Marvel Universe: All Different World
13 Capítulo XIII: Conversas e Pedidos Diferentes.
Notas iniciais
25 de Setembro
Laura acordou sozinha na cama do próprio apartamento, mesmo que lembrasse de ter dormido com Claire ao seu lado.
Ela agarrou o lençol e foi até a porta do quarto, onde viu Claire com o celular encostada no sofá da sala. A loira usava alguma camiseta larga para dormir e calcinha, o que fez a morena ficar vermelha de vergonha. Ela ainda não tinha se acostumado com a rotina dos últimos dias.
Apesar de na última semana Claire dormir quase todas as noites ali, as duas vinham dividindo o tempo entre os seus afazeres, não que isso facilitase para Laura mesmo quando ela tentava recordar o que exatamente vinha acontecendo.
Claire ia para o colégio todos os dias pela manhã, enquanto Laura seguia para a Shield ou para o Instituto (normalmente com uma carona de Tália). Depois a loira pegava o irmão, James, e Maria na escolinha e ia para casa onde cuidava não apenas dos dois, mas de quase todas as crianças da rua. Enquanto isso Laura ou cuidava de treinamentos na Shield ou no Instituto.
Quando a noite caia Claire levava cada criança para a sua casa, cuidava de dar banho em Maria e seu irmão, além de arrumar a comida dos dois. Depois, quando não era Pepper a ir buscar os dois, ela acompanhava o carro da Stark Inc. até a torre Stark e deixava os dois no andar da família antes de ir até o apartamento de Laura.
Normalmente já era vinte e uma horas quando as duas se encontravam no apartamento depois de um longo dia de estudos, trabalho e responsabilidades.
Isso porque duas vezes por semana Claire ainda tinha que ir para a Shield e para o Instituto com os mais novos para os treinamentos de rotina e no fim de semana as duas estavam ficando encarregadas de cuidar do dois e de todas as crianças da rua.
Laura sempre ficava se perguntando que tipo de super-heroína a namorada era, mas era sempre interrompida pelos olhares que Claire lhe lançava. Como agora enquanto ela estava no celular aparentemente em uma conversa séria, e ainda conseguia olhar para Laura com uma expressão cheia de carinho e malícia.
A morena engoliu em seco e segurou o lençol em volta do corpo com força antes de ir apressada para a cozinha atrás de água. Assim que terminou de tomar a água e estava voltando para o quarto sentiu a mão de Claire envolver seu pulso.
—Tudo bem, eu passo os detalhes para ela. Até mais. –E assim que a ligação foi encerrada sentiu o braço da loira envolver sua cintura. –Temos uma missão de auxílio para quinta-feira com meu pai e alguns outros.
Laura precisou se concentrar quando Claire enterrou o rosto na curva do seu pescoço.
—Com o seu pai?
Claire riu.
—Aparentemente ele montou a equipe e você não é a primeira a se surpreender. –Claire apertou o abraço na cintura da namorada. –A cama está vazia...
Laura sentiu o rosto queimar e olhou para o relógio, não era nem mesmo meia-noite.
—Pensei que ia dormir. –E mesmo sem chances de argumentar com Claire ela tinha que tentar.
A loira deu uma risada curta.
—Eu já dormi um pouco e depois disso ainda posso dormir um pouco mais.
Laura suspirou.
—Você é terrível.
—Sabia disso quando começamos a namorar.
A morena riu.
—Verdade. Erro meu.
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26 de Setembro
James se jogou no sofá da sala de televisão sem se importar em olhar para o lado.
Ele sabia desde a porta da sala que era Nate que estava ali e agradecia muito a isso.
Assim que o outro garoto se jogou no sofá Nathan soube que teria uma longa meia hora pela frente, embora ele e James fossem amigos o tipo de conversa que tinham era algo que só os dois entendiam.
James se irritou e bagunçou o cabelo escuro bufando antes de jogar o corpo novamente contra o encosto do sofá.
—Ela vai me deixar louco.
Nate sorriu diante da sinceridade do outro garoto.
—A sua te deixa louco e a minha também, elas são únicas afinal de contas.
James encarou o outro garoto, os olhos azuis brilhando de uma forma quase selvagem demais.
—Eu preciso transar e ela nem atende as minhas ligações. –Nate acabou rindo. –E você acha certo rir de mim porque tem duas garotas na sua cama regularmente?
—De forma alguma, eu me contentava sem nenhum problema se apenas a Alexis estivesse na minha cama regularmente, mas ela é cabeça dura e teimosa. E a Tália é um caso especial.
James inclinou a cabeça para trás e ficou encarando o teto.
—Cara, por que a Tália tinha que insistir em gosta da pior pessoa do mundo?
—Sei lá, a Tália e aquela garota não combinam, só que não é como se eu pudesse falar que outra pessoa no mundo a faria feliz.
—Bom, tem sempre a opção de procurar por alguém. –James riu das próprias palavras. –Na verdade, se duvidar existe alguém bem mais próximo dela do que parece, ela só precisaria se abrir para as possibilidades.
Nate se virou para encarar James que ainda ria do que falava.
—O que você sabe que eu não sei?
James virou a cabeça encarando Nate que parecia curioso.
—Uma história antiga que a Claire me contou há alguns anos.
Nate pulou no sofá.
—Eu tinha esquecido, mas como anda a sua amizade com a Claire agora que ela tá dormindo com a sua irmã?
James pareceu desanimar um pouco e endireitou o corpo no sofá.
—Cara, a Claire é a Claire e conversar com ela sempre foi divertido por quê... Bom, onde eu encontraria outra garota que fala tão abertamente de sexo que não seja a Christine e eu não curto falar disso com a Chris, ela é quase minha irmã. –James notou o olhar triste de Nate. –Foi mal cara, não era a intenção.
Mas Nathan apenas negou com a cabeça.
—Tudo bem James, eu estou bem com isso. Eu nunca vou ser um bom irmão como as pessoas acreditam que eu seja.
—Eu sei. Eu estava lá e a Laura caiu nessa história de paraquedas, e como eu mesmo não quero ninguém se metendo nos meus problemas familiares não posso falar muito. –James notou que Nate parecia ansioso quando ele falou aquilo. –Pode perguntar cara.
—Tem falado com a sua mãe?
—Não mesmo. –James suspirou. –Mas precisava. Minha mutação secundária não é tão fácil de lidar quanto eu imaginava, embora até agora eu tenha tido sucesso em manter isso sob controle.
—Se aceita a minha opinião... –Ele esperou James concordar. –Deveria procurar sua mãe logo, nem que seja escondido dos nossos amigos, sei que Emma e Logan te ajudariam.
James riu.
—Emma é a mãe de todo mundo não é mesmo?
—Preciso responder?
Os dois acabaram rindo da ironia.
—Então, hoje a meninas vão passar a noite juntas?
Nathan sorriu.
—Não, estou fazendo hora aqui porque a Alexis disse que me esperava no meu quarto as onze. –O garoto olhou no relógio e sorriu mais. –E como falta só cinco minutos eu vou lá ver se faço aquela teimosa tomar um banho comigo.
James gargalhou.
—Bom, mesmo que ela diga não aproveite, como eu não tenho ideia de quando a minha garota vai se quer falar comigo vou aproveitar pra dormir bem pra missão de amanhã.
Nate deu um tapinha amigável no ombro de James.
—Valeu e boa sorte.
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Data Terrestre: 28 de Setembro
Laura não se preocupou com a sua retaguarda.
Não havia motivo físico ou de equipe para isso e quando Claire agarrou o mercenário pelo pescoço e arremessou a mais de dez metros ela sorriu com um certo orgulho da namorada.
—Eu estou aqui, mas não abusa por ter a sua retaguarda coberta. –E Claire não escondia a alegria na voz em poder ir a campo com a namorada e o pai pela primeira vez.
—As duas poderiam parar de flertar e se concentrar nos mercenários em fuga.
A voz de Steve no comunicador não era irritação, estava mais para preocupação, o que não impedia que as duas o vissem a poucos metros lutando com um grupo grande de brutamontes que eram rapidamente derrubados por ele e James.
—Relaxa tio, até parece que minha irmã e minha melhor amiga já não cuidaram disso. –E o garoto com óculos de motociclista não poupava piadas.
Um som alto de impacto fez Steve olhar para o limite do perímetro.
Natasha havia derrubado três, ele sabia disso pela forma como os mercenários caíram, outros dez estavam espalhados pelo campo enquanto um vulto corria o restante o espaço passando por Clint e Natasha sem nem mesmo hesitar.
—Algum problema com a Caçadora? –Steve temia a resposta da pergunta.
E no momento que Christine trocou de lugar com Laura na formação de luta com Claire ele se arrependeu do que disse.
—Te garanto que não é falta de sexo Capitão, ela saiu do quarto do Nate no meio da madrugada ontem. –E Christine não poupava Steve da sinceridade.
—Você passou a noite com o Inferno, não pode falar dela Ruby. –Ou da sinceridade da própria filha.
—Tudo bem crianças, vamos poupar o Capitão das aventuras sexuais dos membros da equipe. Todos nós provavelmente tivemos uma boa noite com nossos parceiros e parceiras, então não tem raiva por esse motivo a ser descontada. –Felizmente Natasha, apesar do senso de humor, tinha pena do pobre colega de equipe.
Mesmo quando deslocava os braços de um homem que havia acabado de tentar matá-la.
—Até parece que o Capitão não faz sexo. –E Alexis depois de um longo silêncio de rádio acabou arrancando risadas de todos, menos de Steve. –Foi mal Capitão. –Ela acertou um mercenário com força quebrando o pescoço dele. –Mas respondendo a sua pergunta, eu ainda não posso arrancar a cabeça dos gêmeos Raven por me irritarem além da conta, então preciso descontar a minha raiva por eles serem dois idiotas em alguma coisa.
—Isso faz sentido. –Clint não se incomodou em olhar para trás quando Alexandra jogou o mercenário contra a sua árvore poleiro. –Sério Caçadora?
Alexandra não parou de correr em volta do perímetro lançando os fujões de volta para a luta e eventualmente eliminando alguns mais perigosos.
—Era isso ou ele te matar, prefere que eu deixe da próxima?
—Não, ele está muito feliz com o seu trabalho. –E Natasha não perdoaria uma chance de dar bronca em Clint, especialmente quando ele implicava com sua melhor aluna. –Falando do seu trabalho, ainda não entendi como está com a Tália e o Nate ao mesmo tempo. Esse tipo de relacionamento não é a sua cara.
—Como é? –Dessa vez o rádio ficou cheio de vozes quando até mesmo Sharon e Hill reagiram junto com Steve.
Alexandra moveu a parte de baixo da máscara e cuspiu fogo em dois mercenários com lança-chamas logo a sua frente.
—Qual é Viúva, não te contei isso para espalhar na Shield. –Ela não gostava que meio mundo soubesse daquilo.
—A pergunta dela é válida minha querida. –E Sharon teve o cuidado de não parecer muito curiosa, porque mesmo no centro de comando, a quilômetros de distância, ela estava.
—Vamos mesmo continuar falando de sexo enquanto matamos mercenários? –Já Steve não estava mesmo a vontade com a questão e quando quebrou o braço do mercenário a sua frente o osso exposto servia de resposta a seu desconforto.
—Qual é Capitão? Eu, que não transei nos últimos dias, quero saber quem tem mais sorte que eu. –Já para James, enfiar as garras em alguém não parecia nenhum pouco desconfortável no meio da conversa, muito menos se o tema era sexo.
Alexandra foi até Steve e pegou o mercenário as costas dele, um cara que tinha o dobro do tamanho do Capitão, mas foi arremessado contra uma árvore sem nenhum esforço pela garota.
—Tudo bem, eu estou com os dois e a ideia não foi minha, coisa do Nate. –Ela se afastou de Steve até o mercenário caído e começou a arrastar o homem por alguns metros antes de lançá-lo novamente contra a árvore. –Algo sobre colegas de sexo e depois disse que poderíamos chamar a Tália. Só eu sei como ela tem necessidade de ter contato físico já que a pessoa que ela gosta é uma idiota.
—Já sei que não sou eu. –Claire parecia feliz em dizer isso. –Mas a Tália beija bem.
—Nem eu, ela é parecida demais com você para não me deixar saber disso. –Então Laura parou logo em outro ponto. –Já beijou a Tália?
—Ela já beijou a Christine e o Andrew no jogo da garrafa. –James não teve medo de dizer isso ou da reação de Steve que jogou um mercenário do seu lado.
—Eu queria beijar o Nate, a garrafa que não ajudou. –E não havia como não rir daquilo, só Steve que não via graça.
—Não quero nem imaginar quem já beijou quem aqui.
—Eu nunca beijei a Stardust. Seria muito estranho. –E quando Alexandra arremessou o último mercenário contra o mercenário que lutava com Laura todos olharam em volta para confirmar que não havia mais nenhum capaz de levantar.
—Agradeço todos os dias por não ter pesadelos com isso Caçadora. Ter beijado Andrew e Christine naquele jogo já foi muito traumático. –Pela primeira vez Steve riu diante da conversa. –E você acha graça agora.
—Bom, nunca gostei desse jogo da garrafa. –E Steve podia se gabar de dizer isso.
Alexandra parou ao lado da árvore em que Clint estava.
—Vai de flecha ou quer carona Gavião?
—Uma flecha é mais seguro.
A garota deu de ombros e correu até onde Natasha estava.
—E você mestra, quer carona?
—Não vou dar uma de durona, se suas costas estão livres eu fico com a vaga.
Natasha subiu nas costas de Alexis e a mais nova correu até onde Steve e os demais se reuniam.
Clint chegou cinco segundos depois.
—Ok. Status dos membros da missão? –Steve tinha que fazer a checagem padrão.
Todos se olharam.
—Vivos e inteiros Capitão.
—Caçadora, Viúva e Gavião, o perímetro não foi rompido. Bom trabalho.
Alexandra, Natasha e Clint não tinham nenhum problema com aquilo, pelo menos não com a combinação das suas habilidades.
—Okami, Ruby e Stardust bom trabalho de equipe.
Laura, Christine e Claire riram daquilo, especialmente porque gostavam de saber que eram boas no que faziam.
—Daken, obrigado por me cobrir hoje.
—É minha obrigação Capitão. –E James, contra todas as expectativas, era um soldado.
—Base, estamos com os mercenários abatidos ou incapazes. O grupo de extração já terminou o serviço?
Todos esperavam poder terminar aquilo de uma vez.
Os mais jovens entendiam as máscaras táticas e óculos de proteção ou máscaras de pano e óculos de proteção, mas preferiam respirar sem aquilo no rosto. Especialmente Claire, Laura e Christine que não faziam aquilo com a mesma frequência que Alexis e James.
—Grupo de contenção, aqui é base. Homem de Ferro, Cable e Wollverine já saíram do recinto com o pacote e estão a bordo.
—E o grupo de ação rápida?
Christine tentou não parecer tensa com a resposta, mas seria mentira qualquer um dizer que não entendia a sua reação.
—Inferno, Emma e Daisy não precisaram agir dessa vez, então já estão a bordo também.
Laura e Claire abraçaram Christine como se fosse uma comemoração pela missão terminada, mas a garota sabia que não era.
—Ok base, esperamos transporte para retirada.
—A caminho Capitão. Assim que saírem o time de limpeza vai cuidar do que faltar.
Eles não precisaram esperar nem cinco minutos antes do Quinjet aparecer no céu e pousar.
Assim que entraram Laura, Claire e Christine tiraram as máscaras.
—Caramba, achei que passaríamos o resto do dia batendo naqueles mercenários. –Christine não era fã das missões, mesmo que fosse muito boa nelas.
—E teríamos passado se viéssemos em menor número, como vocês nos ajudaram as coisas foram simples até. –E ouvir Alexandra falar tão calmamente não era algo raro, mas depois de vê-la em ação era algo que dava uma visão diferente a sua personalidade.
Ao menos para Steve sempre era um momento único.
Porque ela era, de muitos modos, muito calma e reservada, embora absurdamente eficiente em bater, imobilizar, aleijar e matar mercenários profissionais.
Não que não tivesse tido bons professores.
—Bom, acho que com isso posso dizer que tenho uma aluna exemplar. –E Natasha adorava se gabar das habilidades que ensinou a Alexis Rasputin.
—Deixa o Logan te ouvir falando isso. –Alexandra achava graça quando Natasha falava como professora.
—Ele pode ter treinado você, mas eu lapidei. Então estou no meu direito.
—Ok Natasha, pode se gabar. Alexis é realmente uma boa força em campo. –E por mais que isso incomodasse Steve era verdade, assim como... –Você também se saiu incrivelmente bem Laura, fiquei impressionado.
Laura olhou para Claire surpresa, mas o olhar da loira apenas a fez corar.
Era difícil namorar uma pessoa que podia transmitir tantos pensamentos lascivos ou apenas cheios de elogios com um olhar, especialmente quando tudo para Laura era uma novidade naquela relação. Por isso ela se apressou em encarar Steve.
—Obrigada senhor, fico feliz de ter ajudado.
Steve tentou não reparar que a garota parecia ter ficado encabulada com a forma carinhosa e cheia de orgulho que a filha olhava a namorada, o que era meio difícil quando conhecia aquele olhar na própria esposa há mais de vinte anos.
—Não se preocupe. E sobre a Claire, a mãe dela pode ser uma pessoa tão terrível quanto nesses momentos.
Laura encarou Steve que inclinou a cabeça na direção da filha e a garota logo entendeu que mesmo ainda se adaptando a suas preocupações, o homem estava tentando ser solidário quanto a como ambos se sentiam quando mãe e filha resolviam se expressar por olhares.
—Vocês sabem que eu estou ouvindo e vendo tudo isso para contar para a minha mãe depois, certo?
Laura e Steve ficaram tensos diante das palavras de Claire, porém não tiveram chance de contestar por que logo o Quinjet chegou ao aero porta-aviões e eles foram recebidos por Emma e Sharon.
—Aparentemente eles se divertiram. –Emma não pouparia provocações depois das conversas de rádio.
Mas até ai não era novidade.
—Nunca vou entender a graça de falar sobre sexo em vez de fazê-lo. –E se tinha algo que até mesmo Claire tinha que admitir é que a mãe até que tinha um senso de humor fora do normal. –Mentira, falar de sexo ou fazer são coisas bem divertidas.
Steve desanimou e antes de sair do Quinjet Laura o ouviu murmurar:
—Onde eu estava com a cabeça ao deixar o Tony e a Emma serem padrinhos da Claire?
—Pensei que o Bucky estava sumido quando nasci e como Emma ajudou a mamãe vocês acharam uma boa ideia. –E Claire não perdoou isso ou o comentário do pai antes da aterrissagem. –Mãe, advinha quem estava falando com a Laura sobre o incomodo que é nossa transmissão de elogios e outros assuntos pelo olhar.
Sharon arqueou a sobrancelha e Steve engoliu em seco corando em seguida diante da clara mensagem lasciva no olhar da mulher, o que fez Natasha, Emma e Claire rirem enquanto Laura tentava não ficar se sentir intimidada pelos olhares rápidos da própria namorada.
—Tudo bem crianças, estão dispensados. –E para a felicidade de Steve e Laura, Hill resolveu aparecer com Nate e Andrew as duas costas. –Podem ficar em alguns dos quartos ou usar o refeitório e os chuveiros.
—Podemos usar os quartos com chuveiro? –Claire não pareceu nem um pouco incomodada com o olhar de reprovação de Hill.
E por isso mesmo a comandante nem mesmo tentou brigar.
—Se achar algum vago. –Porém antes de sair ela voltou a encarar todos. –Mensagem da Pepper, os Lokison irão para o colégio na segunda. Ou seja, exatos três dias e meio. A irmã mais velha liberou os mais novos e os dois parecem decididos a irem para o colégio mesmo que Wolf tenha dezoito anos, ao que Jason disse que ele é burro mesmo, mas não sei se isso pode ser levado a sério. –Depois Hill apenas voltou pela mesma porta que veio sem se preocupar com qualquer coisa.
Steve, Sharon, Natasha e Clint trocaram um olhar e encararam Claire, não que ela não imaginasse que sobraria pra ela supervisionar a confusão. Seus primos de criação eram mais velhos que ela, só que infelizmente nenhum deles era responsável como a loira.
Claire poderia mandar jogarem a bomba para Tristan ou Robert, mas todos sabiam que o que eles tinham de estudiosos Alexa tinha de instintiva, mas não era uma boa aplicar as habilidades de um no outro. Drake era um brigão e May... era May e isso bastava para terminar a conversa.
—Eu não vou bancar a babá de dois deuses. –Mesmo assim Claire ainda podia tentar.
—Só por uma semana. –E não teve protesto que funcionasse com o pedido disfarçado de ordem de Steve. –Você chega um pouco antes deles, confirma que o fim do mundo não vai acontecer e na semana que vem não precisa nem mesmo chegar na hora ou monitorar os dois.
Sharon segurou a mão da filha.
—Faça isso e te deixamos escolher para onde vamos viajar no nosso fim de semana livre. Com a Laura.
Claire pareceu pensar.
—Vamos acampar no norte do estado e eu quero um fim de semana livre para ficar com a Laura. Sem cuidar do James ou ficar responsável por levar ele e a Maria a qualquer lugar ou monitorar qualquer travessura dos dois ou cuidar das outras crianças.
Steve suspirou ao pensar no trabalho que daria encontrar alguém para supervisionar os menores por poucas horas do fim de semana como a filha fazia, mesmo assim estendeu a mão vencido.
—Fechado. Mas tem que chegar junto com o Stark, no mínimo.
—Vai ser a semana mais feliz dos meus professores em anos.
Todos riram, mas tudo que Christine e Andrew fizeram foi seguir Laura e Claire porta a dentro na direção dos quartos, enquanto os demais foram para a ponte encontra Hill, Daisy e Logan.
Só que no meio do caminho Nate e Alexandra sumiram das vistas de todos, algo não muito diferente do que Claire e Laura fizeram ao despistar Christine e Andrew.
Mas os dois não reclamaram.
Ainda que Christine tenha demorado a conseguir diminuir a ansiedade pela missão passada para Claire.
Ela tinha certeza que aquilo não terminaria bem e tinha um fim de semana inteiro pela frente para poder se preparar.
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—
Continua...
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No próximo capítulo: Flash’s de Um Fim de Semana.
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