Marvel Universe: All Different World

15 Capítulo XV: Jason. – Asgardianos e Humanos São Complicados.


Notas iniciais
Atualmente posto minhas fics nos seguintes sites/plataformas de fanfics e histórias: Spirit https://www.spiritfanfiction.com/perfil/eucaristia Nyah! https://fanfiction.com.br/u/175167/ Wattpad https://www.wattpad.com/user/LillielEucaristia Acompanhe. Comente. Incentive. Todo autor precisa de sua dose de retorno para que as histórias não morram. Também escrevo uma série baseada em Percy Jackson e os Olimpiano, quem tiver interesse pode visitar meu perfil.

Data Terrestre: 02 de Outubro

Midgard é muito mais interessante do que eu esperava.

Sério.

Como um dos pretextos de nos mandar aqui era que aprendêssemos sobre os humanos, fazer amizade com eles eu e Wolf decidimos frequentar a escola do filho do Stark por alguns dias.

Ur nem mesmo aceitou a ideia e o Daniel disse que antes de pensar em visitar qualquer lugar na Terra dormiria alguns dias em paz. Embora eu saiba muito bem o que ele realmente espera.

Em todo o caso eu estou me divertindo com toda a situação como nunca pensei que esses humanos poderiam me divertir.

Tudo bem que minha irmã exigiu que fizéssemos duas semanas intensivas de estudos sobre costumes humanos ou ela mesma iria nos impedir de ir, mas isso é típico dela. Só achei que o Wolf reclamaria disso, só que no final ele estava empenhado em ter a autorização para ir mesmo sem muito talento para estudar.

O motivo, pelo que notei no dia em que chegamos, é a ruiva de olhos azuis, Alexandra Barton, por quem acho que ele se apaixonou do jeito que só Wolf poderia entender.

O Stark ainda não curte muito a nossa presença, mas a esposa dele, Pepper, parece bem mais confiante sobre a nossa estada que no primeiro dia que nós viu e acho que ela confia um pouco em mim. Eu poderia dizer que esse é o único erro dela, porque meus irmãos são de longe muito mais confiáveis.

—Então estão animados para o seu primeiro dia em um ambiente humano que não tenha dois malucos por tecnologia? –A pergunta calma dela me fez começar a rir e Wolf a uivar.

Parece estranho, mas ele ri uivando.

—Qual é mãe? –Tristan parecia ter achado graça também.

Terminei de tomar o suco ainda tentando me decidir sobre o que falaria.

—Bom, se não sairmos de perto da Ur em mais um dia no máximo ela vai nos matar.

—Sua irmã parece ter uma paciência curta para quem diz ser paciente. –Aparentemente não havia como Tony confiar na minha irmã.

—Quando eu sou um dos irmãos de alguém ter paciência é quase um milagre. –Comentei vagamente, sabendo que ele não pararia.

—Não parece coerente já que ela nunca mente ou faz coisas erradas. –Aquilo me irritou, porém normalmente sou o último a reagir na nossa família, porque os outros fazem isso antes.

—Ur não é santa, ela erra. –Wolf apesar de calmo sempre parece rosnar quando fala desde criança. –Não é fácil saber que sua vida está praticamente escrita pelo rei que você segue. –Ele levantou da mesa devagar. –Há alguns anos atrás foi difícil, muitas coisas aconteceram e ela se tornou menos alegre, mais irritadiça em alguns momentos e mais fechada mesmo com a gente ou nossos pais. Para você tentar imaginar, é como se ela precisasse de uns dez iguais a esse do seu peito para viver senhor Stark, só que ela não tem nenhum.

Tudo que vi Tony fazer foi colocar o copo na mesa e me encarar.

—Como isso... –Mas Pepper lançou um olhar muito parecido com o da minha mãe e madrastas para o meu pai, então Tony ficou calado.

Apenas levantei tentando ignorar as deduções óbvias sobre o futuro da minha irmã.

—Nem sempre as informações do que querem fazer com o seu futuro precisam ser ditas, às vezes elas são tão óbvias que... Sua vida termina antes de acontecer e você permanece vivo só para ver o final.

Fui para o andar inferior em direção ao meu quarto, mas parei na porta do quarto do Dan e não pude deixar de pensar no quanto queria que meu melhor amigo se entendesse com a minha irmã de uma vez por todas.

Seria o caos em Asgard, ainda que fosse o para ela.

==========X==========

O colégio do Stark ficava um pouco longe, por isso fomos com o carro dele.

O que significa que meu irmão mais velho fez o favor de ficar sendo bem direto com relação a ruiva desde o primeiro momento que ela colocou o pé no carro.

Era algo bem engraçado na verdade.

No começo achei que o Stark gostava dela, mas a relação deles é bem fraternal e Robert apenas completa o quadro, ou talvez seja Alexa que completa o quadro, a verdade é que eles não passam a impressão de mais do que uma irmandade.

Uma irmandade que não parece se importar no quão insistente Wolf possa ser quanto à ruiva e tira sarro da situação como se fosse uma piada.

Definitivamente Tristan não levou a sério o meu aviso de que Wolf gosta dela.

Azar o dele.

Em todo o caso o sorriso amistoso do meu irmão parece com um animal mostrando os dentes para um ataque feroz, o que pode não ajudá-lo muito na verdade. Mesmo que essa garota pareça um pouco tensa e outro tanto curiosa.

Não que qualquer um aqui tenha notado isso; depois do meu pai, da Ur e da tia Encantor juro que sou a pessoa com a magia mais forte da família. Embora eu só tenha aprendido os truques de mentira e enganação que Loki e Encantor conhecem melhor que ninguém.

E sem ser presunçoso, sou o melhor atualmente.

Ou foi o que meu pai disse, mas vai que ele mentiu.

Então se eu sei que essa garota com uma cara de poucos amigos está na verdade curiosa sobre o meu irmão mal encarado é porque talvez Wolf não esteja tão longe de um sim ou não.

Tentei não ligar muito para o fato do garoto Stark não dirigir bem ou mesmo conseguir manter a atenção no que o computador fazia, embora a ruiva parecesse a beira de um ataque de pânico e ficou bem feliz no momento em que o carro parou no estacionamento da escola deles.

Não posso dizer que não entendo, porque isso poderia matá-la, o que pessoalmente é indiferente para alguém como eu.

Vi a garota loira do parque se aproximar sob o olhar surpreso dos amigos.

—Como chegou aqui antes da gente? –O Robert parecia bem surpreso na verdade.

—Um pedido especial dos meus pais, da Emma e da Hill. –Aquela garota poderia estar dormindo que não veria diferença na cara dela. –A Christine me convenceu no fim de semana na verdade, com a ajuda da Laura e do Andrew.

—Esse dia não vai prestar. –Foi tudo que Alexandra disse, mas acho que ela tem alguma razão.

—Então, resolveram ver como os mortais estudam? –E agora ela parecia aborrecida.

—Mais ou menos isso. Seu nome é Claire não é?

Mas ela apenas deu um sorriso de lado meio divertido meio debochada.

—É isso mesmo Jason, e acredite quando digo que as aulas são um saco para gente como nós.

Eu não quis discutir aquilo, apenas pareceu que ela tinha razão.

==========X==========

Eu tinha que admitir, Claire estava certa em dizer que as aulas eram lentas para pessoas como nós.

Até a atenção do Wolf não está na aula, o que nem é novidade.

Mesmo assim, ver meu irmão tão empenhado em analisar a garota Romanoff e a maioria até deve pensar que ele é doido por fazer isso, mas eu sei que não é isso.

Ur não é a única que tem o destino traçado, nós dois também temos. Só que diferente da nossa irmã, nós estamos dispostos a desafiar Odin se necessário para ter uma chance. E no caso do meu irmão, ele já encontrou o que precisa pra fazer isso: a garota certa.

Sério.

Parece estranho, só que para um cara que age como um animal selvagem todos os dias e no campo de batalha, Wolf é bem tranquilo no quesito mulher.

Eu já brinquei com ele algumas vezes sobre isso e até falei uma vez que seu lance era homens, mesmo assim Wolf apenas disse que não tinha pressa e que seguiria a pessoa certa até o reino de Hel quando a encontrasse.

Fiquei com pena dessa pessoa naquele dia, a novidade era que ele não estava brincando. Ouvi o sinal tocar e cutuquei o Stark Junior na minha frente.

—Que “aula” é agora?

—Educação física. –Acho que ele notou a minha cara. –A Claire não faz essa aula, por motivos óbvios. Se quiser pode ir falar com ela.

Olhei na direção que a loira sentava, mas ela já tinha sumido, assim como o Stark com os Romanoff e meu irmão.

Resolvi seguir os últimos alunos e cheguei ao vestiário, mesmo que não fosse precisar trocar de roupa. Esperei para seguir até o lugar da aula, um ginásio relativamente grande, onde achei Claire sentada nas arquibancadas com o celular na mão.

Me aproximei dela um pouco curioso.

—Mensagem da namorada?

—Não. Minha mãe. –Reparei que ela parecia estranha, talvez tensa comigo ali.

—Não me quer aqui?

—Não é isso. –Ela guardou o celular e me encarou. –Tenho uma pergunta diferente e nem imagino como vai reagir. Deuses se sentem ofendidos?

Sentei ao lado dela achando a pergunta interessante.

—Eu sou um semideus e sim, deuses se sentem ofendidos, mas pode perguntar.

—Você é gay?

Fiquei tão surpreso com a pergunta que demorei a responder.

—Sou. –Mexi no cabelo meio confuso, porque ninguém além dos meus pais, madrastas e irmãos sabiam disso. –Como descobriu?

—Christine descobriu.

Aquilo não me explicava muito, mas segundo Ur a loira, Christine, é diferente. O que no caso significa especial.

—Surpresa com isso? Um semideus gay?

—Não. Seu primo é meu ex e isso não ajuda em nada.

—Drake é gay?

—Não, idiota mesmo.

Aquilo me fez rir.

Ela era mais engraçada do que havia imaginado.

—Então, por que não participa dessa aula?

—Sou forte demais, rápida demais. Resumindo, demais para eles entenderem ou aguentarem.

—Pela sua mutação ou genética?

—Ambos.

—Sei como é.

Ficamos em silêncio vendo alguns alunos jogarem vôlei e outros basquete, até que notei os acolchoados no canto do ginásio.

—O que é aquilo?

Claire pareceu surpresa com a pergunta.

—É do pessoal da luta. Para aliviar o impacto com o chão.

—Podemos usar?

Ela me olhou desconfiada.

—O que tá pensando?

Senti o sorriso travesso curvar meus lábios.

—Nós dois e um rápido treino.

Dessa vez ela me surpreendeu com um sorriso animado.

—É a melhor ideia para essa aula que ouço em anos.

Nem precisei falar mais nada, só descemos as arquibancadas e começamos a arrumar os acolchoados no canto do ginásio até ter um espaço considerável.

Alguns alunos já nos encaravam sob o olhar curioso do professor.

Quando terminamos de montar o espaço tiramos os calçados e nos encaramos.

—Então, como vai ser? –Esperei a resposta dela, que foi bem simples.

—Estilo livre.

—Um “vale quase tudo”?

Ela riu.

—Isso mesmo.

Quando começamos, foram golpes simples: um chute, um soco, joelhada, cotovelada, rasteira, cabeçada. E as coisas começaram a evoluir.

Duplo cruzado com rasteira, voadora, giro reverso, chave de braço, imobilização, chave de perna, golpes de luta de rua, arremesso, cotovelada no queixo.

Não sei depois de quanto tempo, mas ela aplicou um chute no meu queixo que chacoalhou meu cérebro com força. E nem vou mentir, porque doeu mesmo.

Meu golpe seguinte, quando a arremessei no chão de costas, causou um estrondo tão grande que todos os alunos pararam o que ainda faziam para nos assistir. Havia até esquecido que isso era esperado por ela ter uma fisiologia diferente de outras pessoas.

Claro que isso também serviu para decidirmos parar nossa brincadeira ali mesmo quando notamos a quantidade de alunos esperando a continuação.

Infelizmente o professor parecia bem bravo.

—Claire, pensei que você tinha restrições para a minha aula, mas pelo visto não é isso, certo?

—Errado. –Me surpreendi com a resposta dela. –Eu tenho treinamento militar avançado, por isso não participo da sua aula.

E apesar dela não ter falado nada demais, o professor ainda parecia irritado e até em dúvida.

—Militar é? Vamos ver.

E ele tentou dar um golpe nela pelas costas, o que foi um erro duplo, porque Claire derrubou o professor com uma mão.

Tirando eu e os amigos da Claire, o que estou incluindo meu irmão, todos ficaram surpresos.

O professor precisou de ajuda para se levantar, embora a surpresa pelo golpe e a vergonha por ser derrubado pareciam impedi-lo de falar qualquer coisa enquanto os alunos começavam a sussurrar sobre aquela cena.

Mesmo assim, ignoramos aquela reação, calçamos os tênis e começamos a andar em direção as arquibancadas quando ela olhou surpresa para uma das janelas do ginásio.

E até eu me surpreendi quando Laura literalmente caiu na nossa frente enquanto Claire poderia ter levado um tapa e ficar menos perturbada.

—Oi Claire. –Ela deu um breve aceno para mim e os outros do nosso grupo. –Seu pai me deu uma autorização para vir te buscar enquanto ele vai encontrar seu irmão.

—Espera! –Só nesse momento Claire reagiu, o que foi engraçado. –Buscar meu irmão para que?

Laura ignorou a loira por um momento, andou até a arquibancada e sentou. Claire a seguiu e fiz o mesmo, porque na verdade estava muito curioso com aquilo e com as duas.

—Então, parece que depois daquela reunião que ele teve que ir logo cedo...

—A mesma que o Logan apareceu para te arrastar quando não achou o James?

—Essa mesma. O caso é que o Capitão estava dispensado depois da reunião e como terminou bem mais cedo do que ele esperava, seu pai achou que seria legal levar a família para um passeio.

Claire parecia um pouco surpresa.

—Ele chamou você e minha mãe?

Laura riu, assim como eu, pela forma educada que a loira fez a verdadeira pergunta “É sério que meu pai te convidou?” quase como um sussurro.

—Não. –Pelo visto Laura é bem mais calma com a namorada do que acredito que seja com outras pessoas. –Sharon está trabalhando, então ele perguntou se eu não queria passar um tempo com os Rogers.

—Seu sogro é um cara legal. –Nem percebi que aquilo ia sair da minha boca até falar. –Sinto muito.

Mas Laura apenas inclinou a cabeça par o lado, um pouco distraída.

—Tudo bem, é verdade. –Ela voltou a encarar Claire esticando a mão com um papel dobrado para a loira. –Bom, o Steve pediu para vir te buscar enquanto ele buscava o James, talvez a Maria vá junto.

Dessa vez Claire riu.

—Não duvido que a Pepper deixe. –Ela pegou o papel que a namorada estendeu e levou até o professor. –Como pode ver, estou indo. Divirtam-se sem mim.

Fiquei até aliviado por tudo se resolver rápido e sem drama. Só que se até deuses erram, imagina um semideus.

—Não basta ser mutante, tinha que ser lésbica.

Eu não vi quem falou, mas Claire estancou na hora a um metro de Laura, que parecia um pouco envergonhada.

Não sei os detalhes, mas do que me falaram, Laura ficou tão chocada quando se sentiu atraída pela loira que quase fugiu para o Canadá, o que deu um baita trabalho para namorada resolver.

—Se manda logo daqui e deixa os humanos em paz mutuna. –A nova voz, no entanto tinha o rosto de um rapaz alto e loiro.

Também foi ele que do nada jogou a bola na direção de Laura.

Só que a bola não chegou até ela e, digo por todos, que ficamos muito surpresos quando Claire segurou a bola.

Bem, ela na verdade agarrou a bola com a mão revestida de diamante azul e estourou a mesma antes de virar com metade do rosto revestido, deixando claro que era a colega de classe dos outros alunos ali e não uma ilusão.

Acho que todos nós ficamos surpresos demais para entender o que ela pretendia fazer antes de começar. Só sei que no segundo seguinte, Claire já havia agarrado o rapaz pelo pescoço, suspendendo-o no ar com o braço revestido.

—Ganhou minha atenção Josh. Agora repete o que disse sobre mutantes e minha namorada.

Eu achei mesmo que aquilo não poderia ficar pior ou mais confuso.

Definitivamente ainda não conheço esse pessoal o suficiente.

Continua...

No próximo capítulo: Robert

Notas finais
Nome: Jason Willis Lokison A.K.A.: Berserk Idade: 17 Origem: Asgard Aniversário: 31 de Agosto Signo: Virgem Raça: Hibrido/ Semideus Altura: 185 Status: Vivo Cabelo: Castanho Olhos: Verde/Azul Habilidades: Poderes de Gelo; Especialista no uso de arco e flecha, venenos; versado no uso de espadas e adagas; especialista em magia Jotunh; versada nas leis asgardianas e humanas; Super Força, Super Vigor, Agilidade e Velocidade Sobre-humana, Imunidade a Doenças, Cura Acelerada; Ligação com o Deus Lobo: habilidade de se transformar em lobo; Paladino de Odin. Aliança: Heróis Afiliações: Asgard, Guardiões da Galáxia, Klyntars, Relacionamento: Loki (pai); Ur (meia-irmã); Wolf Lokison (meio-irmão); Paladin (meia-irmã); Megara Willis (meia-irmã); Verity Willis (mãe); Sif (madrasta); Encantor (madrasta); Odin Borson (avô); Frigga (avó); Thor Odinson (tio); Jane Foster (tia); Drake Erik Foster Thorson (primo); Blake Darci Foster (prima); Laufey (avô);