Mas é Melhor se Você Fizer
2 Versão do Ryan [parte 2]
Notas iniciais
As outras versões só serão postadas se vocês comentarem :D
é essencial saber o que vocês acham. =]
Tive receio em abrir, mas ele entrou autoritário e se jogou no sofá. Encarou-me.
— Bom dia Professor Ryan Ross — Começou desafiador.
— A que devo o prazer dessa visita? — Respondi no mesmo tom.
— Vejamos... Quero ter certeza de que possamos conversar civilizadamente. Está sóbrio?
— Nunca estive mais lúcido. — Me aproximei do pirralho que me atazanava.
— Por que não se senta?
— Prefiro ficar em pé. — Sorri.
— Como quiser — Ele se levantou — Vai ser uma conversa de homem para homem.
— Pare de enrolar e vá direto ao assunto, não tenho muito tempo para você.
— Certamente. — Ele arregalou seus olhos furiosos — Esta tendo um caso com uma de suas alunas?
— Especifique. — Procurei me controlar e parecer despreocupado.
— Esta tendo um caso com Natalie Sanches? — Ele foi sério, como em um interrogatório oficial. Isso me tentava a partir para a agressão.
— Esta com ciúmes?
— Bem, devo considerar como um "sim"...
— Não... Eu NEGO. — Ao dizer essas palavras, notei que a fisionomia de Nick mudou: estava perplexo. Consegui tira-lo do sério.
— Vamos ver por quanto tempo você pode negar. — Ele tirou um bolo de fotos do bolso da calça jeans surrada que usava, ajeitou os óculos remendados com fita crepe e me mostrou as figuras: não havia duvidas de que Nick me seguira na noite passada. As provas estavam bem diante de mim.
Aproximei-me do garoto vagarosamente e com um brusco movimento arranquei das mãos dele o que mais me perturbava. Mostrei a língua.
— E agora o que vai fazer? — Ele debochou — Rasgar?
— Uma boa idéia — Eu o fiz com prestígio.
— Não seja tolo, Ryan! — Indagou — Tenho cópias! Milhões delas.
— O que pretende com isso? Mostrar a mamãe que estou namorando?
— NÃO — Ele se alterou — Mostrar a policia!
— Não entendi... Isso é uma ameaça? — Arregacei as mangas de minha camisa e não pude esconder o ódio em meus olhos.
— Vamos Ryan... Não perca a cabeça! — Ele riu. — Em poucos dias você vai parar no xadrez! Pois PEDOFILIA é crime!
— Não sabe o que diz... Não se atreveria...
— Ela é menor de idade e além do mais, vinte anos mais jovem... Olhe essas fotos: os dois se agarrando. Que piada!
— A gente se ama! A idade não impede um amor! — À medida que eu me aproximava ele se afastava.
— Ryan, você é doente! — Ele gargalhou.
— Nicholas, você esta louco de ciúmes! Aceite os fatos! — Fitei-o com superioridade.
— Tudo bem... Já terminei. Estou de saída. — Ele estava se dirigindo à porta quando eu me apressei a trancar a mesma.
— Você não vai a lugar algum. — Disse eu freneticamente. Nick me encarou com horror, correu pelo corredor e se trancou no banheiro com um estrondo.
Fui até a lavanderia onde guardava minha caixa de ferramentas. Nick iria pagar por tudo o que fez, por todas as desavenças, por todos os insultos... Dirigi-me calmamente ao cômodo em que se encontrava meu querido irmão e com a chave de fenda tentei destrancar a porta.
— Sai daqui! Deixe-me só! Assassino! Pedófilo! — Seus gritos de horror não me comoviam. Estava frio e longe de sentimentos naquele instante. Ele me impedia de girar o trinco pelo outro lado, mas era uma questão de tempo para que seus dedos não agüentassem mais...
— Maldito! Pare com isso! Se me matar, não vai sair impune, vai pagar por todos os seus crimes! — Apesar do escândalo, suas forças estavam se esvaindo, pude sentir... O suor de seus dedos deixaria o trinco escorregar... O fim de meu castigo estava próximo.
— Louco! Eu te odeio. ODEIO. — Faltavam poucos segundos... O tempo corria devagar... Mas eu era eternamente paciente...
Continuei tentando. Coloquei o peso de meu corpo sobre a ferramenta a fazendo girar até conseguir destrancar a porta. Foi difícil e exigiu muito esforço: Nick estava lutando pela sobrevivência, como algo selvagem e encantador ao mesmo tempo.
Não consegui abrir, pois Nick estava atrás da porta e usava seu corpo para mantê-la fechada. O garoto não desistiu tão facilmente, mas não agüentou um pouco mais de pressão, cedeu. Entrei no pequeno cômodo e me deparei com uma criança assustada encharcada de suor e lágrimas... Estava deitado no piso frio do banheiro, imóvel. Fitava-me com desprezo.
— Socorro! SOCORRO! SOCORRO! — Ele gritava comicamente em um tom que despertaria a vizinhança. Tinha que pará-lo.
Aproximei-me e com um chute na boca do estomago calei-o. Ele se contorceu e gemeu de dor. Musica para meus ouvidos! Um sonho se tornando realidade. Ajoelhei próximo de seu corpo e acariciei sua face imunda.
— Eu te amo, meu irmão. Nunca te faria mal algum. — Beijei-lhe o rosto em um ato de ternura. Foi como uma despedida.
— Maldito! — Nicholas cuspiu em meus olhos e fincou uma pequena faca em meu ombro. A dor da lamina penetrando a carne era insuportável. Enquanto retirei o metal de dentro de mim, ele se rastejava a procura da saída. Um talho se abriu e o sangue jorrava sem piedade. Não liguei para isso, fui atrás de Nick.
Não estava na vista, devia ter se escondido em algum canto, mas estávamos trancados na casa, tinha certeza. Isso aumentava a tensão do jogo. Tirei o sapato e com a meia tentei estancar o sangue de minha ferida.
Fui até a cozinha e peguei uma tesoura pontuda. Comecei a vasculhar o cômodo a procura de meu querido irmão, mas ele não estava por lá. Dirigi-me até a sala que aparentemente estava deserta. O silêncio tomava conta do aposento, estava concentrado: buscando algum som, alguma falha de Nick. Não demorou muito para que conseguisse ouvir um choro abafado: estávamos muito perto...
Talvez o mundo fosse pequeno demais para nós dois. O destino de um dependia da morte do outro. A crueldade de viver e fazer decisões poderia me afundar em desespero... Precisei ser forte a ponto de suportar meu martírio.
Um barulho despertou minha atenção: veio de trás do sofá. Eu sabia onde Nick estava! Caminhei em sua direção pelo tapete, evitando qualquer ruído indesejado. Nosso encontro foi surpreendente: ele sorriu esquizofrênico.
— Ryan, vai se arrepender!
Ele conseguiu me irritar, até mesmo nos últimos minutos de sua vida sofrida. Estava sentado, indefeso, mas pretendia esconder seu pavor. Chutei seu rosto e o levantei pelos cabelos. Encostei a ponta da tesoura em seu pescoço.
— Nicholas Van Ross Dam, você teme a morte?
Ele me encarou com lágrimas nos olhos suplicantes. Eu não tive coragem de apertar o objeto contra sua garganta. Fui fraco. Joguei a tesoura para longe e esbofeteei seu rosto pálido.
— Eu não, mas você sim, Ryan. Sabemos que você não tem a honra de cumprir sua tarefa: sujar suas mãos em sangue inocente. Agora me deixe ir. — Nick debochou.
Joguei-me em cima de seu corpo surrado. Rolamos pelo chão numa briga infantil. Não demorou para que conseguisse imobilizá-lo. Prendi seus braços embaixo de meus joelhos e sentei sobre sua barriga. Com minhas mãos apertei sua garganta para sufocá-lo. Nick tentava se superar, mas era inútil. Aos poucos ele foi perdendo a força e já não se debatia mais, rios de lágrimas escorriam de seus olhos avermelhados. Alguns minutos depois, ele estava morto.
Olhei-me no espelho do banheiro bagunçado: era difícil encarar minha alma e assumir minha culpa. O monstro ali refletido não se parecia comigo. Mas já estava feito. Procurei por algo que pudesse me conter: pílulas calmantes, para compensar a tremedeira.
Peguei lençóis e enrolei o cadáver: era frio, inflexível e pesado. Foi trabalhoso levá-lo até a garagem. Coloquei no porta-malas do carro. Espiei por cima do muro: a vizinhança estava deserta para minha sorte, mas o céu já havia escurecido. Dirigi por uma estrada de terra e abandonei o corpo em chamas no meio do mato. O fogo queimava todas as evidências, mas não conseguia limpar minha consciência. A fumaça coloriu o céu em marrom, mas minha mente continuava manchada com más lembranças.
Voltei para casa e não consegui dormir aquela noite. Mamãe ligou perguntando de Nick, mas eu não sabia onde ele estava. Realmente não sabia... O mistério da morte me intrigava.
Meu ombro doía muito, apesar de não sangrar mais. O talho vermelho era a cicatriz que carregaria pelo resto de meus dias e junto a ela um segredo...
Amanheceu nublado e eu me apressei em ligar para Natalie, ela era a única razão para viver.
— Ryan?
-É... Preciso falar com você.
— Você está bem? Parece nervoso.
— Estou péssimo.
— À tarde eu passo ai, é que daqui a pouco tenho aula.
— Espero... — Coloquei o telefone no gancho com certo receio de que talvez ela não viesse.
O tempo era meu pior inimigo, mas ela cumpriu o combinado. Entrou descontraída e se sentou no sofá.
— Sua casa é bonita! — Exclamou sorrindo.
Retribui o sorriso e com um abraço percebi que ela estava assustada.
— Então... Preciso saber uma coisa, antes de tudo. — Nossos olhares se encontraram.
— Diga... — Ela acariciou meu rosto tirando os fios de cabelo que caiam em meus olhos. Como era bela.
— Faria tudo para ficarmos juntos?
— É tudo o que eu mais quero. — Ela me fitou com tristeza — Mas seria impossível minha família aceitar!
— Tem uma saída.
— Qual? Já procurei... Não consigo encontrar uma maneira de ficar com você sem impedimentos.
— A única maneira é fugirmos para um lugar longe daqui.
Nat ficou em silêncio. Encarava-me se desfazendo num pranto abafado. Envolvi suas mãos nas minhas.
— Não sei se estou preparada. Talvez não seja certo largar tudo.
— Faça sua decisão. Eu vou... Se quiser vir comigo.
— Para onde?
— Para a estrada... Podemos ficar em um hotel até eu arranjar dinheiro para comprar uma casa, posso vender esta.
— Ryan, eu não sei. — Ela deitou sua cabeça em meu ombro.
— Vamos. Passo na sua casa e espero que faça as malas, depois botamos o pé na estrada.
— Não posso voltar lá, é arriscado. Tenho medo de desistir.
— Então o faça enquanto há tempo.
Natalie se agarrou em meu pescoço e me deu um beijo molhado na face.
— Ryan... Não faça beicinho! Assim você me convence. Vamos agora! — Ela estava decidida.
Joguei algumas roupas na mala e fomos para o carro. "Boys will be boys". Seguiria até o fim com a mulher que amo.
Ela permaneceu calada até a primeira parada num posto de gasolina.
— Imagino... Eles virão trás de mim.
— Natalie, sua família pode por o exercito atrás da gente, não vão nos pegar. Use isto — Dei-lhe um boné e óculos escuros.
— Rezo para isso. — Nos beijamos.
Continuei a viagem ouvindo a rádio noticia: ainda não perceberam a ausência de Natalie. Estávamos esperando algum sinal... O céu escureceu e procurei um lugar para dormirmos, ela não dizia uma palavra. Um motel chamou minha atenção por causa da iluminação.
— Você quer dormir aí — apontei.
— Pode ser.
O quarto não era muito grande, mas as luzes eram ofuscantes. A janela dava vista para a estrada e as paredes eram amareladas, era confortável e caro, tinha uma cama de casal que era coberta por uma colcha vermelha decorada com bordados. Me lembro perfeitamente...
Abri o frigo — bar e peguei uma garrafa de vinho que estava trincando. Comemorava minha felicidade.
— Aceita?
— Estou com sede, mas não de álcool... Sinto fome também.
— Tudo bem, pedirei algo para comermos. — Eu peguei o telefone.
Em poucos minutos o jantar chegou. Na mesinha tinham dois pratos, duas taças, talheres, duas velas, um champanhe e o prato principal: tender. Um pouco romântico demais.
Sentamos e sem cerimônia comemos: Natalie realmente estava faminta.
— O que acha que vai acontecer com agente, Ryan?
— Vamos ser felizes. — Sorri, procurando confortá-la.
Em um grande gole, ela esvaziou a taça. Sorriu para mim.
— Aqui é bonito, não? — Ela procurou esconder sua preocupação nessas palavras.
— Tivemos sorte! Tem até uma banheira.
— É... Já espiei o banheiro: é enorme! — Ela riu.
— Aproveite, pois amanhã vamos deixar tudo isso para trás e continuar a viagem.
— Vai dar tudo certo. — Ela segurou minha mão.
— Vai... — Nossos olhares se encontraram... Nossos rostos se aproximaram e nossos lábios se tocaram selando um beijo de jura eterna, uma jura de amor.
— Vou tomar um banho — Ela disse e entrou no banheiro.
Talvez precisasse desse tempo sozinho para meditar minhas faculdades mentais. Não precisava de mais nada, a felicidade me tomava e me fazia sentir vontade de viver para sempre: estava junto à mulher que amava.
Alguns minutos depois ela saiu pela porta, deixando um rastro de vapor quente. Estava usando uma de minhas camisas, a roupa era folgada, mas para dormir estava ótimo. A toalha enrolada na cabeça a deixava engraçada.
— Pode ir! A água esta uma delicia!
— Estou indo. — Entrei no cômodo abafado. Dava para escrever o nome no espelho...
A água caia sobre meu rosto, levando pelo ralo o meu cansaço. A vida é uma caixa de surpresas, mas é você que traça seu futuro.
Natalie já estava deitada. Mas o sono ainda não me conduzia... Fui espiar a janela: o movimento era incessante. Tudo era agitado. As luzes do quarto estavam apagadas e minha mente vagava longe... Uma fungada na nuca me fez despertar: ela estava ao meu lado, suas mãos me faziam massagem nos ombros.
— Não consigo dormir. — Ela murmurou em meus ouvidos, mas eu continuava em silêncio observando o horizonte. — Esse seu jeito calado é o que mais me encanta, me deixa segura. Ryan, nunca vai me deixar?
— Nunca.
— Então me beije. — Obedeci sem contestar. Ao mesmo tempo em que me beijava, suas mãos abriam os botões de minha camisa delicadamente. O perfume floral de seus cabelos me seduzia. Em meus braços levei-a para a cama, em que passamos a noite mais esperada de minha vida: a castidade é uma dádiva da vida e o prazer o melhor fruto proibido, vale à pena degustá-lo.
Partimos ao amanhecer. O dia estava chuvoso e triste, pois o sol não sorria. Não trocamos uma palavra sequer durante as três primeiras horas de viagem. Liguei o rádio: o noticiário não parava de anunciar o desaparecimento de Natalie e Nicholas.
— Estou aflita. — disse ela.
— Acalme-se. Estamos indo para Florianópolis... Faltam apenas algumas horas de viagem.
— Por que vamos para lá?
— Tenho um amigo lá.
— É seguro?
— Sim, ele se formou comigo, conheço desde pequeno. Vai dar tudo certo: confie em mim.
"Dois estudantes desaparecidos, a policia esta investigando, mas precisamos de sua colaboração. As fotos estão disponíveis em qualquer posto de abastecimento [...]"
— Estou preocupada com Nick. Ryan, o que será que aconteceu com ele? — Ela começou a roer as unhas me tirando do sério.
— Não tenho idéia.
— Ele é seu irmão, não é?
Balancei a cabeça afirmativamente. Continuei guiando.
— Coloque o disfarce, ninguém pode te reconhecer. — Natalie o fez com lágrimas nos olhos.
"A polícia procura o principal suspeito: Ryan Ross, que era professor desses dois jovens desaparecidos, que também abandonou o cargo [...]"
— Ryan, você não esta preocupado com Nick?
— Claro.
— Será que ele esta bem?
— Não sei... Não o vejo há dias.
— Ryan, as pessoas vão te reconhecer: você esta sendo procurado pela policia!
— Usarei óculos de sol.
— Estou insegura. Estou com medo. Ryan, não quero perder-te.
— Isso não vai acontecer, estou aqui.
Avistei a nossa frente: a estrada estava interditada por viaturas da policia, estavam fiscalizando os veículos.
— RYAN! É o fim da linha para nós. — Nat gritou ensurdecendo-me.
Eu estava nervoso: a poucos metros de minha sepultura. Não podia permitir isso! Não lutei tanto para acabar daquele jeito.
— Vou tirar a gente dessa! Se segure!- Virei o volante bruscamente, atravessei o canteiro e passei para o outro lado da pista. Natalie ficou boquiaberta.
— Cuidado Ryan! Você chamou a atenção deles e agora estão atrás da gente!
— Não por muito tempo... Vou despistá-los. — A adrenalina corria em minhas veias me deixando eletrizado. Era tudo muito surreal.
— Ryan! Diminua a velocidade! É perigoso de mais: vai perder o controle! Vai acabar nos matando!
Seus gritos não me fizeram parar. Eu e o carro éramos um só...
— SOCORRO! Eu não quero morrer! Ryan pare! — Ela estava chorando — Se você me ama realmente, me escute: Pare o carro!
Nesse instante eu olhei diretamente para seus olhos lacrimejantes. Quando me dei conta, perdi a direção: o carro estava prestes a bater em uma enorme árvore que ficava rente a curva. Natalie gritava muito: eu não sabia o que seria de nós! Pisei no freio e virei o volante, o veículo deslizou pelo asfalto e se chocou contra um caminhão.
Minha cabeça doía muito... Olhei para o lado: Natalie estava com a cabeça encostada no vidro. Um calafrio percorreu minha espinha.
— Nat... — Balancei seu ombro. — Nat... — Ela não respondia — NATALIE! — Lágrimas de desespero lavavam meu rosto.
Com minhas mãos puxei seus cabelos e descobri sua face: Estava morta... Olhos bem abertos e paralisados, escorria sangue de sua boca. Meu corpo estava dolorido e o desgosto me alucinava. Eu matei a mulher que amo.
— Saia do carro com as mãos na cabeça! — Uma voz rouca gritou no alto-falante. Obedeci... Fui algemado e levado para a prisão.
Fiquei preso por três infinitos anos, depois me mandaram para um sanatório. Nunca estive sozinho... Pude sentir a presença de Natalie ao meu lado toda noite... Rezava por ela.
"- Ryan venha comigo... Vamos ficar juntos pela eternidade." Ela me chamava.
Hoje estou trancafiado nessa casa para loucos, apesar de não ser um deles. Estou decidido a deixar esse mundo vazio e reencontrar meu verdadeiro amor, que descobri também que era meu único motivo de viver. Esta faca pontiaguda que seguro em minhas mãos é a chave do portal de transição entre a vida e a morte, guardo-a há meses, e nunca tenho coragem o suficiente de utiliza — lá...
Fim.
Autora : Marcela dos Santos Martins.
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