essa cara de mal comida. -Acariciei seu cabelo e sai dali rebolando.

***

—Você joga muito bem. -Um moreno dos olhos verdes se aproximou de mim quando eu já estava de volta ao bar bebendo.

—Me diga algo que eu não sei. -Respondi o olhando de cima a baixo.

—Você é sempre assim tão educada?-Perguntou parecendo gostar do rumo da conversa.

—Sim. Algum problema?-O encarei com tédio. Ele não tinha nada a me oferecer.

—Nenhum. -Tratou de dizer sem pensar. —Você não é daqui não é?-Questionou.

—Sou. -Menti.

—Então me desculpe. Nunca te vi em nenhum dos meus cassinos, pensei que fosse de outro lugar. -Rapidamente foquei meus olhos nele.

—Entendo. Já ouvi falar muito de você aqui. -Menti novamente, Austin que me contou sobre o canalha. —Flinn, não é?-Perguntei fingindo desinteresse.

—Sim, como sabe?As pessoas costumam me conhecer mais pelo sobrenome. -Franziu a testa, mas não parecia estar incomodado por eu ter lhe chamado pelo primeiro nome.

—Sei de muitas coisas. Mas estou mais interessada em saber sobre você, tenho uma grande admiração por seu trabalho. -Falei bebericando o ultimo gole da taça e lhe enviando um sorriso que ele correspondeu.

Será uma ótima noite.

Notas finais
Já avisei a vcs ou 10 cometários ou a fic acaba aqui.