Notas iniciais
Oii pessoas! Um pouquinho atrasada? sim? eu sei. Mas dessa vez não foi tanto, verdade? Bom, gostaria de pedir o perdão de vcs pela demora de novo. Gente, eu não sou perfeita, neh? Bom, enfim... O QUE ACHARAM DO HANS????? É, eu sei o que estão pensando. Amores, eu mesma vomito arco-íris qdo eu vejo ele, Krl, ele é mto pfto. Então não se sintam culpadas por amar ele. Afinal, eu tbm amo e não tô nem aí. O sr. Frost não vai matar vcs por isso, gente. calminha aí. Ah! queria lembrar que Eu estou fazendo um grupo no WhatsApp para nós, desalmadas. Não, ainda não fiz pq ainda falta gente. Colaborem, pessoas. Mandem seus números e entrem no grupo, vai? Bom, agora vcs podem ler.

– O que está fazendo?

Ergo a cabeça. Ele me olha um pouco surpreso.

– Lamento por minha informalidade, Vossa Excelência. — Desculpo-me um pouco atordoada. Tanto pelo choque, quanto por ter sido flagrada escutando a conversa das pessoas com quem ele veio.

– Hora, não precisa desculpar-se e muito menos tratar-me assim. — Ele ergue as mãos como que explicando algo simples a uma criança. — Eu sou apenas o filho do Conde e um estrangeiro. Não há necessidades.

Ergo minha postura. Uma onda de alívio percorre por meu corpo. A adrenalina se esvai. Imagino o que poderia ter acontecido se ele contasse ao Legrand. Talvez nem fosse permitida de dançar no próximo espetáculo. Oh, meu Deus. Eu quase arruinei tudo. Como pude ser tão idiota? Estou envergonhada.

– Bom, Senhor Branford. Desculpe-me mais uma vez pelo transtorno. Até. — Viro-me, corada até a raiz dos cabelos.

– Senhorita Arendelle? Espere! — Ele me chama. Paro no meio do caminho e então dou meia volta.

– Sim?

– Bem... — Sua postura vacilou um pouco, e ele hesitou. — Eu estou um pouco perdido aqui nesta ópera. Será que você poderia mostrar-me o local? — Agora foi a vez dele de corar. O que me pareceu extremamente curioso, já que ele, por ser ruivo, dava a impressão de que tinha a cabeça em chamas.

Hesito um pouco, então penso comigo mesma. Se agradá-lo, talvez consiga agradar o pai também. Seria bom agradar o patrocinador do espetáculo.

– Seria uma honra. — Faço uma pequena reverência com a cabeça.

Ele sorriu, então pude perceber algumas sardas salpicadas em suas maçãs do rosto. Paro ao seu lado. Ele então, me estende o braço, como um perfeito cavalheiro. Passo os meus em volta dos seus, e o conduzo mostrando-lhe os locais. Passamos por portas, e mais portas. Mostro-lhe muitas salas. Ele para diante de uma porta branca e dourada.

– O que há aqui?

– A sala dos instrumentos. — Respondo.

– Será que eu poderia entrar ?

Faço que sim com a cabeça. Ele gira a maçaneta dourada e então abre a porta. Há uma boa variedade de instrumentos por aqui. Violinos, Violoncelos, Violões, acordeões, flautas, saxofones, tubas, um piano e um grande órgão. Ele olha todos os instrumentos musicais com grande interesse, e brilho no olhar. Ele se aproxima lentamente do piano. Ainda de luvas calçadas, ele toca delicadamente sobre a superfície das teclas do objeto, como se fosse algo muito delicado.

– Você toca? — Pergunto.

– Deixei de praticar há anos. — Suspira.

– Por que?

– Meu pai proibiu-me de fazer qualquer coisa que lembrasse minha mãe, assim que ela morreu. Ela adorava tocar piano, e me ensinou um pouco do que sabia.

Compadeço-me um pouco dele. Sei exatamente o que é perder uma mãe, ou um pai.

– Lamento, senhor Branford.

– Por favor, me chame de Hans. — Ele diz ainda de olhos fixos no piano. — Não sou seu superior, senhorita Arendelle...

– Elsa... — Incentivo-o.

– Elsa.

– Ainda se lembra de algumas notas? — Pergunto. — Talvez uma melodia...

– Na verdade... — Ele franze a testa. — Conheço uma música, que ela me ensinou.

– Poderia tocá-la para mim?

– É claro. — Ele puxa o banquinho e senta-se. Afasta um pouco e permite sentar-me ao seu lado.

Ele cora assim que nossos olhos se encontram. Estala os dedos, e eles pairam sobre as teclas. Ele aperta uma, e emite uma única nota. Tímida, e desajeitada. Parece estar familiarizando-se com o piano. Aperta mais uma, e mais uma, e logo, nasce uma canção.

Ela é lenta, calma, cheia de promessas e com uma doce melancolia que dói de ouvir. quase como estalos no fundo da alma. Porém, ela me atrai de uma forma desconhecida. Uma forma diferente de enxergar o mundo. Sem explicações, eu posso sentir isso. Como uma pequena chama crescendo um meu peito. Fecho os olhos, acompanhando a canção com a alma. Ele para em meio a música, pairando os restos de um a nota, como um fantasma. E sei que este não é o fim da canção. Abro os olhos, e ele me encara.

– O que houve? — pergunto.

– Hum, nada. — Ele parece um pouco desconcertado. — Você parecia muito absorta na música.

– É mesmo?

Ele concorda com a cabeça. Olho para o teclado.

– Qual o nome da música? — Pergunto.

– All I Ask Of You.

– O que quer dizer?

– Tudo o que peço a você. — Ele traduz para o francês.

– Conhece a letra?

– Algumas partes.

– poderia cantar uma parte para mim? — Olho para minhas mãos.

Ele concorda com a cabeça. Retorna com as notas. Respira fundo, então começa a cantar. Acompanho os movimentos perfeitos de seus dedos nas teclas, em uma dança perfeitamente sincronizada, e então de sua boca, a acompanhar com a voz, as notas.

"No more talk of darkness,
forget these wide-eyed fears;
I'm here, nothing can harm you,
my words will warm and calm you.
Let me be your freedom,
let daylight dry your tears;
I'm here, with you, beside you,
to guard you and to guide you."

Fecho os olhos, novamente. A música é diferente, e atraente de certa forma. Sua aura é sensual, e me atrai. Como uma brisa quente, como um estalo de uma fogueira. Sinto como se algo se agitasse dentro de mim. Então percebo uma coisa estranha. Uma nota de violão a acompanhar a canção, mais outra. Subitamente, Hans para de tocar. Abro os olhos. Só há silêncio. Ele olha fixamente para o canto onde o violão está. Acompanho-o.

– O que houve? — Pergunto.

Ele vira-se chocado para mim.

– Será que enlouqueci, ou aquele violão tocou sozinho?

Enrugo a testa, pois ouvi a mesma coisa. Tomo sua mão, e o tiro de dentro aquela sala, sem ainda digerir o que se passou. A música, ou o instrumento possuído.

– Vamos. Seu pai deve estar lhe esperando. — Digo.

– Mas Elsa...

Abro a porta, e sigo com ele até o salão onde vimos Legrand e os outros pela última vez. Ainda se encontram a conversar, e tratar de negócios. Paramos à porta.

– Hans...

– Elsa. Muito obrigada pelo passeio pela ópera. Foi maravilhoso conhecê-la, e ter o prazer de poder conversar com você. — Ele faz uma reverência, que retribuo.

– Digo o mesmo.

Ele ergue a mão, toco sua palma. Ele planta um caloroso beijo nas costas de minha mão, que me pareceu aquecer algo em minha alma

Notas finais
Ai gente, é impossível não amar o Hans, não é? por favor, digam que sim! Desculpem pelo capítulo curtinho, mas era apenas pra se familiarizarem com o nosso ruivinho amado. Até a próxima semana
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.