Notas iniciais
Atualmente posto minhas fics nos seguintes sites/plataformas de fanfics e histórias: Spirit https://www.spiritfanfiction.com/perfil/eucaristia Nyah! https://fanfiction.com.br/u/175167/ Wattpad https://www.wattpad.com/user/LillielEucaristia Acompanhe. Comente. Incentive. Todo autor precisa de sua dose de retorno para que as histórias não morram. Também escrevo uma série baseada em Percy Jackson e os Olimpiano, quem tiver interesse pode visitar meu perfil.

Data Terrestre: 06 de Outubro

Assim que a porta fechou Alexandra sentiu um calafrio percorrer sua espinha, e quando Nathan passou os braços pela sua cintura ela realmente amaldiçoou a necessidade dolorosa que sentia não apenas pelas carícias dele, mas pela sua simples presença.

—Posso passar no seu quarto hoje? –Especialmente quando ele sussurrava em seu ouvido.

—Nate...

—É uma pergunta simples e justa, a não ser que queira ir para o meu quarto.

Alexandra precisou reunir todas as forças de seu corpo para afastar Nathan de si ou corria o risco de ceder ao toque dele ali mesmo na sala de informática e essa era uma opção fora de cogitação. Não se permitiria ceder aos seus impulsos demoníacos ou aos sentimentos que tinha por Nate daquela forma.

Aquilo não era algo que ela permitiria que acontecesse se pudesse evitar.

—Não sei ainda, preciso tentar entender porquê Tália decidiu sair. –O arquear da sobrancelha de Nate deixou claro que aquilo não fazia mais sentido do que os três estarem juntos. –Tudo bem, eu sei que o nosso relacionamento a três não era nem de longe o mais saudável, só que ela sempre pareceu a mais adaptada a tudo isso.

Nathan se apoiou em uma das mesas e encarou Alexandra apoiada em outra sabendo que ela não descansaria com aquela história.

—Eu conversei com ela ontem quando fomos na Shield e ela me disse que queria sair. Sendo mais exato, ela disse que estava fora.

—Como assim conversou?

—Eu queria conversar com alguém e ela é boa para isso em algumas ocasiões, Raras, mas é. –Ele estava mentindo, ainda que fosse o que Tália queria que pensassem dela.

—Sabe o motivo? Ela me disse que fez isso por ela, só não sei como. Aquela vadia que a Tália gosta ainda está no mesmo de antes, o que não me faz ver muito sentido no que ela falou.

Nate teve que concordar com Alexis daquela vez, até lembrar de algo que podia ser interessante para a conversa deles e para o próprio destino de Tália.

—Bom, você tem razão, mas sabe como às vezes a Christine advinha as coisas sem ter muito sentido? –Alexis concordou, era quase irritante quando Chris fazia aquilo. –Quando a Tália me falou que queria sair ela não deu um motivo pessoal exato, falou algumas coisas, embora nada dela especificamente. –Ele sabia que não estava falando tudo, até porque não podia contar tudo o que havia falado com Tália, mesmo assim seria o bastante para o que precisava dizer. –Só que depois da reunião na Shield uma garota beijou a Tália e eu sei que ela ficou mexida não só com o beijo, mas com o que a garota falou e com a garota em si. Então, talvez a Tália tenha saído na hora certa para conhecer alguém que vai fazer aquela praga da Jocelyn sumir da mente da dela.

Alexis pareceu pensar naquilo antes de voltar ao ponto que a havia deixado curiosa.

—Quem foi a garota?

—Cassie Lang.

—Você tá brincando? –Ela parecia mais do que surpresa.

—Não mesmo. Claire identificou a meliante ladra de beijos mesmo à distância e disse para a Tália quem era a garota.

—Espera. Cassie beijou a Tália sem ter se apresentado? Um beijo roubado? –E diante da confirmação de Nate, foi Alexis quem começou a rir. –Meu deus do céu. Achei que aquela menina era abusada, só não pensei que ela faria isso.

—Já havia falado com a Cassie antes?

Alexis respirou fundo e encarou Nate.

—Uma vez a uns dois anos passei um tempo com ela na Shield junto com a Claire. Foi quando Cassie contou para gente que estava lá porque a mãe havia brigado com ela por ter beijado uma garota e o pai não achou boa ideia deixar a filha em casa até os ânimos se acalmarem. –Nate pareceu curioso e logo Alexis completou. –Aparentemente a mãe e o padrasto dela não aprovam muito ela gostar de garotas.

—O pai não vê problemas? –Alexis sorriu.

Pessoas normais questionariam se Nate não aprovava a ideia de Scott Lang apoiar a filha, já ela sabia que era uma preocupação de que a garota mais nova não tivesse nenhum apoio ou refúgio na família. Pensar que ele podia ser assim com pessoas quase estranhas a fazia sorrir, porque Alexandra admirava o coração generoso de Nate.

—Scott viu a Claire crescer na Shield e eu toda a semana lá treinando, acho que ele se acostumou com a ideia ao mesmo tempo que a filha se assumia. –Alexis deu de ombros. –Além disso, ele sempre diz que quer o bem da Cassie e que ela seja feliz como ele é agora com a Hope. Sem falar que a Hope dá a maior força para a Cassie, então as duas têm uma ótima relação enteada e madrasta. Então mesmo que seja difícil para o Scott, como às vezes é para o tio Steve, deve ser mais fácil de aceitar do que é para a mãe da Cassie.

—E olha que quando a Claire falou com os pais ela não tinha nem seis anos.

—Acho que isso foi minha culpa.

—Por que você disse para a Claire que não era errado ela se sentir atraída por garotos e garotas?

—Bom, tecnicamente não é mesmo. Pode não ser biologicamente lógico do ponto de vista reprodutivo, mas não é errado. E tudo que eu fiz foi esclarecer para ela que aquilo não era fruto de uma alteração genética ou mutação adicional, apenas fazia parte dela como faz de mim, ou do Billy ou do Max. Não é diferente de você gostar de mulheres e a Christine de homens ou quase isso. Para cada um de nós isso é, individualmente, o que nos faz únicos. –Alexis encarou Nate. –Você sabe disso melhor do que ninguém.

Nathan riu daquela afirmação e do olhar intenso da garota que ele amava.

—Verdade. Em todo o caso você é só uns quatro anos mais velha que a Claire, não tem porque se sentir culpada por nada disso. Na época você só tinha dez anos e alguns anos antes já tinha passado por um longo questionamento pessoal antes de alguém conseguir te ajudar a se entender. Felizmente a Emma nunca foi burra ou do tipo que usa de meias palavras. –Os dois riram diante daquela afirmação. –E não esqueça que o tio Steve mesmo veio até você e agradeceu por conversar com a Claire, porque ele e a tia Sharon não faziam ideia de como lidar com os questionamentos da filha.

—No final a Claire se tornou bem confiante de quem ela é nesse sentido.

—Confiante até demais às vezes. –E dessa vez os dois riram, então Nate voltou ao começo da conversa sem hesitar. –Então, meu quarto ou o seu?

—Nate...

—É uma pergunta justa.

Alexis queria poder adiar aquela conversa, pelo menos fingir que podia adiar aquela conversa ou aquela noite, o que seria mentira.

Alexandra sorriu.

—Hoje pode ser no seu.

Nathan sorriu satisfeito e beijou Alexis na bochecha antes de ir na direção da porta.

—Te espero depois do jantar.

Assim que ele saiu Alexis suspirou.

—Deus, ele ainda vai me levar a loucura.

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Data Terrestre: 07 de Outubro

Quando Nathan acordou Alexandra quis se xingar.

Não queria que ele a visse tentando sair do quarto.

—Aonde vai? –Ele parecia cansado.

—Para o meu quarto.

Nate levantou e segurou o pulso de Alexis fazendo-a olhar diretamente para ele.

—Não, não vai. Não antes de resolvermos isso. –Ele apontou para os olhos dela.

Os olhos normalmente azuis de Alexis agora estavam totalmente negros e mesmo a pele ao redor deles parecia estar manchada e escura.

—Não precisa fazer isso Nate, eu posso dar um jeito nisso sozinha.

Ele riu irônico

—Pra ficar adiando isso até passar mal ou perder o controle? Não, eu já falei que faço isso. É pessoal para mim te ajudar. –Nathan puxou Alexandra para o seu colo sem se importar que ela não gostava de depender dele para aquilo e a beijou antes de voltar a encará-la. –Faça.

Os olhos dele faiscaram com uma intensidade perigosa, o que fazia não apenas a mão de Alexandra tremer, como todo o seu corpo, porém fez o que ele falou.

Respirou fundo e deixou o poder demoníaco que residia em seu corpo trazer à tona as suas necessidades mais sombrias e intensas, aquelas que ela reprimia a cada segundo do dia e da noite enquanto sua garganta queimava.

E então ela cravou os dentes afiados na curva do pescoço de Nate com força e vontade enquanto a sede de sangue que seu lado demoníaco tinha buscava ser saciada dentro da carne dele.

Nathan não se preocupou com aquilo, nem mesmo a dor das primeiras vezes que ela o havia mordido ele sentia mais. Na época nem dormir com Alexis ele dormia, o que causava ainda mais incomodo nela.

Nate aprendeu com o tempo que o lado demoníaca de Alexandra tinha tipos de diferentes de fome que precisavam ser saciados: sexo, sangue, morte e fome. Quanto ao sexo ele não teve problemas nunca, porque sempre precisava se controlar para não afastar Alexis com a intensidade do que sentia.

Fome era fácil, porque várias pessoas no Instituto precisavam comer muito, até ele e não era o aspecto mais frequente do lado demoníaco dela. Morte foi complicado no começo, então as missões com Natasha e Logan forneceram uma saída com o tempo.

Foi o sangue que ele viu ser o mais difícil para ela lidar e se prontificou a conseguir. Claro que Alexis não gostou muito da ideia mesmo depois de algum tempo, ambos já haviam visto uma prova do que a falta de sangue poderia causar na garota e desde então Nathan não a deixava fugir daquele pequeno compromisso. Por mais que ela sempre tentasse dizer que estava tudo bem.

Nathan sentiu seu corpo pesado e a cabeça girar. Se concentrou por um momento nos seus poderes para sentir o próprio sangue no corpo e confirmar que ela já havia bebido muito do seu sangue, então segurou a nuca de Alexandra com cuidado.

—Alexis, é hora de parar.

Foi com um impulso que a garota empurrou o corpo dele para longe dela e o encarou, manchas do sangue dele ainda em volta dos lábios dela.

—Sinto muito. –Ela parecia se sentir mal com o que havia feito.

—Ei. Tá tudo bem. –Nate suspirou e voltou para o meio da cama se sentindo cansado. –Só preciso descansar um pouco.

Alexis mordeu os lábios e levantou jogando as roupas que havia colocado no chão e deitando sobre o corpo de Nate. Ela notou que ele parecia estar com frio e o abraçou.

—Vou ficar aqui até você acordar.

—Não vou dizer que não gosto da ideia, porque seria mentira. –Nathan já estava sonolento.

—Apenas descanse.

E Nate obedeceu.

Com os olhos fechados e o calor do corpo de Alexis sobre o seu ele dormiu profundamente até bem depois do seu horário normal de acordar.

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Data Terrestre: 06 de Outubro

James viu e ouviu a hora em que Alexis entrou no quarto de Nathan mais cedo naquele dia.

Ele sempre via e ouvia, mesmo quando os dois achavam que ninguém mais podia.

Mas James tinha que admitir que invejava o colega porque ao menos Nate e Alexandra moravam no mesmo prédio, já ele e Helena...

Suspirou vencido daquela infelicidade, tomou seu banho e se jogou na cama de toalha encarando a noite pela janela enquanto desejava que Helena largasse a mão de ser cabeça dura e lhe atendesse na próxima vez que fosse ao Sanctum Sanctorum. Até porque não sabia se aguentaria mais um dia sem poder tocá-la; depois de tudo ele era tão dependente dela quanto ela dele e isso era um perigo de muitas formas.

Seu corpo ardia em desejo de tocar a pele, sentir o cheiro e provar o sabor dela, mas sabia que Helena não era uma criatura fácil de lidar e ela realmente havia se irritado ao vê-lo no quarto dela da última vez. Ou talvez apenas estivesse sem jeito por saber que Stephen e Max sabiam sobre eles, o que ainda deveria ter irritado um pouco a garota.

—Mulher, ainda vai me enlouquecer. –Ele sorriu ao lembrar do rosto corado dela quando estavam juntos. –Menina insegura.

James fechou os olhos esperando pelo menos em sonhos ter Helena nos braços e então sentiu o vento no quarto, um vento que não era natural.

Um vento que ele sabia o que significava.

Ele abriu os olhos e sentou na cama sentindo a toalha frouxa na cintura enquanto observava Helena parada a poucos metros.

Ela não havia parado ali porque planejou, ele sabia disso só de ver as roupas que ela usava: a camiseta de dormir e as roupas de baixo, ou roupa, dependendo do caso.

Helena havia se invocado para o quarto dele inconscientemente e não havia o que qualquer um dos dois pudesse fazer a respeito. Mesmo assim não pode evitar de sorrir ao pensar que ela o queria por perto, que ela o buscará mesmo contra seu desejo de mantê-lo longe.

—Resolveu me visitar? –Apesar disso James não brincaria com aquilo, porque Helena poderia estar ali por vários motivos.

Mas ela apenas engoliu em seco e se encolheu, como sempre fazia quando não conseguia lidar com os próprios poderes agindo sob seus desejos mais profundos.

—Eu só... Não sei bem o que eu...

James levantou deixando a toalha se soltar do seu corpo e cair no chão, ele andou na direção de Helena que levantou o olhar deixando os olhos cinzentos encontrarem os azuis dele.

A mão de James tocou a lateral do rosto dela e Helena suspirou, um misto de satisfação e derrota que sempre soava estranho aos ouvidos dele.

—Quer ficar aqui? –Ela pareceu confusa. –Quer dormir? Quer conversar? Quer tomar um banho ou só sentar e esperar? –Um suspiro baixo e sofrido escapou dos lábios de Helena diante da forma como ele podia ser tão mais sereno do que aparentava e James ficou frente a frente com ela. –Me diga o que precisa Lena. Eu estou aqui por você.

Os olhos dela brilharam de uma forma viva e perigosa, o que fez James sorrir. Conhecia aquele brilho.

—Você. –A voz dela não foi mais do que um sussurro. –Eu quero você.

—Só isso?

—Sim, só isso.

James apenas segurou a barra da camiseta de Helena e a puxou para cima, seu corpo já queimando diante da visão do corpo nu dela.

—Você é linda.

Os olhos dela queimavam em um desejo selvagem tanto quanto os dele quando as palavras saíram da boca de Helena.

—Eu te amo James.

Então Helena beijou James enlaçando o pescoço dele. Ele perdeu o equilíbrio por um segundo antes de conseguir se apoiar na parede ao lado da janela e puxá-la para cima, enlaçando as pernas dela em torno da sua cintura, o que permitiu que Helena descesse os beijos pelo pescoço de James por um segundo antes de olhá-lo nos olhos.

—Eu também te amo Lena.

E os dois se beijaram novamente.

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Data Terrestre: 07 de Outubro

Quando James acordou ficou irritado de verdade.

Ela foi embora no meio da noite novamente.

Não era novidade, mas sempre esperava que uma noite fosse diferente.

Sempre que Helena o procurava no meio da noite e se enfiava no seu quarto daquele jeito terminava daquela forma.

Ela simplesmente ia embora antes dele acordar e deixava um bilhete junto ao abajur.

“Precisei ir, problemas em casa. Até. H.S.”

—Diabos. Em vez de dar no pé e deixar sempre o mesmo bilhete você podia me acordar, eu iria junto sua desmiolada.

Só que por mais irritado que James estivesse não podia deixar de sorrir.

Ela sempre o fazia sorrir.

Se concentrou na lembrança do rosto vermelho de vergonha e ofegante, os olhos cinzentos que o fitavam cheios de sentimentos e desejos intensos embora com muito medo também. E então haviam os cabelos castanhos que praticamente flutuavam sobre a pele pálida e macia de Helena.

E apesar do que James pudesse pensar sobre o quão tola ela era em seus medos, ele só queria que ela aceitasse ficar ao seu lado sem ligar para quem os visse ou para o que isso ainda poderia significar no futuro.

Mas se Helena fosse uma garota simples ou fácil de lidar James não veria graça no desafio de transpor suas defesas tão contraditórias.

Por isso tudo que ele podia fazer era voltar a dormir e esperar vê-la antes que um dos dois chegasse novamente ao limite.

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Continua...

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No próximo capítulo: Sonhe Acordada e Espere o Melhor.

Notas finais
Nome: Rose Grace Frost Howlett A.K.A.: Lady Idade: 12 Origem: Toronto, Canada. Aniversário: 11 de Abril Signo: Áries Raça: Mutante Altura: 165 Status: Viva Cabelo: Preto Olhos: Azuis Habilidades: Sentidos aguçados; fator de cura; força, agilidade, velocidade e resistência aumentados; garras retrateis de ossos (três em cada pulso e uma em cada pé); Telesinese; Telepatia. Aliança: Heróis Afiliações: Shield, Vingadores, X-Men, Quarteto Fantástico, Guerreiros Secretos, Relacionamento: Emma Grace Frost (mãe); James “Logan” Howlett (pai); Christine Kitty Frost (meia-irmã); Cara Sadie Frost (meia-irmã); Laura Sarah Kinney Howlett (meia-irmã); James Carter Howlett (meio-irmão); Christian Frost (tio); Katherine "Kitty" Anne Pryde (madrinha); Andrew Johnson (cunhado);