Marry Me ?

24 Marry Me ?


Notas iniciais
Yoo minna!! Como vão?
Minna? MINNA?! Meu deus, eu matei meus leitores de curiosidade! hauhsuahushauhsa
Cá estou eu de volta! Depois de muito tempo! Mas calma lá, não foi porque eu quis, é porque eu estava MUITO, mas MUITO MAL nessas semanas, gargante inflamada, febre alta e crise de bronquite asmática, e a semana de provas não ajudou muito, então já viram né?
Mas enfim, vou compensá-los com este capítulo que é o maior que eu já fiz! Sério mesmo, deve ter quase oito mil palavras! Espero que não se importem com um capítulo tão grande! E olha que eu tentei colocar algumas partes para o próximo capítulo mas não deu, tudo tinha que acontecer neste cap!
Minna eu tenho algo super importante para falar então nos vemos nas notas finais ok? Ah, e quero agradecer de coração á marielovegod por ter recomendado a fic. Muito obrigada linda ♥
Agora, sem mais delongas, boa leitura ;)
OBS: Muitos hiperlinks ao decorrer do capítulo, por isso abram em nova guia para não atrapalhar a leitura =]


– EERZA! – Lucy deu um berro acompanhado de Levy, ambas que estavam com as malas nas mãos, deixaram cair tudo no chão e vieram para meus braços já abertos esperando por este momento. – Nunca mais faça isso sua doida! Sabe o quanto ficamos preocupadas quando Millianna disse que não estava em casa e saiu com uma mala grande?

Estávamos as três chorando que nem umas loucas desesperadas. Principalmente eu, que mais chorava abraçando elas, deixando que as emoções me tomassem para poder desabafar um pouco. Acabamos caindo no chão as três de uma vez visto que Lucy e Levy colocaram todo o peso em cima de mim, fazendo-me desiquilibrar. Olhamos uma para a outra e começamos a rir daquela cena. Só elas mesmas para me fazer rir neste momento, coisa que não fiz desde que cheguei aqui.

– Erza, você está bem? – A baixinha perguntou preocupada quando paramos de rir por um instante. Neguei com a cabeça, encolhendo-me. – Sua cara está péssima! Olha, não fique assim! Sério, não compensa.

– Eu sei disso! Sei muito bem disso! Mas.. – Mesmo sabendo, ele me traiu sem dó com aquela vagabunda, logo quando descobri que o amo. Isso é demais para uma pessoa só!

– Não se esqueça de que sempre estaremos aqui ok? – Lucy tentou me dar apoio mais uma vez, esbocei um sorriso entre as lágrimas e ergui meu dedo mindinho no ar.

– .. até que a morte nos separe. – Minhas amigas riram com aquela bobagem, mas ergueram o dedo e colamos um ao outro, fazendo uma promessa. Logo depois Levy me convidou para deitar em seu colo, aceitei, deixando meus cabelos espalhados para que a mesma alisasse-os.

– Vou pedir alguma coisa para beber. – A loira se levantou deixando-me a sós com Levy que fazia carinho em minhas madeixas, enquanto ligeiras lágrimas rolavam pela minha face.

– Erza, chore. Desabafe. Lucy e eu sempre estaremos aqui para te ouvir quando precisar, não se esqueça disso..

Não sei por quanto tempo mais fiquei acordada, as palavras de Levy ecoavam em minha mente. Eu não estava sozinha mesmo que quisesse, mas sem Jellal era como se não tivesse algum lugar no qual eu possa ir. Porque sempre que for, estarei sozinha sem sua companhia. É incrível como uma pessoa que pensamos ser insignificante faz falta na nossa vida depois que a perdemos. É como diz a frase: “Só valoriza quando perde”, eu não o valorizei e perdi. Faz muito sentido agora o que a piranha disse..

Ela me olhou pela última vez e pude constatar um recado em seu olhar. Dizia algo mais ou menos assim: “Ou você valoriza ele, ou eu vou pegar para mim”.

Oh Jellal, você não deveria ter feito isso comigo.. quero tanto voltar no tempo para consertar as coisas, para ter te dito antes meus sentimentos, para que pudéssemos ser um casal feliz.. mas agora não tem mais jeito não é? Pena que eu..

– .. te amo tanto. – E apaguei logo em seguida.



Acordei no dia seguinte na cama de casal, fitei o teto continuando no mesmo lugar, parada. Eu não sei como seria minha vida daqui para frente, não é fácil falar que vou viver sem Jellal, porque agora percebo que ele fez minha vida ter sentido. Depois de Sting, eu nunca tinha me apaixonado por ninguém desde então, mas o azulado despertou esses meus sentimentos que enterrei no fundo do meu coração. Porém é um amor diferente, como se eu não soubesse viver sem ele.

– Erza, que bom que acordou! Está melhor? – Acenei em resposta para Lucy que vinha do banheiro. – Vem, tome um banho. Vai melhorar.

Ela estendeu a mão para mim, levantei com sua ajuda indo para o banheiro. Tomei uma ducha quente e relaxante. À medida que a água caía sob meu corpo, mais eu chorava. Inclinei a cabeça recebendo todo o líquido quente no meu rosto tentando cessar as lágrimas, porém não obtive sucesso. A cada segundo uma imagem de Jellal vinha a minha mente, ele sorrindo, triste, com raiva, comigo.. e na maioria das vezes essas lembranças vinham a tona com a cena daquele dia, com ele me traindo. Isso que me fazia chorar mais e mais, saber que eu poderia ter evitado tudo se tivesse mantido meu orgulho idiota de lado. Mas agora já está feito, não se pode chorar pelo leite derramado.

Assim que abri a porta do banheiro me cobrindo com apenas uma toalha rosa, ouvi uma fala de Levy estranha e me encolhi na fresta da porta a fim de ouvir mais da conversa.

– Lucy, sem chance! Olha como ela está! Não tem como eu dizer agora.

– Sei lá, só acho que deveria contar logo de uma vez, ela é sua melhor amiga não é? Nunca escondeu nada dela e não vai ser agora que vai esconder.

– Não é bem esconder, é ficar quieta para ela não se sentir mal! É diferente..

– Me contar o quê? – Não aguentei mais ficar ouvindo aquilo, agora minha curiosidade atacou e eu queria saber o que era. Abri a porta do banheiro totalmente e elas viraram para trás com minha fala, estavam surpresas por eu ter ouvido, quem sabe, o que não deveria. – O que aconteceu?

– Erza, aconteceu que o Gajeel e eu..

– Voltaram! – A loira interrompeu Levy com um grito, acabei me espantando com isso. Não pelo grito, mas pela notícia. Como assim ela tinha voltado com aquele desgraçado que a fez sofrer? – Tá vendo Levy, não falei que ela deveria saber?

– Porque Levy? Porque diabos você fez isso? – Perguntei eufórica sentindo uma raiva subir á minha cabeça.

– Olha Erza, não tem como eu te explicar pelo simples fato de..

– LEVY ELE TE DEU UM PÉ NA BUNDA DEPOIS QUE TRANSARAM! COMO AINDA TEM CORAGEM DE VOLTAR COM ELE? – Acabei me descontrolando mais do que necessário, tanto que as meninas olharam surpresas para mim. Talvez eu não queira que Levy passe o mesmo que eu estou passando, ela é tão inocente, nunca dependeu de homem para nada e quando de repente chega um, faz essa puta sacanagem com ela.

– Erza, me escuta ok? – Fiquei quieta esperando a explicação de Levy, ela puxou uma grande quantidade de ar para logo depois soltar. – Infelizmente, eu AMO o Gajeel com todas as minhas forças! E você está ciente melhor do que ninguém agora que simplesmente não conseguimos viver sem a pessoa que amamos! Eu sei que ele é um cafajeste, um sem coração! Mas ele se arrependeu, pediu perdão e suplicou para eu voltar com ele, o que acha que eu faria? Todo ser humano erra Erza, é natural da nossa espécie, só cabe a nós aceitarmos este fato ou não e ser maduro o suficiente para perdoar. É óbvio que todos nós temos escolha de trair ou não, mas quando se ama uma pessoa, você pode passar por isso, você é capaz de passar por tudo por causa dessa pessoa! Tudo mesmo, entende o que quero dizer?

Calei-me por um instante ao ouvir Levy. Minha cabeça agora tinha um milhão de pensamentos, porque eu senti que tudo que ela falou era como se fosse para mim. Que eu ainda tinha escolha de ficar com Jellal, de pudermos ser um casal feliz com um futuro. Quando dei por mim, já estava chorando ali, parada no meio do quarto. Levy se desesperou ao ver meu estado.

– Oh não, não! Isso é culpa minha não é? Desculpa Erza, sério eu não queria te magoar! Tá vendo o que você fez Lucy?

– Hey, Erza, calma ok? – A loira me levou até a cama onde me sentou na ponta e a baixinha nos acompanhou. – Porque você está assim? O que Levy disse que fez isso com você?

– É que.. é como se fosse para mim. Como se eu tivesse escolha de perdoá-lo para podermos viver juntos e felizes. – Levy suspirou ao me ouvir, pegou na minha mão e olhou no fundo dos meus olhos.

– Erza, isso varia de pessoa a pessoa. O que é certo para mim pode não ser certo para você, é a mesma coisa em perdão, o que eu sou capaz de perdoar pode não ser capaz para você. É meio complicado, mas se não for pensar assim, todas as pessoas que traíssem iriam ser perdoadas e então isso motivaria elas a trair mais e mais. E o amor seria esquecido de vez. – Devo ter compreendido alguma coisa porque parei de chorar, mas mesmo assim sentia uma angustia no coração, insinuando que eu poderia perdoar Jellal se quisesse. Olhei pro nada por um momento, imaginando como tudo seria diferente se eu tivesse pronunciado antes de complicar tudo de vez apenas duas palavras pequenas, mas significativas: “Te amo”.

Logo estava a chorar novamente..



LUCY POV’S



Eu nunca tinha visto ela assim, talvez seja porque ela finalmente entendeu depois de um longo tempo que ama Jellal. Porém, ela mesma já sabe que tudo isso poderia ser evitado se ela tivesse admitido logo, coisa que eu e Levy tentamos avisar. Mas a Erza tinha despertado sentimentos muito fortes por Jellal agora coisa que não tinha acontecido com nenhum garoto em anos, já que o primeiro amor dela fora Sting, e poderia ser o único se a puta da Mirajane não tivesse feito o que fez. Não conhecia a ruiva nem a grisalha naquela época, mas uma raiva me tomou assim que soube do ocorrido. Infelizmente as pessoas são assim, um bando de hipócritas! Fingem ser o que não são, enganam as pessoas ao redor e sempre têm interesses em alguma relação. Este é o mundo no qual vivemos hoje em dia, Mirajane fez isso porque se sentiu ameaçada pela Erza, essa vagabunda! Só porque também tinha se interessado por Sting, resolveu fazer a sacanagem que fez com a Erza para ela se colocar em seu lugar. Esta foi a segunda versão que ouvi de Lisanna, a irmã de Mirajane, que sem querer acabou soltando quando um dia estávamos discutindo sobre a relação que Erza e Mira um dia tiveram. Nunca contei isso para Erza por não querer voltar o assunto à tona, coisa que ela não quer lembrar já que nutriu um ódio profundo por Mirajane, e com razão!

Não nego que quase tive um ataque quando Levy me ligou falando que tinha voltado com Gajeel. Minha vontade era de esganá-la. Porra, como perdoa um cara que tira sua virgindade, te pede em casamento, e depois te larga para uma puta qualquer? Só a Levy mesmo! Ela teve de dar quase o mesmo discurso para mim na sexta-feira de manhã quando ela me contou. Lembro-me perfeitamente o que aconteceu, estávamos casa dela porque assim que ouvi a notícia não hesitei em ir para lá. Tinha faltado á faculdade novamente.



– LEVY MCGARDEN, COMO VOCÊ TEM A CORAGEM DE PERDOAR UM CAFAGESTE DESSES? PUTA QUE PARIU! NÃO É POSSÍVEL QUE VOCÊ SEJA TÃO INGÊNUA ASSIM! – Entrei berrando no quarto dela, que estava com a porta encostada, a baixinha ficou surpresa com a minha reação.

– Lucy, calma pelo amor de deus! A casa inteira vai escutar seus gritos!

– NÃO QUERO SABER LEVY! EU QUERO SABER POR QUE DIABOS VOCÊ PERDOOU ESTE CARA! EU TO MUITO PUTA COM ISSO!

– Dá pra perceber! – Falou irônica á minha ultima fala, meu cenho se franziu e Levy logo percebeu que eu ia voltar a gritar novamente, e me sentou no sofá tentando me acalmar. – Lucy, eu irei lhe explicar tudinho ok? Agora por favor, escute primeiro depois briga comigo.

– Tudo bem.. começa logo isso então.- Suspirei derrotada controlando minha raiva. Eu queria mesmo naquela hora era ir até Gajeel e quebrar a cara do infeliz por ter feito isso com ela, mas seria mais provável que Levy levaria a dor por ele, e não ele mesmo. Já que ela se importa demais com as pessoas, e para mim, isso é um defeito muito grave. A baixinha sentou no sofá á frente e olhou no fundo dos meus olhos, preparando-se para falar.

– Foi assim. Ontem, depois do shopping, quando vocês duas foram para suas respectivas casas, ele foi lá à mansão e pediu para entrar. Obviamente eu não permiti sua passagem e o ignorei, acontece que ele ficou lá no portão de entrada da mansão até ás quatro da manhã! Sério, eu fui dormir e acordei com a empregada me chamando dizendo que ele ainda estava lá me esperando.

– Que o deixasse esperando mais tempo! – Revoltei-me por pensar que ela poderia ter voltado com ele SÓ por causa disso. Tipo, nem é muita coisa que ele fez!

– Porra Lucy, vai me escutar ou não?

– Tá bem, continua.

– Então, com muita relutância, eu pensei ok? E pensei MUITO, mas muito mesmo! Eu decidi ir até lá, onde ele estava. — Levy já disse prendendo a respiração porque sabia que eu iria gritar de novo e teria sido isso mesmo que eu ia fazer se ela não tivesse pedido silêncio novamente só que com as mãos. — Quando cheguei lá, fingi não me importar com ele, assim como você tinha me dito para fazer, mas Lucy, Gajeel olhou para mim e se ajoelhou no chão! Ele começou a chorar, a implorar perdão, dizia que mesmo que em um dia que tinha terminado comigo sentia minha falta, não poderia viver sem mim e tudo mais. Eu não aguentei! E eu juro por tudo nesse mundo que eu tentei, ok? Eu tentei não perdoá-lo, não olhar pra cara dele, deixa-lo ali e voltar para dentro, mas simplesmente não consegui! Isso porque eu o AMO DEMAIS Lucy, não consigo viver sem ele! Então no final eu o perdoei, ele disse para mim que tinha confundido seus sentimentos e ficou com a primeira puta que apareceu na frente dele e achou melhor terminar comigo, mas viu que tinha feito uma enorme besteira e decidiu me procurar. O que você acha disso tudo?

– Levy, corre. — Prendi minha respiração por um momento, tentando não bufar muito, mas não consegui, a raiva era maior que tudo! A baixinha olhou confusa para mim com o meu pedido. Mesmo assim tornei a repetir. — Corre Levy. Corre enquanto pode.

Levy continuou sem entender, mas assim que viu que eu estava prestes a levantar, saiu disparada do sofá e começou a correr em círculos em volta do quarto, comigo correndo atrás dela e gritando ao mesmo tempo.

– LEVY EU VOU TE MATAR, NÃO ACREDITO NISSO! TUDO QUE EU FALEI DE HOMEM PARA VOCÊ NÃO ADIANTOU? HEIM? HOMENS SÃO TODOS IGUAIS!

– Lucy PARA! Eu ouvi o que você falou ontem! Mas Gajeel não é igual a todos os homens!

– VOCÊ NÃO SABE!

– Claro que sei! Eu confio nele!

– CONFIAR NÃO VAI APAGAR O QUE FOI FEITO! – E ficamos assim, dando voltas no quarto por um tempo até eu me cansar e cair acabada na cama. Levy pulou em cima de mim rindo da minha cara.

– Você é TOTALMENTE maluca sabia?

– Certeza? Não acho! Você que é a maluca por ter perdoado Gajeel! Vou te matar Levy! – Ela riu ainda mais enquanto alisava meus cabelos. Eu parei de ficar brava e encarei a baixinha em cima de mim. — Tudo bem eu admito! O que ele fez foi uma prova de amor sim, não muito grande mais foi. Entendi suas razões, mas avise a ele que se ele ousar lhe fazer chorar novamente eu vou quebrar tanto a cara dele que as pessoas nem vão mais reconhecê-lo!

– Credo Lucy!

– To falando sério Levy!

– Ok ok, já entendi! – Ela riu ainda mais com o rumo da nossa conversa. –Vou avisá-lo sim. Eu sabia que você ia entender, sabia!

– Nem fica se achando porque eu ainda quero te matar! – Falei trocando de posição com Levy e ficando em cima dela fazendo cosquinhas em sua barriga. A azulada se contorcia de rir. A manhã foi agradável, passamos o tempo todo conversando sobre tudo que se pode imaginar. Estava tudo bem até ligarmos para o celular da Erza e ela não atender, e quando ligarmos para a casa dela, Millianna contar que a ruiva saiu de casa com uma mala grande sem avisar nada e que sua expressão não estava nada boa. Aí o tempo mudou completamente.



Agora, olhando Erza chorar desesperadamente ao meu lado, compreendo-a totalmente. Quero dizer, com o que ela sentiu quando sua melhor amiga fez aquilo com ela. Loki também é assim comigo, tanto que eu decidi terminar o namoro sem futuro que estávamos tendo. Finge gostar de mim enquanto tem segundas intenções como me levar para a cama. Nem sei se ele sabe que eu sei ou não, mas tento fazer o mesmo que ele faz comigo com ele. Tipo, também ‘usá-lo’ para me satisfazer quando estou a fim, e isso vira um ciclo vicioso. Deve ser por isso que o mundo é assim do jeito que é, as pessoas tentam devolver o que fazem com elas mesmas, fazendo com que tais pessoas saiam como hipócritas da história. Eu não sou a pessoa mais indicada para dar conselhos sobre homens, mas dou mesmo assim e não quero nem saber! Não sou esta pessoa por que não admito de jeito nenhum que gosto do Natsu. Erza já tinha me avisado, mas mesmo assim não quis acreditar e de uns dias para cá eu percebi que realmente estou apaixonada por ele, por um galinha! Coisa que nunca fiz. Mas tudo bem, vou tentar para ver se dar certo porque eu não quero acabar como minha amiga está agora, e creio que ela também não desejaria isso para mim.

Parei de pensar por um instante e troquei olhares com Levy, que também estava abalada por ver sua melhor amiga chorando por um cara. Nossos olhares diziam que devíamos fazer alguma coisa, seja o que for para ela parar de chorar.

– Erza, que tal se formos a uma sorveteria pedir um milk-shake grande de chocolate para você? É seu sabor preferido! – Tentei animá-la para sair, quem sabe ela poderia esquecer a história toda por um instante.

– Não Lucy, não estou a fim de sair. Obrigada.

– Por quê? É uma boa ideia! E ainda poderemos conhecer algumas partes de Londres que não conhecemos, porque não? – Levy alimentou a ideia, tentando convencê-la. Erza apenas parou e olhou para cada uma de nós, suspirou e olhou para frente.

– Milk-shake? Ok, eu vou.

– Eba!!

– Mas só porque vocês querem! – Tentou justificou porque sairia conosco, mas eu mesma sabia que Erza queria esquecer aquilo um pouco, já que não era fetiche dela chorar por homem, na verdade nunca foi.

A ruiva se levantou tornando a colocar a toalha em volta de seu corpo, e andou até sua mala para tirar algumas peças de roupas. Com as roupas nas mãos, se dirigiu ao banheiro para se trocar. Eu já estava pronta, vestindo uma blusa rosa de manga comprida com uma calça jeans e all star preto . Já a Levy optou por uma blusa branca comum com uma jaqueta preta de couro e calça jeans com os joelhos rasgados e um tênis. Quando Erza saiu do banheiro trajava uma blusa de manga comprida roxa e calça jeans com sapatilha preta, o mais engraçado é que ela ainda utilizava a aliança de casamento. Quase perguntei o motivo, mas isso seria inconveniente demais, se estávamos saindo para fazê-la esquecer da história, então pra que diabos eu iria perguntar? Pra nada! Pegamos nossos respectivos celulares e saímos do hotel logo em seguida. Decidimos ir a pé para olhar as ruas de Londres de perto com mais detalhes. As ruas estavam cobertas de uma camada fina de neve, era inverno. Nevava um pouco quando saímos, de modo que as blusas de frio ajudaram bastante. Andamos muito, pois o hotel ficava um pouco longe de uma rua que gostaríamos de visitar, que era perto da ponte de Londres, porém o tempo passou rápido por estarmos conversando sobre a paisagem enquanto chegávamos ao local. Lá possuíam várias lanchonetes, restaurantes, sorveterias e lojas comerciais que poderiam se imaginar, eram tantas opções de sorveterias que ficamos até confusas com aquilo tudo. Já que eu e Levy nunca tínhamos ido para Londres, era a primeira vez e tudo por causa de uma amiga, isso que era amizade.

Entramos em uma sorveteria com um ambiente calmo, o nome era Greedy Goat . Tinham vários balcões para self-service de sorvete, eu decidi pegar os sabores que queria em um pote, enquanto Erza queria seu milk-shake grande de chocolate e Levy queria banana Split. Pus várias bolas de sorvete no meu pote que ficou enorme, as meninas já tinham feito os pedidos quando sentei á mesa.

– Nossa Lucy, não tem medo de engordar? – Levy perguntou ao ver o quanto de sorvete eu iria tomar.

– Nem um pouco! Estou em Londres meu amor! – A baixinha riu com a minha resposta. Erza estava quieta e sem expressão, parecia estar em outro mundo. Logo tratei de comentar aquilo. – Erza, se for para você ficar assim era melhor a gente nem ter saído! Poxa, tenta esquecer um pouco ok? Sabe que queremos sempre o seu melhor, tanto que nos incomoda lhe ver com esta cara.

– Tudo bem..- Assentiu em rendição, fazendo-me dar um sorriso com isso. Pelo menos ela tentaria isso era o que estava valendo.

Quando os pedidos foram tragos pelo garçom, Erza brilhou ao ver o milk-shake ali na sua frente. Isso fez com que descontraísse o clima e ficaram as três igual doidas rindo a toa. Conversamos bastante sobre outros assuntos enquanto tomávamos os sorvetes, aproveitando o clima e o ambiente confortável.

– Levy, me conta como foi que você perdoou o Gajeel. – A ruiva pediu dando um gole no milk-shake. Levy esboçou um sorriso pela pergunta e começou a contar o que tinha acontecido, como eu já sabia, não prestei muita atenção. E enquanto as duas conversavam, eu percebi que tinha uma mensagem não lida no meu iphone. Abri a mensagem me deparando com uma pergunta de Jellal.



DE: Jellal

PARA: Lucy

E então Lucy, eu já estou a caminho. Falta acho que uma hora para eu chegar. Aonde vamos nos encontrar?

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Fiquei em dúvida se levaria o plano adiante ou não. Olhei para Erza e a mesma estava sorrindo como nunca sorrira nesta manhã, ri com isso e respondi a mensagem de Jellal. Só ele iria fazer minha amiga feliz, disso eu tinha certeza.



DE: Lucy

PARA: Jellal

Pode ser na ponte de Londres, é um lugar bem marcante para vocês dois não é? É perfeito para a ocasião! Vê se não vai fazer besteira heim Jellal! Se a história que você me contou não for verdadeira eu vou te matar, literalmente!

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Eu sabia exatamente o que tinha acontecido na sexta-feira quando a Erza viu Jellal e Meldy juntos, e como eu tinha pensado, Jellal não estava traindo-a. Na verdade foi tudo um mal entendido, já que ele nunca seria capaz de traí-la, mesmo se quisesse. E também sei que Erza vai me matar se souber que estou tentando organizar um encontro entre os dois, mas este é o certo a fazer! Ela tem que ficar junto com ele logo de uma vez, já passou do tempo! Erza tá sofrendo á toa por Jellal, já que ele não a traiu. Mas pelo menos ela já sabe o que sente, assim não precisa mais complicar as coisas. Menos de dois minutos depois eu recebo a resposta.



DE: Jellal

PARA: Lucy

Tudo bem vai ser lá então. Mando-lhe uma mensagem quando tiver perto. Epa, calma aí! Tudo que eu te contei é verdade! Para quê eu ia mentir? Não traí a Erza e nunca vou trair, sabe muito bem disso. Ela é a mulher da minha vida, não sou capaz disso. E eu não duvido que possa matar alguém hauhsuhasa.

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Isso aí é melhor não duvidar! Que quando eu coloco uma coisa na cabeça eu não tiro!

– O que está fazendo Lucy? – Levy perguntou ao perceber que eu não estava conversando com elas.

– Ah, só mexendo em alguma rede social. – Respondi calmamente tirando da caixa de entrada das mensagens e colocando no menu iniciar na telinha.

– Peraí, meninas, eu vou ao banheiro. – Erza se levantou e tirou seu celular do bolso de trás da calça jeans, colocando-o em cima da mesa. – Olhem para mim.

E se dirigiu para dentro da sorveteria, deixando-me as sós com Levy. Não passou nem um minuto que Erza tinha saído quando seu celular apita com a chegada de uma mensagem. Desesperei-me. Jellal seria tão doido a ponto de mandar uma mensagem para ela dizendo que estava vindo para Londres? Mas o que eu vi foi ainda pior. A telinha acendeu uma luz e pude ver discretamente quem mandava a mensagem. Quando vi que era Natsu logo peguei o celular dela.

– É O QUÊ?

– O que foi Lucy? Alguma coisa de errado? – Levy perguntou ao ver minha atitude e estranho aquilo. Não prestei atenção nela e abri a mensagem, me deparando com um recado nada agradável.



DE: Natsu

PARA: Erza

Erza eu fiquei sabendo que está em Londres. Foi a Millianna que me disse, suas amigas também estão aí não é? Temos uma conversa pendente e como sei que não vai voltar por agora, mesmo sem eu pedir, eu to indo para aí. Falta uma hora para o avião pousar em Londres. Vamos nos encontrar na ponte ok? Não me dê um bolo, por favor, precisamos conversar! Beijos!

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PUTA QUE PARIU! Natsu está prestes a colocar meu plano TODO por água a baixo! E olha que foi trabalhoso pensar nisso tudo, não vou deixar seu ninguém atrapalhar o reconcialhamento da minha melhor amiga com seu ex-marido! Mas peraí, os dois vão chegar aqui no mesmo horário e vão supostamente se encontrar com a Erza no mesmo lugar, meu deus, será que Natsu e Jellal estão no mesmo avião? Não é possível! Se não Jellal teria percebido! O que diabos eu vou fazer para não deixar que Natsu encontre Erza? Antes mesmo de eu chegar a alguma conclusão Levy interrompe meus devaneios.

– Lucy, me diz, o que aconteceu? Porque está fuçando nas mensagens da Erza?

– Levy, não diga nada ok? Depois te explico! É de suma importância que Erza não saiba nada! Caso de vida ou morte! Por favor! – Implorei para a baixinha apagando a mensagem e colocando o iphone da ruiva na mesa novamente, no mesmo lugar que estava, como se ninguém tive mexido ou fuçado nas mensagens.

– Ok, mas isso tudo está muito estranho, vai me explicar!

– Obrigada. – Suspirei de alívio por a azulada ter concordado em não contar nada á Erza, porém o problema não estava totalmente resolvido, eu tinha que achar uma maneira de fazer com que minha melhor amiga encontre seu ex-marido na ponte sem ela perceber, mas que não encontre com seu ex-amante que também vai para o mesmo lugar na mesma hora, ai meu deus que confusão! E eu preciso que Levy me ajude nisso, não teria como fazer alguma coisa sem a ruiva perceber, ela só está magoada, ou seja, está quase em seu comportamento normal, se é que me entende, claro que ela perceberia se eu desse um passo em falso! Eu tinha que pensar em alguma coisa, e rápido!

Não muito tempo depois Erza voltou á mesa e pude perceber que seus olhos estavam inchados, com certeza estava chorando no banheiro, Levy também tinha percebido, mas obviamente não iríamos comentar nada. A baixinha como prometido, não contou nada a Erza nem insinuou que eu tinha mexido no celular dela, pelo contrário, ela agiu normalmente para minha felicidade.

Alguns minutos depois estávamos fora da sorveteria, caminhando pelas ruas de Londres. Tentava agir normalmente com elas, mas não estava obtendo sucesso, o tempo estava acabando e eu precisava falar com Levy para que a mesma me ajudasse, mas sem que Erza perceba. Como irei fazer isso meu deus?! Não tem como!

– Lucy? Aconteceu alguma coisa? – Erza me perguntou curiosa, já que percebeu que eu estava agindo estranho.

– Nada não Erza, por quê?

– Não, é que só acho que você está meia, sei lá, distante de nós. Não é Levy?

– Ahã? Ah, é sim. – A baixinha olhou para mim desconfiada depois de concordar com Erza, sabia que ela me atacaria de perguntas assim que houvesse uma deixa para nós conversarmos. Mas como vamos fazer isso? Tenho que pensar! Vamos Lucy, o que faria com que Erza se afastasse de nós por alguns minutos, mas sem que ela perceba esta intenção? De repente eu vi a resposta na minha frente e meus olhos brilharam com isso, acabei berrando no meio da rua do nada.

– É ISSO! Como não pensei nisso antes?!

– É isso o que Lucy? – Foi Levy que me perguntou dessa vez, esbocei um sorriso e apontei para a nossa frente.

– Como não pensei em comprar roupas daqui de Londres? Como? Nossa, sou tão burra! Olha aquelas roupas ali! Não são lindas meninas? – Eu apontei com o dedo para nada menos que uma loja com várias vitrines de roupas. Assim que Erza acompanhou meu dedo deu um gritinho, concordando comigo na hora. Sem querer acabei deixando escapar um sorriso de vitória, que foi percebido por Levy. Claro que só uma coisa que faria com que a Erza se distanciasse de nós por um momento: compras. Só isso! Nossa, como não pensei nisso antes? Até parece que não conheço minha melhor amiga!

Logo já estávamos as três a caminho da loja, com a ruiva me agradecendo por ter dado uma ótima ideia, coisa que ela dizia que melhoria ainda mais seu humor, enquanto Levy fingia estar feliz com a ideia, mas ao mesmo tempo dava para perceber como estava desconfiada de mim, claro que ela tinha percebido. Assim que entramos na loja que o nome era Next, empurrei umas roupas que eu tinha visto na vitrine para a Erza experimentar no provador, eram bem bonitas e a cara dela, tinha certeza que iria gostar, como pedido, ela foi toda feliz ao provador pedindo que Levy e eu a esperássemos para ver como tinham ficado as roupas nelas. Assim que Erza entrou no provador, Levy me olhou irritada pegando no meu braço.

– Você vai me dizer o que está acontecendo e é agora!

– Calma Levy, irei explicar ok? – Ela fechou a cara, mas esperou a continuação, puxei o fôlego e contei o que tinha em mente. – Eu estou tentando fazer com que Erza e Jellal se encontrem na ponte de Londres daqui à uma hora.

– É O QUÊ? – Levy soltou um berro de indignação. — Você é doida Lucy? Jellal traiu a Erza! Como você pode fazer isso com..

– Levy ele não traiu ela! – Ela me olhou surpresa e eu tornei a repetir para confirmar. – Ele não a traiu, foi tudo um mal entendido. Na verdade a Meldy disse para o Jellal que tinha que conversar com ele algo sério, por isso ele foi e ambos ficaram de se encontrar na faculdade que ela cursa, que por coincidência é a mesma que a da Erza. Então eles se encontraram num lugar afastado de todos os alunos, e a Meldy se declarou para ele e pediu que o mesmo largasse a Erza, só que como o Jellal ama MUITO a Erza, não aceitou a proposta. Mas como essa piranha não desistiu, acabou provocando ele, como tentar excitá-lo, por isso ela rasgou sua própria blusa e quando a Erza chegou lá parecia que ele estava traindo-a, mas na verdade não estava.

– Mas ela disse que tinha uma marca de batom no pescoço dele e o zíper estava aberto, como isso pode ser um mal entendido?!

– Simples, como ela tentou excitá-lo, essa piranha tentou abrir os botões da calça dele, mas como não conseguiu porque Jellal a impedia de fazer isso, ela só conseguiu abrir o zíper, e o negócio do pescoço foi porque ela acabou conseguindo se aproximar demais e quis dar um beijo nele, só que Jellal virou o rosto e o beijo pegou no pescoço. – Levy olhou mais surpresa ainda para mim com tudo que eu tinha dito, mas o que mais estranhei foi seu olhar de desconfiança.

– Sei não Lucy, essa história tá muito mal contada..

– Ah Levy não viaja! Você acha mesmo que Jellal trairia a Erza? Ainda mais com aquela piranha? NUNCA que ele faria isso! Ele a AMA!

– Mas..

– Olha, seja o que for que tenha acontecido, eu acredito no Jellal, e por isso vou fazer com que ele e a Erza fiquem juntos custe o que custar. Vai me ajudar ou não? – A baixinha olhou para mim mais uma vez pensativa, porém acenou com a cabeça positivamente, o que me deixou feliz. – Beleza, então vamos fazer o seguinte..

– O que acharam meninas? – Porém quando eu ia contar todo o plano que eu tinha bolado rapidinho para Levy, Erza nos interrompe mostrando como tinha ficado um vestido vermelho curto colado ao corpo nela. Ufa, quase fomos pegas no flagra! Ainda bem que ela gostou da loja.

– Ficou lindo Erza! Leva esse!

– Concordo com a Levy, sério, ficou muito bom no seu corpo. Além de que é um ótimo modelo.

– Sabia que diriam isso, mas eu realmente amei esse vestido. Vou levar com certeza! – E assim separou o vestido que iria levar e voltou ao provador novamente, dando chance para eu contar o plano á Levy. Consegui contar tudo antes que a Erza percebesse, a baixinha ainda me deu uma dica para conseguir impedir Natsu de ir á ponte.

Depois de experimentarmos várias roupas com a Erza, vi que tinha se passado uma hora, horário que Jellal e Natsu chegariam a Londres. Meu celular apita com o toque de mensagens, abro-a apenas quando Erza está no caixa pagando pelas suas compras.



DE: Jellal

PARA: Lucy

Acabei de desembarcar e irei pegar o táxi agora para ir á ponte. Tá tudo certo não é?

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Respondi com outra mensagem que dizia que tudo estava pronto. Logo já tínhamos saído da loja e estávamos andando pela Rua Tooley St.

– O que vamos fazer agora? – Erza perguntou, dando-me a chance de dar o primeiro passo do plano, juntamente com Levy.

– Ah, porque não vamos á ponte? Dizem que a vista de lá é ótima!

– Puxa meninas, desculpem-me mas não vai dar para eu ir, tenho que fazer uma ligação para o Gajeel e o telefone público fica em outro lugar.

– Então quer que nós te acompanhamos?

– Não! Quer dizer, não precisa não Erza, tá tudo bem. Vão à ponte que logo encontro com vocês lá. – Levy se despediu de nós e seguiu para uma direção contrária do caminho á ponte, dando início ao plano no qual tínhamos combinado. Eu estava meio nervosa com isso, já que Levy não queria me ajudar a impedir Natsu, ela queria que eu mesma fizesse isso, para que tivesse a chance de me declarar a ele. Coisa que nunca disse a um menino seria a primeira vez, e não sabia como me portar direito. Erza e eu logo seguimos o caminho para a ponte, que em poucos minutos já estávamos lá. A vista realmente era ótima, principalmente por que o sol estava se pondo, dando ao céu belas cores, poderia ficar ali horas e horas olhando que não me cansaria. Mas eu tinha um plano a realizar, tudo pela felicidade da minha melhor amiga!

– Erza eu estou com sede, vou comprar alguma coisa para beber, você quer? – Perguntei depois de olharmos um pouco á paisagem.

– Não, quero nada não, obrigada.

– Tudo bem então, já volto.

– Ok. – Virei-me ao outro lado para fingir caminhar até um bar que tinha no final da ponte, porém logo que comecei a andar vi Jellal vindo à minha direção, passei reto por ele, desejando apenas um ‘boa sorte’ para o mesmo. Que seguiu seu caminho até a Erza, que estava viajando no mundo da lua olhando aquela paisagem. Andei até o fim da ponte, só que felizmente consegui encontrar com Natsu antes que ele caminhasse na ponte, parei-o pegando em seu braço. Ele se assustou a me ver.

– Hey, você não vai à ponte.

– Porque eu não poderia ir?

– Porque Erza está com Jellal lá e você não vai atrapalhar.

– Está com QUEM?! – O rosado falou furioso com saber com quem ela estava, tirou imediatamente seu braço preso e disse decidido. – É agora que eu vou mesmo!

– Não, você não vai! – Novamente o impedi só que parei á sua frente colocando minhas mãos em seu peito. Quase tive uma recaída ao sentir o contato dos meus dedos com seu peito definido e muito bem malhado sob a blusa de manga comprida preta. Jesus, aquilo é uma tentação! Porém me recuperei em alguns segundos, mantendo meu semblante sério para ele, que me encarava com o cenho franzido.

– Diga-me Lucy, porque diabos está fazendo isso? Foi ela quem pediu foi?

– Natsu, quando é que você vai entender que não vai conseguir ter a Erza para você? ELA É DO JELLAL PORRA! É ELE QUEM ELA AMA! PARA DE SE METER NA VIDA DOS DOIS! – A intenção era explicar para ele que a Erza e o Jellal vão ficar juntos não importa o que ele faça, porém era pra eu ter falado de forma calma, só que a idiota aqui acabou explodindo ao ver que Dragneel teimava em não aceitar a verdade. Pelo menos ele acabou entendendo alguma coisa, já que ficou com uma cara de decepção e diminuiu o tom agressivo.

– Droga! Por quê? Porque, me diz! Porque sempre que eu tento encontrar a mulher ideal algo sempre me atrapalha? O que Jellal tem que eu não tenho heim?- Dava pra ver que ele estava magoado, parecia que gostava mesmo da Erza, isso me dava uma pontada no coração, porque era eu quem ele deveria amar, e não ela. – TODAS AS MULHERES SÃO IGUAIS! É POR ISSO QUE NÓS HOMENS DEVEMOS TRATÁ-LAS COMO OBJETOS, PARA APRENDEREM A NÃO BRINCAR COM NOSSOS SENTIMENTOS!

Natsu acabou mudando o tom novamente, ficando revoltado com o que estava acontecendo. Porém a fala dele meio que me irritou, já que ele falava que todas as mulheres são iguais, sendo que sua mulher ideal estava na sua frente e eu não era igual a ninguém!

– Hey, não generalize, eu não sou assim! – Acabei deixando escapar uma coisa no qual não deveria ter falado então confuso ele respondeu:

– Você? O que você tem haver com isso? – Olhei para Natsu e suspirei, eu deveria falar agora, o que sinto. O que tinha combinado com Levy para impedi-lo. Não ter medo do que vier a seguir e ser corajosa. Com muita e MUITA coragem, confessei para Dragneel meus sentimentos, que ficou surpreso ao saber.

– Porque eu estou apaixonada por você e eu não sou assim. Não sou igual a todas as putas que vemos pelo mundo, por isso, não generalize.

– Você.. o quê?

– É isso mesmo que você ouviu e eu não vou falar novamente. – Fiquei vermelha ao perceber que agora ele me encarava. Parecia que um peso enorme tinha saído das minhas costas, sentia certo alívio por finalmente ter admitido o que sentia.

Natsu e eu ficamos calados por um tempo, já que com a minha declaração consegui deixar um clima estranho entre nós, sem saber o que dizer resolvi pegar alguma coisa para beber no bar, já que realmente estava com sede. Mas assim que me virei, senti meu braço ser puxado e fui virada para o outro lado, dando de cara com Natsu.

– Olha eu.. desculpa por não saber o que dizer nessas horas. Acontece que sempre fui um cara de muitas mulheres, mas no fundo eu sempre quis uma só para mim, uma que eu pudesse chamar de minha, uma no qual eu poderia nutrir sentimentos profundos, uma no qual eu saberia que estaria lá para me ajudar caso eu precisasse. Eu sempre quis isso, mas nunca me dei conta, só agora que percebi. Então, eu tenho certa atração por você Lucy, se você quiser.. podemos, sei lá, tentar. Ver se damos certo, se conhecer melhor..

Quase explodi de felicidade ao ouvir o que Natsu tinha dito, eram músicas para os meus ouvidos! Saber que poderíamos tentar alguma coisa, já era um grande passo para mim! Por isso, fiquei feliz em dizer que:

– Isso já é um grande passo para conseguir a mulher que você quer. Eu aceito tentar algo com você, Natsu. Quem sabe não dá certo? – Sorri ao dizer, recebendo um sorriso dele de volta. Dragneel então pegou um dos meus pulsos e com delicadeza beijou as costas da mão.

– Então, gostaria de jantar comigo esta noite?

– Claro, adoraria! – E com isso sorrimos um para o outro caminhando de mãos dadas para um restaurante perto dali. Era como se fosse um sonho realizado, conhecer Natsu e tentar ter uma relação com ele. Erza e Levy bem que tinham razão, ter a companhia da pessoa amada não tem preço..


LUCY POV’S OFF



(Minna, por favor acompanhem a história com esta música. Obrigada! )



A tarde tinha sido agradável, as meninas conseguiram me fazer esquecer um pouco o que tinha acontecido. Apesar de eu ter lembrado tudo agora, mas tudo bem. Olhar o por do sol me lembrava de Jellal, e eu sei muito bem o por que. Porque quando éramos crianças, adorávamos vir aqui na ponte ver o sol se por, o céu adquiri novas cores enquanto neva, isso fica muito bonito se for ver realmente. As lágrimas não paravam se rolar pelo meu rosto, as sacolas com as roupas no qual eu comprei estavam no meu pé. Não passou nem um minuto e começou a nevar, isso fez com que eu chorasse mais ao lembrar-se de nossa infância, se eu pudesse voltar no tempo..

– Erza! – De repente ouvi uma voz me chamando, me assustei quando a voz que me chamava era do..

– Jellal?! O que faz aqui? – Perguntei totalmente incrédula de ver ele ali, ainda mais todo suado, como se tivesse feito uma corrida antes de estar aqui. Estava bonito, trajava uma calça jeans e uma jaqueta azul escura e para completar tinha um cachecol verde estampado em volta do pescoço, além de carregar uma bolsa de lado que era para viagens.

– Vim te ver!

– Me ver? Por quê? Por acaso já se cansou da Meldy é? – Perguntei totalmente nervosa com o fato de ele ter a cara de pau de vir aqui depois de me trair com a aquela piranha. Mas no fundo eu estava feliz por vê-lo, mesmo que não vamos ficar juntos, é claro..

– Erza olha, eu não te traí ok?

– Como não me traiu Jellal? Eu VI as provas que a piranha deixou em você! Está claro isso!

– Erza..

– Não me venha com desculpas porque eu não irei aceitar tá?

– Erza..

– Não quero saber Jellal, você me traiu e ponto acabou, pelo menos admita isso se for homem! – Eu já estava chorando mais do que antes ao desabafar para ele tudo que eu tinha em mente, eu estava muito magoada, muito mesmo! Tanto que não sei se posso perdoá-lo, acho que não..

– ERZA PUTA QUE PARIU! ME ESCUTA PORRA! – Jellal gritou comigo, talvez por eu ter o interrompido várias vezes, não dando chance dele se defender. Calei-me com o grito dele e as lágrimas escorriam ainda mais pelo meu rosto. Ele olhou para mim e suspirou pesadamente, como se estivesse triste. Mas porque diabos ele estaria triste? Sou EU que devo estar triste! – Foi tudo um mal intendido ok? Eu não te traí coisa nenhuma! Isso porque eu TE AMO MAIS QUE TUDO NESSE MUNDO! EU SERIA CAPAZ DE FAZER QUALQUER COISA POR VOCÊ! NUNCA QUE EU IRIA TE TRAIR!

Fiquei surpresa com a fala dele, principalmente com a parte que ele não tinha me traído. Então, se ele não tinha me traído, o que diabos estou fazendo aqui, parada e chorando enquanto ele está ali, á poucos metros de mim? Respondi á minha pergunta quando sem me segurar, corri até Jellal que abriu os braços para mim, selando um abraço entre nós. E posso dizer sem exageros que este foi o melhor abraço da minha vida! Sentir seus braços em torno de mim novamente, me segurando para que eu nunca mais saia dali, sentir seu cheiro, seu corpo colado ao meu.. era tudo mágico! Como eu amava aquele homem..

– Erza, casa comigo! Eu te amo, case-se comigo novamente, vamos ser felizes dessa vez! – Coloquei minha mão sob seu cachecol e estava explodindo de felicidade com aquela proposta.

– Claro que eu me caso com você Jellal! Eu também te amo! – Ele sorriu, aquele sorriso que eu amava, colocou sua mão no meu rosto e delicadamente se aproximou de mim, selando seus lábios com os meus, num beijo terno e carinhoso. As lágrimas ainda rolavam só que em vez de serem de tristeza eram de felicidade! Eu estava emocionada com aquilo tudo! Jellal é o amor da minha vida e eu juro por tudo nesse mundo que NUNCA mais eu irei deixar que alguma piranha tente roubá-lo de mim!

– Prometo que vou te fazer feliz. – Falou quando separamos os lábios e colamos nossas testas um no outro, seu polegar foi até os meus olhos e limpou as lágrimas que caiam. – Porque ainda está chorando?

– Por ser a sortuda de ter um deus grego me amando. – Ele riu com a minha piadinha, fazendo-me rir também.

Não sei quanto tempo mais ficamos ali, parados no meio da ponte, abraçados sob o por do sol e a neve fina que caía, só sei que eu nunca mais irei deixar o meu orgulho atrapalhar minha vida, porque agora eu sei o que é o amor e sei mais do que ninguém o que é ficar sem a pessoa amada.

Eu nunca mais estarei sozinha.. ou para falar a verdade, eu nunca estive.



It's a love story

Baby, just say yes

Oh oh oh

Oh oh oh

Cause we were both young when I first saw you



Essa é uma história de amor

Querida, apenas diga sim

Oh oh oh

Oh oh oh

Porque nós éramos jovens quando eu te vi pela primeira vez.



Notas finais
Elees ficaraam juntoos *------------------*
Eaí, gostaraam?? Esse capítulo foi o mais trabalhoso para escrever, devido a ser em Londres, tive que pesquisar um monte de loja para selecionar aquelas que estivessem perto uma da outra.
Minna, a coisa que quero falar são dois erros que cometi nesta fic. O primeiro é mais grave, é que eu falei no início da história que a Erza praticava umas artes marciais correto? Pois então, eu esqueci deste detalhe e depois do primeiro capítulo não citei nenhuma vez que ela foi treinar ou foi participar de uma competição, e eu só me dei conta disto agora (no final da história) X_X . Já falei que sou lesada? Se sim eu volto a repetir: soou muito lesada! Então eu só queria avisar a todos que vou ter que mudar o primeiro capítulo excluindo essas características da Erza, porque agora não tem mais jeito. O segundo erro é o qual eu cometi no capítulo anterior, tem uma parte no qual a Erza acaba de chegar no quarto do hotel e fala que quer ver como Londres está com todas as luzes, ou seja, eu insinuei que estava de noite certo? Mas acontece que NÃO estava de noite! A Erza chegou em Londres de manhã, então não tem como ela ver as luzes. Eu já alterei, coloquei que ela queria ver as ruas cobertas de neve.
E tem uma coisa que eu esqueci de comentar, quando a Erza viajou para Londres, ela saiu na sexta feira (sabe lá deus que hora) e chegou em Londres no sábado de manhã, a Lucy e a Levy só vão chegar no sábado a noite, de modo que, neste capítulo, depois que elas chegam a Erza dorme no colo da Levy e só acorda no dia seguinte. E não preciso nem comentar que o dia que elas saem é domingo ú.u
Bom, era só isso. Espero vocês entendam (:
Beeijos!!
OBS: One short NaLi quase pronta õ/