Masquerade - I Temporada
4 RipTide
Notas iniciais
To mt animada com esse capítulo, pq a trilha sonora dele é uma das minhas músicas favoritas do mundo inteiro.
Se vcs n se sentiram seduzidos pelas músicas dos outros capítulos, escutem pelomenos essa, não vão se arrepender.
O ritmo dela é tão sei lá ♥ ♥
~le link da musica http://www.youtube.com/watch?v=dOs3pjOd4vc ~
Então, voltando ao mundo, quem será esse irmão do Mike? Eu n sei....
Mentira, eu sei sim :3
Então leiam, descubram e boa leitura ♥
O complexo com enormes cabanas contrasta com o céu hediondo.
- Bem vinda ao acampamento – Mike sorri – Não é lá esse luxo, mas é o melhor que temos.
Ele escala os enormes portões de madeira com aferro. Logo em seguida, pula para o solo.
- Você não vem? – pergunta, em um tom sutil em embate com o céu.
- Vou sim – sorrio – Vou.
Sustento o pé direito em uma das estacas de madeira que compõem a porteira. Logo em seguida, levo uma das mãos para o ponto mais alto que consigo. Repito o ciclo até chegar a uma altura considerável.
Após algumas tentativas frustradas de completar a sucessão, consigo finalmente pisar no solo.
Ele segura minha mão e me puxa para uma das cabanas.
As choupanas são feitas de um tipo de contextura firme, que não reconheço. Talvez algo sintético.
As bases são sólidas e mesmo com o vento violento não se abalam excessivamente.
Mike bate na porta, ansioso.
- Quem é? – escuto alguém gritar do lado oposto a mim.
- Sou eu, o Mike – ele grita de volta – Eu a achei, irmão! Tinha mesmo alguém perdido na floresta!
Michael pula de satisfação.
- Sou um herói – ele força uma voz grave e faz pose – eu a salvei!
Solto uma risada e por um momento sinto como se nada fosse capaz de me abalar.
Um garoto abre a porta e sinto-me tonta. Talvez já o tenha visto antes.
Encaro-o pasma.
Esforço-me, mas não me lembro de nada. Aparentemente, ele também não.
- Quem ela é? – o garoto analisa-me dos pés a cabeça, sem fixar o olhar em nenhum ponto. Logo, desvia-o.
- Ela não se lembra – Mike tapa a boca com as mãos, soltando uma risada.
- Tá, isso não importa. O que importa é que você vai se ferrar porque fugiu. O velho Meallow está louco atrás de você.
- Não o chame de velho! Se não fosse por ele nós teríamos morrido!
- De que importa? Dividir uma cabana imunda com um monte de gente não vai trazer nossos pais de volta. – Mike franze o queixo e a chuva mistura-se ás suas lágrimas contidas – agora pare de chorar feito um bebê e vá avisar ao velho que você chegou.
Olho para o Mike, com pena. Ele só queria receber o devido reconhecimento.
Sinto ódio do garoto, que me encara sem moderação.
- E você? Vai entrar ou prefere só ficar me olhando?
Entro, encharcando o chão de madeira.
A visão que estou tendo não é o que eu esperava.
Há alguns garotos sentados no chão, com dois dedos sob o fundo de um copo emborcado. Em baixo, há um tabuleiro com um formato circular, no qual estão contidas as letras de A á Z, e os números de 0 á 9.
Escuto RipTide tocar á todo volume e algumas latas e garrafas de bebidas estão espalhadas pelo chão. Pelo visto sou a única garota por aqui.
Isso me assusta um pouco.
- Luke, pegue uma toalha para ela.
- Sem essa – o garoto no qual inferi ser o tal “Luke” diz, sem sequer olhar para mim – se eu sair do jogo sem permissão os espíritos vão nos assustar para sempre.
Ele força uma voz fantasmagórica e todos os outros garotos riem.
- Idiota. Eu não estou jogando porque não quero.
- Você tem medo. É diferente.
- Calem a boca os dois. Vão ficar discutindo merda enquanto a garota pega uma pneumonia? – um deles retira os dedos do copo e levanta-se. — Eu vou pegar a porra da toalha.
Nesse momento, o silêncio toma conta de cada estaca de madeira que compõe o chão, e todos os olhares são presos á mim.
Sinto minha bochecha ficar quente.
- Espera, é uma garota? – Luke diz, virando-se para mim com um olhar provocativo.
- É. O idiota do Mike a encontrou no meio da floresta.
Não suportei a forma na qual ele referiu-se ao irmão.
- Só veio essa gata porque foi seu irmão quem a encontrou – um dos garotos ria incessantemente – Se você tivesse ido o máximo que encontraria seria um velho gordo.
Todos estão rindo, menos Luke.
- Aqui – ele me entrega algumas toalhas – Se enxugue. Vamos procurar uma roupa seca para você – ele percebe que estou com o olhar fixo ás latas de bebida no chão — E não ligue para esses babacas, há um acampamento de garotas aqui por perto. Amanhã o Sr. Meallow pode te levar e você se abriga lá.
- Para de ser estraga-prazeres, Dave. – diz Luke.
- Ela vai ter que passar a noite aqui, de qualquer forma – o irmão do Mike grita do outro lado do cômodo, enquanto abre uma garrafa de Bacardi.
- É por isso que o Sr. Meallow prefere separar os garotos das garotas. – Dave intervém, sorrindo. – Mas não se preocupe. Eles não vão te fazer nada enquanto eu estiver aqui.
Enxugo-me, enquanto escuto todos gritarem “Dave, o poderoso”, com escárnio estampados nos lábios.
Três batidas na porta e escuto a garrafa de Bacardi cair sonora no chão.
Os gritos e risadas reduzem-se ao mais sólido silêncio.
Todos se entreolham, assustados.
- Cameron, você abre a porta dessa vez.
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