Masquerade
1 Capítulo Único - Masquerade.
Notas iniciais
Essa é a minha primeira Fanfic Snamione e também de HP, e eu precisava escrevê-la porque esse ship é tão lindo ♥
Espero que gostem, porque já tenho outros projetos em mente ;)
E ah, nessa One a guerra e os acontecimentos dela foram esquecidos, ok? Vamos lá ;)
— Sem chances, eu não vou! – Hermione repetia pela milésima vez, sentada em uma cadeira no dormitório feminino da Grifinória com Gina e Luna ao seu lado tentando convencê-la a ir ao baile.
— Hermione, você está tão linda nesse vestido. – Gina passou a mão pelos cachos da amiga que caiam pelas costas.
— Eu nem sei por que eu o vesti. – apoiou o rosto no queixo e se olhou no espelho sentindo-se extremamente triste.
Ninguém havia a convidado para o baile de fim de ano. Rony iria com Lilá Brown, com quem engatara um namoro sério, Harry com certeza chamara Gina e Luna fora convidada por Neville, já os outros garotos, imaginando que ela iria junto de Rony ou Harry – pois eram inseparáveis – arrumaram outros pares e ela ficara sozinha, e em sua própria formatura.
— O par é só para dançar e você não precisa dançar se não quiser. – Luna também estava sentada e balançava seus pés. – Ou eu posso falar para o Neville dançar com você.
— Obrigada Luna, mas ele é o seu par e eu não estou chateada por não poder dançar, mas porque ninguém se lembrou de mim. – enrugou a testa e as amigas tiveram certeza de que ela começaria a chorar a qualquer momento.
— Eu acho que você está se esquecendo do principal. – Gina caminhou até a cama de Hermione e segundos depois voltou com algo em mãos. – É um baile de máscaras, Hermione, ninguém saberá que é você já que está com vergonha.
— Eu não estou com vergonha. – disse enquanto pensava se a máscara adiantaria ou não.
— Vamos Hermione, é a sua formatura, você tem que estar lá. – a loira levantou-se e tentou puxá-la pela mão enquanto Gina colocava cuidadosamente a máscara na amiga.
— Olha só, todos ficarão curiosos para saber quem é a linda e misteriosa garota sem um par. – a ruiva sorriu enquanto as duas olhavam para o rosto mascarado de Hermione no espelho. – Confie em mim, muita gente irá querer se tornar seu par quando te virem.
Hermione fixou seu olhar em sua própria imagem no espelho e admitiu para si mesma o que estava escondendo: que queria ir ao baile de qualquer jeito, mas naquele dia em especial estava orgulhosa de mais para admitir que odiara não ter um par. Porém Gina parecia ter lhe dado a solução perfeita.
— Mas agora quem não irá querer um par sou eu. – disse levantando-se enquanto as amigas comemoravam descendo em direção ao Salão Comunal.
— Mas você ainda pode dançar com o Neville se quiser. – foi o que Luna disse quando chegaram do lado de fora.
***
Quando pararam em frente ao Salão Principal, os de mais estavam as esperando. Harry logo se juntou a Gina, assim como Neville a Luna e Rony que já estava junto de Lilá se aproximou de Hermione e perguntou enquanto olhava por cima do ombro da garota.
— Você viu a Hermione?
— Rony... – ela chamou revirando os olhos. – Sou eu!
— Hermione? – arregalou os olhos. – Você está irreconhecível.
— Ótimo, era o quê eu queria. – disse mais para si mesma com um sorriso nos lábios.
Logo todos os outros já haviam colocado suas máscaras e por fim entraram no Salão Principal, com o céu mágico sobre suas cabeças mais iluminado do que nunca, a decoração impecável como sempre e diversos alunos dançando onde ficavam as mesas em dias de aula normais.
Não demorou a que os casais de amigos se dispersassem entre os de mais e Hermione ficasse sozinha novamente. Ela deu uma longa olhada a sua volta e reconheceu algumas pessoas enquanto outras tinham máscaras tão bonitas que lhe tiravam toda a atenção. Malfoy usava uma das máscaras mais extravagantes e até poderia estar irreconhecível se não fosse pelo cabelo loiro gritante que o denunciava de longe.
Hermione riu com o pensamento e continuou andando por entre os alunos até parar próxima a grande mesa dos professores. Viu quando Dumbledore educadamente tirou Minerva para dançar, em um canto mais afastado Sibila e Filius tentavam fazer algo parecido com uma dança e até Hagrid e Madame Maxime dançavam juntos.
Todos dançavam, exceto ela.
E exceto ele.
Severus Snape permanecia parado assistindo a comemoração. Era o único que não usava máscara e continuava vestindo seu usual manto negro. Era como um vulto negro e solitário em meio à multidão e certamente também não tinha par. Snape não era o tipo que convidaria alguém para o baile e muito menos o tipo de que era convidado.
Hermione ficou parada o observando de longe. Sempre o achara bonito, mas com toda a desconfiança que sentia dele no passado nunca havia parado para reparar direito nele, coisa que agora ela fazia.
Severus tinha um ar sério que na visão de Hermione o deixava ainda mais atraente. Ele parecia inacessível ao mesmo tempo em que parecia querer desesperadamente se abrir com alguém. Ela nunca havia reparado antes, mas ele tinha um semblante triste e solitário o que fez seu coração se apertar. Ela havia reclamado por ninguém tê-la chamado para esse baile, mas e Severus que talvez nunca tivesse tido par em nenhum?
E naquela pequena fração de segundos em que ela ficou o observando, pensou tê-lo conhecido mais do que nos 7 anos em que teve aulas com ele e pela primeira vez sentiu que queria conhecê-lo mais, queria conhecê-lo melhor e que queria que ele a conhecesse também.
Aproveitando que estava de máscara decidiu que não ficaria sozinha naquele baile, e nem deixaria Severus continuar sozinho também. Lentamente foi se aproximando e percebeu quando os olhos negros vieram em sua direção.
Snape que preferia estar em seus aposentos pensou que passaria a festa toda sozinho, porém acabou percebendo que uma moça se aproximava e era em sua direção. Ela usava um vestido azul até nos joelhos, os cabelos tinham cachos e usava uma máscara diferente das de mais o que lhe dificultava saber quem era.
— Professor Snape. – ela cumprimentou sorrindo.
— Senhorita. – cumprimentou de volta antes de voltar seu olhar novamente para o baile.
— O senhor não tem um par para dançar?
— Eu acho que isso não é da sua conta, seja lá quem você for. – e com certeza ele sabia que era mais uma daquelas alunas irritantes que lhe importunavam desde sempre.
— É que eu também estou sem par e eu pensei que talvez pudéssemos dançar juntos. – ela conhecia o humor de Severus, mas não se deixaria abater por ele. Sua coragem Grifinória estava aflorada naquela noite.
— Não acho que seja apropriado que alunas e professores dancem juntos.
— Eu estou me formando, não sou mais sua aluna. – ela sentia que ele queria encará-la, mas evitava fazê-lo.
— Acredito que seu par não gostaria nada de vê-la dançar com outro, ainda mais se tratando de mim.
— Eu já disse que não tenho um par, é difícil acreditar que talvez ninguém queira chamar uma garota para dançar? Foi por isso que eu vim até você, é o único além de mim que está sozinho.
E foi só então que Severus se deu conta de que todos a sua volta dançavam juntos, menos ele como era em todos os outros bailes. E era de fato difícil acreditar que uma moça tão bela, quanto aquela aparentava ser, pudesse estar sozinha também.
— Eu aceito se a senhorita me disser quem é. Não irei dançar com uma desconhecida.
— Eu não sou uma desconhecida, fui sua aluna e se quiser saber quem eu sou, terá que descobrir dançando. – sorriu e por dentro tremia, mal podia acreditar que estava fazendo aquilo e quanto mais tempo passava perto de Severus, mais sentia uma sensação diferente e nova lhe invadir.
Permaneceu parada onde estava e não demorou a sentir a mão do moreno tocar delicadamente na sua a convidando – ou aceitando – para dançar. Dirigiram-se para onde os de mais estavam, ela sentiu sua mão direita ser envolvida pela mão de Severus, enquanto posicionava a sua em seu ombro e sentia sua cintura ser segurada pela outra mão do moreno.
Delicadamente começaram a se mover ao ritmo da música e Hermione sentia que o olhar fixo de Severus podia lhe penetrar a alma, era um olhar que parecia despi-la de si mesma e a deixava vulnerável.
— Você sabe que eu posso usar legilimiência em você.
— Com certeza sei que sim, e eu não teria como fugir, afinal nunca pratiquei oclumência tão afinco, mas eu sei também que você não fará isso, porque se não nem teria aceitado dançar comigo. Eu sou um enigma e você adora isso.
— Ah, por favor, eu não estou aqui para joguinhos com a senhorita.
— Eu não estou jogando com você, Professor Snape, nós estamos dançando juntos. – e ao terminar de falar sorriu e percebeu o quanto ele prestara atenção naquele gesto.
— Por acaso isso é uma aposta e logo alguém virá me fazer de idiota, ou você mesma o fará?
— Sabe de uma coisa? Enquanto eu te observava de longe eu pensei que você talvez pudesse ser diferente do que eu imaginava.
— E acabou de descobrir que não sou?
— Acabei de ter a certeza de quê é. – o semblante sério da garota agora também estava estampando o rosto do moreno. – Todo mundo te acha tão frio, tão insensível, porque ninguém te conhece direito, ou melhor, você nunca deixa ninguém te conhecer. Você é solitário Severus e não precisa ser.
— Pensei que estivesse querendo dançar e não me dar lição de moral.
Hermione riu, mas um riso de nervoso. Era aconchegante o calor da mão de Snape segurando a sua, um toque que ela acreditara que seria frio, mas fria era a maneira como ele conversava e ela a cada segundo ficava mais desesperada para sentir o calor também em suas palavras.
— Sabe por quê eu te chamei para dançar? – ele arqueou uma sobrancelha a incentivando a continuar. – Não foi porque eu e você estávamos sozinhos, mas foi porque eu estou usando uma máscara e essa parece ser a única maneira das pessoas criarem coragem para lhe falarem o que pensam de você, caso contrário, de cara limpa, você nem sequer deixa elas se aproximarem. – a voz embargada denunciava sua emoção se aflorando.
— E o quê a senhorita pensa de mim? Atrocidades?
— Severus, você acha que as pessoas te odeiam? Não é porque alguém te odiou no passado, que você fez escolhas erradas, que isso ira se aplicar a todas as pessoas que você conhece. – tentava parar de tremer como se fosse possível controlar isso. – Você é inteligente, inspira muitos alunos assim como sempre me inspirou, principalmente quando lecionava Poções, mas eu nunca tive coragem de lhe dizer isso, eu tinha medo de ser rejeitada. – ele prestava atenção em cada uma de suas palavras. – Você também é um homem bonito Severus, e não sabe disso. – queria desesperadamente lhe acariciar o rosto e deixar seus dedos entrarem pelos cabelos negros, mas sabia que não podia fazê-lo. – E por mais frio que você pareça, por mais medo que você dê nos alunos, eu nunca me assustei com você, na verdade eu sempre quis uma oportunidade para poder me aproximar, para te conhecer. Eu vejo muito além do que os outros vêem em você, eu vejo a tristeza no seu rosto...
— Senhorita, por favor...
— Severus, você não precisa ser assim, não quando tem tantas pessoas a sua volta que se importam com você e você nem percebe.
E foi só quando terminou de dizer tudo o que queria, só quando olhou fixamente nas íris negras e encontrou o calor que tanto procurava, foi que Hermione soube o quê era aquela sensação que a impulsionou a fazer aquela loucura: era amor. Amava Snape e só se dera conta disso naquele momento.
Snape por sua vez estava sem reação e tudo o quê conseguia fazer era olhar nos olhos daquela mulher a sua frente – que ele já não via mais como garota – e repassar em sua mente cada palavra doce dita por ela. Nunca alguém havia lhe dito coisas do tipo ou lhe entendido tão bem, e há muito tempo ninguém despertava sentimentos nele, sentimentos esses que ele já havia esquecido que existiam dentro de si.
— Por que está fazendo isso?
— Porque de fato eu não queria dançar sozinha nesse baile, mas eu também não queria nenhuma outra companhia que não fosse a sua.
E ele não teve tempo de lhe dizer mais nada, pois Harry se aproximou lentamente, com a máscara posicionada por sobre os olhos e tocou no braço de ambos os fazendo parar a dança.
— Professor Snape, será que eu poderia dançar com essa senhorita agora?
E nenhum dos dois disse nada, Snape apenas soltou a mão de Hermione e a viu ser guiada por Harry pelo salão. Sempre um Potter, pensou consigo mesmo e quando virou-se para voltar ao seu lugar, viu Dumbledore e Minerva o observando e pelo sorriso que ambos sustentavam no rosto, já estavam o fazendo há algum tempo.
Harry tirara Hermione para dançar, pois queria conversar com a amiga e nem sequer questionou o fato dela estar dançando com Snape, afinal sabia que ela estava sem par para o baile. E Severus não conseguiu tirar os olhos dela em nenhum segundo que se seguiu. As palavras ditas pela moça ainda ecoavam em sua mente e agora tomavam conta de seu coração.
A mascarada misteriosa tinha razão, ele aparentava por fora algo que não era por dentro. Snape sentia-se sozinho e triste e desde a morte de Lily havia perdido as esperanças de encontrar alguém que o entendesse e o fizesse sentir-se a vontade para falar de si, até aquele momento.
Ele queria correr até onde ela estava, arrancá-la dos braços do Potter e lhe contar o quê sentia, mas sabia que não podia fazê-lo, reprimia novamente o sentimento que cresciam dentro de si. Era sua defesa, embora ele sentisse que não precisava se defender dessa vez.
Não demorou muito e viu quando de Potter a mascarada passou para os braços de Weasley e depois para os de Longbottom e ela jamais retornou para os braços dele.
Quando o baile chegou ao final, alguns alunos foram para seus Salões Comunais, outros foram liberados para já irem embora e aos poucos o Salão Principal foi se esvaziando. Snape que chamava atenção de alguns baderneiros, prestou atenção quando a mascarada passou por ele indo em direção aos jardins de Hogwarts.
— Anda, o quê está esperando? – virou-se e era Albus sorridente com Minerva ao seu lado também sorrindo. Franziu o cenho, embora tivesse entendido.
— Eu não sei os outros, mas nós dois percebemos a maneira como você olhava para ela enquanto dançavam. – Minerva sacudiu as mãos parecendo empolgada com a situação.
— Eu não sei de onde tiraram isso e ela é uma formando, de qualquer maneira.
— Ah Severus, pare de fugir do que sente, para de mentir para si mesmo. – e enquanto ouvia a mulher falar, voltou seu olhar para o jardim e viu a moça se distanciando cada vez mais.
— Severus, ela não é mais sua aluna. – Albus agora falava mais sério.
— Vá atrás da garota!
E Snape foi. Danem-se os medos, ele já havia enfrentado muita coisa, passado por muito sofrimento, iria pela primeira vez seguir seu coração novamente e não sua razão fria e insistente. Precisava pelo menos saber quem ela era.
— Você sabe quem é ela, não sabe? – Minerva perguntou para Albus.
— Claro que sei que é a senhorita Granger e admito que faz muito sentido! – sorriu ao completar a frase.
Snape correu até próximo a ela e gritou.
— Espere! – e Hermione virou-se e ao vê-lo abriu um enorme sorriso. Pensou que havia feito papel de idiota e tudo o quê queria era fugir dali, mas agora vendo Severus correr em sua direção lhe devolvia as esperanças. – Eu não posso deixá-la ir sem me dizer quem é.
— Venha, sente-se aqui comigo. – apontou para um banco próximo a eles e ambos sentaram-se. – Me desculpe se eu disse algo que não devia.
— Você disse tudo o quê eu já deveria ter dito. Eu jamais pensei que alguém enxergaria além em mim, então, por favor, só me diga quem é você.
— Se prometer não me odiar para o resto da vida. – Hermione riu do que ela mesma havia dito e lentamente levou as mãos à máscara e a retirou com cuidado.
— Senhorita Granger?
Os olhos amendoados se fixaram nos olhos ônix e ela não soube dizer se a surpresa de Snape era boa ou ruim, mas desejava ardentemente do fundo do seu coração que ele não a odiasse para sempre pelo que havia feito.
— Mesmo depois de eu tê-la chamado inúmeras vezes de Irritante-Sabe-Tudo?
— Talvez eu seja de fato uma irritante nas aulas e principalmente, uma sabe-tudo.
— Eu não tenho dúvidas, você é uma das bruxas mais inteligentes que eu já conheci e para quem lecionei desde que cheguei à Hogwarts. – o coração de Hermione acelerava a cada palavra. Ouvir um elogio de Snape era como ir ao paraíso. – Gostaria de caminhar?
Ela assentiu e ambos se levantaram e começaram a caminhar lado a lado pelos jardins de Hogwarts, praticamente sozinhos.
— Snape, eu não queria brincar com você, tudo o quê eu falei foi verdade, eu só precisava da máscara para ter coragem o suficiente de lhe dizer tudo aquilo e eu realmente estava sozinha porque todos os meus amigos tinham par. – parou o obrigando a fazer o mesmo. – E eu amei a dança e continuaria dançando a noite toda com você se pudesse, embora tenha algo nesse momento que eu queira fazer muito mais do que isso.
— O quê?
— Eu não tenho coragem o suficiente para fazê-lo. – e a tremedeira em sua voz e em seu corpo denunciava isso.
Porém Snape não se importou e delicadamente retirou a máscara das mãos de Hermione e a colocou no rosto da garota. No mesmo instante ela sorriu sabendo o quê aquilo significava, ele estava lhe dando coragem.
— O quê você quer fazer?
— Te beijar! – disse reunindo toda a força que havia dentro de si.
Severus não esperava por aquilo, não de Hermione, uma moça tão nova, tão bela e inteligente, que ele sempre pensou odiá-lo. Porém não conseguiu esconder o quanto havia gostado de descobrir aquilo e deu um sorriso tímido. Por fim retirou novamente a máscara do rosto da garota e sem esperar se aproximou e a beijou.
Sua mão primeiro foi para o rosto de Hermione, mas assim que a garota se entregou inteiramente ao beijo, ele desceu a mão e colocou ambas em torno da cintura da moça que envolveu seu pescoço com os braços e pode finalmente sentir seus dedos se enroscando nos cabelos negros.
Hermione nunca havia imaginado que um dia estaria beijando seu professor de Poções e DCAT e muito menos que estaria gostando ou se apaixonando por ele. Snape pensava as mesmas coisas a respeito dela e do momento. Mas nenhum dos dois parecia se importar, queriam apenas aproveitar do toque que precisou ser cessado quando necessitaram de ar.
Diferente do que muitos imaginavam, Severus era um homem gentil e Hermione sabia que também era romântico, pois ele não a afastou após o beijo, pelo contrário, ela colou suas testas e ele fixou seus olhares. Não queria fugir.
Sorridentes e como se guardassem um segredo, voltaram a caminhar, agora com os dedos das mãos entrelaçados. Hermione deitou sua cabeça no ombro dele e apenas o ouviu dizer:
— Saiba Hermione, se fosse outra pessoa usando essa máscara, provavelmente eu nem estaria aqui agora.
E ela sorriu ainda com a cabeça apoiada em seu ombro, sorriu porque entendeu que se Snape fosse amá-la, a amaria por ela ser quem era e não a misteriosa mascarada.
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