Marry Me, Please!
7 Liberdade paterna.
Notas iniciais
Pois bem, chegamos e passamos. Obrigada crianças.
Mas teve um motivo para eu ter demorado, dois, na verdade:
Campeonato de surf e o fim do mundo.
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Meu pai é surfista - e engenheiro nas horas vagas - e passou as ultimas duas noite com o computador no quarto, vendo esse tal campeonato de surf.
E o fim do mundo foi a minha mãe, ela passou a tarde toda pesquisando sobre isso na internet, e como não dá para eu escrever no meu tablet, eu fiquei sem postar.
Pobre é fufu, né? Quebra todos os computadores e fica só com um, dai a briga é certa.
Não dava para eu entrar no quarto deles de madrugada e pegar o notebook. Não obrigada, já fui muito traumatizada pequena. Cenas horríveis, saiam da minha cabeça. Se é que vocês me entendem.
– Thalia, você esta bem? Thalia! — gritou Nico próximo ao meu ouvido.
– Eu não sei se tô bem... Você colocou algo na minha bebida de novo? — perguntei um pouco contrariada o empurrando para longe de mim. — Sai de perto Nico, eu só me engasguei com a maça, não estou surda.
– Ah... Ok. — disse Nico aliviado. — Não sabe como achei que iria perder a mãe dos meus futuros filhos imaginários!
– Certo, então esta história de casamento é real? — perguntei um pouco confusa. Parecia que tudo fora um sonho, Nico sempre fora a última pessoa que eu já imaginei que poderia me pedir em casamento. Eu acho que até Hades estava na frente dele nessa lista de futuros maridos ricos. Isso é estranho, eu sei, mas Nico não é o tipo que se ajoelha para pedir alguém em noivado... A menos que a sua herança esteja em risco, é claro.
– Claro que é! — disse Nico se afastando de mim rapidamente. — É nosso futuro em jogo, Thalia! Se eu falir, quem irá te bancar?
– O meu futuro marido? — perguntei incerta.
– Claro que sim! — concordou Nico — Eu!
– Não, meu futuro marido de verdade! — Nico espremeu os olhos, me encarando, seus lábios se abriram num sorriso malicioso. Eu já sabia o que estava por vir, ele ia conseguir me convencer com um ótimo argumento.
– Eu mando em você. — falou seguro de si mesmo. — Ou você se casa comigo ou sai do meu apartamento. — Ok, talvez um argumento razoável. Aquilo já era o suficiente para eu me casar com ele, mas mesmo assim ele continuou:
– E um marido rico de verdade? — ele bufou raivoso — Para conseguir o dinheiro dele de verdade, você terá que conseguir uma criança de verdade! Comigo não, a gente consegue um filho de mentirinha, Thalia! — disse Nico ajoelhando-se à minha frente novamente — Então?
– Você prefere guardanapos champanhe ou cor de gelo? — perguntei abrindo um sorriso.
– Eu prefiro os de papel mesmo! — assumiu Nico levantando-se para me abraçar, porem eu o empurrei para longe e atravessei a sala, começando a falar minhas exigências:
– Sem acordo pré-nupcial. É 50 por 50, Nico, entendeu? — ele assentiu com a cabeça — E estamos no século XXI, fofo, quem manda agora são as mulheres, ou seja, eu.
– O que? Mas você nem foi minha escrava ainda! — falou contrariado, vindo em minha direção — Não e não, Thalia!
– Certo, então quando você achar outra noiva disposta a seguir o seu plano, me avisa, tá?
Ele bufou, se jogando no sofá.
– Eu vou poder escolher o meu terno, pelo menos?
Eu neguei com a cabeça:
– E nem vai poder tocar na noiva antes do casamento!
– O que? — gritou desesperado — Século XXI! Novos costumes, já esqueceu?
– Não, — respondi — mas eu sou uma garota muito religiosa. A cama hoje é minha.
Antes de fechar a porta do quarto pude ouvir Nico resmungando do sofá da sala, pelo visto ele iria dormir ali. Ai... Ai... Depois de todo esse tempo ele ainda não aprendeu a não brincar comigo.
A minha vingança é dez vezes pior.
(...)
– Acorda, Thalia! — gritou Nico. Ele estava em cima da cama, ao meu lado, me balançando freneticamente. — Temos um compromisso, eu já falei com Percy!
– Eu já disse que não vai ter noite entre primos, Nico! — gritei puxando o edredom para junto do meu corpo — Percy é hetero até que Annabeth diga ao contrario, entendeu?
– Só Percy é hetero? E eu? -perguntou jogando o edredom para longe de mim. Cafajeste, um dia ainda mato esse garoto.
– Você é indeciso, Nico di Ângelo. — respondi contrariada, sentando-me na cama. — Que horas são?
– Vai dar oito horas, temos que sair logo daqui. Percy vai nos encontrar as nove no cartório.
– O que? Para que?
– Vamos ver o contrato que meu pai me obrigou a ensinar, e Percy é o único advogado em quem eu confio.
– Ele não se formou ainda, Nico. — falei enquanto tentava desembaraçar meus cabelos com as mãos — Ele vai voltar para a faculdade depois do natal, ele e Annabeth.
– Eu sei, por isso ele pediu como honorários para que a gente junte os dois antes que eles voltem para a faculdade. Pelo visto o campus de arquitetura é distante do de direito, e Annabeth com total certeza vai ficar com a casa que eles alugam na cidade...
– Certo... Ele vai nos ajudar e, em troca, vamos dar uma de cupido?
– Legal, não? — perguntou tirando a roupa que vestia e entrando na suíte do quarto. — Mas eu ainda vou ter que pagar a conta do cartão de credito dele. Como você consegue gastar tanto dinheiro em apenas umas horas?
Ele estava se referindo as compras que eu tinha feito ontem à tarde, enquanto ele corria atrás da ex-noiva. Bobagem desses garotos, eu nem tinha comprado tanto assim.
– Pratica. — respondi me levantando da cama e indo em direção ao outro banheiro da casa.
(...)
Em meia hora estávamos dentro do carro de Nico, devidamente vestidos e comportados.
– Você não falou sério sobre aquilo, né? -perguntou Nico um pouco desorientado.
–Sobre o que?
–Aquilo... — falou sugestivamente — Só depois do casamento!
–Ah... Claro que sim. — respondi com segurança. — E se você me trair ou me embebedar, eu juro que atiro essa aliança na sua cara! — levantei minha mão direita, um lindo anel estava ali. Nico podia ser até um cafajeste, mas sabe como agradar as mulheres.
Aquele diamante é tão lindo... Ok, foco, Thalia.
Quando chegamos à frente do cartório, Percy já nos esperava lá. Vestia um terno preto com um belo corte, uma gravata verde que iluminava mais ainda seus olhos, e segurava uma pasta também preta de couro.
Poderia até ter uma aparência séria, mas seus cabelos rebeldes e sua barba completamente mal feita não ajudavam muito no visual.
Descemos do carro rapidamente, Nico também vestia um terno, e eu um tubinho preto da Coco Chanel. Humpf... E o di Ângelo ainda diz que eu só comprei roupa exuberante.
Ele passou a mão por volta da minha cintura e fomos em direção à Percy.
– Cara, Annabeth também fazia a sua barba? — perguntou Nico tentando abafar o riso. Percy riu cinicamente, como se aquilo não tivesse graça. Talvez para ele não tivesse, mas era engraçado ver fiapos de barba saindo de apenas alguns pedaços do seu rosto.
– Então, o que vamos fazer? — perguntei enquanto beliscava Nico, para ele parar de rir.
– Eu já consegui uma cópia do contrato, vamos entrar para podermos avalia-lo melhor. — disse Percy com um biquinho. Pelo visto ele não gostou muito da brincadeira de Nico.
– Você fica tão fofo magoado — eu disse dando-lhe um tapa no seu ombro — Vamos achar sua corujinha, Jackson, eu prometo!
– Acho melhor mesmo, o banco quase bloqueou o meu cartão despois das suas compras. — falou rapidamente — Eles acharam que eu não era capas de gastar dez mil dólares em três horas, mas pelo o visto eu conheço quem é!
Eu ri constrangida:
– Não vamos entrar?
(...)
Enquanto atravessávamos o cartório, varias pessoas paravam para olhar para nós. Eu podia jurar que a cada grupo de pessoas por quem eu passava, eu escutava o meu sobrenome.
– Percy... Por que este povo tá falando tanto sobre mim? — perguntei — Eu achava que jurídicos não liam o EGO!
– A maior parte não lê. — resmungou — Graças aos deuses, senão ia acabar com minha carreira depois do que você me aprontou.
– Eu sou queria ajudar! — Nico riu, como se eu não fosse capaz de fazer uma única boa ação para ninguém. — O que foi, di Ângelo?
– Nada...
– Sem barracos aqui! — Percy o interrompeu antes que ele pudesse falar mais nada. — E não estão falando de você, sim do seu pai, você ainda não soube?
– Não... Eu acho que não.
– Pois bem. Ele conseguiu um habeas corpus, Thalia. — explicou-me — Zeus Grace sai da prisão ainda hoje.
Notas finais
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Palavras do meu pai sobre o fim do mundo:
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''Se o mundo acabar, que seja em ondas boas''
Lol, tchau.
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