Mas afinal, quem é o verdadeiro monstro?

1 Afinal, quem e o verdadeiro monstro aqui?


-

Bom no começo num vai muito haver com o Grand chase, mas espero que leia ate o final, talvez ai você veja semelhanças [Itálica – Lobo falando; Normal – Historia]

Bom eu não sei bem por onde começa... Então tá vamos lá...

Meu nome é... Hmmm eu num tenho exatamente um nome, eu sei que eu só um lobo... bem você deve estar se perguntado o que eu estou fazendo aqui, ou que eu poderia estar fazendo alguma coisa melhor... eu sei eu sei, mas eu peço que fique, por favor, espero que entenda eu preciso muito falar sobre minha vida, ou Ex-vida, bem isso não importa, o que importa e que eu preciso desabafar e não acho ninguém que me escute!

Eu sei que eu poderia achar outra pessoa para desabafar, mas todos me ignoram, me mando embora, lançam magias em mim... Mas com você e diferente! Eu posso ver o brilho em seu olhar gritando para não me machucar, mesmo que eu saiba que aqui não e meu lugar, que eu já devia ter partido... Mas espero que entenda eu não consigo “descansar em paz” sem poder desabafar com alguém. Por isso estou aqui, lhe pedindo humildemente para escutar a historia da minha trágica vida.

Meu destino foi selado assim que eu vim ao mundo pela primeira vez, o meu como o de todos os da minha espécie.

Temos vários nomes, mas o nome que todos conhecem melhor, pois usam diariamente para se referir a nos, e Monstros! Espere não me olhe assim, eu não sou um monstro! Esse e o nome que a raça de vocês deram para nos, mas nos não somos monstro! Atacamos para proteger nosso território, para nos proteger, para proteger nossa família! Mas vocês estão sempre nos matando para construir suas casas! Seus lugares de lazer... O por favor, não me olhe assim com pena. Não agora que eu não estou mais vivo. O maximo que você poderá fazer agora, e que eu peço, e que escute minha historia.

Corria rapidamente pela floresta me esquivando das arvores, pedras e qualquer outro tipo de obstáculos que me venham aparecer pelo caminho. O vento batia em meus pelos bagunçando um pouco, a lua cheia iluminava o céu naquela noite linda, porem... Sangrenta!

Eu escutava ao longes os gritos de horror vindos do meio da floresta, gritos de socorro, perdão, piedade, entre outros que saiam das bocas de animais indefesos, inocentes!

Eram ‘eles’! Haviam voltado novamente! O que de fato não me surpreendera muito, afinal eles sempre voltavam... Sempre!

Diminui o ritmo da minha corrida, ate passar por andar lentamente entre as arvores. Escondi-me entre uma moita observando as cenas horrorosas diante de meus olhos.

Animais, sim animais sendo atacados em seu próprio lar! Sem poder se defender deles. Sem defesa contra “o homem”!

Por muitos anos eles vêm nos caçando... O motivo? Não há! Eles caçam nos matam por pura diversão puro lazer, e depois no final retiram nossa pele! Vendem! Mas quando nos os caçamos, quando nos os matamo-nos que somos os monstros! Somo-nos as criaturas desprezíveis! Os que devem ser eliminados!

Observei atentamente a cena, não podia fazer nada, novamente... E claro não deixaria que isso ficasse em vão! Iria atacá-los, iria vingar com sangue os que aqui morreram, como assim eles fizeram por muitos anos com nossa raça, se vingavam com nosso sangue os que o matavam para se proteger, usavam de nossa espécime contra nos, retiravam das mães indefesas seus filhos, os criavam, os treinavam para nós caçar.

Após um tempo, a dor o sofrimento e os gritos de terror cessaram, acabou! Eles mataram todos.

– Papai, papai eu consegui! Matei mais um! — Observei a garota de cabelos vermelhados, correndo em direção ao seu pai, com um sorriso na boca, enquanto segurava uma espada banhada em sangue inocente...

– Parabéns Filha, hmmm, mas acho que já esta tarde... Não acha que já treinamos de mais não? – Treinar? Treinar e matar todas essa vidas inocentes? Vocês chamam isso de treinamento!

- AAh mas pai, eu quero ficar e treinar mais, eu consigo!!! Esses bichos são fraquinhos... – Disse a garota de cabelos ruivos enquanto fingia atacar alguns bichos imaginários – Eu os encarava com desprezo! E sem perceber já estava rosnando.

Comecei a rosnar cada vez mais alto, logo após um tempo pude observa a atenção dos dois para moita onde eu estava, sem mais delonga eu sai de lá, olhava cada um deles com ódio, o pai da garota a puxou para traz e sacou sua espada me olhando nos olhos.

Juntei todo meu ódio na garganta e uivei como nunca, gritei para a lua e para todos os que a ouvissem, gritei para ela com todo o meu ódio e tristeza, ela que era minha companhia, que presenciara o começo e o fim da batalha sangrenta que ocorrera aqui, eu havia anunciado para ela que iria para guerra, que a luta havia começado.

– Treinar?! É isso que vocês chamam de treinamento? MATAR VIDAS INOCENTES EM PURA DIVERSÃO E UM TREINAMENTO? — Latia com todas as minhas força, mesmo sabendo que eles não me entendia, que isso não passavam de palavras perdidas no ar, palavras perdida e vazias, como as dos meus companheiros que morreram aqui pedindo piedade.

Avancei ferozmente contra o homem, ele levantou a espada para tentar se defender, mas meu alvo não era a parte de cima de seu corpo e sim a de baixo. Desviei-me da lamina da espada deste, mirando em sua perna.

Abri a boca e mordi com todas as minhas forças, fazendo mesmo cair no chão e gritar de dor, mas não era o suficiente, não depois de tudo o que eles fizeram, então eu apertei mais a mordida, fazendo o mesmo gritar mais, já neste ponto ele não conseguiria mais andar com o tamanho da dor.

– Papai! — A garota gritou, logo em seguida pegou sua espada e avançou contra mim, rosnei um pouco antes de avançar contra ela.

Ela... Sim ela era a assassina, ela que matou todos e era com ela que eu me vingaria!

– Elesis! – Gritou o pai da garota ao ver a situação da filha. Muito lenta... Mal conseguia me acertar direito.

Esquivei-me de alguns ataques antes de pular sobre esta ficando por cima da mesma. Sua espada cairá longe, e mesmo que ela tenta-se algo não a alcançaria antes de eu lhe arrancar a vida!

Olhava-a nos olhos. Podia sentir o medo em seus olhos, o cheiro que inalava de sua pele.
Rosnei para ela.
Estava na hora.
Hora de me vingar.

Preparei-me para atacar, abri minha boca o maximo que pude lhe arrancaria a cabeça numa mordida só!

– FILHA!

Os momentos seguintes ocorreram muito rápidos para quem os presenciara, antes de eu poder tocar em alguma parte do corpo na garota, fui lançado para longe... Pelo pai da mesma! Cai no chão sentido uma dor enorme no peito, esta sangrando... Mas como?

– Espada... De... Fogo! – Falou em intervalos de tempo enquanto puxava ar. Droga.

Usando todas as minhas forças, me levantei, estava meio curvado e girando. Estava tonto, sem equilíbrio, mas eu tinha que fazer! Tinha que me vingá-los assim como a raça repugnante deles se vigavam! Eu tinha que vingar a todos que ali morreram! Vingar a morte de meus filhos, de minha esposa que alguns dias atrás morreram pela mão do mesmo homem! Da mesma garota! Palas mão do mesmo assassino! Eu iria vingar todos!

Olhei de novo para a garota, mais uma vez, essa seria a ultima vez que eu atacaria, e eu sabia disso. Meu corpo se queimava por dentro, a dor era inimaginável!

Avancei novamente contra ela que agora nem prestava atenção em mim. Assim que já estava perto, pulei em sua direção, porem quando faltavam alguns centímetros entre eu e ela, senti algo perfura meu estomago, não precisava de muito para deduzir que era a espada da garota, ela enfiou a espada mais fundo no meu estomago enquanto seus olhos emanavam o puro ódio.

– Morra... Seu monstro! – Proferiu com raiva.

Minha visão começou a escurecer enquanto eu perdia os sentidos. Senti meu corpo cair no chão enquanto as palavras daquela garota ecoavam em minha mente.

Espere por favor, não me olhe assim! Eu sei que eu errei, mas novamente espero que fique! Minha historia ainda não acabou! Também peço que tente entender meus motivos, imagine se alguém invadi-se seu lar, mata-se todos os seus amigos, familiares e levasses seus filhos e depois fosse embora como se não tive-se feio nada de errado! É uma dor horrível, inimaginável!

Acordei cercado por uma luz prateada, me levantei devagar. Não sentia frio, não sentia dor, angustia, ódio, não sentia nada!

Olhei a minha volta, não havia nada apenas o pleno manto branco que cobria o lugar, desviei meu olha para cima e pude observa uma esfera prateada, a lua! Sim a minha lua, minha acompanhante das horas vagas, minha melhor amiga, que esteve comigo durante todo esse tempo desfrutando da mesma dor que eu.

Juntei todas as minha forçar e uivei para ela, uivei uma canção de tristeza, de dor... Angustia e sofrimento.

– Errado... – Parei de uivar rapidamente, ela havia respondido? – Esta errado, você esta errado em atacá-los.

No começo eu fiquei em duvida de quem ela falava, mas no fim eu me lembrei, lembrei daqueles humanos repugnantes! Senti ódio voltando a mim, a lua, minha companhia estava do lado deles?

– Como assim errado?! Eles nos matam! Eles destroem nossas casas! Retiram nossos filhos de nos! Matam-nos para vender nossa pele! E nos que estamos errados!

– Não importa você esta errado... É agora terá que pagar pelo seu ato! Vagará pela terra observara a humanidade evoluir, se arrependera e só poderá voltar ate achar alguém para te escutar!

– Você! Você não e a lua! Não é a minha acompanhante, a que esteve do meu lado nas horas de dor, do sofrimento!

– Certo! Eu não sou a lua, sou a jogadora das almas! Você errou por atacar a futura salvadora da humanidade, e agora pagara pelos seus erros!

– Salvadora? COMO ALGUEM QUE MATA SEM MOTIVO PODE TER A HONRA DE CARREGAR O NOME SALVADORA!

– Passado, futuro, presente! Eu vejo tudo, sei quem ira morrer, quem ira nacer, a historia dos que já morreram, e dos que estão morrendo, sei da historia da vida de todos que nascem! E seu destino foi selado assim que você nasceu, nasceu como um animal! Agora aceite seu destino! — Após ela falar isto eu fui engolido por uma luz branca como a luz da minha lua a minha melhor amiga, a lua.

Bom é foi assim que eu vim para aqui, vagando por toda eternidade, durante anos eu tenho andado pela terra. Presenciando a morte de meus companheiros e sem poder fazer nada. Depois de anos que eu entendi o que a tal luz havia falado sobre aquela garota, à garota que me matou, a algoz daquela noite de lua. Ela cheia havia crescido e destruído um grande mal, havia sido conhecida como heroína!

Mas agora já se perguntou quantas vidas inocentes de monstro eles tiraram para isso? Para se trazer a paz sempre tem que se derramar sangue inocente essa foi uma das lições que eu aprendi nestes longos anos de vida, agora me diga jovem garoto (a) quem e o verdadeiro monstro aqui?

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!