Masquerade
1 Unic
Notas iniciais
Só demorou porque a droga do meu computador resolveu reiniciar sozinho no meio da noite. Isso é pra eu aprender a salvar meus arquivos antes de ir dormir (:
Whatever.
Bem... Podem pular essa parte e irem logo ler a fic, porque isso num vai interessar a vocês. Menos você, Miss Nothing/Adrenaline Motivation. Eu não sei o que eu fiz (não sei mesmo), mas eu sinto muito mesmo assim. E eu espero que os seus problemas se resolvam. Não se esquece que, qualquer coisa que precisar, eu vou estar aqui pra você, porque você é a minha bby e eu te amo, não importa o que aconteça, ok? ♥
Enjoy!
Esgueirar-me por entre as pessoas naquele grande salão não era fácil. Não mesmo. Ainda mais com todas aquelas pessoas dançando feito bêbadas. Bom, pra falar a verdade, algumas delas estavam mesmo bêbadas, mas isso não vem ao caso. Meus murmúrios de “com licença” eram perdidos no meio da bagunça. O que me restava? Empurrar as pessoas, é claro.
E foi o que fiz. Saí empurrando os bêbados delicadamente para fora de meu caminho, de modo que consegui esgueirar-me por entre o salão, com o objetivo de chegar à uma mesa. Porém, sem querer, empurrei uma pessoa com uma força desnecessária, fazendo com que ela me empurrasse de volta. Com isso, acabei esbarrando em um indivíduo particularmente estranho. Era alto, magro e pálido. Seus cabelos eram de uma cor negra que quase desapareciam na escuridão do salão. Só era possível ver parte de seu rosto, pois os olhos e a área em volta estava encoberta por uma máscara preta com detalhes prateados. Ele sorria de um modo anormal para mim.
–S-sinto muito. – gaguejei.
–Não foi nada. Foi um acidente. – ele sorriu mais ainda.
–Qual o seu nome?
–Nomes não importam. – ele fez um gesto vago com a mão direita – Então... Quer vir comigo... Conversar um pouco?
Como não tinha nada a perder, segui o estranho. Era engraçado como ele conseguia afastar todos com sua simples presença. Sempre que ele passava, as pessoas automaticamente lhe davam espaço para passar.
O indivíduo me levou até uma mesa mais afastada. Na fraca luz das lâmpadas, pude ver sua roupa. Era estranha, parecia que ele tinha acabado de sair de um teatro.
O estranho se sentou em uma das cadeiras, indicando a outra para mim. Sentei-me nela e ele pediu um vinho que dividiu comigo.
–Então... Seu nome é Frank Iero, certo? – disse ele, analisando a garrafa do vinho. Assenti e beberiquei um pouco da minha taça, e ele riu abertamente – Disseram-me que você era inconsequente. Vejo que não mentiram. O que você pensa que faz quando aceita uma bebida de um estranho?
Estreitei os olhos e afastei a taça um pouquinho. Mais uma vez, ele riu.
–Não se preocupe, não farei nada a você.
Mesmo assim, não ousei tocar a taça novamente.
–Então... Acho que você ainda não me reconheceu.
Fiz que não com a cabeça. Assisti-o rir pela terceira vez e juntar as mãos em seu colo.
–Tudo bem, achei que não me reconheceria. Acho que sou invisível para você. – ele deu de ombros.
–Ninguém é invisível para mim.
–Menos eu. – ele deu um sorrisinho triste e balançou a cabeça negativamente – Mas eu não vou dar mais detalhes sobre mim. Então, Frankie... – ele começou a passar o dedo levemente sobre a borda da taça – Vou direto ao ponto: você terminou com a sua namorada, não?
Assenti, sentindo uma dor aguda no peito. Jamia era tudo para mim, mas, recentemente, ela tinha me deixado.
–Como sabe? – sussurrei, segurando as lágrimas.
–Oras, já disse que lhe conheço. – ele sorriu enigmaticamente – Bom, primeiramente, sinto muito por vocês dois terem terminado, sim? Eu via o quanto vocês eram felizes juntos, mas, se vocês terminaram, é porque você merecia alguém melhor.
–É o que espero. – resmunguei.
–Ah, tenha certeza de que alguém muito melhor aparecerá. – mais uma vez, ele abriu seu sorriso enigmático. Aquele homem era enigmático como um todo. Mas algo nele começava a me intrigar... Ele me...
... Lembrava alguém.
Mas eu não conseguia me lembrar de quem era.
Mais uma vez, o homem juntou as mãos e mexeu-se levemente em sua cadeira. Seu cabelo negro reluzia na luz fraca do ambiente, enquanto sua pele extremamente clara se destacava. Ele parecia um anjo...
Argh, o que eu estou pensando? Ele é um estranho, não posso estar apaixonado por ele! Ou... Ou posso?
Balancei a cabeça negativamente e continuei a fitá-lo.
–Algo lhe incomoda?
–N-não...
–Tem certeza? – ele se debruçou na mesa, aproximando-se de mim e tirando uma mecha de cabelo dos meus olhos – Não é o que parece...
–Eu... Eu acho que vou pra casa... – murmurei, mas não ousei sair do lugar. Seu perfume invadiu minhas narinas e eu mordi o lábio. Estava tentando ver seus olhos através de sua máscara, mas não consegui. O estranho continuou a brincar com a mecha de meu cabelo e sua outra mão ocupou-se em acariciar meu rosto. Comecei a sentir vontade de impulsionar meu corpo para frente e fazer nossos lábios se chocarem, mas resolvi manter-me em meu lugar. Essa vontade não demorou para ser satisfeita, pois, minutos depois, o estranho fez isso, como se estivesse lendo minha mente. Ele aproximou nossos rostos, iniciando um beijo calmo. Em meio ao beijo, muitos pensamentos corriam por minha mente. Eu gostava desse homem? E Jamia? O que eu estou fazendo?
Quando ele decidiu aprofundar o beijo, todos esses pensamentos foram varridos de minha mente, dando lugar a uma estranha e inexplicável alegria.
Passamos minutos assim, explorando a boca um do outro, até que ele ofegou e se separou de mim, visivelmente corado e sem ar. Imaginei estar no mesmo estado, pois também estava ofegante. Ele balançou a cabeça e gemeu antes de se levantar da cadeira e me puxar para perto novamente, beijando meus lábios de uma forma doce.
–Droga... – resmungou ele, em meio ao beijo – Seus lábios... São... São viciantes...
Continuamos assim por um longo tempo, mas logo me lembrei de uma coisa. Afastei-o mais uma vez e falei, baixinho:
–Espera.
–Quê?!
–Espera. Preciso de uma coisa.
–Frank, eu realmente não acho que essa seja a hora para...
–É importante para mim. – meu tom foi tão autoritário que até eu me assustei. O estranho calou a boca – Só... Só confia em mim, ok?
Ele assentiu e aguardou. Suspirei fundo e pus minhas mãos em seu rosto. Com a direita, retirei minimamente a sua máscara. Ele não fez objeção alguma, tampouco pareceu irritado com aquilo. Vendo isso, continuei a retirá-la lentamente, até tê-la por inteiro em minhas mãos e poder ver seu rosto.
Arregalei os olhos ao reconhecer aqueles olhos verde oliva.
–Gerard?!
Ele olhou para baixo em constrangimento.
–S-sim... Temo que sou eu...
–Por que tudo isso? – indaguei – Por que a... A máscara e tudo o mais?
–Por quê? Frank! Você por acaso se lembra de como eu era quando estudava com você? Eu era o garoto gordinho e excluído, você mal me dava atenção!
–Mentira, eu já te defendi inúmeras vezes quando as pessoas riam de você.
–É... – ele corou e deu de ombros – E eu agradeço por isso. Mas eu quis dizer que você nunca parou para conversar diretamente comigo, por que faria isso agora?
–Primeiro me responda uma coisa: desde quando?
–O que?
–Desde quando você gosta de mim?
–Desde aquela época. – admitiu ele – Mas não tive coragem o suficiente para dizer algo.
–Eu... – mordi o lábio – Não sei se deveria lhe dizer isso, mas... Eu também gostava de você naquela época.
Sua face se iluminou como uma árvore de natal. Sorri levemente e fiz carinho em seu rosto. Ele segurou minha mão e me ajudou a levantar. Levou-me para fora do clube onde estávamos, até os jardins. Lá, ele pôs a máscara de volta e sorriu divertidamente.
–Você fica lindo de máscara. – admiti. Ele corou e riu e eu o acompanhei. Toquei sua bochecha vermelha e comentei – Já falei que você era muito fofo quando era mais cheinho?
–Eu era horrível... – ele fez uma careta triste – Ninguém me dava atenção... Muito menos você.
Fitei meus próprios pés, me sentindo um pouco culpado. Era verdade, eu quase não falava com ele, mas, bom, eu tinha motivos, não? Eu gostava dele... E eu era tímido. Muito tímido. Além do mais, eu sempre o defendia quando os outros colegas riam dele. Acho que isso diminui um pouquinho a minha culpa, não?
–Sinto muito...
Ele riu.
–Não tem problema, acho que era melhor assim. Se você fosse meu amigo, eu me sentiria mil vezes pior em gostar de você.
–Quem sabe... – mordi seu pescoço levemente, ouvindo-o gemer. Sorri e toquei sua máscara levemente – Gee, eu te amo, meu lindo mascaradinho.
Ele sorriu docemente e me beijou.
Notas finais
Ficou estranha, não? -q
Vou parar de opinar na minha própria one, é.
Btw, a máscara da capa é parecida (PARECIDA) com a que ele usa aqui.
Bom... É.
#Gone
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