Marvel Universe: All Different World
57 Capítulo LVII: Fever.
Notas iniciais
12 de Outubro
Nathan recebeu o contato telepático de James como uma surpresa, já que o outro nunca usava seu acesso para algo menos do que complicado.
—Parece preocupado. –A voz lenta de Alexis o assustou. –Eu sei que isso é difícil para você, mas não há nada que possa fazer sem piorar a situação. –Ela havia usado a própria telepatia sem perceber, algo que não era normal entre eles e o rapaz sabia que não era bom sinal.
O Summers sentou ao lado da loira e se inclinou beijando a testa dela.
—Eu sei. Não muda que isso é doloroso. –Ele sorriu triste para ela. –Como se sente agora?
—Com frio.
Ele esticou a mão tocando na testa dela e se assustou quando não sentiu o calor habitual emanando do corpo dela como uma fornalha.
—Isso não é bom. –Nathan levantou e pegou um cobertor. –Estou avisando Ororo sobre você, não reclame. –Ele a cortou quando viu um sinal de protesto. –Você está mal a dias, se eu precisar invocar a sua mãe com sacrifício humano, acredite, eu faço.
—Exagerado. –Alexis suspirou e se encolheu sob o cobertor grosso. –Vou dormir.
—Descanse. –Ele levantou. –Eu vou trazer mais comida pra você. –Nathan saiu do quarto e encarou alguns alunos que agora pareciam vigiar o corredor. –Se não querem morrer, sumam daqui. –Vários alunos sumiram e o garoto encarou a porta do quarto preocupado. –Espero que tia Ororo tenha algum jeito de invocar Illyana sem matar alguém. –Ele deu de ombros. –Não que eu ligue.
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—Seu pai vai chegar logo?
—Bom, não leva muito tempo de Nova York até aqui, se o trânsito estiver decente. –Claire encarou o relógio que marcava duas horas. –Mesmo assim ele almoçou com a minha mãe, então acho que até umas três vamos ver o carro.
—Que horário reservaram para o programa?
—Nove da noite.
—Isso vai ser o caos. –Laura notou o olhar da namorada. –Sempre é um caos, seja com uma matéria favorável ou não.
A loira suspirou.
—Verdade.
—Achei vocês. –As duas olharam para trás surpresas, ainda que mais pelo visual incomum de Emma do que pela chegada da mesma. –Tenho um favor para te pedir. –Ela encarou Claire. –Pode levar Christine com vocês para a Torre?
A Rogers ficou surpresa.
—Posso tia, mas o que houve?
Emma suspirou cansada e explicou resumidamente a questão, notando o olhar da afilhada.
—Eu sei que você sabe sobre ele, então… Não pense sobre os detalhes, isso é um problema meu, não de vocês.
—Não é o que estou pensando tia, eu só… –O punho de Claire estava cerrado. –Ele te abandonou grávida?
—É, eu sei. Apenas ignore isso, por favor. –Não que Emma fosse permitir que alguém demonstrasse pena por aquilo.
Especialmente Claire.
—Mas tia ele… –E Laura segurou o ombro da namorada.
—Eu vou conversar com ela depois, não se preocupe. Algum outro pedido?
A Frost sorriu para a morena e esticou a mão acariciando o rosto da mais nova.
—Eu acho que já pedi o suficiente por hoje.
E a Howlett parecia prestes a falar algo quando Logan apareceu na porta da varanda.
—Preciso falar com tu, Emma. –Ele encarou a cena a sua frente e hesitou, mas depois andou até o trio. –Tá na cara que eu interrompi algo. –E o olhar de Laura foi um aviso na mente do homem. –Pode falar.
—Emma está protegendo Chris de algo problemático e possivelmente doloroso. –A garota engoliu em seco. –Vou me decepcionar se pensar que de algum modo você está fazendo o mesmo sobre mim?
Logan a encarou triste.
—Minha história com a mãe do James envolve muita vergonha e arrependimentos que causaram dor a todos. –Ele suspirou. –O seu caso é completamente diferente e mais complicado, mas eu aprendi com meus erros e se tivesse descoberto sobre você como descobri sobre ele, as coisas teriam sido diferentes.
—Isso é um sim?
—Isso é um: não existe uma forma de te contar a verdade sem te ferir ou acabar matando uma parte do seu ser. Eu sei os meus erros, não vou errar te contando a verdade a menos que isso seja algo realmente necessário.
—O senhor pediu que Emma apagasse minhas memórias? –A pergunta foi feita de forma calma.
—Não. –E Logan foi firme. –Assim como pedi que ela nunca te ajudasse a recuperá-las.
Laura encarou a Frost que assentiu confirmando.
—Então eu vou tentar deixar isso enterrado, apenas não minta pra mim.
—Ele não vai. –A garota encarou Emma. –Logan errou muito com James, teve mais acerto com você e está fazendo um trabalho melhor com Rose, não que sua irmã facilite as coisas, mas seu pai realmente está tentando te proteger. Isso eu garanto.
A morena assentiu e saiu ao lado de Claire, deixando os dois adultos ali.
—Vou precisar me preocupar com você tentando matar alguém mais tarde? –E apesar do tom de brincadeira, Logan estava preocupado.
—Eu te digo quando souber. –Emma suspirou. –James vai encontrar a mãe em uma semana. –Ela notou a leve tensão do amigo. –Não se preocupe, vou ficar de olho, mas não garanto que isso vai ajudar no humor dele.
—Eu sei. –O Howlett fez uma careta. –Esqueci de pedir algo para a Claire.
—Não exagere com a garota.
—Na verdade é sobre o presente do James. Quer ver?
Emma acessou os pensamentos de Logan e riu.
—Acho que ela vai aceitar te ajudar com isso, mesmo assim, você tem certeza?
—O garoto merece aproveitar a festa sem se preocupar mais do que o normal. –Logan encarou a amiga e se preparou para o que poderia vir da sua outra pergunta. –O que você tem que parece perdida em pensamentos nos últimos dias?
—Uma ideia maluca.
—Tipo?
A Frost hesitou.
—Você sabe que eu sou, geneticamente, dez anos mais nova do que minha certidão de nascimento diz.
—É o que acontece quando tu passa dez anos na forma de diamante, qual o problema?
—Nenhum, só estou pensando em ter mais filhos.
O Howlett ficou sem reação por um minuto inteiro antes de voltar a encarar a mulher.
—Como é?
—É, essa foi a minha primeira reação quando a ideia me ocorreu.
—Tu tá falando sério Frost?
—Ainda não. Estou tentando me convencer que essa é uma péssima ideia, não que esteja dando certo.
—Ah, tu tá falando sério. Droga. –Ele suspirou. –Já falou com o McCoy?
—Não, ia esperar mais um pouco antes de ser vencida pela ideia absurda de ser mãe novamente.
—Certo, apenas me avise quando decidir fazer isso. –Ela encarou Logan confusa. –Não ache que vou deixar minha melhor amiga arrumar outro pai para um dos novos filhos ou filhas dela, já fiz isso uma vez e terminou mal. –Ele suspirou triste e depois sorriu. –Além disso, o Hank também vai se oferecer para ser pai.
—Vocês me dão mais trabalho que as crianças, sabia disso?
—É, eu sei. Mesmo assim, a gente tenta.
Emma suspirou.
—Não sei qual vai ser a pior parte, lidar com as garotas ou com um monte de gente perguntando sobre isso.
—E desde quando tu liga pra opinião alheia?
A loira encarou Logan e depois sorriu.
—Você tem razão. –Ela beijou a bochecha do Howlett. –Tenho que ir.
—Vai fazer o quê?
—Falar com o Hank.
E no minuto em que Emma saiu da varanda, Logan encarou o céu e suspirou.
—Será que eu fiz merda?
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Hill encarou Tália que estava envergonhada.
—Sério, não precisa fazer essa cara. –Não que as suas palavras estivessem ajudando algo. –Jemma já me mandou o relatório. Não existe nada de errado, nenhuma lesão ou hemorragia muscular. Apenas catalogamos tudo e mandamos para a assistente social registrar e apresentar ao juiz por precaução.
—Mesmo assim…
—Wagner! –O comando assustou a mutante. –Pare. –A garota hesitou e a Comandante suspirou. –Você me contou a parte sobre seu demônio querer a Cassandra, o que sinceramente foge um pouco a minha alçada, então… –A porta abriu e Stephen Strange entrou no escritório. –Eu chamei reforços especializados, ou quase isso. –O homem deu uma risada curta para a piada. –Converse com ele e depois vamos ver o que pode ser feito, entendido?
—Sim senhora.
—Então vá. Preparei uma sala de exercícios para usarem como for preciso e Cassie tem três horas de aulas quase que seguidas durante a tarde. É uma boa hora para tentar cuidar disso sem se preocupar demais.
Os dois assentiram e logo saíram da sala, dando lugar a um grupo de mulheres.
Natasha, Sharon, Daisy e Melinda.
—Onde está o Fury? –Natasha estranhou a ausência do chefe.
—Politicagem com Washigton, outra vez. –A resposta fez todas suspirarem irritadas e Maria encarou a Inumana. –Você parece menos abatida.
—Ela conversou comigo e com o Phil. –Melinda se adiantou. –E nós vamos conversar mais tarde sobre isso.
—Acredite ou não, tenho mais medo da Emma me cobrando pelo que fiz. –E a Comandante não estava mentindo.
—Eu sei. –E May não estava brincando.
—Deixando o drama com o qual ainda vamos ter que lidar por causa disso de lado… –Sharon se sentiu desanimada. –Notícias dos Banner sobre a Jocelyn?
—Deve permanecer na contenção pelo menos até amanhã, com sorte mais alguns dias. –Hill repassou um arquivo para o acesso digital das quatro mulheres. –Bruce e Betty concordaram sobre eles não irem.
—Acredito que Conner vai. –Natasha comentou. –Ele tem passado algum tempo com o Tristan, então…
—Vamos preparar algo para caso a irmã resolva ser irritante. –Sharon concluiu. –As meninas devem chegar no final da tarde ou começo da noite, ainda não decidimos se vamos para casa ou não depois de tudo, mas estou propensa a arriscar.
—Não existe lugar como o lar. –Natasha suspirou. –Até eu sinto falta da minha casa esses dias. –Ela encarou a Comandante. –Não é que os apartamentos funcionais sejam ruins, eles só…
—Não são a sua casa, eu sei. –Maria repassou outros documentos para a reunião. –Eu entendo isso, mesmo que seja diferente, já que eu realmente moro aqui com a minha família. –Ela suspirou e encarou as colegas de trabalho. –Eu sei que passamos a maior parte das atualizações, mas agora é sobre os relatórios que a comissão do Congresso pediu. Temos que revisar todas as missões em que mandamos os jovens e ver o que pode ou não se tornar um problema maior.
—Tenho certeza que vão implicar com tudo, até em eu ter deixado o Andy passar pela terrigênesse e fazer dele um Inumano completo. –Daisy bufou irritada. –Idiotas.
—Ainda que eu concorde, eles são uma parte dos nossos chefes e temos que ser um pouco bajuladores nesse momento. –Hill encarou Natasha. –E suas pesquisas?
—Dando frutos, mas é um processo lento, você sabe. –A ruiva não se prolongou.
—Apenas me avise se algo grande aparecer. –A Comandante encerrou.
—Vocês podem ser assustadoras quando querem, ainda bem que somos todas amigas. –May comentou com um leve tom de brincadeira.
—Verdade. –Todas responderam.
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Steve chegou ao Instituto pouco antes das quatro da tarde, o que era mais tarde do que ele gostaria, porém acabou precisando acertar algumas coisas na Shield.
—Bom te ver Steve. –O homem olhou para Emma surpreso. –Por favor, isso não é tão esquisito.
—Eu não ia falar nada.
—Mentiroso. –Ela sorriu. –Quer ajuda com as tendas?
O Capitão hesitou e, por fim, deu de ombros.
—Uma mão extra ajudaria.
—Crianças! –E sem nem piscar, meia dúzia de jovens saíram de trás da moita correndo para ajudar. –Adoro quando eles ficam curiosos em excesso.
—Eu devia saber que você tinha um esquema. –Steve suspirou. –Como foi a sua folga?
—Muito mais tranquila do que eu pensei que seria e menos do que gostaria sobre alguns assuntos. –Assim que os jovens saíram com o equipamento para o depósito, a Frost suspirou. –Acredito que já saiba de algo sobre o que aconteceu com Christine.
—E com Andrew.
—Hill falou do pai dele também?
—Não sei o motivo, Sharon ficou sabendo e me contou.
—Christine vai com vocês para a cidade e acho que meu genro também. Não tem sentido ele ficar aqui sem ela.
Steve assentiu e depois fez uma careta.
—Eu devo esperar a notificação de um assassinato no Instituto? –O olhar confuso de Emma o fez ficar envergonhado. –Eu ouvi que Christine bateu no Summers.
—Ah, isso. –A Frost deu de ombros. –Vou cuidar dele amanhã, quando voltar ao trabalho, mas não se preocupe, não vou matar ninguém.
—Agora eu fiquei preocupado.
A loira gargalhou.
—Qual é Steve? Já salvei a sua bunda algumas vezes para a sua desconfiança ser um pouco menor.
—Não importa, estamos falando da sua filha e você não é exatamente racional quando as pessoas agem contra as suas crianças.
Emma o encarou por alguns segundos e por fim suspirou.
—Verdade.
—Vai matar alguém?
—Duvido que Ororo e Logan me deixem fazer isso, sem falar que estou me dando bem com a Jean. Talvez eles me permitam torturá-lo um pouco.
—Posso lidar com isso.
A mulher olhou para o lado da entrada e fez uma careta.
No segundo seguinte Scott passou pela porta parecendo um animal descontrolado.
—Onde está a sua filha?!
Emma fingiu um bocejo.
—Boa pergunta.
—Ela me bateu!
—Sim, eu ouvi falar.
—Onde ela está?!
E antes que o Summers se aproximasse mais Steve entrou na frente.
—Se controle, ela disse que não sabe.
—Sai da minha frente. –Scott cerrou os dentes e parou de gritar.
—Não.
O diretor do Instituto cerrou os punhos.
—Você não quer brigar comigo Rogers.
—Nem você comigo Summers, então vamos parar por aqui. –E o tom calmo e normal na voz do Capitão não se alterou.
—Vai continuar defendendo essa mulher até quando? Está dormindo com ela por acaso?
Steve suspirou desanimado.
—Até onde sei, pelo tanto que Emma já te ajudou e serviu de suporte para todos nesse lugar, incluindo você quando Jean “morreu”, ela está exatamente no lugar que pertence e eu nem preciso defendê-la. –O Capitão olhou por cima do ombro do diretor. –Existem pessoas mais qualificadas para isso bem ali.
Scott se virou assustado e deu de cara com Ororo, Jean, Logan e Hank.
—O que vocês…?
—Cale a boca. –Steve não falou nada depois do aviso afiado de Jean para o marido. –Se você abrir a boca, Emma não vai ter condições de reparar a sua mente, porque vou estraçalhá-la. –O Summers engoliu em seco. –Me espere no seu escritório e tenha certeza de uma coisa: você não vai gostar nada da nossa conversa. –O homem correu para dentro do prédio sem olhar para trás e a ruiva encarou a Frost cansada. –Desculpe por isso.
—Tudo bem, era algo esperado.
E logo em seguida todos ouviram o estrondo, seguido do corpo de Scott voando por uma das janelas com fumaça.
—Parece que ele encontrou a Christine com o Andrew. –Steve comentou.
Ororo bufou.
—Hank, verifique o estado dele e depois arrume as coisas para curá-lo. –O mutante azul concordou e se afastou com Jean ao seu lado ao mesmo tempo que Claire saiu com Laura, Christine e Andrew. –Quem fala?
—Nada demais. O Scott partiu pra cima da Chris e o Andy acertou ele. –Laura resumiu.
Steve notou o péssimo olhar da filha sobre o Summers e grunhiu agoniado.
Aquilo podia virar um problema.
—Peggy, quero te pedir um favor. –Logan se adiantou.
—Não é um bom começo me chamar assim tio.
—Vamos, é sobre meu presente para o James, quero sua ajuda.
Os dois se afastaram um pouco do grupo e Steve agradeceu que Logan tivesse provocado a filha daquela forma, assim a raiva dela com Scott se dispersou um pouco.
O Capitão observou Emma se despedir de Chris e Andy enquanto Ororo parecia monitorar para ter certeza que nenhum outro incidente aconteceria.
O Rogers notou que Laura estava concentrada na conversa de Logan com sua filha.
—Algum problema?
A garota o olhou um pouco surpresa.
—Não. O pedido em si pode ser um pouco cansativo para ela, mas é meu pai que vai ficar com toda a carga.
—Nada perigoso?
—Não.
—Então acho que é bom.
—Eu também, mesmo que não saiba qual é a mutação secundária do James para ter um quadro maior.
Steve pensou um pouco sobre aquilo e imaginou o que Logan queria, então sorriu.
—Não se preocupe, é seguro.
E cinco minutos depois Steve estava a caminho da Torre Stark com Claire, Laura, Christine e Andrew a bordo do carro da Shield.
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Scott ficaria na enfermaria por algumas horas, então Jean pediu que Emma fosse com ela e Ororo até a sala da vice-diretora e agora as três mulheres esperavam uma delas iniciar a conversa enquanto a loira se servia de uma xícara de chá.
—É tão bom fazer esse tipo de coisa sem ter que me preocupar com as dezenas de relatórios administrativos do Instituto. –E o sorriso da Frost era sincero.
—Alguma chance dela adotar folgas mensais ou semanais? –Jean comentou.
—Não. –Ororo suspirou cansada e sentou, sendo seguida pelas outras mulheres. –Quer resolver as coisas com Scott hoje?
—Não, estou de folga. –A loira notou o olhar das duas. –De verdade, hoje eu estou apenas para mim e para meus filhos, não vou lidar com o idiota hoje. Amanhã eu serei novamente a Rainha Branca e posso esmagá-lo como um inseto miserável.
—Isso significa que eu posso lidar com o idiota do meu marido por hoje. –Jean suspirou irritada. –Quando eu faço Rachel colaborar, o Scott age como uma criança mimada arrumando confusão. Eu deveria ter aprendido mais cedo.
—Não, isso não é culpa sua. –Emma terminou a xícara de chá e levantou. –Christine estava irritada e Scott foi o alvo perfeito, embora ele tenha provocado.
—O que houve com ela? –Ororo não gostava de ver Chris irritada, porque era quase impossível tirar a garota do sério e quando isso acontecia era um problema.
A Frost projetou as informações que tinha da mensagem de Hill e da conversa de James com a filha na mente das duas mulheres.
—Droga. –Ororo resmungou.
—Emma, conte para ela. –As duas olharam surpresas para a ruiva. –Você tem o meu apoio absoluto. Apenas pare de se torturar com essa história. –Jean estava a beira das lágrimas. –Vocês duas merecem ter mais do que os retalhos do relacionamento de mãe e filha que estão conseguindo manter.
—Chega. –A loira levantou irritada. –Eu estou de folga e não quero lidar com isso. –Ela respirou fundo. –Além disso, foram as minhas escolhas. Eu aceitei as decisões dele e até mesmo a incapacidade dele de ser homem e assumir suas responsabilidades. Eu não vou permitir que minha filha passe pela humilhação de ter que saber que ele é o pai biológico dela. –Um olhar duro e até arrogante surgiu no rosto da Frost. –Christine teve Logan e Hank como figuras paternas e eles foram muito mais responsáveis por ela do que aquele… –Emma respirou fundo. –Estou indo.
E sem dizer mais nada a Rainha Branca passou pela porta do escritório batendo-a com força ao fechá-la.
—Você notou? –Ororo encarou Jean curiosa. –Ela se culpa, como se fosse a única culpada pelo fim do casamento.
A mulher alva suspirou.
—Ela não o ama mais. –A ruiva a encarou. –Acho que aconteceu no momento em que ela viu Christine pela primeira vez, todo o amor que ela tinha foi para aquela menina e depois para os outros filhos.
—Pensei que ela sempre tinha visto os outros como filhos.
—Era diferente. –Tempestade pegou uma xícara de chá e voltou a sentar. –Antes da Christine, Emma ainda tinha um desejo de ter um relacionamento com outra pessoa. –Ela sorriu. –No minuto que vi o olhar dela para a filha eu soube que aquela não era a mesma mulher de antes, ela seria dez mil vezes pior como inimiga e minha maior aliada.
—Eu posso ver isso hoje, embora tenha falhado em enxergar no passado.
—Mesmo assim ela se culpa, como você disse.
—Por que? Não foi culpa dela.
—Ela queria dar uma boa família para a Chris. Muitos irmãos, um bom pai e talvez nenhuma mentira. –Ororo encarou Jean. –Não é pelo fim do casamento que ela realmente se culpa.
—É o sonho. –As lágrimas começaram a cair sem parar dos olhos de Jean. –Eu fui tão idiota. –A mulher alva a envolveu em um abraço. –Estava tão cega de raiva que, em vez de tentar ser alguém melhor, eu a culpei por tudo de errado que aconteceu comigo. –A ruiva abaixou a cabeça. –Eu tentei matá-las.
—Isso é passado Jean, não tem nada que possamos fazer para mudar nada. Podemos apenas tentar consertar o que está a nossa frente e isso você tem feito.
—Eu a machuquei tanto ‘Ro. –A ruiva levantou o rosto e encarou a amiga. –E mesmo assim ela nunca me atacou. Como eu pude ser tão horrível com ela? Como eu pude jogar Rachel contra a Christine apenas para tentar ferir a Emma? E mesmo assim, depois de tudo, ela me perdoar?
—Você não se arrependeu? –Ororo encarou a amiga que assentiu. –Então ela vai fazer o que é melhor para os filhos, mesmo que isso signifique jogar fora todo o precioso orgulho de Rainha Branca para garantir que nenhum deles seja alvo de uma briga idiota de adultos.
Jean fungou.
—Foi assim que vocês acabaram se aproximando, não é?
—Um pouco.
—Pode me contar? –Tempestade estranhou a pergunta. –Pode me contar a sua versão de como as coisas aconteceram?
—Você nunca teve interesse nisso.
—Como disse antes, eu estava cega de raiva e agindo como uma idiota.
—Quer ler tudo na minha mente?
Jean negou.
—Se achar que preciso ver algo, eu peço, mas quero ouvir as suas palavras. –Um sorriso triste surgiu no rosto da ruiva. –Quero ouvir como minha melhor amiga se tornou amiga de Emma Frost porque te devo isso, porque preciso e, talvez mais importante, porque não posso me deixar levar pelos meus sentimentos ao ler a sua mente.
—Já que é assim…
Ororo respirou fundo e começou a contar a longa história de quando ela e Emma começaram a andar juntas e se darem bem.
Uma história que mesmo Tempestade achava estranha.
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James acordou com o toque irritante do celular enquanto sua cabeça girava sem parar.
—É bom que seja importante ou eu te mato. –E não ligou para a forma como atendeu a ligação.
—James?—A voz de Helena o atingiu como um raio.
—Que caralhos…
—Estou te mandando mensagens a tarde inteira.—Ela hesitou. —Você está bem?
—Eu estava dormindo. –O mau humor escapou do seu controle e ele se irritou mais. –Não dormi noite passada, trabalhei no período da manhã ajudando Ororo e tive um drama familiar para lidar. Mais alguma coisa?
—Eu fiquei preocupada por não ter notícias suas e…
—Para, por favor. –James se controlou e conseguiu soar menos violento do que se sentia. –De verdade Helena, eu tenho problemas para lidar no momento, então… Só para.
—Você está bem?
—Minha cabeça tá girando e eu provavelmente preciso comer.
—Você não pode vir hoje, não é?
—Não.
—Sua família está bem?
—Não sei. Vou precisar de tempo.
—Posso te ver no dia da festa?
—Se você vier. –Ele respirou fundo. –Eu tenho que desligar.
—Certo. Até mais.
James encerrou a ligação primeiro e parou encarando o teto escuro do quarto.
Helena nunca ligava, não para ele.
E era ela que encerrava as ligações que tinham, quando James ligava.
—Que diabos está acontecendo com ela?
Ele deixou o assunto de lado.
Teria muitas coisas com que se preocupar no correr daquela semana para focar em Helena, então levantou e foi para o banheiro.
Depois de meia hora decidir que não precisava fazer a barba, o rapaz saiu do quarto e deu de cara com Nathan.
—Achei que fosse dormir mais tempo.
—Helena ligou. –Ele notou a surpresa do amigo. –Ela decidiu ser… –James bufou. –Não sei nem como chamar.
—E você?
—Vou ver minha mãe quinta que vem, pode imaginar.
Nathan apertou o ombro do amigo em forma de apoio.
—Você vai ficar bem.
O Howlett concordou.
—E Alexis?
—Estranha.
—Isso geralmente não é bom?
—Ela está suando como uma condenada, seu corpo não emite aquela onda de calor característica e… Por Deus, algo não está certo.
—O que tia Ororo disse?
—Que só Emma sabe como chamar Illyana e não sabe se isso ajudaria.
—Ela pode ter razão. –James viu o olhar do amigo de infância. –Illyana não age como uma mãe e Alexis não tem muita intimidade com ela. –Nate concordou e os dois chegaram ao refeitório. –E pensar que ainda são sete horas.
—É uma droga.
Os dois seguiram para as mesas de comidas e o Summers começou a encher dois pratos de comida, por isso o Howlett acabou se afastando um pouco.
—Nathan? –O rapaz olhou para a garota de dezessete anos que o chamou. –Podemos conversar?
Ele encarou a garota e fechou a cara.
—É professor Summers, Jeanne. Além disso, estou ocupado.
A garota corou de vergonha, mas não desistiu.
—Então eu falo aqui. –Nate sentiu seu sangue ferver, pois os pensamentos venenosos da garota estavam sendo empurrados para ele. –Por que se deixa manipular por aquela mestiça nojenta? Você é mais poderoso que ela, pode muito bem purgar a influência negativa da Rasputin e se livrar dela por todos nós. –Jeanne tocou o braço dele se aproximando. –Além disso, existem garotas melhores para você.
Nathan encarou a jovem mutante com nojo.
Jeanne tinha uma telepatia patética e fraca, cuja única qualidade era influenciar as atividades cerebrais relacionadas ao desejo e, consequentemente, a libido. Mesmo assim ela geralmente tinha que tocar seu alvo.
—Se afaste, o seu poder medíocre não funciona em mim. –A garota se assustou e Nate deixou os pratos sobre a mesa. –Você me dá ânsia. –Todos no refeitório se assustaram com a clareza com que a voz do rapaz adentrava em suas mentes. –Você se acha grande coisa por causa do seu poder? Da sua mutação? Vocês são vermes.
James suspirou vendo a cena sem poder fazer nada.
Se Nate estava irritado daquele jeito, ele não interferiria.
Pensaria no caso de algo ficar muito perigoso, mas entendia o amigo.
Além disso, o que ele faria contra um telepata daquele nível? Especialmente quando o Summers estava projetando suas palavras na mente de todos.
—Acham que Alexis me manipula? Que tem um feitiço sobre mim? Inúteis! –A pancada mental ecoou na mente de quase todos e o Howlett ficou feliz por ser poupado daquilo. –Alexandra Rasputin é o único motivo de eu não ter matado metade de vocês nos últimos anos. –Ele encarou Jeanne. –Ela pode copiar o que você faz sem nunca ter visto o alvo e mesmo assim nunca fez. Você se acha poderosa com esse poder? Você não é nada. –Nathan se afastou da garota. –Não volte a se aproximar de mim.
Todo o refeitório ficou em silêncio e alguns até pensaram que aquilo havia acabado.
—Alexis é só uma vagabunda! Uma prostituta como a mãe dela! Como Emma Frost!
Foi em um piscar de olhos, mas a onda de poder que Nate lançou contra Jeanne veio na direção oposta a um James furioso com as garras expostas e então os dois foram lançados para trás por duas colunas de fogo enquanto a onda de poder foi dissipada.
Ninguém entendeu o que havia acontecido até vê-la parada no meio do refeitório ao lado de Jeanne.
Alexandra Rasputin.
Ela estava ofegante e pingava suor.
Suas roupas molhadas e seu cabelo trançado faziam parecer que ela estava treinando e não dormindo até cinco minutos antes.
—Vocês ficaram loucos? –A dificuldade dela para falar assustou a todos. –Não podemos matar alunos, seus idiotas! –E algo acertou Nathan e James novamente.
Os alunos encaravam a garota assustados.
Como alguém que mal parecia conseguir se manter em pé podia ter parado aqueles dois veteranos?
Nathan era um mutante Omega e James um assassino de primeira classe.
Alexis encarou Jeanne e fez uma careta.
—Vou te dar apenas um conselho, não ofenda Emma novamente ou mesmo eu posso decidir que te matar é uma boa ideia. Isso se um dos outros filhos e filhas dela não fizer isso antes.
—Filhos? –A voz da garota tremia.
—James e Nikolai, ela os adotou. Na verdade eram três garotos, mas o outro voltou para a família a vários anos. –Alexis ofegou. –Além disso, ela adotou a mim, Laura e Tália, sem falar da Chris, da Cara e da Rose. –A Rasputin encarou a garota novamente. –Você não quer ofender a mãe dessas pessoas ou a madrinha da Claire, quer? –Jeanne e vários outros alunos negaram. –Que bom. James? –O Howlett assentiu. –Uma semana de treinos extras para ela, tudo bem?
—Você que manda. –O rapaz sorriu de forma demoníaca para a encrenqueira. –Não se preocupe, eu não estou autorizado a matar ninguém durante as aulas. Por hora.
Todos os alunos tremeram de medo diante daquela afirmação.
—E você… –Alexis encarou Nathan. –Já não falei para parar de agir assim. –Todos notaram quando o corpo da garota balançou. –Você é uma boa pessoa, mas exagera demais. –Ela parecia tonta. –Precisa lembrar do que Emma te ensinou quanto a…
E quando o corpo da Rasputin cedeu Nate a amparou.
—Alexis? –Ele se assustou.
O corpo dela estava gelado, mais frio que o dele e isso era impossível quando ela praticamente irradiava fogo como Andrew.
Sem falar do suor.
Nathan nunca a viu suar daquele jeito, nem nos piores treinos que Natasha exigia ou quando ela pulou naquele reator nuclear.
—Alexis, acorda.
O Summers abriu os olhos dela, só que não havia sinal de mudança na cor deles.
Ele a colocou no chão e apoiou a mão no peito dela, esperando que a dor do movimento contra o externo a acordasse, mas não aconteceu nada. O rapaz fez o kit de primeiros socorros voar da parede para sua mão e tirou algo que sabia que podia fazer alguém voltar a consciência, mesmo que não lembrasse o nome naquele momento. Quando aquilo não funcionou, Nate tentou se conectar à mente de Alexis, mas notou que não conseguia alcançá-la ou a presença do demônio dela.
—Não estão aqui? –Ele encarou James que parecia discutir com alguém no telefone. –O demônio dela não tá respondendo!
—Como assim? Ela nunca ficaria dormente com Alexis inconsciente.
E antes que qualquer resposta pudesse ser dada, Helena apareceu ao lado de Nathan.
—Agora eu entendi. –Ela se abaixou ao lado de Alexandra e fez uma careta. –Ela está com febre, muita febre
—Ela está fria. –Nate falou.
—Exatamente. –Helena esticou as mãos sobre o peito de Alexis e invocou uma corrente elétrica contra o coração da loira. –Quando um demônio tem uma febre alta, seu corpo fica cada vez mais frio e eles podem entrar em coma, como um humano quando a temperatura fica muito alta. É um sistema de defesa natural.
—E o que pode ser feito.
—De modo bruto a gente coloca ela no fogo.
—Tipo gasolina e fósforo?
—Ou o Andrew. –Helena deu de ombros. –Até onde sei ele é um vulcão ambulante e acho que serviria bem para esse caso.
—Ele não está aqui. –Nate pegou Alexis nos braços. –Fogo cósmico serve?
—Serve, mas quem pode arrumar isso?
—Eu.
O Summers passou pela porta e a Strange encarou James.
—O que ele quis dizer com isso?
—Que ele vai usar os poderes da Fênix. –O Howlett fechou os olhos e depois abriu novamente. –Avisei Ororo, Jean e Emma. –Ele encarou o prato de comida e o pegou. –Acho que vou ter que comer enquanto monitoro isso. –James parou ao lado de Helena. –Eu agradeço que tenha vindo e se puder ficar para ajudar com Alexis, vou te dever uma.
A garota hesitou.
Era estranho para ela que James agisse daquela forma.
—Tudo bem, ela faria o mesmo por mim, então não precisa se preocupar com nenhuma dívida.
—Mesmo assim, eu agradeço. –Ele suspirou. –Por que a merda sempre voa quando minha mãe tira uma folga?
E sem dizer mais nada James saiu atrás de Nate, enquanto Helena ia ao encontro de Ororo.
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Nate sentou no cascalho do gramado forrado por um cobertor com Alexis em seus braços.
Ele havia começado a usar sua telecinese e telepatia para aquecê-la juntando os cobertores velhos, galhos secos e gasolina. Tudo para o caso de seu plano falhar e eles precisarem esperar Andy, mas o rapaz sabia que conseguiria fazer aquilo.
A fogueira estava acesa e Alexis enrolada em vários cobertores, então ele tinha algum tempo.
Nathan fechou os olhos e começou a mergulhar no fundo da sua mente até o ponto onde o pequeno fragmento da Fênix estava adormecido.
Havia anos desde que ele foi até aquele lugar para qualquer coisa, incluindo uma conversa com a poderosa entidade que uma vez quase matou Jean.
“O que o traz aqui garoto?” A voz poderosa da entidade ecoou em sua mente.
Nate engoliu em seco.
“Eu preciso do seu fogo.”
Ele viu a figura mental do pássaro de fogo abrir seus olhos brilhantes e encará-lo.
“E para quê você deseja o meu poder?”
“Para salvá-la.”
A entidade olhou através da mente do rapaz e sorriu.
“A filha dos demônios. Curioso.” A Fênix o encarou. “Não tem medo que ela decida destruir o seu mundo um dia?”
“Se ela o desejar, eu mesmo faço.”
A entidade hesitou.
“Você a ama.” Não foi uma pergunta.
“Com todo o meu ser e mais.”
A Fênix mudou da forma de um pássaro para algo mais humanoide.
“E se eu dissesse que o preço para isso seria a sua alma?”
“Então pegue.”
“Está indo muito longe por alguém que você nem sabe quem realmente é, Nathan.” A entidade estava preocupada. “Ela já te disse quem é de verdade?”
“Quem ela é? Por que todos acham que ela sabe quem é?”
E o garoto viu a surpresa surgir naquele ser tão antigo quanto o Universo.
“Ela não sabe? Isso é impossível. O pai dela nunca permitiria tal ignorância.”
“Conhece o pai dela?” Ele notou a expressão da Fênix. “Até ontem ela achava que era um quarto demônio por causa da mãe.”
“Illyana. Mulher curiosa e muito perigosa.” A entidade olhou novamente para Alexis através da mente do rapaz. “Se eu não salvá-la, posso obter alguma vantagem, mas se salvá-la…” Fênix se assustou. “Não! Isso…” Ela pressionou a consciência de Nathan. “O que vocês fizeram?”
O Summers empurrou a entidade de volta para onde estava.
“Não fizemos nada. Ela está doente, com febre.”
A Fênix encarou o rapaz e depois Alexis.
“Isso…” A forma humanóide da entidade se dissolveu novamente no pássaro de fogo. “Pegue todo o fogo que precisar.” A Fênix voltou a deitar. “Salve a Princesa.” E fechou os olhos. “Meu poder estará à sua disposição para cuidar dela a partir de agora. Faça um bom uso.”
Nathan pensou em perguntar o que a entidade queria dizer com tudo aquilo, mas não tinha tempo a perder com enigmas ou problemas cósmicos.
Sua consciência voltou para a superfície e ele encarou Alexis em seu colo, então Nate a colocou no chão a sua frente, já que não poderia segurá-la, e começou a emanar o poder da Fênix na direção da loira.
E de alguma forma o Summers soube que a Fênix tinha interesse em manter Alexandra viva, porque o poder fluiu com facilidade e rapidez, sem sair do controle. E mesmo que os motivos da entidade não fossem importantes, Nate sabia que uma hora aquilo voltaria a atormentar sua mente.
Ele sorriu para a garota à sua frente e se preparou para passar a noite fazendo aquilo enquanto a forma como a Fênix chamará Alexis ecoava em sua mente: Princesa.
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Claire largou o celular e notou que a maioria das pessoas na sala fez o mesmo.
—Parece que o Nate ainda vai matar um nos próximos dias. –Christine suspirou. –É a segunda vez em uma semana, isso tá ficando perigoso.
—Bom, eu podia voltar para ajudar. O que me deixa curioso é como ele pode usar os poderes da Fênix. –Já Andrew focou em algo mais problemático na opinião de todos.
—Vamos deixar isso de lado? –E foi Alexa quem fez todos focarem. –O programa começa em alguns minutos e, até onde sabemos, as coisas no Instituto estão sob controle.
—Por mais irritante que seja admitir, minha irmã tem razão. –Robert estava sentado ao lado de Valéria, que foi convidada por Natasha para assistir a reportagem na Torre. –Wolf vai demorar?
—Só foi falar com Ur e Daniel, que devem ficar nos quartos. Jason vai ficar na casa dos Strange. –Todos concordaram com a explicação de Alexa.
Claire encarou Laura e depois o resto das pessoas presentes.
Era estranho ter uma reunião como aquela.
Pepper, Tony e Peter estavam resolvendo as últimas questões da empresa enquanto Mary Jane e Sarah conferiam se toda a comida estava nas mesas e bancadas em volta dos sofás.
Natasha, Clint e Sharon tinham saído do turno a pouco tempo, chegariam exatamente às nove horas. Então Steve estava responsável por cuidar das crianças junto com os adolescentes, ou, pelo menos, tentar não derrubar o prédio.
Jay, o irmão de Claire, estava animado com a presença de Laura, o que fazia com que Maria ficasse animada e os dois não ligavam em nada que a Howlett não parecesse confortável.
Annie May estava grudada em Sarah, o que era bom quando o trabalho estava sobrando. Christine e Andrew ainda estavam um pouco distantes dos demais, sentados juntos de mãos dadas, como se aquilo fosse salvá-los de tudo e de todos.
Valéria às vezes hesitava, mesmo com a confiança que Robert passava e o carinho com que todos a tratavam era estranho, já que na sua antiga casa as coisas eram mais silenciosas. Tristan não saía do celular e Wolf era Wolf, o que parecia um alívio para Claire no meio de toda aquela bagunça.
A porta do elevador abriu faltando cinco minutos para o programa começar e todos se surpreenderam quando Daisy entrou com os demais.
—Você não tinha um plantão hoje? –Steve acabou perguntando antes dos outros.
—Melinda está no meu lugar. Fury e Hill concordaram em me dar algumas horas. –Tremor encarou o filho. –Podemos conversar mais tarde? Se você estiver disposto.
—Eu… –Andrew teve medo do que poderia acontecer.
—Não precisa pensar nisso agora, eu vou ficar até o fim da reportagem. –O garoto assentiu. –Posso comer? –Ela apontou para a mesa.
—Fique à vontade. –Pepper respondeu um pouco distraída. –Pronto. Acabei.
—Bem em tempo. –Tony apontou para o televisor e todos correram para se arrumar nos seus lugares.
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Continua...
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No próximo capítulo: Interview.
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