Notas iniciais
Atualmente posto minhas fics nos seguintes sites/plataformas de fanfics e histórias: Spirit https://www.spiritfanfiction.com/perfil/eucaristia Nyah! https://fanfiction.com.br/u/175167/ Wattpad https://www.wattpad.com/user/LillielEucaristia Acompanhe. Comente. Incentive. Todo autor precisa de sua dose de retorno para que as histórias não morram. Também escrevo uma série baseada em Percy Jackson e os Olimpiano, quem tiver interesse pode visitar meu perfil.

Data Terrestre: Aproximadamente 10 de Setembro

Eles me mandaram escrever.

Disseram que eu deveria registrar a minha história de alguma forma, que era para um rito de passagem, ou o que quer que fosse de verdade.

Segurei a pena um pouco indecisa de como começar a escrever, afinal a minha história começava muito antes do meu nascimento.

Talvez eu devesse resumir como foi que de algum modo eu nasci e isso era meio difícil, mas talvez divertido.

Respirei fundo e comecei da forma que pareceu mais apropriada: a verdade.

Como sempre.

Todo mundo sabe que algumas famílias são estranhas.

Umas mais e outras menos.

É normal para alguns esse tipo de coisa, mas no meu caso acho que quase vinte anos não facilita essa adaptação.

Principalmente quando eu sou a filha do Loki.

Certo, isso ficou estranho.

Desculpe.

Você provavelmente não gostaria de ouvir o nome do meu pai alguns anos antes do meu nascimento, ele não era um cara muito legal tenho que admitir.

A verdade é que ele tentou destruir a Terra algumas vezes (nunca quis saber exatamente quantas ou parei pra contar), mas essa é a graça de saber que vivemos em um multiverso.

Acredite ou não, eu sou filha de uma das melhores versões do meu pai e por piores que seus crimes possam ter parecido na época o trapaceiro sabia o que estava fazendo.

O resumo é que ele fez o maior trote que meu avô adotivo, Odin, já viu, e ele não é muito novo.

Loki salvou nosso Universo.

É, sei que se você conhece outro Loki, um dos malvados de verdade, não vai acreditar e nem eu acreditaria se não houvesse provas como eu.

Sabe, quando seu pai é Loki e sua mãe lady Sif o conceito de estranho começa há ficar um pouco retorico.

Em especial quando minha mãe queria muito matar meu pai mesmo depois dele salvar o Universo (nunca entendi como não se mataram ainda).

Só que isso não foi tudo.

Meu pai salvou a todos, o que foi a coisa mais estranha dos mundos, e depois recebeu o perdão de Odin, que foi a coisa mais estranha do nosso tempo e espaço, para nomear meu pai Príncipe Guardião de Asgard, definitivamente a coisa mais maluca do nosso Universo.

Então Odin deu a mão da ex-nora, lady Sif, em casamento para Loki e quase todos os mundos conhecidos começaram a acreditar que nosso Universo finalmente seria destruído.

Primeiro meu pai achou que era uma piada e riu, só depois da minha mãe quase mata-lo na sala do trono de Odin e o Pai de Todos reafirmar o que tinha dito foi que a ficha do deus trapaceiro caiu.

Odin nem deu tempo dos dois conversarem antes do casamento e minha mãe odiou aquilo, ela até tentou matar meu pai mais umas duas vezes.

Eles casaram, mas continuaram brigando cada dia mais.

No final os dois precisaram entrar em acordo com aquilo, mas nunca tentei ou quero descobrir qual foi o acordo, só sei que eu nasci e os dois ainda estão vivos.

Um ano depois Odin disse que meu pai precisava de outras esposas, por que aparentemente Thor não iria honrar a tradição e ter mais de uma esposa.

Ou amante, se preferir.

De algum modo meus pais pareceram concordar que aquilo não era um conselho de Odin, era uma ordem e fosse como fosse a relação deles, ambos concordaram que era o melhor obedecer.

Meu pai arrumou duas outras esposas, minhas madrastas Encantor e Verity Willis, uma deusa e uma mortal que conheceu Loki antes dele salvar o Universo. De algum modo as três se entenderam muito bem, especialmente por que Verity é uma boa negociadora e evitava as brigas em geral.

Não foi muito depois dos novos casamentos do meu pai que minha mãe descobriu que estava grávida.

Felicidade para o meu pai, discussão no palácio de Odin.

Tudo por que Thor ainda não tinha um herdeiro e isso aparentemente me deixava em posição privilegiada quanto ao trono.

Loki começou a propor que aquilo fosse ignorado na sucessão e o filho futuro do meu tio fosse o herdeiro independente de tudo mais.

Só que assim que ele chegou à parte do “independente” um conselheiro idiota falou que bastava dar um fim na criança antes ou depois dela nascer.

Não estou brincando, está nos registros do palácio e eu já li.

Parte engraçada: meu pai, minha mãe e Encantor tentaram matar o conselheiro.

Parte tensa: eles quase conseguiram.

E de alguma forma isso fez Sif usar um repertorio de ofensas que entraria para a história de Asgard por séculos, além de esclarecer que de alguma forma muito torta ela e meu pai se amavam.

De uma forma torta o bastante para confundir até eles, mas acho que vale.

Em todo o caso eu fui só a primeira criança de Loki, depois ainda vieram o Wolf e a Paladin, filhos da Encantor, o Jason e a Megara, filhos da Verity.

Agora tem um novo irmão ou irmã a caminho, mas minha mãe parece satisfeita em me arrumar um novo irmão a essa altura da minha vida.

Então eu vou realmente começar a falar da minha história...

—Ei! Quem é você? E como chegou ai? –O grito me assustou, mas não o suficiente para manchar a página do livro, o que agradeci muito.

Olhei para baixo da colina de raízes e vi um dos guardas do palácio, um dos que eu já conhecia há anos. Na verdade ele sabia quem eu era e que aquele era o meu canto, mas eu mandei Ragnar sempre perguntar, era a sua função garantir que se um dia não fosse eu fazer algo e ele continua perguntando todos os dias.

Puxei o capuz e encarai-o logo abaixo da linha das raízes.

—Sou eu Ragnar, Ur.

—Perdões milady, eu sabia.

—Já falei para você, pergunte sempre. Prefiro isso a que um dia cometa um erro, mas o que precisa?

Ele se curvou brevemente e voltou a me encarar do pé da colina.

—Lady Sif pede que vá vê-la, aparentemente tem notícias a serem repassadas.

Aquilo me surpreendeu um pouco, mas não tanto a ponto de ser estranho.

Minha mãe estava proibida de ficar andando pelo palácio no momento, por que grávida e briguenta como é as coisas não terminariam bem.

—Obrigada Ragnar, vou ao encontro dela.

Ele fez mais uma referência e saiu do pátio apressado como sempre.

Olhei ao redor e admirei meu lugar por um instante antes de sair para o meu dia caótico.

O pátio de pedra continuava intocado pelas raízes, mas o antigo canteiro realmente havia virado uma grande colina de raízes sobrepostas e as árvores cresceram de tal forma que era possível usa-las como torres de observação do reino se alguém continuasse a subir pelo tronco até os galhos mais altos. Mesmo observar o céu de Yggdrasil era algo único no topo daquelas árvores ou no pátio.

As raízes cobertas de limo e outras plantas trepadeiras pareciam um jardim de verdade, além de ser a casa dos pequenos roedores que viviam sob elas.

Não era o lugar mais calmo do palácio do Príncipe Guardião de Asgard, mas era um dos mais bonitos.

Eu realmente precisava dessa vista para um dia aonde ainda teria uma reunião com Odin.

Guardei o livro e a pena na bolsa, levantei e desci a colina de raízes até o pátio de pedra.

Os corredores do palácio estavam vazios e quietos, algo raro com meus irmãos acordados.

Mas eles também têm deveres para cumprir e são problemas de outros nesse período.

Virei mais um corredor e voltei a me perguntar por que os meus pais e madrastas tiveram a brilhante ideia de fazer um jogo de luminosidade tão esquisito no nosso palácio. Tudo bem que de fora ele era dourado, como o de Odin, só que menor, mas por dentro se você seguisse a planta de cima com a entrada como base todos os corredores horizontais eram muito claros e os verticais absurdamente escuros.

Andar por aqui me dá dor na vista às vezes.

Parei na porta do escritório da minha mãe em um dos corredores mais escuros e bati na porta três vezes por precaução antes de abrir a porta.

Ela estava lá, meio sentada e meio deitada em um dos sofás, um pouco aborrecida.

—Não precisava ter batido, eu estava te esperando.

—Eu sei, mas da última vez que entrei sem bater não tive uma boa experiência.

—Ur, eu e seu pai somos casados a um bom tempo, não é tão estranho assim fazermos sexo. –Ela realmente estava se divertindo as minhas custas.

—Exceto que vocês estavam na mesa do escritório com a porta destrancada e eu entrei sem bater. –Como eu odeio aquele dia. –Era apenas para fazer uma piada o seu pedido?

—Não, eu ia te lembrar de colocar roupas limpas e inteiras antes de ir falar com o seu avô.

Ela apontou para a roupa velha, surrada e remendada em cada possível pedaço que eu usava.

—Eu já ia fazer isso. Aquela vez foi uma exceção. –Aquele dia ainda me trazia problemas.

—Mesmo assim as roupas que usa par ficar escondida na colina de raízes do pátio não são nem de longe algo que você deveria usar se não for para ficar lá ou treinar.

—Ou passar despercebida pela feira de pulgas da cidade. –Vi minha mãe suspirar um pouco cansada e me aproximei dela logo vendo a barriga enorme. –Como está meu irmão? –Dei a volta no sofá e sentei na beirada observando os detalhes do rosto dela.

Os cabelos negros e longos, os olhos azuis e a pele pálida.

Nós duas somos muito parecidas, exceto que apenas um dos meus olhos é azul e o outro verde, e as laterais do meu rosto herdaram marcas típicas dos Jotunh, além do fato de que às vezes minha pele fica azul.

Diferente do meu pai, eu tenho muito do poder dos gigantes de gelo.

Minha mãe percebeu que eu parecia perdida e esperou um pouco para responder a minha pergunta.

—Ele está agitado. Não parou de se mexer desde que eu acordei, parece que nem nasceu e já arrumou um jeito de ganhar energia extra.

Toquei na sua barriga e logo senti um chute, que me fez ri.

—Talvez ele vá ser tipo um deus da vitalidade ou da energia ou algo desse tipo.

—Por Odin! –Acho que a ideia não agradou muito minha mãe. –Eu juro que se ele for do tipo que dorme uma vez por semana mato o seu pai de vez.

E então nós duas rimos.

—Bom, eu vou trocar de roupa para a audiência com Odin e quem mais estiver lá. –Levantei já desanimada.

—Não brigue com ninguém.

—Eu nunca tento brigar com eles. –Respondi quase na porta e ouvi minha rir, o que me fez virar.

—Não tenta, mas como se fosse difícil para eles não querer arrumar uma discussão com a Deusa da Verdade e Sinceridade, Princesa de Asgard e Paladina de Odin. Especialmente quando você não sabe ou pode mentir e sempre fala a verdade.

Eu queria poder dizer que minha mãe estava errada em supor algo assim, mas era a verdade e não havia como mudar aquilo.

—Me deseje sorte então.

—Você tem sorte.

Sai do escritório e fechei a porta, só então dei um longo suspiro.

Eu já sabia que a reunião contaria com Thor, Odin e meu pai, Loki.

Só isso já seria motivo para uma discussão digna do Ragnarök.

Não melhoraria se além da minha presença e da deles, Drake estivesse lá.

Na verdade isso apenas faria o Ragnarök parecer um sonho ruim.

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Continua...

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No próximo capítulo: Tristan.

Notas finais
Nome: Ur A.K.A.: Idade: 19 Origem: Asgard Aniversário: 02 de Abril Signo: Áries Raça: Deusa Altura: 182 Status: Viva Cabelo: Negros Olhos: Azul e Verde Habilidades: Poderes de Gelo; Especialista no uso de espadas e adagas; especialista em magia Jotunh; versada nas leis asgardianas e humanas; força, velocidade, agilidade e resistência divinas; vigor divino; imortalidade parcial; Deusa da Verdade e Sinceridade: nunca mente e as vezes exagera no nível de verdades; pode fazer com que as pessoas falem apenas a verdade para ela; Paladina de Odin. Aliança: Heróis Afiliações: Asgard, Guardiões da Galáxia, Klyntars, Relacionamento: Loki (pai); Sif (mãe); Wolf Lokison (meio-irmão); Jason Willis Lokison (meio-irmão); Paladin (meia-irmã); Megara Willis (meia-irmã); Verity Willis (madrasta); Encantor (madrasta); Odin Borson (avô); Frigga (avó); Thor Odinson (tio); Jane Foster (tia); Drake Erik Foster Thorson (primo); Blake Darci Foster (prima); Laufey (avô);