Masoquismo
1 Masoquismo
Notas iniciais
A extração ocorrerá no mesmo lugar, os gritos estridentes enchendo a sua alma, deixando seus olhos secos, sem uma lágrima - Eths, Animadversion. Eu me inspirei ouvindo essa música, então decidi colocar um trechinho dela aqui.
Por algum motivo colorido estava o luar, Os passos mais sonoros, melódicos, Daquela noite, foram os mais simbólicos. E seus cabelos ele queria arrancar, Mas seus dedos estavam cortados. Quando mesmo assim tentara, seus fios, Tão finos e tão límpidos, Se encheram com a ira da cor vermelha E terminaram de cortar o que tinham na carne. O agudo preenchia a sala, que se alagava Com o vermelho que deveria ser trancado na banheira. A lógica não era aplicada em lugar nenhum O estopim já não era mais necessário Quando estava por todo o lugar. Seu pé tinha unhas grandes e amarelas O deixava tremendamente assustador e horroroso. Mas eram tão frágeis e imóveis; à-toa, Deixaram de existir quando as raízes forçadamente Pisaram a mágoa inerte em seu próprio furacão. Um tornado surgia pela sala, tão pequeno Tão grande, rancoroso; trazia trovões, Os quais deveriam estar acompanhados da chuva. O rejunte cinza dos pisos ali era, Mas corados já estavam, cor de rosas banais, E permitiam a reflexão de algo Que era o que por ele mais pensado, Cansado, inaudível, Trazia a tona coisas tão boas. O momento é importante, E chegou a uma porta de madeira com maçaneta dourada. O que teria lá dentro? A traição fora revelada quando uma cama no quarto viu, Seus lençóis ainda eram puros pela cor mais civil. E de onde raios aquela faísca ali surgiu?! Uma imperfeição tomava aquele lugar, E esta deveria ser logo eliminada. E para isso, Ele; eu corto meus próprios braços. E quem Disse que eu não quero? Mas Para onde foi o sentido? Não! Eu quero fazer tudo doer. A cabeça da mais querida já estava enterrada Mas motivo de remorso esta não tinha. Mesmo que a alma permaneça na terra e busque vingança, Os braços que a mataram não se moviam mais. Por toda a impureza existente naqueles que, Queria, dor fora causada tão bruscamente, O assassino chega a um ponto tão incrível Em que ele cansa de ver a morte, e, Quer experimentá-la com o próprio corpo. Na sinfonia de mais um dos sons ali presentes, O sangue se fez de cachoeira e manchou o terno negro, Esbanjou-se nos tapetes vermelhos, Tornou-se livre para explorar cada orifício, Do chão ali, do chão aqui, O qual ele desejasse. Sua liberdade fora dada, Quando uma perna fora arrancada, A dor já não existia; a morte era viva, Tudo se tornava visível, A realidade não existia. Se contorcendo no chão o tronco estava, Tudo aquilo que lhe restava. Mas seu espírito ainda não fora cortado, Como seria sentir aquela sensação? Das coisas mais asquerosas até as mais deliciosas, Ele nunca provaria algo como aquilo. Um prato único, excelente, maquiado, Só podia ser servido graças à cabeça de alguém. Uma cor somente era visível ali no lugar, As outras se renderam ao sofrimento E foram ofuscadas. O brilho do anterior lubrificante de veias Ainda mais destacado graças às luzes De lâmpadas incandescentes, Tomava toda a atenção Quando fora visto pelos outros. Incrédulos estavam Asquerosos! Como não entendiam?! Aquela era uma visão digna de apreciação! Todos tiveram os batimentos cardíacos aumentados, Quando os membros separados viram pelo chão. Os braços com ossos expostos, As pernas todas banhadas, E uma cabeça que tão lindamente, ainda sorria. Era belo, era tentador, Seria plágio fazer o mesmo? Enjoados ficaram, Boquiabertos se negaram, A tentar algo parecido. Pois na parede todos viram um verso, Estrofe de poesia. “Nascemos para morrer, Destinados automaticamente, sem escolha. Podemos largar de correr, E cortar nosso pescoços; cair como uma folha. Por que não cumprimos logo nossa missão, e morremos?”
Notas finais
Não levem nada a sério! shausha
Essa é minha primeira poesia que realmente se encaixou no gênero "terror". Por mais que eu escreva coisas fúnebres, essa foi a mais forte que já consegui até hoje. Sei que não é tão magnífico assim, mas... Vou treinando, talvez um dia que chegue lá.
Essa é minha primeira poesia que realmente se encaixou no gênero "terror". Por mais que eu escreva coisas fúnebres, essa foi a mais forte que já consegui até hoje. Sei que não é tão magnífico assim, mas... Vou treinando, talvez um dia que chegue lá.
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