Marry Me, Please!

9 Sogrão livre!!


Notas iniciais
Oi, não consegui o número de review que eu queria. Toda vez que eu atualizava o gerenciamento das historias, o que aumentava era os leitores, não os comentários.
Por isso só com 10 review a mais - ou seja, 54 no total - eu posto um novo capítulo rapidamente.
O de hoje ficou horrível, eu estava sem inspiração, minha desculpas.

Nico sorria como se o mundo fosse acabar hoje, e ele tivesse que pagar todos os seus pecados em algumas horas. E acredite, ele já pecou muito.

Comigo nem se diz.

Mas isso realmente nem vem ao caso, eu nem sei por que eu fico comentando esse tipo de coisa, só faz piorar a minha má fama de garota má. Não que eu tenha uma, mas os estagiários do EGO necessitam postar alguma coisa na internet sempre.

E fotos minhas em posições e situações constrangedoras parecem ser os melhores post deles. Nossa, que legal! Mais legal ainda é estar num cubículo cinza, vestindo uma roupa laranja horrenda, com meu pai e meu noivo de mentirinha.

Zeus balançava a cabeça em desaprovação. Nico sorria como um condenado, e eu também me forcei há mostrar um pouco os dentes.

– Nossa, Thalia! – disse Nico em uma falsa surpresa – Imagina os nossos filhos? Não vão perdoar um paparazzo com os seus sorrisos branquíssimos...

– Isso não foi legal! – cortei. Nico balançou a cabeça, espremendo os olhos, e parou de sorrir. Ah... Apaixonados, lembrei. – Eles não vão ter paparazzi, porque não estarão na mídia!

– Você menti muito mal, Thalia! – disse meu pai. Aquela foi a primeira frase dele desde que entramos naquela sala. – Você já fez isso melhor. Lembra-se daquela vez que você fugiu com o Luke para Machu Picchu?

– Você fez o que? – balbuciou Nico – Com aquele capataz?

Eu lhe lancei o meu melhor olhar apaixonados e sorri.

– Ele era um bom amigo, amor! – realmente um bom amigo. Ah... Como era. Sem mais detalhes, sou uma mulher comprometida agora.

– Sei... – resmungou Nico — Mas tenho uma novidade, Zeus... — Nico encarou meu pai profundamente. Ele segurou a mão dele e sorriu para mim. – Na verdade nos temos uma novidade, conta Thalia!

Eu segurei a outra mão do meu pai, que estava sentado em uma cadeira ao lado da minha. Nico estava à frente de nos, e parecia animado.

– É algo que vai te chocar, mas eu quero que saiba que eu sempre irei te amar...

– Amar? – repetiu Zeus incrédulo – Você chegou a contratar um assassino para me executar!

– Passado, pai, passado! – eu balancei a cabeça como seu eu já tivesse esquecido aquele pequeno acidente. Atirador de mira mais retardado aquele, lhe paguei dez mil dólares para se apaixonar pelo meu pai. Eu disse para mata-lo, não tentar estupra-lo.

Não se fazem mais assassinos como antigamente, mas tenho que admitir que meu pai é um garanhão bem bonito para a idade elevada dele. Não vê como ele é velho? O descrevi como garanhão... Quem ainda fala isso?

– Ainda teve aquela vez que você bateu todos os meus carros... Não deixou nem o Fiat 92! – exclamou Zeus. Ele estava começando a ficar exaltado.

– Eu já disse que é passado!

– Ou quando você colocou Viagra no meu vinho durante uma reunião com os chineses! Sabe quantos milhões eu perdi?

– Mas o chinês curtiu a sua... Han... Elevação!

– Eu sou heterossexual, Thalia!

–Desiste! – pediu Nico – É isso que tento explica-la desde o inicio dos tempos!

–Mas você é duvidável, meu filho... – disse Zeus com uma expressão pensativa. – Você não pegou aquele Clovis?

– Que Clovis? – perguntou Nico irritado – Eu sou hetero!

– E eu sou virgem! – respondeu Zeus.

Fui obrigada a rir. Nico me fuzilou com olhar, mas acabou se acalmando. Ele se contorceu em sua cadeira e inspirou fundo, parecia contar até dez. Quando olhou para mim de novo estava sorrindo profundamente.

Ele devia estar pensando na herança que estava em jogo.

– Vai ter um jantar! – avisou Nico – Irá ser legal, nós gostaríamos que o senhor fosse!

– Um jantar, por quê?

Eu segurei em sua mão de novo:

– Nós estamos noivos, pai! – eu falei rapidamente – Olha o meu diamante!

Ele olhou para a minha mão. Ele parecia satisfeito com a minha aliança, como se pensasse vai poder pagar os meus advogados e até a hipoteca.

– E então? — perguntei animada. — Vai ao jantar?

–Será uma confraternização entre a sua família e a minha. Os Grace e os di Angelo, que tal?- perguntou Nico animado,

– Você quer me convencer a jantar com meu irmão, o pai do seu noivo? — perguntou Zeus incrédulo olhando para mim. Parece que ele começou a ignorar Nico. — Não vê como isso soa esquisito? O seu tio, o seu primo.

– Pai... A gente se ama!

Certo. Dessa vez eu exagerei um pouquinho no sorriso. Zeus se afastou de mim, como se eu fosse perigosa e suspirou.

– Muito mesmo, senhor! — confirmou Nico — E a gente jura que não tem dinheiro no meio. A gente se ama desde que Thalia era rica!

Eu lhe lancei um olhar de advertência. Que tipo de pessoa fala isso? Pelo amor dos deuses, Nico!

– Eu sei do negocio... — disse Zeus rapidamente. Ele assobiou cantarolando uma música indecifrável. Eu olhei para Nico, o garoto já estava com os olhos arregalados.

– Que negocio? — perguntou Nico engasgando-se. Ele não convenceu.

– Vamos fazer assim... — Zeus debruçou-se na mesa, apoiando os cotovelos nela e encarou Nico. — Vinte cindo por cento é meu, vocês dividem o restante, que tal? — ele estendeu a mão, Nico a agarrou rapidamente.

– Fechado! Só não conta nada para o meu pai!

– Nico! — eu gritei desesperada — Está fazendo negocio com Zeus Grace! Acha isso seguro?

– Filha! — repreendeu-me Zeus. Ele parecia prender o riso, depois de um tempo ele começou a gargalhar olhando para Nico como se ele fosse um otário. — Não é seguro mesmo! Qual é o esquema? Eu sabia que tinha algo na parada...

Sabe quando eu disse que Nico é um cafajeste? Meu pai é muito pior... Que tipo de pessoa engana o próprio genro falso? Isso é crueldade, ele já me deixou pobre, quer ferrar com tudo de vez?

Nico olhou para Zeus com raiva. Seus olhos estavam arregalados e ele parecia querer esquartejar o sogro. O sogro... Por que é tão bom falar isso?

– Um casamento... Preciso ser feliz e ter filhos com a mulher que eu amo. Senão adeus herança. — explicou Nico relaxando na cadeira.

– Caraca... Você é muito burro! — riu Zeus — Do que adianta ser rico se você não mantem o dinheiro?

– Você fez o que mesmo, pai? — perguntei desafiadora — O negocio é o seguinte, vai ter um jantar hoje de noite. Você vai, Hades vai, Poseidon vai, mas ninguém, tá me ouvindo? Ninguém vai morrer!

Zeus fez um sinal com as mãos:

–Mas nem um pouquinho? — eu neguei com a cabeça — Tudo bem então, não quero voltar para a prisão.

Um policial entrou na pequena sala em que estávamos e avisou que o tempo da visita havia acabado. Suspirei aliviada, finalmente aquele inferno teria um fim.

(...)

Em algumas horas nós todos já estávamos liberados da delegacia. Com uma ajudinha do dinheiro de Percy, aquilo tudo não ficaria no nosso histórico. Pelo menos foi isso que o delegado prometeu. Meu pai também foi liberado.

Para aquilo não ficar no historico dele, só matando todas as pessoas que ele roubou. Nos ainda queremos pessoas vivas em NY, então descartamos essa ideia.

– Nico... Tem certeza que ninguém vai morrer mesmo?

Nos estávamos no carro dele, a frente da mansão Hades. O grande portão preto com a inicial deles em prateado parecia me encarar como seu eu fosse uma intrusa. Eu podia ver o imenso campo verde, estatuas macabras e pretas de um cachorro com varias cabeças guardavam a entrada. Nico acenou para as câmeras, o portão começou a se abrir lentamente.

Enquanto eu fazia o pior show de strip da minha vida (não me leve a mal, eu realmente nunca tinha feito um, só foi assim que Nico chamou a minha pequena cena no cartório), o meu querido Noivo fez algumas ligações, convidando a família toda para um jantar na mansão Hades.

Assim riscaríamos da nossa lista esse ótimo dever. Sem contar que temos que ficar apaixonados 24h por dia.

– Morte? — Nico riu. — Ninguém fala disso nessa casa!

– Deve ser porque os três grandes não se veem desde a morte do vovô Cronos? Há séculos atrás!

– Relaxa, Thalia! — pediu Nico estacionando em frente da casa. Ele desceu do carro e o rodeou, parando em frente à porta do passageiro. Ele a abriu para que eu saísse, um motorista aproximou-se e pegou as chaves do carro.

Eu dei minha mão a Nico, sorrindo e me lembrando para ser gentil.

– Não tem mordomo nessa casa, né? — perguntei nervosa — Eu não gosto de mordomos...

– O que aconteceu com James?

–AH... Grande James, fazia massagens ótimas! — uma mão pousou no meu ombro. Era Zeus. Ele entrou na mansão com Percy logo atrás de nós.

– Digamos que ele se despediu numa cena digna da Broadway! — ou de Sherlock Holmes, pensei.

– Então tá! — concordou Zeus como se aquilo não importasse — Vamos entrar? Eu sempre quis ver esse muquifo por dentro!

Revirei os olhos. Nico abriu a porta da casa. Ah... Tinha um mordomo.

Percy aproximou-se do grupo lerdo como sempre, arrumando o seu terno. Respirei fundo.

Seja o que os deuses quiserem.



Notas finais
COMENTEM!