Marvel Universe: All Different World

3 Capítulo III: Claire. – Carters e Rogers.


Notas iniciais
Atualmente posto minhas fics nos seguintes sites/plataformas de fanfics e histórias: Spirit https://www.spiritfanfiction.com/perfil/eucaristia Nyah! https://fanfiction.com.br/u/175167/ Wattpad https://www.wattpad.com/user/LillielEucaristia Acompanhe. Comente. Incentive. Todo autor precisa de sua dose de retorno para que as histórias não morram. Também escrevo uma série baseada em Percy Jackson e os Olimpiano, quem tiver interesse pode visitar meu perfil.

Data Terrestre: 17 de Setembro

Levantei da cama irritada.

Era a terceira noite seguida que não conseguia dormir e isso estava acabando com o meu autocontrole de todas as formas possíveis.

Tudo bem que eu até dormi ontem no começo da noite, mas não estava em casa.

Voltei a deitar fechando os olhos e ouvindo a conversa na cozinha que parecia tensa novamente.

—Já falei que não quero falar disso Sharon. –Meu pai parecia cansado.

—Steve. Por deus, pensa no que tá fazendo com essa teimosia. –O silencio reinou por alguns instantes. –Não sei por que a sua implicância com a namorada dela, você não gostava do Drake e nós dois sempre soubemos sobre a Claire ser bissexual.

Isso não é verdade, só simplifica as coisas pro meu pai pensar assim.

—Sabe que esse não é o meu problema, mas... Com tantos garotos e garotas com vidas e famílias menos complicadas, por que a Claire escolhe esses dois? Um depois do outro? Não podia ter um melhor no meio?

—Essa pergunta foi séria ou está fazendo de conta que ela não cresceu no nosso meio? –Ouvi minha mãe se agitar, provavelmente meu pai fez aquela cara de não entendi. –Steve, você é o Capitão América e eu uma agente da Shield, nossa filha é uma mutante com poderes vastos que desde o nascimento convive com o Homem de Ferro, a Viúva Negra, o Hulk e a Wanda, que pode até alterar a realidade. Acha que a Claire cresceu em um ambiente normal para escolher uma namorada ou namorado normal?

O som de passos no corredor me fez abrir os olhos e encarar o quarto escuro, minha cabeça doía quando ouvi a voz de James ainda na frente do meu quarto:

—Peggy, se você puder, faz as pazes com o papai logo pra gente ir ao parque brincar juntos. –Sua voz estava um pouco chorosa e cabisbaixa.

Droga!

Levantei da cama e fui até a porta onde meu irmão ainda esperava.

—Vou tentar Jay, mas por hora, pelo menos hoje, talvez essa não seja uma boa ideia.

—Mas vai tentar depois que dormir direito, na casa da sua namorada?

Acabei rindo.

—Não repita isso pro papai ou ele vai achar que ando falando disso com você.

—Tá bom. –Ele saiu correndo para a cozinha e ainda pude ouvir James dizer calmamente. –Claire tá meio triste, quando essa briga boba termina?

Meu pai engasgou e minha mãe suspirou.

—Eu vou pra Shield, tenho uma reunião com o Fury e a Hill. –Foi tudo que ouvi meu pai dizer e nem dois minutos depois ouvi a porta fechar.

Troquei de roupa as pressas e sai do quarto direto para a cozinha, onde minha mãe parecia terminar de arrumar as coisas para sair, aparentemente o dia dela começaria mais cedo que o normal.

—Claire. Que bom que saiu do quarto, pode me ajudar com o James?

—Só conferir se ele pegou tudo pra escola?

—Isso. A Pepper vai deixar a Maria na creche e na hora da saída vai levar o James junto, eu e seu pai vamos ficar fora hoje.

—Eba! –Eu e minha mãe encaramos James que parecia ter ouvido sobre o aniversário de um colega. –Que foi? Dormir na casa da Maria significa que vamos poder brincar por mais tempo que o normal.

—Acho que esses dois vão acabar se casando quando crescerem. –Comentei sem ligar que James ouvia.

—Seu pai morre se virar parente do Tony.

—Papai é bobo, mas eu vou casar com a Maria mesmo.

Dessa vez eu ri da forma como minha mãe deixou a faca cair no balcão, mas sai o mais rápido possível quando vi a cara dela me encarando e fui conferir as coisas do James.

Sinceramente, meu irmão é um anjo de felicidade.

==========X==========

Não demorei muito para sair de casa depois da minha mãe.

Ela e James tinham um horário apertado para passar na creche e depois ir pra Shield, mas os dois gostavam de fazer isso todos os dias que podiam.

Já eu, desde que tirei a carteira passei a ir de moto para o colégio.

O lado bom é que não precisava mais ficar matando quinze minutos de aula andando pelo quarteirão, mesmo que esse atraso dos últimos dias não fosse exatamente diferente, mas eu realmente não ando com muito humor para ir ao colégio.

Entrei na sala normalmente, tentando não pensar que meu pai ainda achava que estava brava com ele por não gostar da Laura.

—Senhorita Rogers, algum dia a escola terá a honra de você não se atrasar? –Não havia nada de diferente na pergunta da professora, mas eu não estava muito bem.

—Quando o inferno congelar com meu pai dentro. –Tudo bem, fazer um comentário envolvendo gelo, fogo e o meu pai não é bom sinal.

Mesmo assim, todos resolveram ignorar minha resposta e eu sentei na carteira mais ao fundo da sala ao lado da janela. Não prestaria atenção na aula mesmo, então não precisava fingir que o faria.

Mas eu ouvia tudo na sala. A respiração de cada aluno e seus batimentos cardíacos, as diferentes nuancem dos lápis e canetas contra o papel, as conversas baixas sobre a minha reação ou o cardápio da cantina hoje.

Também consegui ouvir quando Kristen e Mike falaram com Tristan, assim como a resposta dele. Isso me fez pegar o celular e mandar uma mensagem para ele.

“Valeu por falar com o casalzinho,

eu teria pirado se eles perguntassem.

Ainda essa semana a gente conversa sobre isso,

mas despista os russos.”

Enviei e ele leu em seguida.

O problema é que o Stark tem reações meio exageradas às vezes e mandei outro texto pra ele.

“Tira esse sorriso idiota da cara Stark.

Você tá a cara do seu pai quando apronta alguma.”

Tristan pareceu se acalmar e eu voltei a fazer nada, torcendo para que a aula acabar de uma vez.

Achei mesmo que meu dia ia passar no tédio eterno por mais algumas horas, até que senti o cheiro da Laura no corredor e acabei reagindo antes de pensar.

—O que essa idiota tá fazendo aqui?

Percebi que a professora ficou preocupada com a forma violenta que levantei e que Tristan estava com medo do que aquilo significava, mas tudo que queria saber é o porquê ela veio para o meu colégio hoje.

Achei que ela voltaria para o Instituto.

Mas não, ela estava batendo na porta da minha sala e o pior é que a minha professora foi ver quem era.

—Essa é a sala da Claire Carter? –E ela ainda me chama pelo sobrenome da minha mãe.

Algo que praticamente ninguém faz.

Vi que a professora deu dois passos para trás, provavelmente se sentindo assustada ou intimidada.

—Sim, posso ajudá-la?

Como se não bastasse aparecer ali, ela praticamente entrou na sala e ficou parada na porta me encarando com uma expressão provocativa como quem diz que eu devia saber que isso aconteceria.

E de algum modo Laura em razão.

—Você exatamente não, mas a loira ali pode. –E então ela piscou na minha direção, o que me fez suspirar cansada.

—Tudo bem dona Blanchard. –Andei na direção da porta de onde Laura ainda me encarava sorrindo. –Me dá um minuto que vou tentar resolver isso.

Laura recuou para fora da sala e eu dei um passo para fora da sala.

—Legal a sua turma. –Apesar de ser um sussurro para pessoas normais, eu ouvia perfeitamente quando ela falava.

—Você não apareceu aqui só pra isso, não é mesmo?

—Acertou. Queria saber se não quer ir para o apartamento que eu uso e dormir. Deus sabe que você está no limite da sanidade.

Fiquei encarando Laura por alguns segundos antes de sentir o meu corpo concordar com ela em uma reclamação de exaustão, algo meio raro.

—Arrumei uma namorada que é realmente uma fábrica de surpresas.

—Não, arrumou uma namorada que se preocupa para que não acabe matando alguém se não dormir logo.

Deixei escapar uma risada.

—Espera um minuto.

Voltei para dentro da sala e peguei minhas coisas sem nem mesmo pensar em olhar para os lados, só lançando um rápido olhar para Tristan antes de sair e ver que ele realmente parecia confuso.

A professora não ligou, ela meio que parecia entender algo ou não queria se intrometer. Eu não fazia questão de saber o motivo em todo o caso.

Eu e Laura seguimos para a porta da saída quando lembrei que tinha prometido ligar para a Christine antes do almoço, mas como eu provavelmente não faria isso mais tarde achei melhor fazer agora mesmo.

Quando me viu com o celular Laura nem mesmo perguntou.

—Eu sou a namorada, mas quem recebe satisfação é a Christine.

—A conheço bem-dizer desde que nasci e ela é minha melhor amiga. Além disso, ela vai com a sua cara. –Ouvi um rosnado irritado vindo dela enquanto descíamos a pequena escada e no celular uma voz masculina atendia.

—Quem é? —Ele realmente ainda estava dormindo.

—Oi Andrew. Acorda a Christine que preciso falar com ela.

Ele apenas gargalhou do outro lado da linha e pude ouvi-lo chamar minha amiga umas duas vezes antes dela atender com a maior voz de sono.

—Eu sei que pedi pra você ligar, mas tinha que ser agora?

—Relaxa, não é tão sério. Estou saindo do colégio, vou para o apartamento da Laura dormir e se precisar sabe onde me achar.

—Não conseguiu dormir ontem?

—Já sabe a resposta. Enfim, me avisa se precisar.

—Vai dormir e me deixa dormir por hora.

E apesar da forma como aquilo soaria para outras pessoas eu sabia que Christine falava pro meu bem, isso e o fato que ela anda com um péssimo humor por causa da mãe dela.

—Quando vocês duas vão ficar de bom humor? –Encarei Laura em dúvida enquanto seguimos pela calçada para o estacionamento das motos.

—Quando meu pai lembrar que no meu aniversário ele preferiu brigar comigo por que não vai com a sua cara e quando a mãe da Christine contar quem é o pai dela ou pelo menos dizer quando vai contar.

Ela parou de andar, o que me fez parar para entender o que tinha dado nela.

—Por que eu comecei a namorar alguém tão complicada como você?

Aquilo me fez rir e eu segurei a mão dela, mesmo sabendo que ela odeia quando quase todos a tocam.

—Não faço ideia, mas não foi você que disse que nunca gostou de uma garota antes? –Ela bufou irritada. –Vamos logo.

Andamos mais seis metros e pegamos nossas motos para seguir direto para o apartamento dela, aonde eu realmente dormiria pra caramba. Mesmo que quase ninguém acreditasse que era para isso que estava fugindo da escola amanhã na aula.

==========X==========

O toque do celular me assustou e acabei caindo do sofá.

Droga!

—Pelo visto ao menos o celular te acorda. –E Laura aproveitou para poder me zoar.

Olhei para ela apoiada nas costas do sofá com aquele maldito sorriso sacana.

—Dá um tempo. –Peguei o celular e atendi irritada. –Quem é?

—Claire, lembra quando me falou para ligar se necessário?

—Chris?

—Dá pra vir correndo pro Central Park? Acho que a gente acabou de ter um evento nada simples.

—Tipo?

—Acho que tem asgardianos chegando na terra. Só que o Drake e a Blake voltaram para a terra tem dias.

Porcaria.

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Continua...

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No próximo capítulo: Christine.

Notas finais
Nome: Claire Margaret “Peggy” Carter Rogers A.K.A.: Stardust Idade: 16 Origem: Brooklyn, New York, NY, USA. Aniversário: 31 de Julho Signo: Leão Raça: Mutante Aprimorada Altura: 172 Status: Viva Cabelo: Loiro Olhos: Azuis Habilidades: —Herdadas: Força, agilidade, velocidade, reflexos, resistência e flexibilidade sobre-humanas; densidade óssea sobre-humana (seus ossos são aproximadamente cinco vezes mais densos que das outras pessoas, mas a densidade pode ser maior); densidade muscular sobre-humana (semelhante à densidade óssea); elevada resistência à dor; Imunidade Fisiológica Completa a todos os venenos e doenças conhecidos; capacidade de aprendizado rápido; fator de cura sobre-humana (se cura de ferimentos graves em horas e ossos quebrados em minutos); sentidos aguçados sobre-humanos. —Mutação: Reflexo (reflete todos os tipos de dano que tentem causar nela); Carapaça de diamantes (muda a estrutura física para diamantes e pode manipular a própria forma nesse estado); Roubo Temporário (poderes e força vital, ativado por momentos extremos). Aliança: Heróis Afiliações: Shield, Vingadores, X-Men, Quarteto Fantástico, Guerreiros Secretos, Relacionamento: Sharon Carter (mãe); Steve Rogers (pai); Margaret “Peggy”Carter (tia-avó); Logan James Carter Rogers (irmão); Drake Erik Foster Thorson (ex-namorado); Laura Howlett (namorada);