Marvel Universe: All Different World
14 Capítulo XIV: Flash’s de Um Fim de Semana.
Notas iniciais
Data Terrestre: 30 de Setembro
Andrew sentou na cama com a toalha enrolada na cintura e atendeu o celular respirando fundo.
—Oi mãe.
—Oi Andy, tudo bem em casa?—E só pela forma como a pergunta foi feita ele já sabia sobre o que era a ligação.
—Tudo normal. Chris está comigo e estávamos pesando no que comer quando você voltasse, mas acho que a senhora não vai vir, não é?
—Desculpa. Eu ia...
—Mãe, tudo bem. Eu sei como o trabalho é importante e te ajuda a ficar bem, só acho que você devia tirar um fim de semana por mês de folga. Garanto que a Christine entenderia se eu dissesse que passaria esse tempo com você.
—Eu...—Porém tudo que Andrew teve de Daisy foi um suspiro cansado. —Não sei se vou voltar no fim de semana, se precisar pode ir para o Instituto, parece que quase todos estão indo para lá esse fim de semana.
Andrew tentou não se senti mal pela forma como Daisy o dispensou de forma indireta sem pedir ajuda no serviço ou agradecer o convite de um tempo em família como a algum tempo não tinham mais.
—Tudo bem, se a Chris quiser a gente vai para o Instituto. –Era só o que podia falar para a mãe sem soar irritado ou decepcionado.
—Até mais meu amor.
—Até mais mãe.
Assim que desligou o celular ele viu Christine parada na porta do banheiro com o próprio aparelho no ouvido parecendo entediada enquanto ouvia alguém, ele imaginava ser Emma, falando.
—Tudo bem mãe, eu entendi. –Ela parou de falar e logo completou. –Não vou esquecer disso, então não precisa repetir. Vou estar ai para o almoço então relaxa e coloca o lugar do Andrew. –Chris parou por mais um momento. –É, ela ficou presa no serviço. –E logo ela encarou o namorado e sorriu para ele. –Tudo bem, te vejo no almoço mãe. Beijos.
Christine andou até a porta do quarto e encarou Andrew com um olhar suave, mas cheio de compreensão.
—Ela decidiu ficar na Shield.
Ela suspirou diante do que ele falou.
—Deve ter acontecido alguma coisa para ela precisar ficar.
—Nós dois sabemos o que fez Daisy Johnson ficar no serviço. –Ele olhou para o lado desviando da intensidade do olhar da namorada. –Eu.
Christine andou até ele e se ajoelhou na sua frente segurando sua mão.
—Não diga isso. Sabe que a Daisy te ama mais do que a própria vida.
—E é por isso que ela me deixa sozinho a maior parte do tempo. –Andrew encarou a namorada. –Sua mãe tenta te dar liberdade, ainda assim é superprotetora e quer sempre saber onde e com quem você está. A minha faz o oposto, mas pelo mesmo motivo.
A garota desviou o olhar do namorado, por que sabia que ele estava certo.
—Amam tanto a gente que ficam sempre nos dois extremos de não querer nos largar ou não ficar por perto a maior parte do tempo.
—Não sei quem nossos pais foram, mas acho que Emma amou seu pai tanto quanto a minha mãe amou o meu. –Andrew tocou o rosto de Cristine que quando o olhou ficou surpresa expressão de dor dele. –Às vezes fico com medo de entender como elas se sentem.
A garota sorriu e apertou a mão do namorado com força.
—Nunca vamos entender como elas se sentem. –Andrew a olhou em dúvida. –Nunca vamos entendê-las porque nunca vamos abandonar um ao outro.
Aquilo o fez sorrir.
Sabia que não havia garantias do que a namorada falará, mas aquilo o deixou feliz.
Ele se inclinou na direção dela e a beijou por um momento, o suficiente para que Christine decidisse levantar do chão e Andrew reparasse que ela usava uma das suas camisetas.
—Por que você tá com a minha camiseta?
—Precisava de algo para vestir até o quarto. –Ele não se surpreendeu quando ela tirou a camiseta sem vestir mais nada.
Para alguém que podia ser tão diferente da mãe, Christine também podia ser muito parecida com Emma. E ele teve certeza disso quando a namorada sentou no seu colo envolvendo a sua cintura com as pernas.
—Já que não temos mais que nos preocuparmos em fazer o jantar para a sua mãe, temos algum tempo livre antes de decidir o que comer.
—Eu fiz lasanha ontem. –E diante da resposta de Andrew a garota sorriu.
—Então está decidido, mais tarde comemos lasanha.
E tudo que Andrew teve tempo de reparar antes de Christine beijá-lo foi que ela já estava com o colar especial no pescoço.
Ele tinha que admitir que Logan tinha razão, não dá para contrariar as vontades de uma Frost.
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Nathan se sentiu bem ao acordar, especialmente ao ver Alexandra dormindo profundamente contra o seu peito.
E foi quando ele lembrou que estava no quarto dela.
E não havia um palavrão eficiente o bastante para Nate usar em si mesmo naquele momento, porque se Alexis acordasse o visse ali ficaria muito brava.
Não brava, embora fosse o que pareceria para outras pessoas.
Ele se amaldiçoou mentalmente por ter falado para ela que só precisava de um minuto antes de sair, até porque era mentira: Nate queria mesmo era ficar mais tempo ao lado dela.
Seu único problema é que Alexis não dorme com ele ou Tália se não estiver muito, muito cansada ou sob os efeitos da Festa, o que não era o caso.
Felizmente, para Nathan, Alexandra já estava tão acostumada ao seu toque que quando ele se afastou ela não acordou. Então se vestir e abrir a porta não foi um problema, mas ele levou um susto ao ver Tália pronta para bater na porta.
Nate agradeceu mentalmente que Tália teve a delicadeza de esperar a porta ser fechada antes de falar algo.
—Eu ia ver se ela estava livre já que ontem nós dois ficamos, mas parece que você passou na minha frente.
Ele nem mesmo se preocupou em chamá-la, apenas saiu andando e Tália o seguiu para a cozinha menor do Instituto.
Assim que entraram ele encarou a amiga que parecia anormalmente irritada.
—Vou querer saber o que aconteceu ou posso só imaginar?
—Fique livre para fazer ambos, garanto que ninguém é mais ferrado no amor do que eu e incluo você com sua situação deplorável envolvendo a Alexis no pacote.
Nate tentou não se sentir ofendido, porque a situação dele era bem ruim tendo que criar um relacionamento de benefícios para ficar com a garota que gosta.
—Problemas com seu interesse?
—Aquela vadia é uma imbecil!
Nathan tentou não rir ao ouvir a amiga falar daquela forma da outra garota, o que era irônico e não deixaria a situação passar em branco.
—Você nunca a chamou de vadia, mesmo contra os melhores argumentos do resto do mundo, o que aconteceu dessa vez?
—Ela estava com dois caras. Na cama. Ao mesmo tempo.
Ele não ficou surpreso, não era segredo a vida que a outra garota levava quando o assunto era sexo.
Na verdade não era segredo que quase todos os jovens, principalmente ele, Claire, Alexis, Tália e Christine gostavam de sexo, até ai era uma coisa, mas aquela garota era outra totalmente diferente deles.
Então Nate apenas foi até a geladeira pegar algo para os dois beberem e como Tália nunca ficava bêbada, da mesma forma como acontecia com Alexis, achou melhor pegar só o suco mesmo.
—Bom, que eu saiba não é a primeira vez que ela faz isso.
—Ela sabia que eu estava indo visitá-la. Eu avisei e sou a única pessoa que visita aquela idiota.
Nate entregou o copo cheio para Tália e sentou.
—Por que você se esforça tanto para tentar? – Tália olhou para ele incrédula.
—Sério?
—Sem comparações, minha situação com a Alexis é bem diferente.
Ela bebeu todo o suco e pegou mais.
—Não sei como é diferente. –Porém ambos sabiam que ela estava mentindo e sabiam as diferenças de longe.
—Para começo de conversa a Alexis é bissexual desde que nasceu e eu sempre soube disso, não muda o fato que nós nos gostamos desde que nos lembramos de olhar um para o outro. O nosso problema é a parte demoníaca dela e o medo dela de me machucar por causa desses poderes.
—Admita, é fofo da parte dela.
Nate riu.
—Sim, é fofo. Só que levando em conta que eu sou um mutante nível Ômega isso fica esquisito. Eu também sou perigoso.
Tália riu.
—Fala sério Nate, você é a versão beta do Frank.
—Beta?
—A versão gratuita, mais popular, mais usada, com menos recursos e na qual a maioria dos recursos são testadas antes de se tornarem oficiais.
A garota voltou a rir enquanto Nate se resignou a suspirar e agradecer que Tália não ficava bêbada ou não queria imaginar o tamanho dos absurdos e piadas que ela diria.
—Você lembra que eu tenho força residual da Fênix em um nível bem maior que a minha irmã, não é?
E tudo que a garota fez foi rir mais.
—Tudo bem, você está ganhando essa. Pelo menos a Alexis não diz que é o que não é. –Tália admitiu a contragosto.
—Diz isso por que sua garota ainda dá uma de hétero ou por que desde que ficaram a alguns anos ela te trata como a amiga enquanto fica esfregando os namorados na sua cara?
—Preciso responder?
—Não. –Nate deu um tapinha amigável no ombro de Tália. –Mas quem mandou você se apaixonar pela pior pessoa do mundo?
—Ela não é a pior pessoa do mundo.
—Ela consegue fazer a Claire ficar irritada só de mencionarem o nome. Causou uma confusão digna de uma guerra que quase matou os gêmeos russos e, só para ser mais específico, me irrita por te tratar como trata a ponto de me perguntar porquê ainda não combinei com Frank de pulverizá-la da existência.
—Ela é complicada.
—Você sabe que essa não é a verdade. Você é mais esperta que isso e sabe exatamente o problema dela.
Tália pegou a garrafa de suco e esvaziou.
—É, eu sei.
—Por isso ia até o quarto da Alexandra, queria descontar a raiva no sexo.
—Bom, você passou na minha frente. –Ela suspirou. –Posso dormir com você?
Nate ficou surpreso, Tália conhecia as regras melhor do que ele; ela havia criado a maior parte delas.
—Você sabe que não vou ficar com você hoje se fiquei com...
—Não é sexo. – Tália encarou Nathan e ele percebeu o que ela queria dizer. –Preciso de companhia.
—Quer que alguém te vigie ou pode fazer merda.
—E você é o irmão mais velho de todo o Instituto.
Ele fez uma careta.
—Odeio quando me chamam assim.
—Não se preocupe, garanto que a Alexis não te vê assim.
Os dois riram antes de ir para o quarto de Nate.
Lá ele ficou feliz por Tália ter pedido companhia, ou ela teria passado a noite inteira chorando sozinha enquanto dormia em vez de chorar abraçada contra o peito dele.
E se tinha uma coisa que Nate não se importava era de fazer esse papel de apoio para os amigos, especialmente quando Alexandra não o deixava ajudá-la ou apoiá-la daquela forma.
Ele manteve Tália abraçada contra o seu corpo até pegar no sono enquanto amaldiçoava a garota capaz de fazer sua amiga chorar daquela forma.
Antes de dormir Nathan desejou que alguém, qualquer ser na face do universo pudesse não apenas conquistar Tália, mas fazê-la feliz como ele sabia que ela merecia.
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01 de Outubro
Assim que Claire acordou percebeu que não estava em casa ou no apartamento da namorada, foram os alunos correndo do lado de fora da porta e janela que ajudaram ela a se localizar.
Estava no Instituto.
Olhou para o lado e viu Laura dormindo profundamente de lado abraçada ao travesseiro.
Claire se lembrava claramente que quando começaram a namorar, especialmente nas primeiras vezes que dormiram juntas, a garota não dormia abraçada a nada, apenas se encolhia nela mesma e jogava o cobertor sobre o próprio corpo.
Agora ela estava abraçada ao travesseiro e descoberta da cintura pra cima.
E Claire lembrava de ter abraçado a namorada pela cintura e enterrado o rosto na curva da nuca de Laura, mas como tinha o sono agitado acabou acordando na beirada da cama.
Não se preocupou com o fato de que já passava das oito da manhã, em menos de vinte e quatro horas teria que bancar a babá de dois deuses e não estava feliz com isso, então apenas passou o braço em volta da cintura da namorada a fim de voltar dormir abraçada a ela.
Infelizmente Laura tinha um sono mais leve do que a maioria das pessoas, assim como Claire.
—O que houve? –Ela parecia confusa.
—Nada, acordei com o barulho dos alunos e quase indo dormir no chão.
Laura riu daquilo, já estava acostumada com o barulho do Instituto e o quanto Claire podia se virar na cama enquanto dormia.
Então ela apenas virou na direção da namorada e sentou na cama.
—Tudo bem do resto?
—Essa pergunta é séria?
Laura abraçou as pernas contra o corpo por um momento quando encarou o corpo da própria namorada, ainda ficava desconfortável com aquilo em alguns momentos, mesmo com a luz difusa que entrava pelas frestas da cortina.
—Não exatamente, você parece meio desanimada em ir para o colégio nas últimas semanas, especialmente depois que fui te buscar aquele dia.
Claire não queria mentir para ela, porém tinha dúvidas do quanto aquilo poderia afetar a namorada. Mesmo assim achou melhor explicar aquilo.
Sentou ao lado de Laura, mas de frente e abraçou as próprias pernas, sabia que isso faria a namorada se sentir mais confortável com a falta de roupas.
—Bom, acho que eu já falei que eles não gostam muito de mim, não é?
—Sobre você namorar garotas e não só garotos.
—E sobre eu já ter tido mais de um de cada.
—Comigo foram três garotas e mais três garotos, contando o Drake.
—Bom, eu nunca escondi que me sinto à vontade com isso e que gosto de sexo.
—Eles devem te odiar.
—O conselho de pais não me ama, isso eu garanto. A Hill e a Pepper normalmente cuidam disso para os meus pais, então eles tentam ser políticos e educados ao falar com as duas.
Laura acabou sorrindo.
—Não querem irritar uma das diretoras da Shield e a esposa de Tony Stark por um assunto que nem deveria estar em pauta.
—Bom, normalmente não está. –Laura pareceu curiosa. –Eles dizem que meu comportamento lascivo e promiscuo não condiz com a imagem da escola, por isso eu deveria ser repreendida ou convidada a estudar em outro lugar.
—Promiscuo?
—Eles dizem que seis parceiros em dois anos é um número muito grande. Nada que as líderes de torcida e os atletas não superem isso em seis meses.
Dessa vez Laura riu.
—E você não ficou com nenhum dos seus parceiros ao mesmo tempo que o outro.
—Para eles isso não interessa.
—E voltaram a falar disso?
Claire respirou fundo e segurou a mão de Laura, foi o suficiente para a garota entender qual era o ponto dessa vez.
—Alguns alunos te reconheceram de uma daquelas reportagens sobre mutantes, não muitos, mas alguns deles não são os melhores.
Laura desviou o olhar da namorada.
—Estão questionando sobre mim e por que você está com alguém como eu.
—Como eles não sabem que eu também sou mutante não é de se estranhar, só aproveitaram para juntar todas as reclamações anteriores.
—E os alunos?
—Encarando, como sempre. Nenhum deles ainda caiu na besteira de vir falar algo sobre você ser mutante e espero que isso não aconteça tão cedo ou não sei como vou reagir. –Laura encarou Claire em dúvida do que a mais nova queria dizer e logo ouviu a resposta. –Eu não levo muito bem ofensas contra mutantes em geral, vai ser o caos se alguém resolver falar de você.
Laura se aproximou de Claire e encostou sua testa na da namorada.
—Vai ficar tudo bem.
Assim que ouviu aquilo Claire beijou Laura enterrando uma das mãos no cabelo dela.
O susto da mais velha a levou a interromper o beijo e olhar para o lado oposto, Claire quase soltou um xingamento contra si mesma. Tinha que lembrar de não ser tão impulsiva com a namorada ou ela realmente fugiria para o Canadá dessa vez.
—Foi mal. Muito rápido, não é?
Laura apenas negou com a cabeça sem encará-la.
Levou mais um minuto inteiro para que Laura encarasse Claire, seu rosto estava completamente vermelho quando falou.
—Eu queria ter te beijado, fiquei sem coragem e você foi mais rápida.
Claire riu e aproximou o rosto do da namorada roçando o seu nariz no dela.
—Tudo bem, você pode me beijar em outros momentos. Não é como se as oportunidades não fossem existir.
Diante das palavras de Claire, Laura moveu o rosto para a frente terminando com o espaço mínimo entre as duas e começando um novo beijo.
Claire não se preocupou que quase precisou beijar a namorada novamente para isso, ela sabia que com Laura cada passo era mínimo e importante.
Aquela foi uma das poucas vezes que a namorada a havia beijado fora do sexo e isso era algo importante.
Claire aprofundou o beijo delas e Laura correspondeu.
Foi o suficiente para que a garota soubesse que definitivamente não importava a correria no corredor.
A porta estava trancada e todos os professores sabiam que as duas dormiam no mesmo quarto, então ninguém apareceria tão cedo.
Elas tinham o resto da manhã para ficarem juntas sem preocupações.
—
—
—
Continua...
—
—
—
No próximo capítulo: Jason.
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