Notas iniciais
Atualmente posto minhas fics nos seguintes sites/plataformas de fanfics e histórias: Spirit https://www.spiritfanfiction.com/perfil/eucaristia Nyah! https://fanfiction.com.br/u/175167/ Wattpad https://www.wattpad.com/user/LillielEucaristia Acompanhe. Comente. Incentive. Todo autor precisa de sua dose de retorno para que as histórias não morram. Também escrevo uma série baseada em Percy Jackson e os Olimpiano, quem tiver interesse pode visitar meu perfil.

Data Terrestre: 07 de Outubro

Assim que Emma terminou de verificar a contabilidade e os documentos de regularização do Instituto suspirou cansada.

Estava cheia de trabalho e tensa.

Para piorar Christine agora passava mais tempo no apartamento de Andrew que no Instituto e apesar de amar o garoto não gostava nada de ter a filha longe de si.

Tocou a pequena flor de madeira sobre a gaveta da mesa antes de empurrá-la, revelando assim o pequeno compartimento secreto da mesa de madeira, um de muitos. Pegou a pequena caixa de veludo preto e abriu encarando as alianças do seu casamento. O único que teve e aquelas eram uma das únicas provas, além de Christine, de que aquilo havia acontecido um dia. Acontecido por amor, ao menos de sua parte.

Suspirou guardando a caixa no compartimento quando ouviu as batidas na porta.

—Entrem. –Assim que a porta abriu viu Rose e Cara entrando como quem havia acabado de acordar, por isso levantou indo até as duas e as abraçando. –Meus amores, vocês dormiram?

—Sim. –Rose parecia ainda dormir.

—Eu acordei ela. –Emma encarou a filha do meio. –Fui dormir antes da meia-noite ontem, por isso achei que podia começar um pouco mais cedo do que o previsto

Emma olhou para o relógio no próprio pulso confirmando que era dez para as nove horas, mas para Cara dormir mais de oito horas sem precisar receber uma ordem era algo raro.

—Já tem todos os resultados e materiais?

Cara assentiu.

—Sim, inclusive comecei a injetar os esteroides especiais na Rose ontem com a supervisão o papai.

Emma suspirou, especialmente ao notar que Cara não parecia mais nem um pouco sonolenta como quando entrou na sala.

—E o Hank acha que já podem fazer o processo de infusão do adamantium?

—Ele disse que como os exames e os materiais estão prontos é o melhor ou a Rose vai ficar me enchendo a paciência por todo o tempo restante da minha vida.

A mulher suspirou vencida diante do argumento da filha.

—Tudo bem, avisem o Logan, o James, a Laura e a Christine que vão começar o processo de infusão hoje e me esperem na sala de procedimento. Se o McCoy estiver junto podem inclusive começar os preparativos, mas só podem começar quando eu chegar.

As duas garotas assentiram.

—Vou colocar o soro para Rose já que ela tem que estar em jejum, então pode me levar alguma coisa para comer?

A mulher riu.

—Apenas faça o que falei e eu levo.

As duas garotas concordaram e saíram apressadas pela porta.

Emma voltou a sua mesa e sentou na cadeira fechando os olhos, ela se concentrou na mente de cada um dos professores com quem falaria: Jean, Scott e Ororo.

“Desculpe se estou interrompendo algum assunto pessoal de vocês, só preciso informar que Cara e Rose vão começar o processo de infusão do adamantium hoje. Como vocês disseram que queriam ser informados quando elas tivessem todos os resultados e materiais para começar estou avisando.”

Uma onda de choque e surpresa ressoou na mente de Emma antes da primeira resposta chegar.

“Era para avisar com antecedência Emma, não faltando cinco minutos. Você não tem juízo para deixar suas filhas fazerem isso?” Emma se sentiu frustrada com as palavras de Scott.

Quem afinal de contas ele pensava que ela era?

“Se quer tentar discutir com as duas mais do que eu, Logan, Hank e até mesmo a Laura, então fique à vontade.” Ela estava irritada ao responder.

“Elas te avisaram agora, não foi? Aposto até que começaram parte do processo antes mesmo de te avisar.” Quando ouviu a voz de Jean a raiva de Emma com Scott diminuiu o suficiente para que uma discussão não começasse. “E pelo que conversei com o Hank nos últimos dias as duas, em especial a Rose, estão mais do que animadas com a ideia. A Cara mais por se livrar da Rose irritando ela todos os dias que pelo procedimento em si.” Embora apenas o suficiente.

“Eu e Logan falamos dos riscos, da dor e tudo mais para Rose, mas ela já se decidiu. Ela é como eu e o Logan, quando decidimos algo, ninguém tira a ideia da nossa cabeça.” Admitiu ainda um pouco irritada.

“Nesse caso podemos fazer turnos durante o procedimento, assim Hank e Cara terão companhia, pode ser?” Emma acabou sorrindo ao ouvir a voz preocupada de Ororo.

Ela sabia que a outra mulher não aprovava em nada a ideia; felizmente ela também não parecia muito disposta a comprar uma briga sem futuro como aquela.

“Obrigada Ororo, aceito a sua oferta. O procedimento inteiro deve durar pelo menos um dia ou três até terminar. Eu vou para a ala médica em alguns minutos e imagino que Logan vá me encontrar lá.”

“E as outras crianças?” Jean pareceu um pouco preocupada.

“Pedi para as duas informarem os irmãos e o Logan antes de começarem os preparativos.” Emma suspirou cansada. “Vou passar no refeitório pegar algo para a Cara comer e então descer.”

“Vou cuidar das suas funções até você voltar.” Ororo pareceu um pouco distante. “Avise assim que o processo realmente começar para manter as outras crianças longe da sala do Hank.”

“Pode deixar.” Mas Emma entendia isso.

“Vai direto para o elevador, eu te encontro lá com alguma coisa para a Cara comer.” Emma estranhou a atitude de Jean. “Vou acompanhar os preparativos do procedimento com o Hank, afinal eu estudei esse procedimento para ajuda a supervisionar a Cara no dia.”

“Eu não concordo com essa história.” Mas Emma decidiu ignorar Scott, pelo menos era o seu plano. “Vou cuidar dos alunos, afinal alguém tem que se certificar da segurança de alguns deles.”

“Vai se foder Scott!” O pensamento foi tão claro que as outras duas mulheres que ouviam não tiveram duvida do pensamento de Emma. “Elas são minhas filhas e eu cuido muito bem das três, sempre cuidei e sempre vou cuidar. Então não admito que venha julgar minha capacidade não apenas de mãe ou de protetora delas.” Houve um segundo de hesitação antes de Emma concluir o pensamento dirigido a Scott. “Se acha que tem o direito de me desafiar, vá em frente e apareça na minha porta para resolvermos isso de uma vez.”

O silêncio durou o suficiente para que todos soubessem que Scott não retrucaria Emma na próxima frase.

“Vou voltar ao meu serviço.” E então Emma cortou o vínculo telepático com os três.

Ela olhou novamente para flor-de-madeira que guardava suas alianças de casamento e uma lágrima solitária escapou do olho.

—O passado não muda Emma. –Murmurou para si mesma.

Levantou e saiu da sala indo na direção do elevador, onde encontrou Jean com um copo de leite e uma vasilha com muffins salgados e doces.

Não estava muito animada de ver a ruiva depois da discussão mental com Scott, apenas não tinha mais como evitar isso.

—Obrigada pelo cuidado, Cara vai ficar feliz.

Jean sorriu e esperou a porta do elevador fechar.

—Não acha que foi muito dura com o Scott?

Emma suspirou.

—Um pouco, só que ele parece que faz de propósito nessas horas.

—Verdade, acho que ele se sente um pouco frustrado. Você não é muito fácil de lidar, nunca foi, mas depois que a Christine nasceu ficou ainda pior no quesito teimosia.

As duas mulheres riram.

—Bom, nisso eu concordo.

—Vai falar com o Scott mais tarde?

—Provavelmente não. –Emma suspirou frustrada. –Já faz muito tempo que não tenho esperanças de conversar de modo civilizado com ele.

—Você sabe porque ele age assim. Ao menos em partes.

—Eu sei, o que não é desculpa, afinal ele tinha opções.

As portas se abriram e as duas seguiram até a ala médica onde encontraram Rose sentada na mesa de exames sendo monitorada por Cara e Hank que também cuidavam da separação dos medicamentos.

—Como estão os preparativos? –Jean se adiantou para falar com os outros dois cientistas.

—Bem, na verdade muito bem. –Hank comentou distraído enquanto observava a filha.

—Que bom. Algum detalhe que eu deva saber? –Jean vestiu o jaleco e começou a observar o que eles faziam para se atualizar.

—Avisei a Laura, mas ela está com a Claire, e a Christine tá com o Andy. Claire disse que não vai deixar a Laura acompanhar o procedimento e Andrew disse que Christine não pareceu se sentir muito bem com a informação, até ai não é inesperado. Falei com James e ele ficou branco feito papel, já o Logan disse que desce em meia hora. –Quem acabou decidindo falar foi Rose, que ainda parecia animada.

Emma acabou sorrindo.

Sabia que Claire e Andrew fariam exatamente aquilo para proteger Laura e Christine, esperava que assim que possível Helena fizesse o mesmo por James.

—Temos uma novidade que conseguimos a alguns dias, mas como é, a princípio, só para emergência não queríamos precipitar. –Emma e Jean olhavam curiosas para Cara que agora conduzia Rose para a sala do procedimento e colocava a irmã no tanque. –Claire nos cedeu o seu sangue para uma emergência, como um tipo de super adrenalina mutante.

As duas mulheres olharam para Hank um pouco preocupadas.

—Isso é algo bom? –Emma sentiu o coração se agitar em preocupação.

—Bom, para um mutante o sangue da Claire é como um tipo Hormônio do Crescimento Mutante com cerca de dez vezes a potência normal, então o uso é contra indicado em situações normais, nesse caso é o tipo de substância que pode fazer toda a diferença mesmo que em uma dosagem mínima.

Eles pararam para ver o momento em que Cara prendeu os pulsos, braços, cotovelos, pernas, joelhos e tornozelos, assim como a cinta na cabeça, cintura e peito de Rose.

A garota ativou o fechamento do tanque no momento em que confirmou o funcionamento da máscara de respiração da irmã. Assim que o tanque ficou cheio de água Cara fez o mesmo mudar de posição deixando Rose deitada.

—Acreditam que nunca precisei deixar esse tanque nessa posição? –Cara comentou um pouco distante, mas ninguém respondeu. –Tudo bem Rose, vou administrar os primeiros químicos especais feitos para hoje, não esqueça que isso não vai impedir você de sentir dor. Menos que o do tio Logan e mais do que a Laura, afinal você tem mais garras que ela.

Rose se mexeu e tanto Emma como Cara riram.

—O que ela disse? –A pergunta veio de Logan parado na porta, seu corpo tremia um pouco diante da cena.

Cara deu de ombros e Emma acabou respondendo.

—Disse para a Cara andar logo e largar de enrolação.

—Teimosa. –Logan encarou a filha no tanque. –Vou esperar na sala ao lado.

Ninguém falou nada, apenas deixaram que ele tomasse alguma distância daquilo.

—Certo, adamantium em ebulição e estado líquido. Ligando brocas de enxerto. Iniciando perfuração...

Cara narrava os passos sendo acompanhada por Hank e Jean nos monitores enquanto Emma permanecia próxima ao tanque de Rose abraçando o próprio corpo tentando conter o nervosismo.

Ela podia ver o corpo da filha sacudir pela dor da perfuração da pele, mas não podia fazer nada mesmo com os gritos psíquicos da garota. Especialmente porque Cara e Hank já haviam explicado que o procedimento seria brutal e mesmo com ela e Logan tentando de tudo Rose não cedeu.

—Iniciando perfuração óssea. –Cara olhou para a mãe. –Acho melhor a senhora sentar, papai e eu programamos as brocas para abrir o maior caminho possível nos ossos antes de retrair e injetar o adamantium. Essa parte deve levar uns cinco minutos.

Emma não conseguiu falar nada, apenas sentou em uma das duas cadeiras próximas ao tanque sentindo seus joelhos tremerem. Ela procurou dentro do pequeno bolso da jaqueta que usava naquele dia um dos presentes que ganhou quando suas filhas nasceram, especificamente o de Rose.

Assim que achou o pequeno rosário de pulso que Logan dera de presente no dia que a menina nasceu Emma começou a rezar, não porque fosse particularmente religiosa ou mesmo porque acreditasse em algum deus, apenas era a única coisa que ela poderia fazer enquanto esperava que a acalmava o suficiente e porque era o que sua filha faria no seu lugar.

Para a surpresa de Emma, antes dos cinco minutos que Cara disse que precisaria para aquela parte, sentiu a mão de Logan segurar a sua enquanto ele mesmo rezava de um jeito que ela não entendia.

O rosário que ele deu a ela era uma coisa que Emma lembrava até hoje porque receberá: Logan conseguia sentir paz quando estava em um templo xintoísta ou budista, segundo ele ver Rose também lhe dava a mesma paz.

—Perfuração óssea terminada. –Logan e Emma ouviram Jean anunciar dessa vez. –Retração das brocas de enxerto concluída em dez, nove, oito, sete, seis, cinco, quatro, três, dois, um... Concluída a retração.

—Iniciando processo de infusão do adamantium nas garras de osso. Agora. –Dessa vez eles ouviram Hank.

—Sinais vitais acelerados, ainda estáveis para o estágio do processo. –Tanto Emma quando Logan perceberam a voz de Cara tremer, mas não conseguiram se mover.

Dentro do tanque o corpo de Rose sacudia de forma violenta como se ela estivesse convulsionando. Todos na sala ficaram em silêncio pelos cinco minutos seguintes, um tempo que parecia ser horas para Emma e Logan.

Os dois estavam tão tensos com aquilo que quando Hank falou os dois se assustaram.

—Iniciando a aplicação de 0,100 ml do HCM Anti-Ômega.

Os dois levantaram surpresos indo para onde o amigo estava.

—O que aconteceu? –Emma parecia a beira de um ataque.

—Ouvi você falando que isso era para emergências. –Não que Logan estivesse diferente.

Hank suspirou encarando os dois, estava cansado e um pouco traumatizado com o que estava fazendo, Rose era como Christine, sua filha de coração tanto quanto Cara era de sangue.

—Acalmem-se os dois, não tem nada de grave, os sinais vitais dela ultrapassaram a escala no final do processo. –Ele voltou a encarar o monitor para verificar os sinais e as outras informações do procedimento. –É uma dosagem preventiva mínima, o que deve aumentar a eficácia dos poderes regenerativos da Rose por umas duas horas ou menos.

Emma e Logan respiraram aliviados e voltaram até a lateral do tanque, dessa vez ficaram junto ao vidro vendo a respiração rápida e agitada de Rose que parecia chorar de dor. Os dois continuaram olhando a menina até ela se acalmar e encarar o vidro na direção deles, então Emma e Logan colocaram cada um uma mão sobre o vidro, na direção que Rose olhava e a menina fechou os olhos.

—Ela está bem? –Logan agora abraçava Emma pela cintura.

—Ela dormiu de cansaço, mas sabe que estamos aqui. –A voz de Cara parecia igualmente cansada.

Logan abraçou o corpo de Emma mais contra o seu e os dois continuaram com a mão sobre o vidro do tanque por dez minutos antes de Ororo entrar na sala.

—Tudo bem aqui?

Emma se moveu um pouco de onde estava para encarar a amiga.

—Ela dormiu.

—Então já terminou?

—A parte bruta sim, eles podem te dar mais detalhes. –Logan indicou os três cientistas que ainda analisavam dados do procedimento nos monitores e trocavam informações sobre o que viam.

Ororo achou melhor deixar os dois amigos como estavam e foi até Jean.

—Como ela está?

—Bem, o procedimento foi um sucesso e agora vamos esperar a Rose acordar para tirá-la do tanque.

—Então ela vai continuar dormindo ali?

—É o aconselhável, pelo trauma do processo de infusão é o lugar mais seguro para ela e para nós, a Rose já sabia disso.

—Ela não vai continuar amarrada por muito tempo, só mais duas horas e depois eu vou fazer com que os mecanismos a soltem. Só não é aconselhável usar os protocolos da máquina para amarrar pessoas, embora para soltar eles funcionam bem até demais. –Cara estava um pouco irônica em excesso para Ororo que procurou respostas ao olhar para Jean.

—Relaxe, não é pessoal. É só que todo o processo é muito traumático para qualquer pessoa, a ironia típica da família Frost é a forma da Cara lidar com isso. –Jean acabou rindo do que falou. –Vamos concordar que convivendo com a Emma todos esses anos já deveríamos ter nos acostumado a isso.

Todos na sala menos Emma riram daquela frase.

Ororo segurou o ombro de Cara que a olhou um pouco cansada.

—Vai dar uma volta, tomar um ar no jardim e depois você volta. Jean e Hank podem continuar monitorando tudo. –Cara piscou duas vezes antes de fazer o que Ororo tinha pedido, então ela se voltou para Emma e Logan. –Vocês estão com caras péssimas e parados feito estátuas, se não vão dar uma volta igual a Cara me façam o favor de sentar antes que percam o equilíbrio.

A contragosto os dois sentaram novamente nas cadeiras que usavam antes fazendo Jean e Hank rirem.

Agora tudo que eles poderiam fazer era esperar.

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Cara voltou para o laboratório quase três horas depois e parecia um pouco sonolenta. Era treze horas.

Isso preocupou Emma, já que a filha do meio não tinha o habito de dormir no meio do dia, mas também não podia dizer que seria completamente estranho, já que ela parecia bem abalada quando saiu horas antes.

Assim que voltou Cara ficou de ponta cabeça e começou os comandos no computador sob o olhar atento de Ororo, Jean e Hank enquanto Emma e Logan continuavam ao lado do tanque. Quando Cara terminou de digitar as amarras de Rose se soltaram e o suporte que a mantinha deitada no mesmo lugar durante todo o tempo logo foi removido junto das amarras, brocas e injetores de adamantium. As únicas coisas que se mantinha ligadas a garota era a máscara de respiração, dois tubos para soro e um terceiro para coleta de amostras.

Cara apertou outro botão e o tanque mudou de posição ficando em pé.

—Agora ela tem que ficar ai mais umas cinco horas antes de ser seguro esvaziar. –Quem acabou falando foi Hank, já que a filha parecia não querer falar. –Espero que ela acorde em mais duas horas e depois que fizermos mais exames vamos poder tirá-la daí.

Ororo observou Jean e Hank cansados, embora ela também se sentisse cansada. Os dois cientistas revezaram o descanso de uma hora e meia para comer e relaxar um pouco enquanto Ororo cuidava de Emma e Logan. Eles precisaram trazer comida e água para os dois que, mesmo ficando sentados a maior parte do tempo, não saíram do lado do tanque de Rose.

Depois do tanque ser colocado na vertical Emma levou meia hora para conseguir falar algo.

—Alguém encontrou o James ou a Alexis?

—Fiz contato telepático com ela e Nate. –Todos olharam para Jean. –Parece que eles tiveram algum problema com os poderes demoníacos dela e estão enfiados no quarto dele o dia inteiro. Levei algumas coisas até a porta e entreguei para Alexis, o Nate me contou telepaticamente que ela não quer ele fazendo esforço, só não entrou em detalhes.

—Ela deve ter ficado com sede e ele serviu de fornecedor. –Todos encaram Emma e ela se xingou mentalmente por ter comentado aquilo na frente da ruiva. –Ás vezes Alexis tem sede de sangue, literalmente, e isso é complicado de para ela, já que não é simples ou agradável encontrar alguém para enfiar os dentes no pescoço e beber o sangue.

—Ela enfia os dentes? –Jean pareceu preocupada.

—É, desde que ela era pequena. –Jean olhou para Logan surpresa. –Eu, Emma e Hank éramos os doadores quando Alexis era pequena e durante uma parte da adolescência, mas ela ficou mais resistente a nossa disponibilidade depois dos quinze.

—Alexis passou a esperar cada vez mais para procurar sangue e a ficar cada vez mais no limite, o que era perigoso para outras pessoas e para ela. –Hank colocou os óculos sobre a mesa e suspirou. –Soubemos, mais tarde, que Nate resolveu colocar Alexis contra a parede, talvez literalmente, e exigiu que ela o procurasse sempre que precisasse de sangue. Ele já tinha ajudado algumas vezes antes e depois que ela fez quinze anos, quando a necessidade por sexo apareceu, ele parece ter se tornado o fornecedor mais comum; um pouco mais tarde soubemos que foi a uns três anos essa história dos três começou.

—Nate faz tudo e mais um pouco para deixar Alexis confortável. –Emma suspirou. –Ele é perdidamente apaixonado por ela.

—Então o que houve com ele essa madrugada? –Ororo agora parecia mais curiosa que preocupada.

Emma suspirou cansada e sentou novamente ao lado de Logan.

—Ela deve ter ficado no limite e Nate a fez beber o sangue dele antes de um colapso. Só que dependendo do quanto Alexis precisou tomar ele deve ter ficado um pouco debilitado e ela não é o tipo que deixaria Nate sozinho depois disso.

Jean suspirou vencida.

—Eu realmente não sei o tamanho do problema que ainda tenho até esses dois se entenderem, mas eles bem que podiam simplificar a minha vida de sogra e mãe. –Depois ela bufou. –E facilitaria fazer o Scott parar de reclamar sobre isso. –Jean encarou Emma. –Aliás, Christine já te contou o “grande segredo”?

—Não e me preocupa que ela possa estar grávida. Se bem que se esse for o caso vou precisar ver o que houve com meus poderes.

—Todos nós então. –Todos se surpreenderam quando Cara falou. –O que? Até parece que só os telepáticos teriam problemas com isso, estou mentindo. –Logan e Hank concordaram enquanto Cara descia do seu apoio. –Além disso, eu concordo que já passou da hora desses dois pararem de se esconder atrás dessa história de amizade colorida. É tão óbvio que eles são perdidamente apaixonados um pelo outro que metade das garotas que não vão com a cara da Alexis é por causa do Nate.

Todos ficaram em silêncio enquanto a garota ia até o tanque ver os dados de imersão.

Hank mudou para o apoio no teto e começou a ler os resultados do monitoramento no tablet.

—E o James? –Ororo olhou para Jean. –Não conseguiu contato telepático com ele quando subi.

—Ele também me bloqueou a manhã toda depois do aviso. –Emma comentou.

—Não encontrei ele antes de descer, antes do aviso James estava em uma aula de defesa pessoal com os alunos mais novos. –A mutante do clima comentou.

—Ele se trancou no quarto. –Eles olharam para Cara. –Tentei falar com ele, mas a porta do quarto estava fechada e ninguém respondeu. –Ela encarou a irmã no tanque antes de olhar para o pai. –Eu deixei um recado com a namorada dele antes de descemos para o procedimento, se ela ouviu talvez tenha vindo buscar James ou algo do tipo.

—James tem uma namorada? –Jean parecia surpresa.

—Não oficialmente, mas tem. –Já Emma apenas fez a mesma cara de quando falava da relação de Alexis e Nate.

—Eu me pergunto por que James e Nate se envolveram e apaixonaram por pessoas como Helena e Alexandra. –Ororo comentou um pouco cansada.

A sala ficou em silêncio por alguns segundos antes da ruiva reagir.

—Helena como em Helena Strange?

—Ela mesma. –Logan não pareceu muito empolgado. –Foi engraçado a primeira vez que peguei ela na cama do James.

—Você pegou os dois na cama? –A expressão de Jean era de quem tentava não rir.

—Dormindo, felizmente.

—Vamos torcer para quando for o caso pegarmos eles sempre dormindo. –Ororo comentou.

—Então nós não temos sorte. –Foi a resposta de todos os adultos da sala.

—Eu vou querer saber?

—Christine e Andrew, a dois anos. –Hank comentou.

—Rachel e Frank a seis meses. –Jean pareceu um pouco perturbada.

—Nate e Alexis, a dois meses. –Logan riu apesar de no começo parecer confuso. –Foi engraçado.

—Alexis e Tália, a um ano. –Emma suspirou. –Christine e Andrew, duas vezes no último um ano e meio. –Ela riu. –Claire e Laura, a dois meses. Alexis e Nate, pelo menos três vezes nos últimos três anos.

Ororo olhou para Emma confusa.

—Por que você pegou mais vezes e mais casais?

—Provavelmente porque eu tento não usar meus poderes para bisbilhotar o que eles fazem nos quartos com tanta frequência.

Ororo olhou para os demais e todos deram de ombros como se não se importassem de serem culpados.

—Ela está acordando. –Cara comentou apontando para o tanque.

Todos encararam Rose que se mexia parecendo perdida e assustada, mas assim que Emma e Cara tomaram a frente e estabeleceram contato telepático com a garota tudo se acalmou.

O corpo de Rose relaxou e ela apenas assentiu algumas vezes antes voltar a fechar os olhos. Cara voltou para o seu apoio meio sorrindo meio chorando enquanto Emma abraçou Logan emocionada.

—Tudo bem com ela? –Hank estava tenso.

Emma se afastou um pouco de Logan.

—Tudo. Ela só acordou assustada pelo procedimento, assim que conseguimos falar com ela e dizer que está tudo bem, que todo o processo correu bem, Rose relaxou e disse que queria voltar a dormir um pouco. –Ela suspirou. –A coloquei para dormir por telepatia e prometi que em umas duas horas vamos poder tirá-la do tanque.

Todos sorriram aliviados.

—Bom, então vamos cuidar para tirar essa pequena teimosa logo daí. –E com isso Hank voltou a verificar os resultados das amostras.

Logan e Emma sentaram enquanto Ororo sorria aliviada da sua cadeira e Jean ajudava Cara e Hank.

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Continua...

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No próximo capítulo: Outros Lados de Um Longo Dia.

Notas finais
Nome: Hope Van Dyne Pym A.K.A.: Vespa Idade: 26 Origem: Seattle, WA Aniversário: 26 de Fevereiro Signo: Peixes Raça: Humana Geneticamente Modificada Altura: 169 Status: Viva Cabelo: Castanho Olhos: Verdes Habilidades: Redução e aumento de tamanho; Controle e comunicação com formigas; Força e durabilidade sobre-humanas; Mestre em combate corpo-a-corpo; Consegue aumentar e diminuir seu tamanho sem o uso da roupa Aliança: Heróis Afiliações: Vingadores, S.H.I.E.L.D. Relacionamento: Hank Pym (pai); Janet Van Dyne (mãe/falecida); Joseph Van Dyne (irmão gêmeo); Scott Lang (noivo); Cassandra Lang (enteada);