Marvel Universe: All Different World
10 Capítulo X: Andrew. – Conversas Sinceras.
Notas iniciais
Data Terrestre: 17 de Setembro
Normalmente eu não diria que tenho que me preocupar muito com a minha namorada.
A Chris é meio esquentada às vezes e também muito racional, o que com essa capacidade de observação quase premonitória dela é incrível.
A única exceção a essa calma racional dela é os nossos pais. Ou quando a Rachel resolve se meter nos assuntos dela de forma grosseira, mas até ai é normal.
A sala ainda estava com a madrinha e o padrinho da Chris contando suas histórias e fazendo suas palhaçadas insanas, o que é bem mais cansativo do que mesmo eu consigo aguentar (e eu tenho uma resistência bem grande a esse tipo de coisa), então achei melhor me afastar um pouco da confusão. Não foi uma surpresa muito grande que minha namorada, Claire e Laura me seguissem.
Eu costumo brincar que o tio Steve tinha o Bucky e a Claire tem a Chris, porque as duas passam facilmente por irmãs quando querem.
Assim que entramos na cozinha ouvi a primeira lamentação.
—Tinha realmente esquecido como ter ela por perto é cansativo. –Estranhamente Claire sabia bem como era conviver com Kitty Pryde por qualquer período de tempo que fosse.
—Sorte que a madrinha não é sua então. –Eu apenas queria amenizar o clima que a Chris estava e como ela riu acho que tive sucesso. –Não falou com a sua mãe, não é mesmo?
Apesar de chateada com Emma, se tinha uma coisa que Christine era boa é em ser sarcástica e irônica. Duas coisas em que nunca fui bom.
—Não deu tempo ainda. –Ela reparou nos olhares de repreensão de Claire e Laura. –Nem vem. Se fosse importante eu já teria contado a ela, não é como se fosse o fim do mundo.
Claire apenas riu e Laura descruzou os braços sentando no balcão antes de dizer:
—O dia que você ficar grávida ela só descobre quando a criança fizer dois anos.
Dessa vez as três começaram a rir por alguns segundos antes da pausa abrupta.
—Esse dia está mais deprimente que o normal. –Soltei um tanto distraído recebendo os olhares bravos das três. –Não falei nenhuma mentira ainda. –A cara delas não melhorou. –A Claire também não conversou com o pai sobre o aniversário dela que ele esqueceu e o tio Steve continua achando que é tudo por que ele não gosta da Laura. O que eu entendo o porquê mesmo sendo idiota.
—Espera! –O grito da Claire me assustou. –Como assim você entende?
—Acha mesmo que não passei por algo vagamente parecido com a Emma? –Christine riu secamente da lembrança. –Ela também queria alguém menos problemático para a Chris. Um humano ou um mutante, quem sabe um alienígena como o Daniel. Não um Inumano que pode simplesmente pegar fogo no meio da noite e transformar o prédio em cinzas. É uma coisa meio idiota, não muda o fato que seu pai te ama.
—Isso eu sei. –E ela sabia.
—O pior é que sabe mesmo. –Até Laura já entendia isso.
Tio Steve sempre deixou claro até James nascer que a Claire era a pessoa mais importante do mundo para ele, algo que a tia Sharon sempre concordou, e com o caçula a lista de primeiro lugar em importância só precisou de ajustes.
Mesmo não estando acostumado eu lembro que ele parecia animado ao conversar um dia com a minha mãe e a Hill sobre a primeira namorada da Claire. Muita gente achou estranho, mas o Steve apenas estava feliz que a filha estivesse feliz.
—A Emma ainda vai querer te matar, sabe disso, não é? –O tom sarcástico de Claire me fez desanimar.
—Eu espero que não de fato, mas talvez. Espero descobrir quem é meu pai antes de morrer pelo menos.
—Quer que eu tente te ajudar? –Encarei a loira confuso.
—Como isso poderia ser possível?
—Posso tentar acessar e verificar arquivos antigos dos "Dias Sombrios". Você sabe que além da Alexis, eu sou uma das poucas pessoas que já conheceu e estudou em quase todos os setores da Shield antes dos dezoito anos. Posso não ser tão boa quanto a sua mãe, mas tenho os meus truques e contatos. –Isso sim me era familiar na atitude dela.
—Sem falar que o Phil gosta tanto de você quanto de mim ou dos Romanoff, certo? –Nós éramos mesmo o grupo de ouro do Coulson.
Sem falar que o padrinho ama eu e a Claire quase tanto quanto nossos pais ou até mais por causa dos nossos pais.
—Ele pode não falar nada, mesmo assim eu conheço alguns truques que o Phil usa para informações que não podem ser acessadas nem por agentes de nível 10 sem uma tríplice autorização.
Eu reparei que Laura e Christine pareciam querer rir do que falávamos, porque elas acham a burocracia da Shield ridícula.
—Até onde sei essas autorizações são feitas com base nos acessos da minha mãe, da Hill e do Fury, então não vejo como vai conseguir.
—Esqueceu o tio Tony, o meu pai, a minha mãe, a Natasha e o Coulson. –Claire se divertia ao dizer isso e eu não posso dizer que entendo como ela sabe disso.
—Eu não sei o que me surpreende mais, você saber disso ou para que eles precisam de oito pessoas com esse tipo de acesso?
—Eu tentei descobrir, mas não deu em muita coisa. Só que tem uma série de arquivos que só é acessada por todas as senhas juntas. –Realmente, eu posso quase morar na Shield, só que ninguém parece saber mais sobre aquele lugar que a Claire.
Culpo a genética dela por isso.
—Agora está provado que a Claire é o gênio da sorte secreto da Shield, e ainda não imagino como vai conseguir a informação que o Andrew quer? –Acho que a Laura é a pessoa menos interessada nessa conversa toda.
—Eu sei as senhas dos meus pais e do Coulson.
Sabe aquele momento idiota dos filmes e desenhos em que todos param e encaram a pessoa de quem se fala ou a que acabou de falar?
Foi exatamente o que aconteceu.
—Você tem condições de fazer o tríplice acesso desde quando? –Na verdade eu não queria nem saber como ela tinha aquelas informações.
—Meus pais me deram por precaução e o Coulson também, então eu memorizei. O James também se quer saber.
Não sei o que passou pela mente da Christine e da Laura, sei que eu não conseguia não ficar ansioso com aquilo.
—Se eu tenho a da minha mãe e conseguirmos a do Tony podemos acessar mais dados ainda mesmo se o acesso tríplice não for o suficiente. –Poderia mesmo descobrir quem é o meu pai, talvez até o da Chris.
—Não vai funcionar. –A forma como a Claire falou foi tão firme e direta que na hora entendi o recado: não era tão simples ter as senhas e os acessos. –Desculpa Andrew. Existem mecanismos de segurança a serem considerados. Para os arquivos que pedem cinco e seis senhas é solicitada a leitura ótica e de digitais. Arquivos com sete e oito ainda pedem análise rápida de DNA. Se os arquivos que você quer sobre os “Dias Sombrios” não estiverem nos arquivos tríplices ou quádruplo não podemos nem mesmo tentar acessar.
É. Eu deveria ter imaginado que de simples a ideia da Claire era só a ideia mesmo.
—A senha da minha mãe ajuda em algo ou só atrapalha? –Era ela quem sabia mais disso e eu precisava saber.
—Não sei. Pode ser que como ela é da diretoria ativa ajude mais que o Coulson, o que é especulação. Pelo menos vamos liberar mais um nível de informação do que eu tinha previsto.
Ficamos em silêncio esperando e eu tentando imaginar se dava para aumentar o nível de acesso de alguma forma.
—Pensei que a May tinha uma dessas senhas secretas de vocês. –Me virei surpreso para Christine e ela parecia curiosa.
—O Fury e o Coulson ofereceram uma para ela no fim dos “Dias Sombrios”, mas a May recusou e disse que a última coisa que queria daquele período era virar uma chave de cofre de segredos. –Usei as palavras que o padrinho e a madrinha me falaram tantas vezes.
—Nós sabemos que deve ter coisa ali que nem mesmo Deus e o diabo quer que saibam sobre aquela época. –Eu tenho que admitir que a Claire tem um jeito único de deixar claro como as coisas eram ruins quando eu nasci. –Aliás, a Rachel estava lendo as mentes do pessoal que estava na sala, mas acho que dessa vez foi sem querer. Talvez uma sobrecarga psíquica. –A cara dela não era de quem parecia surpresa ou mesmo ofendida.
Claire tem uma política de neutralidade com Rachel que é o que as pessoas chamam de política da boa vizinhança.
As duas não se dão bem, mas não se detestam e se tem algo que algumas pessoas simplesmente não conseguem evitar é detestar a Rachel. Os motivos são muitos, em geral por coisas que a ruiva mesma causou, como no caso da Claire.
—Bem feito. Quem manda ficar bisbilhotando a vida alheia o dia todo. –A forma como Christine falou fez Laura e Claire rirem, eu acabei pensando em outras coisas.
A Chris nasceu pouco depois de mim e um tempo não muito mais tarde a Rachel. Segundo minha mãe todos esperavam que fossemos amigos, só que mesmo eu tenho problemas para me entender com a ruiva e a Christine não é muito de levar as indiretas indiscretas da Ray a sério, o que só deixa a Summers mais irritada.
Especialmente quando a gente pensa que a mãe da Rachel foi dada como morta antes dos “Dias Sombrios” começarem e apareceu viva antes deles terminarem é um tanto revoltante às vezes a forma como ela age com a Chris sobre o pai dela.
Não que o pai dela goste da Chris.
De modo geral, a família Grey-Summers tem uma péssima relação com as Frost, a única exceção é o Nathan, que ama todo mundo com o sobrenome Frost, na verdade ele parece idolatrar a minha sogra. Não melhora que o Scott trate bem todos que não tem pai, menos a minha namorada.
O fato de Emma e Jean fazerem o mesmo com os alunos que não conhecem a mãe, mesmo não se dando bem, e a Rachel não ficar brava com os que buscam apoio na mãe dela apenas piora a relação das duas.
Não é bem o tipo de coisa que tem lógica para acontecer, você só sabe que acontece e se pergunta o porquê. Especialmente quando lembro que as duas foram melhores amigas até os cinco anos.
Essa é uma das que entrou para a minha lista de perguntas pendentes.
A gente nem mesmo estava prestando atenção no que os outros faziam quando o grito animado de Kitty e Peter explodiu com um rugido parecendo uma risada.
Corremos para a sala e demos de cara com uma Ur com cara de quem queria matar alguém e um Daniel que sorria descaradamente da cara de todo mundo enquanto Jason e Wolf estavam curvados de tanto rir.
—Cara, faz mais uma vez, por favor. Juro que isso foi hilário. –Eu não sei como Jason conseguia falar rindo daquele jeito, mas a resposta foi simples.
Ur se virou e lançou para o irmão o tipo de olhar que minha mãe usa para dizer que estou muito ferrado e na mesma hora que fez isso Daniel a beijou.
Sério mesmo, foi um baita de um beijo.
Kitty gritou novamente animada e Flash rugiu animado.
—Esse é o meu garoto!
Eu estava bem perdido no meio daquela confusão quando Christine me chamou a atenção para Drake e havia algo próximo do alívio estampado no rosto dele.
Algo que o fazia bem mais agradável mesmo à distância.
Quando Daniel se afastou de Ur nada demais aconteceu.
Ela apenas pareceu um pouco desconfortável antes de voltar a sentar no sofá.
—Eu beijo bem não é? –E a pergunta de Daniel era tão calma que chegava a assustar.
—Pela trigésima vez, sim. Você beija bem, mas isso não tem graça.
—Você gosta, então nem ligo.
Então Ur reagiu de fato e levantou do sofá irritada, ela não ficou azul nem mesmo quando encarou Daniel e falou o mais calmo que qualquer ser poderia:
—Chega dessa brincadeira de me fazer ficar calada me beijando ou dos pedidos de casamento infantis que você monta com meus irmãos. Faz anos que eu disse que quem vai escolher meu marido é Odin e essas brincadeiras só me irritam com a minha linda perspectiva de falta de liberdade iminente. –Ela então virou para o tio Tony, a garota estava muito mais transtornada do que eu imaginei pela sua voz. –Uma cama e guarda-roupas de metal, isso é tudo que preciso no quarto e se possível que ele tenha um isolamento térmico para uma era do gelo. Não preciso de nada mais. –E sem dizer mais nada ela saiu pela porta que levava a cobertura do prédio sem nem mesmo olhar para trás.
A maioria de nós estava encarando Daniel que não parecia nada chocado com aquilo quando encarou Wolf e Jason.
—Aquele plano de sequestro, como anda?
—Se for pra Asgard é mais complicado e arriscado, para Terra leva dois segundos e vocês podem estar do outro lado do Universo amanhã. –Wolf estava sério ao falar isso.
—Relaxa. Até parece que vamos deixar outro idiota casar com ela além de você, Dan. –Mesmo com o jeito que falou Jason estava sério.
E de algum modo eu acabei olhando para Drake que parecia ainda mais aliviado do que antes e de algum modo estranho um pouco arrependido.
Ainda que isso não tenha durado.
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A primeira coisa que fizeram quando a reunião acabou, nem cinco minutos depois da garota asgardiana sair da sala foi encarregarem o Tony de realmente ficar com os três filhos do Loki e o Daniel como inquilinos no andar inferior da torre.
Nenhum deles parecia se incomodar com as acomodações simples e a única coisa que todos concordaram foi com os moveis de aço reforçado.
Ninguém perguntou, então todos concluíram que os quatro estavam tentando evitar portas de madeira e peças de mobília quebrada.
A segunda coisa que fizeram foi socorrer a Pepper que chegou bem no momento em que o pessoal tomou essa decisão.
Acho que ela não ficou muito animada com os novos convidados surpresa.
Todos concordaram em repassar as novidades para os outros Vingadores, nossos amigos e a Shield como um todo. A única notícia que tive da minha mãe foi um telefonema dizendo que o Fury havia chamado o Coulson e a May para a base, junto com o anúncio que ela passaria mais uma noite trabalhando.
Não me surpreendi muito com isso.
Fazia muito tempo que ela não tirava uma folga ou mesmo passava o fim de semana em casa e algo me dizia que isso era sobre o meu pai.
E essa é a parte que me preocupa.
No final de tudo a Christine e Alexis me puxaram para o X-Jato e eu fui direto para o Instituto.
A novidade foi que a Laura ficou com a Claire e o tio Steve para comer alguma coisa.
Acho que é o jeito do tio de tentar se entender com a Claire. Até porque segundo a Chris ele estava com uma cara de quem finalmente descobriu porque a filha estava brava feito o diabo, nas palavras de todo mundo que conhece os dois.
Eu espero que seja isso.
Christine me arrastou para o quarto dela assim que chegamos ao Instituto ignorando todo mundo, o que me fez achar a situação engraçada no primeiro minuto.
—Ei! Você sabe que eu não tenho roupas para usar, não é mesmo? –Mas quando ela não respondeu foi o suficiente para eu saber que algo não estava certo. –Tudo bem, eu desisto.
Mesmo assim ela continuou me puxando e não falou nada até a porta do quarto estar trancada.
Esperei a reação dela por um bom tempo sem nem mesmo me mover e então Christine explodiu.
Ela gritou e socou a parede com uma força que se sua mutação não tivesse reagido sua mão estaria no mínimo quebrada, ainda que não fosse essa a minha preocupação, porque quando consegui ver o rosto dela as lagrimas escorriam como rios dos seus olhos.
Não precisava perguntar para saber o que era, eu sabia o que tirava aquela garota dos trilhos sem nem mesmo tentar.
—Ela sabe. Até a garota asgardiana já sabe e eu não. –Mesmo com a voz embargada e abafada aquilo era claro demais para que eu ignorasse.
Afastei Christine um pouco para olhar nos seus olhos.
—Como assim?
Seus olhos rolaram e entendi que deveria ser óbvio mesmo que não fosse.
—Do mesmo jeito que a Alexis. Deve ter algo que me ligue aos meus pais no cheiro ou na “energia”, seja lá o que isso significa. –Nenhum de nós pressionava a Alexandra sobre o assunto, mesmo sabendo que ela tinha condições de responder a nossa pergunta.
Pelo pouco que ela havia deixado escapar a questão não envolvia só a Chris e a Emma, não era simples e definitivamente deixava a loira de mau humor.
Só que eu estava pensando em outra coisa sobre Ur.
—Será que ela descobriu o meu?
Pela cara que a Chris fez eu soube que não.
—Acho que ele não estava na sala ou nos quinjets no parque.
—Pelo menos isso confirma que não somos irmãos. –Ela riu comigo daquela piada retardada.
—Só não melhora as minhas perspectivas para de saber quem é meu pai.
Puxei-a na direção a cama e sentamos um do lado do outro em silêncio.
—Capitão América, Homem de Ferro, Wolverine, Ciclope, Hulk, Gavião Arqueiro, Fera e o Coulson. Não é tão ruim assim. –Ela me deu um cutucão nas costelas. –Brincadeira.
—Se fosse o tio Steve explicaria as semelhanças entre as mutações minha e da Claire, mas eu excluiria o Capitão porque ele teria casado com a minha mãe.
—Isso até seria verdade, embora a Emma possa ter escondido dele. –Não era brincadeira essa história.
Quase ninguém sabia onde Emma se enfiou até a Chris nascer e o Logan trazer ambas de volta para os Estados Unidos.
—O Hulk sumiu naquela época e ninguém sabia onde ele estava, exceto a Betty. O Coulson não teria omitido por mais que fosse algo que ele se envergonhasse de ter acontecido.
—Ainda assim as opções continuam incluindo Clint, Steve, Tony, McCoy, Logan e Scott. –Segurei a mão dela. –Apenas lembre-se que isso não é tão ruim, pelo menos tem uma pista nova.
—Uma que eu não sei se gostei. –Ela me encarou. –Não é o Logan.
—Você não sabe disso.
—Sei. Minha mãe só contou para ele onde ela estaria e o Logan foi pra lá antes de eu nascer, então eu pensei que ele podia ser meu pai e perguntei. –Eu imaginei que ela já poderia ter feito isso.
—Ele pode ter mentido.
—Logan disse que adoraria ser meu pai, mas não era. Pelo menos não biológico. –Isso que eu chamo de resposta direta. –E por que ele mentiria quando é pai da Rose? Seria só maldade.
—Verdade, não muda o fato que ele meio que é seu pai. –Lembro que Logan foi uma das pessoas a ter “a conversa” comigo quando comecei a namorar a Chris.
—Ele só não me irrita ou fica dizendo que tenho que parar de procurar as respostas e o McCoy já falou que se acho que sou filha dele pode até fazer testes para que eu não tenha dúvida quanto à resposta certa, mas seria outra opção absurda, porque ele é o pai da Cara.
—Resumindo tudo, ele não é seu pai. Se bem que tanto o McCoy como o Logan são seus “padrastos”.
—Como era de se esperar.
—E o Scott?
—Pelo bem dele, da minha mãe e da Rachel espero que não.
Eu não precisei que ela acrescentasse que aquilo seria demais para aguentar, especialmente porque de algum modo a Chris sempre estranhou a forma como a Rachel pareceu começar a odiá-la quase que da noite para o dia e isso daria algum sentido a tudo.
Passei meu braço pela sua cintura.
—Quando vai contar para a Emma?
Uma risada baixa escapou dos lábios dela.
—Não sei. Não quero pensar nisso agora e agradeço o Nate por ter feito esse bloqueio temporário para ela não ver. Só estou muito irritada com ela para explicar isso.
—O que? Nós só fugimos para Vegas uma semana depois do seu aniversário de dezoito anos acompanhados dos nossos amigos e casamos escondidos. Todo mundo faz isso. –Dessa vez ela realmente riu. –Sorte que além da Claire e da Laura levamos o Nate e a Alexis ou teríamos ficado sem padrinhos legais.
Agora Christine estava gargalhando.
Provavelmente por lembrar que foi nessa viagem que as coisas entre a Laura e a Claire se acertaram, sem falar que a Alexandra parecia relaxada como há muito tempo não ficava e isso deixou o Nate mais do que feliz.
Demorou um pouco, mas ela parou de rir e me beijou.
—Te amo. –Sua voz era um sussurro.
—Eu sei. –Ela fez uma cara de quem me achava metido e colei minha testa na dela. –Mas, só sei disso porque também te amo.
Christine me abraçou com força e ficamos assim por um bom tempo antes de sairmos do quarto dela.
—
—
—
Continua...
—
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—
No próximo capítulo: Emma.
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