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18 Capítulo dezessete


Notas iniciais
Olá boa noite a todos. Aqui é a prima da Thaís. Peço desculpas por não ser ela a postar hoje porque ela infelizmente teve um infarto. Ah o porquê ela teve? Bom segundo ela, que ela me contou em uma carta, a fic dela recebeu mais 3 recomendações e sugeriu para que eu imediatamente desse esse capítulo para essas três maravilhosas garotas (segundo ela). Então é lógico que vou honrá-la com esse pedido e aqui vai. Esse capítulo é para vocês: NathyBoullivar, erisu, GabeeDoce. Eu suuuuper agradeço no nome dela! UEHUSHEUSEHUSHUES. *_________________________________________________* - Ah e para aquelas lindas pessoas que acompanham a fic (segundo ela novamente) ela disse amar vocês muitissimo e que a herança delas para vocês serão esses capítulos seguintes. KKKKKKKKKKKK, beeijos e boa leitura!

CAPÍTULO DEZESSETE

Só digo uma coisa: cuidado com a rua. Ela anda perigosa ultimamente.

Com amor, Benjamim.”

Apertei aquela carta com toda minha força. As lágrimas saíam furiosamente dos meus olhos enquanto meu olhar ficava perdido sobre Matt que se encontrava dormindo na cama do hospital.

Está certo que fazia dois dias que o ocorrido aconteceu. E sim. Matt ainda está vivo e já está em um quarto.

Mas em coma.

Eu queria gritar com todo o mundo. Eu queria estar no lugar de Matt por ser tão egoísta e não sofrer desse jeito que estou sofrendo agora.

E o pior não é isso. O pior é que Benjamim não queria Matt.

Ele queria a mim.

Ele quis me matar.

Senti mãos tocando o meu ombro.

- Querida? – Chamou a enfermeira – Você tem que ir para casa descansar. Faz dois dias que você está sentada nesse sofá e não come nada.

Levantei meus olhos para a enfermeira senhora que me olhava com ternura.

- Eu vou ficar – Falei sem expressão.

- Mas querida –

- Eu vou ficar! – Repeti com firmeza.

Ela suspirou e veio se sentar ao meu lado no sofá do quarto.

- Eu sei o que você está sentindo, minha jovem. Eu sei que você o ama, mas...

- Você não sabe de nada – Falei com o rosto coberto de lágrimas.

- Oh, acredite. Eu conheço muito bem essa dor. Talvez até pior.

Fitei-a com descrença

- O que é pior do que ver a pessoa que você mais ama estar inconsciente na sua frente e simplesmente não poder fazer nada?

- Você ver o seu filho morto na sua frente e não poder fazer nada – Disse com um sorriso triste.

Arrependimento bateu em mim

- Sinto muito – Me desculpei.

- Não sinta pequena, a culpa não foi sua – Falou acariciando a minha mão.

Eu suspirei.

- Eu estou com medo- Murmurei em relação ao Matt.

Ela pareceu notar.

- O seu irmão se sairá bem, querida.

- Não – Eu falei engolindo em seco.

- Como? — Perguntou a senhora incrédula.

- Não chame Matt de “seu irmão” – Falei enxugando minhas lágrimas.

Ela se assustou.

- Está bem...

Fomos interrompidas por uma médica entrando no quarto.

- Olá Mirte, você poderia verificar o paciente do quarto 256? Eu cuido deste aqui.

- Sim, senhora – Falou a enfermeira Mirte se levantando.

Passou as mãos em meu rosto e saiu do quarto.

- Ela é um amor de pessoa. – Falou a médica com um sorriso dócil.

- Sim ela é — Falei suspirando.

Olhei para a médica e me senti surpresa ao perceber que a reconhecia de algum lugar.

Mas era impressionante em ter a certeza de nunca a ter visto antes na vida.

Confuso? Rá. Vocês com certeza não estão na minha pele nesse momento para saber algo confuso.

- Bom, senhorita... – Perguntou verificando uns papéis — Desculpa. Aqui não consta o seu

sobrenome...

- Louie. Meu nome é Marcelly Louie, doutora.

Ela derrubou a prancheta no chão.

- Como?! – Perguntou com os olhos arregalados.

Eu me assustei.

- Falei algo que não devia?

— V-você tem o sobrenome... Louie? – Perguntou agora me olhando chocada.

- Olha, desculpa doutora, mas você está me assustando.

Ela veio até a mim e ergueu meu queixo olhando bem no fundo dos meus olhos

- Meu Deus seus olhos são igual ao dele. – Arfou cobrindo a boca.

- Doutora eu –

Mas não deu tempo de terminar de falar por causa da rapidez em que ela se retirou do quarto.

Eu estreitei meus olhos para a porta do qual ela saiu.

Gente louca é uma desgraça.

***

Depois de uma conversa de uma hora, do qual meu pai não parou de reclamar dos atrasos dos vôos (sim, meu pai ainda não está aqui por causa desses atrasos), eu fui comer na cantina do hospital e voltei ao quarto para dormir novamente e ver se me desperto desse pesadelo.

***

Acordei no dia seguinte sentindo uma puta dor de coluna por ter dormido no sofá, e fui até onde meu irmão se encontrava deitado.

A palavra “coma” rodeava minha mente.

Eu não sou burra por achar que ele ficará bom de uma hora para outra e muito menos não criar ou ter esperança dele não melhorar.

Porque bem lá no fundo eu conheço o Matt. Ele é forte. E se recuperará por nós dois.

Senti uma lágrima escorrer novamente pelo meu rosto, e soquei minha bochecha para limpar-la.

Ele estava ali e não sairia dali.

Enquanto que eu... Bom. Há beiradas vazias que precisavam ser preenchidas.

E isso inclui uma pendência que tenho com Benjamim.

E dessa vez quem sairia perdendo não seria eu. Seria ele.

E finalmente eu me senti revigorada. Dessa vez eu não ficaria olhando para o meu amor desejando fazer alguma coisa. Eu iria fazer.

Depois de dois dias lamentando, uma nova Marcelly surgiu.

Uma com ódio, rancor e vingança.

Trinquei minha mandíbula e saí furiosamente do quarto, e do hospital também, para em seguida arranjar um táxi e ir direto para a delegacia.

***

- Senhorita... Isso é sério. Você tem noção da denúncia que está fazendo?

Eu me inclinei em direção à mesa do delegado.

- Oh eu sei muito bem. E ele já tem 18 anos o que significa, logicamente, que pode ser preso.

- Mas estupro e tentativa de homicídio para um garoto dessa idade é algo...

- Ah por favor! – O interrompi — Esse infeliz quase matava meu irmão. Eu mesma nem sei se meu irmão está morrendo naquele quarto! E você vem me dizer que essa denúncia é precipitada? A porra que esse desgraçado fez com meu irmão não é precipitado não, delegado?! – Gritei.

- Criança... Se acalme!

- Você está vendo uma moça aqui e não uma criança!- Falei com desdém na palavra criança.

- Ok... Senhorita Louie. Eu entendo sua revolta, mas, para começo de conversa, você nem devia estar depondo aqui. Você é menor de idade.

- Mas não sou eu que estou denunciando?

- Isso não muda o –

- Senhor? – Um policial entrou na sala.

- Sim, Steven?

- Houve um arrastão na praia.

- Cerca de quantos minutos.

- Cinco, senhor.

- Merda – Falou o delegado se levantando. – Convoque dez PM’S e me encontre no camburão daqui a 3 minutos.

- Sim senhor.

E com isso ele saiu.

O delegado suspirou.

- Jovem, você veio em uma hora importuna.

- Mas e quanto ao Benjamim?

- Benjamim?!- Exclamou o delegado.- Seria Benjamim Stake?

Eu arregalei meus olhos.

- Como você sabe?

- Ah mas agora temos uma denúncia concreta para esse filho da puta!

- Como assim?!

- Digamos que houve outras 2 meninas além de você que já foram estupradas... Mas que não tiveram a mesma sorte que a sua para continuarem vivas.

Eu engoli em seco.

- Mas... Como você desconfiou dele?

- Porque todas as namoradas dele foram mortas. No IML foram detectadas substâncias tóxicas e muitos machucados em seu corpo. Muitos acreditaram que ele fosse inocente até porque ele fez um teatrinho muito bom – Suspirou – Mas nunca confiei nele. Taco de delegado sabe?

Assenti com a cabeça.

- Quando fui atrás dele para vigiá-lo de perto – Continuou – ele sumiu do mapa. Nunca mais tivemos notícias dele... Agora vejo que o danado se infiltrou aqui.

- Minha nossa! Faz todo sentido – Me lembrei do dia da transferência.

- Como? – Perguntou o delegado sem entender.

- Benjamim pediu transferência de colégio... Ele pode ter feito isso para –

- Não ser identificado pela polícia local. – Completou ele.

- Isso! E eu ameacei ele e... – Puta merda. Por isso o infeliz estava querendo me matar.

- Ele achou que você viria denunciá-lo na delegacia. – Suspirou. – Já pensou em ser policial? Você me parece muito competente do que outros energúmenos daqui.

Eu ri baixinho.

- Muitos iriam me atacar, delegado. Sou sexy demais para um local de trabalho como esse. – Falei observando-o de cima a baixo.

Ele revirou os olhos.

- Uma pessoa adorável você é, senhorita Louie, mas queira me desculpar porque tenho que acompanhar os outros PM’S.

- Oh claro. Só quero que qualquer notícia me avise. – Falei pegando um bloco e caneta anotando o meu número.

Quando fui dar o papel para ele, me deparo com ele segurando o meu braço.

- Eu irei ligar com todo prazer, Marcelly. – Falou com um sorriso torto.

Soltei meus braços bruscamente.

- Espero que seja com notícias sobre o Benjamim. – Falei arqueando uma sobrancelha.

- Mas é claro – Falou com sorriso malicioso.

Me virei em direção a porta e me lembrei de Matt me falando:

“Você é adorável maninha”

E com esses pensamentos, voltei ao hospital para ver se passando um tempo com o Matt minha tensão se esvaísse do meu corpo.

***

Eu ouvi gritos. Sim. Eu escutei gritos vindo da porta do quarto do meu irmão.

Saí correndo para lá. As palavras foram se tornando mais audíveis e melhores compreendidas enquanto ia em direção ao quarto. Mas minha moral desmoronou quando uma frase foi pronunciada e que me deixou em choque e imobilizada no corredor do hospital.

- Eu exijo que minha filha saiba que eu sou sua mãe!

E simplesmente essa voz não era da minha mãe.

Notas finais
UUUUUUUUUAU, o que será que vem por aí nessa reta final?KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK, ressuscitei povãão!xôxô prima invisível, UHEUSHEUSHEUSHESHUESmeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeninas lindas e maravilhosas eu surtei com as recomendações. meeeeeeeeeeeeeeninas lindas e maravilhosas ² eu surtei com os reviewsquero agradecer o imeeenso carinho de vocês. sério mesmo oun to chorando. ok parei. Mas e aíííí? que capítulo foi esse néa? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. aaaaaaaa gente! eu quero fazer uma fic nova mas ainda não sei sobre o que falar ))):então quero pedir sugestões: sobrenatural ou não sobrenatural? terror ou romance? hot ou levinho? beeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeijos