Notas iniciais
Atualmente posto minhas fics nos seguintes sites/plataformas de fanfics e histórias: Spirit https://www.spiritfanfiction.com/perfil/eucaristia Nyah! https://fanfiction.com.br/u/175167/ Wattpad https://www.wattpad.com/user/LillielEucaristia Acompanhe. Comente. Incentive. Todo autor precisa de sua dose de retorno para que as histórias não morram. Também escrevo uma série baseada em Percy Jackson e os Olimpiano, quem tiver interesse pode visitar meu perfil.

12 de Outubro

O dia começou estranho para todos.

Talvez fosse por causa da exibição do programa especial naquela noite que estava deixando todos ansiosos.

Talvez fossem os acontecimentos acumulados.

Ou talvez fosse apenas porque Emma estava de folga.

Sim, podia ser simples aquele ponto.

Afinal havia uma piada interna entre os membros do alto escalão da Shield, Vingadores, X-Men e do Instituto Xavier: o que viria primeiro, o fim do mundo ou Emma Frost tirar uma folga?

Aparentemente o fim do mundo perdeu para a Rainha Branca, o que não era bem um alento quando a outra piada envolvendo a loira dizia que o dia que ela tirasse uma folga seria o fim de tudo.

Mesmo assim, as coisas correram de forma um pouco diferente do que todos podiam esperar e isso incluía Jean Grey ocupando as funções de Emma na administração.

—Não acredito que ela levanta todos os dias e já começa a cuidar disso. –A ruiva comentou largando o primeiro relatório.

—E ela começa uma hora antes do que a gente. –Ororo largou o segundo relatório.

—Como ela consegue? Nunca a vejo dormir antes das onze da noite e ela já está trabalhando às cinco e meia da manhã.

—Falando do diabo? –As duas mulheres olharam para Christine parada na porta, a garota encarou Jean. –Estranho. –Ela se voltou para Ororo. –Minha mãe tirou o dia livre? –A mulher alva assentiu. –Como?

—Eu a subornei. –E Tempestade não hesitou, mesmo diante do olhar inquisidor da garota. –Sua mãe me ensinou algumas coisas sobre isso, não fique tão surpresa.

—Não estou surpresa da senhora ter aprendido, e sim que tenha funcionado. –A garota deu de ombros. –Andy vai passar o dia aqui, precisam de algo?

—Se ele puder supervisionar os jogos na quadra dos alunos dispensados das aulas seria de grande ajuda, especialmente que todas as classes especiais foram canceladas hoje. –Ororo encarou Chris. –Sua mãe preparou alguns cenários para hoje por conta da entrevista e não é como se os alunos estivessem prestando atenção nas aulas desde que Alexis mastigou o braço do Oliver e a Claire espancou os LeBeau.

—Tudo bem. Imagino que isso também se aplique à minha classe de literatura avançada. –A mulher mais velha assentiu e a loira olhou novamente para Jean. –Alguma coisa?

—Franklin está na escola, mande-o ajudar o Andy. –A ruiva encarou a mais nova. –Se ele ou Ray perguntarem de quem é a ordem é minha e pode dizer que estou aqui caso queiram discutir.

—Tudo bem. Até mais tia ‘Ro. Jean. –Christine saiu fechando a porta.

—Sabe o que ela está escondendo da mãe? –A telepata voltou a ler o documento em mãos.

—Emma disse que seu filho escondeu a informação de forma magistral, aparentemente a pedido da própria Christine. Então mesmo que você ou Emma tentem descobrir ela vai perceber, afinal, a garota tem uma resistência psíquica natural digna de um telepata de alto nível e o Nathan não é idiota.

Jean ficou em silêncio por alguns segundos antes de dizer:

—Eu devo ficar preocupada com o que isso pode significar?

—Quem sabe? Eu não ficaria relaxada, se quer saber.

A Grey grunhiu agoniada e voltou ao relatório tentando se concentrar nos documentos.

====================X====================

Christine encontrou Rachel e Franklin conversando com Scott, o que a irritou.

O relacionamento da Frost com o diretor do Instituto era o pior possível.

O Summers sempre julgava e criticava as atitudes da loira desde criança, como se ela nunca fizesse o suficiente e a garota já havia dado um soco nele uma vez por causa disso.

—Quer que eu faça isso? –Andrew comentou preocupado.

—Não, seria apenas outra desculpa para ele me criticar depois. –O garoto assentiu e os dois pararam ao lado do trio. –Sei que estou interrompendo…

—Então não interrompa. –A resposta seca do diretor fez o punho da garota fechar.

—Sinto muito, ainda que seja um recado da sua esposa. –O homem pareceu surpreso, o que deixou Christine curiosa, pois não era algo comum. –Enfim… –Ela encarou Franklin. –Jean falou que é para você ajudar o Andy a supervisionar os alunos nos jogos já que teremos muitos horários livres.

—Supervisionar? –O Richards pareceu confuso.

—É simples. –Rachel comentou. –Posso te explicar antes da minha aula, embora o Andy também saiba como fazer. –Ela encarou a Frost. –Algum outro recado?

A loira estranhou a falta de provocação da ruiva, porém ignorou.

—Sua mãe vai passar o dia no escritório da minha mãe cuidando da papelada, algo sobre cobrir a folga que a tia Ororo impôs. –Christine deu de ombros. –Fora isso acho que só as atualizações que elas já nos mandaram.

Rachel encarou a Frost e Andrew.

—Vocês dois estão estranhos hoje.

—Quer mesmo discutir isso Rachel? –Christine comentou em dúvida se aquela era uma fala inteligente e depois suspirou, contendo algumas lágrimas insistentes. –Olha, vamos apenas deixar isso quieto, eu tive um momento difícil e o Andy também não tá nos melhores dias. A gente só precisa trabalhar.

—É bom mesmo. –O corpo da loira ficou rígido diante do tom de voz de Scott. –Emma não consegue manter nenhum dos filhos sob controle e isso está causando problemas para a escola. –Rachel olhou para o pai assustada. –Nem te criar direito ela soube e saiu por aí arrumando mais um monte de crias problemáticas.

—Pai! –Ray gritou, mas era tarde.

Christine socou o queixo do Summers com força o suficiente para arremessá-lo por um par de metros e cair rolando no chão.

Todos encararam a Frost, com o corpo transformado em diamante vermelho, se aproximar de Scott e tirar os óculos dele para em seguida quebrar o objeto. A garota então o segurou pelo pescoço sem ligar para a dor que causava no homem mais velho.

—Minha mãe é a verdadeira responsável por essa escola continuar funcionando como um relógio, porque você é um completo inútil. –Christine o largou no chão. –Aprenda a controlar seus poderes direito antes de vir criticar a minha mãe, “diretor”.

A loira passou ao lado de Rachel sem ligar para o que havia acabado de fazer e a ruiva não reagiu, ela sabia que seu pai estava errado em dizer aquilo.

Ray sempre provocava Chris, mesmo assim havia um limite e a Summers nunca ousou ultrapassá-lo.

—Tudo bem? –Franklin olhava do sogro para a namorada, perdido. –O que eu… Nós…

A garota suspirou.

—Me ajude a levá-lo para o Hank. –Rachel suspirou. –Acho que minha mãe está certa.

—Sobre?

—Não precisar que eu provoque a Christine para aumentar os problemas. –O garoto a olhou surpreso. –Não faça essa cara, eu sei que as coisas entre o meu pai e as Frost são tensas, mas isso… –Ela hesitou. –Isso é um exagero.

—Está mudando de ideia?

—Não. Isso seria ainda pior considerando tudo. –Franklin concordou. –O problema é que não fica mais fácil em nenhum cenário.

—E se você estiver considerando o cenário errado com as peças erradas? –Ray encarou o namorado. –Talvez você deva descartar as peças excessivamente problemáticas.

—Isso seriam todas as peças.

—Mesmo?

A ruiva parou um momento para pensar e logo percebeu que o namorado talvez tivesse razão.

Talvez toda aquela questão se resumisse a separar as peças que podiam se adaptar daquelas que não podiam e em qual lado ela queria estar quando tudo fosse colocado na mesa.

—Vamos deixar isso de lado por hora. –Ela seguiu até o pai que ainda estava caído com o queixo quebrado. –Levá-lo ao ambulatório é tudo que realmente podemos fazer agora.

O Richards concordou e eles rebocaram Scott até Hank, onde o médico e Sussan poderiam consertá-lo.

====================X====================

Tália acordou assustada.

Ela olhou ao redor procurando alguma referência e encontrou as coisas de Cassie e então toda a noite anterior voltou a sua mente com um ruído estranho de seu demônio ecoando em sua mente.

—Você realmente tem que levantar agora? –E a voz de Cassandra a assustou.

A loira estava parada na porta.

—Que horas são?

A Lang rolou os olhos.

—Seis.

—Então isso não é uma discussão. –A mais nova riu e foi até o guarda-roupas pegar algumas peças, fazendo a mais velha notar algo. –Isso…?

Cassie a olhou confusa.

—O que foi? –Tália apontou para uma das marcas roxas pelo corpo da garota. –Sério?

—Eu que deveria perguntar isso. –A morena negou. –Droga.

—De verdade, não precisa se preocupar. Até me assustei mais cedo, só que nenhuma delas está doendo.

A mutante a olhou surpresa.

—Nenhuma?

—Curioso, não é? –A mais velha assentiu. –Não sei o que é, mas podemos tentar descobrir mais tarde, o que acha?

—Acho que temos que informar tudo isso pra Hill e que ela pode me matar.

—Exagerada.

E enquanto Tália continuava preocupada, um sussurro distante de seu demônio ecoava em sua mente de forma clara repetindo a mesma palavra sem parar: prometida.

É aquilo ainda podia se tornar um problema imenso e a mutante tinha medo do significado das palavras do seu demônio. Agora teriam que esperar para saber as consequências de dar a seu demônio o que ela queria ou então conversar com aquela versão sua. Uma ideia quase tão desagradável quanto seus encontros familiares.

====================X====================

James encarou o teto cansado.

Passara a noite na estufa mexendo com seus quadros e não tinha dormido nem uma hora.

As mensagens em seu celular eram boas e ruins, todas as cinco.

Primeiro de Ororo:

“Aulas suspensas por hoje.

Apenas o treino dos LeBeau.

Se puder supervisione os jogos; se não, durma.”

Depois de Jean:

“Christine quebrou o queixo do Scott.

Converse com ela sobre o ocorrido, sem broncas.

É um grande favor, eu sei.”

Então Hill:

“Preciso me preocupar com seu humor?”

E Helena:

“Quero te ver.

Me avise quando estiver livre.”

E por fim a mensagem que Emma mandou no dia anterior:

“Sua mãe quer te encontrar quinta-feira que vem.

Ela chega na terça, mas tem alguns compromissos.

Sei que entende, apenas me confirme.”

Ele observou a tela do celular por um tempo e depois respondeu um “Tudo bem” para Jean e Ororo, um “Não é problema” para Hill e um seco “Estou ocupado” para Helena.

Havia uma coisa que James tinha decidido: ele não pretendia ver a Strange tão cedo, muito menos iria atrás dela e definitivamente não queria contato com ela na semana seguinte, não com sua mãe a caminho.

O Howlett encarou a mensagem de Emma por vários minutos antes de suspirar.

“Por mim não tem problema.

Marque para quando ela quiser.

Eu só estou cansado de tudo, de verdade.

Bom descanso, curta o dia mãe.”

O garoto olhou no relógio e viu que ainda eram sete horas.

O treino infernal dos LeBeau era dividido em duas fases, mas ele podia pedir para que seu pai fizesse uma rodada extra no período da tarde.

Levantou da cama mesmo precisando descansar e seguiu até a porta.

Até que seria estimulante torturar Oliver e Rebecca por duas horas antes de ir dormir.

Pelo menos James sabia que dormiria melhor depois de deixar os dois quebrados, figurativa e literalmente.

====================X====================

Hill encarou Mack e suspirou.

—Então nada mudou.

—Lamento Comandante.

—Não se desculpe, é algo tolo. –Ela encarou a tela de informações a sua frente e grunhiu. –Se as coisas continuarem assim eu vou precisar intervir de uma forma desagradável.

—Forçá-los a terapia seria pior, não é?

—Eu sei, por isso tenho esperado, mas a situação está começando a piorar.

—Alyson te contou sobre a garota Cage?

—Claro que sua filha me contou.

—Então a senhora já pensou o que vai fazer a respeito?

Hill deixou seu corpo desmontar na cadeira.

—O que eu posso fazer? Tudo que deveria ser feito com os Fittz-Simmons sem soar autoritário já foi feito e tudo que podia ser feito por Danielle Cage também já foi feito. Natasha tem ajudado muito nesse aspecto.

Mack sentou na poltrona e cerrou os punhos.

—Posso dizer que imagino que isso não é fácil, mas, por favor, faça algo, qualquer coisa para ajudá-los. –Ele estava agoniado. –Turbo está decaindo e ele não é mentalmente estável, não completamente. Se isso continuar eu tenho medo do que ele pode fazer com a própria família quando for atrás daquela garota.

A Comandante suspirou e encarou o amigo.

—Vou conversar com o Fury e pensar em como fazer isso direito, por enquanto garanta que Ally comece a terapia como combinado e que Elena não pare novamente.

—Tudo bem, quero que elas se cuidem também.

====================X====================

Claire rolou na cama e não encontrou Laura, o que era estranho.

Elas haviam combinado de ficarem juntas naqueles dias, especialmente naquela quinta-feira, então não fazia sentido.

A loira parou por um momento ouvindo o som de água vindo do banheiro e se virou na cama no exato momento em que a morena passou pela porta com os cabelos molhados.

—Droga, você acordou.

—Isso é ruim? –A voz da mais nova ainda estava sonolenta.

—Não, eu… –A Howlett suspirou envergonhada. –Eu tinha pensado em trazer algo para comermos aqui.

—Café na cama? Legal. –A Rogers se espreguiçou e encarou a namorada. –Só que nunca daria certo. –Ela levantou e foi até a namorada a beijando na testa. –Alguém iria te encontrar e atribuir algum serviço idiota.

Laura pensou sobre aquilo e concordou.

—Vai tomar banho?

—Eu preciso, estou suada. –Ela piscou para a morena. –Culpa sua.

A mais velha negou aquele comentário, ainda que houvesse alguma verdade.

—Então eu vou te esperar para tomarmos café da manhã juntas.

—Isso pode dar certo.

A loira sumiu dentro do banheiro e Laura pegou o celular revisando todas as mudanças do dia, incluindo a visita na Torre Stark mais tarde para assistir a entrevista com Steve, Sharon, Jay e companhia.

Além disso, elas conseguiram dormir por dez horas seguidas, então precisavam levantar apesar da folga e do corte de aulas.

Mesmo assim a Howlett sabia que ainda era cedo e muita coisa podia acontecer das oito da manhã até o fim do dia.

====================X====================

Emma sabia que as coisas estariam além do seu controle naquele dia.

Nas poucas vezes que se permitiu tirar um dia de folga completo, nem tudo saiu como deveria, por isso ela em geral tirava uma folga de período, ficando a manhã ou a tarde longe do serviço.

Claro que as coisas começaram de forma um pouco mais lenta.

A Rainha Branca rolou na cama sentindo o sono ainda pesar sobre ela, mesmo que seu relógio de cabeceira já marcasse oito e meia, um horário que não conseguia dormir desde o aniversário de um ano de Rose.

Ela sorriu para o relógio, satisfeita por conseguir descansar até aquela hora, e levantou seguindo até o banheiro, onde se permitiu tomar um longo e relaxante banho antes de pensar em qualquer outra coisa. Na sincera e nada humilde opinião da Frost, ela merecia aquele momento de paz e apreciação, uma autoindulgência que estava precisando há algum tempo.

A mulher parou na frente do closet e encarou suas roupas cotidianas, mas aquele não era um dia comum.

Tocou o tecido do blazer ao seu lado e da camisa do outro lado, então deslizou a ponta do dedo pela borda da costura do salto alto na prateleira ao fundo.

Era tentador se vestir e ir trabalhar, ser a Rainha Branca e colocar tudo em seus devidos lugares sem ninguém capaz de desafiá-la, porque ela sabia o que estava fazendo, mesmo quando mais ninguém podia imaginar o que estava acontecendo.

Emma deu um passo para trás e procurou peças diferentes, algumas que ela talvez tivesse descartado há alguns anos, embora lembrasse vagamente de tê-las enterrado debaixo de toneladas de roupas sociais.

Levou um pouco mais de tempo do que esperava, mas a loira logo encontrou o jeans antigo, uma blusa velha do Instituto e sua camiseta favorita: uma peça branca com várias palavras diferentes na cor preta formando a frase “Melhor Mãe do Mundo”. Cada uma em um idioma diferente.

Aquilo a fez rir.

O presente foi ideia de Christian e seu irmão convenceu seus filhos a fazerem o desenho que ele transformou em uma estampa. As crianças escolheram o russo de Alexis, o japonês de James e o português de Christine.

A Frost vestiu a peça com um sorriso triste e procurou seu par de tênis, um que Ororo havia lhe dado de presente a alguns poucos meses, tentando incentivá-la a tirar férias relaxantes.

“Em breve”, a loira pensou pegando o calçado de dentro da caixa e o colocando.

Assim que terminou de se vestir Emma olhou para seu celular.

Sabia que não seria chamada para nada, mas ainda receberia as atualizações de tudo, então era bom verificar. O que não foi exatamente uma boa ideia.

Começando por Hill:

“Contei para Christine que o pai dela abandonou vocês.

Brigue comigo depois, mas ela precisava disso.

Não vou me desculpar.

Talvez seja hora de contar algo pra ela.”

E Jean:

“Christine quebrou o queixo do Scott.

Se for falar com ela não dê uma bronca, foi culpa dele.

James ficou de conversar com ela.”

E James:

“Por mim não tem problema.

Marque para quando ela quiser.

Eu só estou cansado de tudo, de verdade.

Bom descanso, curta o dia mãe.”

E Tália:

“Aconteceu algo, acho que preciso falar com meu demônio.

Ou o meu avô.

Pode me ajudar?”

Emma suspirou terminando de ver as mensagens da Shield e respondendo a conversa com a mãe de James:

“Ele concordou.

Por favor, tome cuidado com o que vão conversar.”

A resposta chegou rapidamente:

“Eu vou.

Obrigada por tudo.”

A Frost levantou da cama, terminou de pentear os cabelos prendendo-os em um rabo de cavalo baixo e saiu do quarto recebendo olhares de alguns alunos que passavam por ali.

Ela os ignorou e foi tomar seu café.

Se precisaria encarar Christine depois do que Hill contou precisava se alimentar, especialmente se a ideia insana que andava rondando a mente da Rainha Branca continuasse a se tornar cada vez mais tentadora.

====================X====================

Nathan saiu do banheiro e olhou para o próprio quarto como se fosse um estranho.

Passara os últimos dias cuidando de Alexis com tanto afinco que seu quarto tinha virado um guarda-roupas gigante e sem uso por dias.

O rapaz pegou roupas limpas no armário, se vestiu e sentou na própria cama, então sentiu falta do cheiro de Alexandra, do calor que sempre emanava dos lençóis dela e da forma preguiçosa que ela se movia ao acordar.

Um impulso possessivo se agitou em seu peito e ele reprimiu a vontade de fazer com que nunca mais tivessem que dividir quartos separados.

“Ainda não, um dia”, repetiu em sua mente.

Era cruel às vezes, mas Nate alimentava a mesma esperança que James em relação às garotas: um dia convenceria Alexis a se casar com ele e James faria o mesmo com Helena.

A maior diferença entre ele e seu amigo provavelmente era a capacidade de esperar.

James era calmo apenas com Helena e qualquer um sabia que paciência e calma não eram as maiores qualidades do Howlett.

Nathan conseguia enganar a todos sobre sua personalidade e temperamento. Todos menos Alexis, embora ela fosse generosa o suficiente para atribuir qualidades que ele não tinha

Então quando Ur disse que Alexis o queria por perto tanto quanto seu próprio demônio, Nate soube que poderia esperar mais mil anos.

O Summers arrumou o cabelo e decidiu ver como estavam as coisas no Instituto.

Ainda estava de folga e Alexandra parecia um pouco fragilizada, mas estava conseguindo se virar com coisas pequenas no quarto, então pegaria o café da manhã dela na cozinha.

Assim que saiu do quarto, Nathan notou algo estranho.

Uma garota loira apoiada na parede, ofegante e parecendo passar mal.

Alexis havia saído do quarto e agora vários alunos a observavam confusos.

Ele suspirou um pouco irritado, pois devia saber que ela faria algo do tipo sendo teimosa como era.

Se aproximou dela e se apoiou em um dos joelhos a sua frente.

—Não te pedi para esperar no quarto, sua energia ainda está instável.

—Achei que poderia ir até o refeitório. –O esforço dela era claro e o seu corpo deslizou pela parede.

—Seu corpo está exausto. –Nate tocou o rosto dela. –Eu posso sentir como o poder demoníaco se acalmou e também o quanto ele pesa sobre o seu corpo, então não tente me enganar ou dizer que não precisa de ajuda.

—Você não precisa…

—Eu sei. –Ele a cortou. –Eu quero. –Nathan encarou Alexis atentamente. –Você está encharcada de suor e só saiu do quarto, não tem jeito de eu te deixar sozinha. –Ele a pegou nos braços e assim que levantou deu de cara com Rachel e Franklin. –O que estão fazendo aqui?

—Ouvimos que ela estava passando mal. –A ruiva olhou para a loira. –Pensei que ela estava melhor.

—Melhor do que antes, não estável. –O mais velho respondeu. –Se quer me ajudar, manda seu namorado buscar comida pra ela. Tudo que achar na cozinha de frutas, suco e leite, incluindo derivados.

Franklin assentiu e saiu em seguida.

—Vai querer ajuda para tirar as roupas dela? –Rachel perguntou antes de abrir a porta.

—Não, sei onde ela guarda tudo. –Ele notou o olhar da irmã. –Qual é Ray, tenho prática em tirar as roupas dela.

—Esse comentário poderia ser visto como uma confissão de assédio, sabia? –Ela comentou da porta enquanto ele deixava a Rasputin sobre a cama.

Nathan voltou para a porta e encarou a irmã com um sorriso sacana que a fez recuar dois passos.

—Vai transar com seu namorado, eu tenho autorização da Alexis para tirar a roupa dela quando o lado demoníaco sai do controle. Então eu tenho autorização para mais do que saber onde diabos ela guarda a porra das calcinhas.

—Nathan!

—Seu problema é sexo, se vira. –E assim que Franklin apareceu pronto para brigar com o cunhado o Summers pegou a grande bandeja de comida e encarou o Richards de forma irônica. –Faça a porra do seu trabalho direito. –E fechou a porta como se nada demais tivesse acontecido.

Rachel e Franklin ficaram encarando a porta por alguns segundos até o garoto inclinar a cabeça para o lado.

—Eles ainda não estão namorando, você tem certeza?

—Absoluta.

—E seu irmão acabou de mandar a gente transar?

—Eu espero de verdade que isso não esteja passando pela sua mente como uma opção.

—Sinto muito.

Rachel cerrou os punhos irritada e depois encarou o namorado.

—Sério?

Franklin de ombros.

—Não seria a pior ideia que já me deram.

A ruiva suspirou exausta e olhou no relógio confirmando que eram nove da manhã.

—Às vezes eu queria saber o que diabos aconteceu com o mundo para terminarmos assim.

====================X====================

—Então você tem um namorado. –Melinda comentou depois de algum tempo.

Daisy encarou a sua mentora e depois Coulson, o pai que nunca teve e que parecia chocado.

—Não. –Ela desviou o olhar. –Eu pedi um tempo antes que as coisas pudessem chegar a esse ponto.

—E agora quer contar para o Andy sobre isso?

—E que o pai dele está morto, mas não quero contar os detalhes. Ele… Andrew é um garoto sensível, como o pai. –A Inumana sorriu. –Ele é doce, gentil e extremamente amoroso.

—Então qual é o ponto? –Coulson pareceu voltar à vida.

—Tanto ele como eu temos um problema bem grande, quando alguém nos irrita em certo ponto nós nos tornamos monstros. –Daisy suspirou. –Andrew herdou esse traço infeliz da nossa personalidade.

—Fala do coelho? –A afirmativa das duas mulheres o surpreendeu. –Aquilo foi uma coisa de criança.

—Não Phil, ele arrebentou quase todos os dentes do outro garoto e tinha cinco anos. –Melinda não gostava daquela lembrança. –Sorte que ainda eram dentes de leite, mas o estrago foi algo que deu muito trabalho para todos e Andy nunca mais quis chegar perto do vizinho.

—Eu precisei mudar de prédio. –Tremor encarou Melinda. –Não posso imaginar o que ele faria se soubesse a verdade.

—Eu entendo e acho que você tem um ponto, mesmo assim ele vai ter que saber um dia, então peça tempo ao Andy. Diga a verdade, que ainda não está pronta para falar mais sobre o assunto, é o melhor para ambos.

—Bom, se a Melinda acha que essa é a melhor forma de lidar com isso, eu só posso concordar. –Coulson então fechou a cara. –Só que eu quero conhecer esse tal médico. –May cutucou a costela do amigo. –Que foi? Até parece que você não quer fazer uma ameaça para o homem que parece ter conseguido roubar o coração da nossa garotinha.

—Você precisa lembrar o que é ser um espião e agir com discrição para acertar o alvo Phil. –Melinda ralhou. –Ou acha que agora a Daisy não vai preparar contramedidas?

—Vou mesmo. –A Inumana respondeu.

E depois daquele breve comentário os três acabaram rindo da situação por um momento.

====================X====================

Helena encarou a cena à sua frente confusa.

Jason Lokison, sentado na mesa do café, com um dos livros raros do seu pai em mãos e conversando com Wong, enquanto Stephen ajudava Max a fazer panquecas.

O asgardiano foi a primeira pessoa a notá-la ali, parada na entrada da cozinha do Sanctum.

—Bom dia Helena, espero que não ligue, mas eu achei que seria legal comer com a sua família.

—Não se preocupe com ela, não tem nada demais em você vir até a nossa casa. –Maximillian não se importou em como as palavras soaram para a irmã.

Ele tentou fazer Helena deixar suas preocupações e assumir seu relacionamento com James por anos, o que faria bem a ambos, o que sua irmã não aceitou e agora o jovem Strange sabia que as coisas podiam ficar complicadas. Especialmente se as fofocas que recebia do Instituto fossem um indicativo do humor que seu pretendente a cunhado estava.

A garota suspirou vencida e sentou à mesa.

—Max tem razão, não é algo que eu deva ligar.

—Eu só não quero incomodar e também, acho que pode ser estranho. –Jason notou o olhar da cunhada. –Sabe, acho que sua família está acostumada com a presença do seu namorado, mas eu sou novo aqui. –Todos pararam por um momento. –Falei algo errado?

—Eu não tenho namorado. –A resposta seca assustou o asgardiano.

—Ah, desculpe. Eu pensei que você e aquele garoto mutante chamado James estivessem juntos, especialmente porque tem bastante da energia dele aqui. –Jason deu de ombros. –Devo ter lido algo errado.

—Não leu. –Max fuzilou a irmã com o olhar. –Helena dorme com ele às vezes, então James vem bastante aqui, eles só não estão em um relacionamento. –O semideus assentiu e o Strange encarou a irmã. –Não faça essa cara de quem não gostou do que falei, isso é algo que você precisa resolver, não culpar os outros por saberem.

—Seu irmão tem razão. –Stephen se afastou do fogão com um prato cheio de panquecas e as colocou na mesa. –Precisa começar a considerar que a situação de vocês não vai permanecer a mesma para sempre.

Helena não falou nada.

Independente da verdade contida nas palavras de sua família ela sabia que havia magoado James e agora ele não queria conversa, o que a deixava bem ansiosa.

No estranho relacionamento que tinham, o Howlett nunca era orgulhoso ou fugia e isso a assustava, porque essa constante problemática era o que mantinha Helena a salvo dos seus próprios problemas.

A garota suspirou preocupada em como as coisas podiam ter ficado tão estranhas, não que ela soubesse como resolver o problema maior ou se podia lidar com sua situação com James.

====================X====================

—O que você está fazendo aqui?

Robert riu da reação de Valéria e se aproximou dela dando um beijo rápido na namorada.

—Ver como está sendo para você treinar.

Ela riu.

—Divertido na verdade. –Val pegou uma garrafa de água na bolsa e bocejou. –Só que tive problemas para dormir.

—Aconteceu alguma coisa depois que te deixei no seu apartamento?

—Não. –A garota hesitou. –É um pouco estranho, dormir em um lugar diferente depois de tanto tempo e saber que estou longe de casa, entende?

O garoto sorriu e esticou a mão acariciando os cabelos de Valéria.

—Um pouco. –Ele sentou no banco da área de treino. –Tirando isso, dormiu bem?

—Muito. Acho que me fez bem chorar tudo o que chorei no primeiro dia. –Ela sentou ao lado de Robert. –O que é irônico. –Val o encarou e notou um olhar frustrado. –O que foi?

—Não gosto de te ver triste, é estranho e parece errado. –O garoto corou e desviou o olhar. –Isso soou ridiculamente brega.

A loira segurou a mão dele e sorriu.

—Eu não ligo. –Ela apoiou a cabeça no ombro do Barton. –Eu tenho dez minutos para gastar antes de precisar me arrumar para a continuação do treino, posso ficar assim?

Robert sorriu.

—Com certeza.

====================X====================

James encarou Christine cansado.

Depois do treino infernal dos LeBeau, o Howlett precisou tomar um banho e acabou indo ajudar Andrew para descobrir mais sobre o por que sua irmã bateu no diretor, o que não ajudou em nada, já que ele mesmo pensou em matar Scott.

—Pode ser mais rápido com a bronca? –Ele a encarou confuso. –Não é isso que estamos fazendo? Você vai me dar uma bronca pelo que aconteceu com o diretor.

Ele olhou de Christine para Andrew notando que ambos pareciam abatidos de diferentes formas, ainda que igualmente arrasados.

—Não. –James viu os dois surpresos. –Não é isso que vim fazer, Jean me pediu para ver o que posso fazer por você e acho que entendo o que ela quer dizer, você está estranha. O que houve?

A garota hesitou e pareceu prestes a chorar, o que ligou todos os alarmes na mente do Howlett.

—Você sabia que meu pai abandonou a minha mãe?

—Quem foi o filho da puta que te contou isso? –E apesar de irritado, Daken se controlou para não ser agressivo com a irmã, que não tinha culpa de nada.

—Hill. –A loira não o encarou.

James respirou fundo se acalmando.

—Imagino que houve um motivo, um que eu duvido que quero saber, então vou acreditar no julgamento dela.

—Então você sabia. –Algo no olhar e na voz dela soou magoado para o irmão de criação. –Por que nunca me contou?

O Howlett hesitou e, por fim, suspirou.

—Eu estava lá e vi o que aconteceu, o quanto nossa mãe sofreu. –Ele encarou Christine se perguntando se devia contar aquilo e por fim decidiu que algumas coisas deveriam ser faladas. –Mamãe tinha descoberto que estava grávida de você naquele dia e estava radiante, ela começou a tentar engravidar seis meses antes e todos pareciam animados. –James secou as lágrimas dos olhos. –Então tudo deu errado e o seu pai trocou nossa mãe por outra mulher, uma que era mais importante para ele.

—Ele sabia de mim? –O rapaz assentiu. –E mesmo assim ele não hesitou?

—Seu pai disse que não podia deixar a mulher da vida dele, não importava o motivo e nossa mãe decidiu que, se era o que ele queria, então ele não precisava fingir ser seu pai em nenhum momento. Seu pai concordou com isso, então Emma pediu o divórcio, a anulação do casamento deles e foi embora.

—Por isso eu nasci no Brasil.

—Mamãe foi ficar com o tio Christian. Ela levou a gente, Emma não deixaria os filhos para trás. –James respirou fundo. –Foi difícil para ela. Eu e Alexis não precisamos de muito para entender que as coisas estavam mudando, nascemos especiais como você, mas ela passou meses terríveis. –Ele engoliu em seco. –A traição do abandono, a dor da rejeição e todos os planos de uma família grande que ela tinha foram destruídos em um piscar de olhos.

—E como foi que Emma acabou no Brasil? –Andrew ficou curioso.

—Fashion Week de São Paulo. –James riu. –Nosso tio tinha esse desfile agendado há um ano e Emma nunca deixaria que seus problemas prejudicassem o irmão naquele momento, então para que Christian não arrumasse desculpas ela foi junto. –Ele sorriu para a irmã. –Você resolveu que queria nascer duas horas depois do maior desfile do evento e o tio quase enfartou. –A face do Howlett ficou triste. –Meu pai veio nos buscar três dias depois e perguntou se Emma queria que ele te registrasse como filha dele, ela negou. Então nós voltamos e quase partimos novamente, tia ‘Ro convenceu mamãe a ficar.

—Por que nossa mãe queria partir?

—Eu não queria ficar perto de ninguém que o conhecesse. –Todos olharam para a porta da pequena biblioteca onde Emma parecia a beira das lágrimas. –Sinto muito por isso James. –O garoto negou e a mulher sentou ao lado dele colocando uma caixinha de veludo sobre a mesa. –Eram as nossas alianças de casamento. Seu pai achou que deveriam ficar comigo.

Christine hesitou, mas pegou a caixa e abriu encontrando um par de alianças de aço inoxidável com uma intrincada gravação na parte de fora, como um desenho.

—Não faz o seu estilo. –Ela encarou a mãe.

—Seu pai queria algo simples e eu queria estar com ele.

—A senhora foi feliz com ele?

—Muito. –Emma secou os olhos. –Eu já falei sobre isso, mas eu nunca amei alguém tanto quanto amei seu pai e ninguém me feriu tão profundamente quanto ele. –Ela fungou tentando se acalmar. –Depois eu percebi que meu amor por ele foi real, mas que não era nada comparado ao que eu sinto por você e seus irmãos.

—A senhora se arrepende de ter se casado com ele?

—Nem por um segundo. –Christine encarou a mãe surpresa. –Me arrepender disso seria me arrepender de ter tido você e mesmo com tudo que aconteceu quando ele fez as escolhas dele, eu nunca abriria mão de você. –Emma sorriu. –James e Alexis podem ter aberto meus olhos para o quanto eu queria ter uma família grande e unida, mas você… –Uma lágrima escorreu pelo rosto da mulher. –Christine, você é a melhor decisão que eu já tomei na minha vida.

—Você nunca vai me contar quem é ele, não é?

—E te causar mais dor do que já estou causando? Eu prefiro mil vezes a sua raiva, o seu ódio e a sua revolta do que isso.

—Mas eu vou descontar na senhora e não nele. –Emma notou a raiva na voz da filha.

—Eu não ligo. –Christine encarou a mãe surpresa. –Nunca pensei em fazer isso por ele ou contra ele, seu pai não me importa a anos. Tudo que eu faço a respeito disso é sobre você e para te proteger de tudo que eu puder a respeito desse assunto.

—E se um dia eu precisar saber? –A garota não conseguia mais sentir raiva naquele momento.

—Se esse dia chegar, e eu rezo que nunca aconteça, então nesse dia eu vou cuidar para ter certeza que fiz tudo que pude para evitar a sua dor. –Emma levantou e Andrew pulou para fora do sofá, cedendo o lugar para a sogra que segurou as mãos da filha. –Eu não sei porquê Hill te contou isso, mas confio nela e confio que qualquer que seja o motivo você vai me contar quando achar melhor ou se sentir preparada, não importa quanto tempo leve.

—A senhora pode ficar comigo um pouco?

—Posso. –Ela olhou para Andrew e James que já estavam a caminho da porta e sorriu. –Os meninos parecem ocupados, quer fazer alguma coisa específica? –Christine negou e Emma sorriu. –Então que tal…? –Ela levantou e pegou um livro antigo sentando novamente ao lado da filha que deitou a cabeça no seu colo. –Eu sempre adorei essas histórias infantis. –A mulher apoiou o livro no braço do sofá e com a outra mão começou a acariciar os cabelos de Chris.

—Eu também. –Sussurrou a garota fechando os olhos.

====================X====================

Steve passou pela porta da sala de Sharon animado.

—Tudo bem com os preparativos?

—Melhor que bem. –O homem sentou na cadeira em frente a esposa. –Tony e Emma me mandaram a confirmação da comida e bebidas ontem, fechei com o DJ hoje e Fury já liberou as tendas para usarmos.

—Isso é ótimo. –A mulher sorriu e levantou beijando o Capitão rapidamente. –Vamos ter decoração temática esse ano?

Um suspiro um pouco desanimado foi a primeira resposta.

—Não. –A Carter ficou surpresa. –Eu pensei em fazer algo, mas… –Outro suspiro. –Entre a questão com a Claire, a mãe do James a caminho, toda a pressão que temos sofrido de todos os lados e aquela… Enfim, achei que poderíamos apenas fazer uma festa como um churrasco, só que melhor.

—Eu entendo o que quer dizer, especialmente depois do que chegou ao meu conhecimento sobre a conversa da Hill com a Christine e o Andrew.

—O que aconteceu? –Sharon contou a história que ouviu da Comandante e Steve fez uma careta. –O que deu na Hill para fazer isso?

—Não sei, mas conhece aquela mulher tão bem quanto eu. Maria não faz nada sem um motivo e se ela achou necessário fazer isso, então existe algo importante relacionado aos dois e as suas mães.

—É demais pedir que isso não vire outro problema? –Ele notou o olhar de Sharon. –Falei algo errado?

—Não, eu pensei a mesma coisa. –Ela deixou alguns papéis sobre a mesa e sorriu para o marido. –Almoça comigo?

—Você pode deixar o trabalho assim?

—Um pouco. Até porque você vai buscar as meninas, não é?

O Capitão assentiu e os dois saíram da sala em direção ao refeitório.

—

—

—

Continua...

—

—

—

No próximo capítulo: Fever.

Notas finais
Atualmente posto minhas fics nos seguintes sites/plataformas de fanfics e histórias: Spirit https://www.spiritfanfiction.com/perfil/eucaristia Nyah! https://fanfiction.com.br/u/175167/ Wattpad https://www.wattpad.com/user/LillielEucaristia Acompanhe. Comente. Incentive. Todo autor precisa de sua dose de retorno para que as histórias não morram. Também escrevo uma série baseada em Percy Jackson e os Olimpiano, quem tiver interesse pode visitar meu perfil.