Marry Me ?
3 I hate you!
Notas iniciais
Estoou muito feliz que estão chegando mais leitorees! UHUUL!
Fico feliz que estejam gostandoo!!
Boa Leitura ;)
Foram os 60 minutos mais terríveis da minha vida! Meu pai me deixou uma hora sozinha com o Jellal em uma sala de reunião, vê se pode isso? Assim que ele chegou conversando com o pai do Jellal, peguei minha bolsa nervosa e saí apressada da sala. Ele me parou na porta.
– Hey, aonde vai? A reunião não começou ainda.
– Desculpa papaizinho vou embora, está atrasado uma hora!
– Como assim atrasado? Estou no horário!
– Você me falou para chegar ás cinco horas aqui em ponto.
– Ah, mas a reunião não começa ás cinco, e sim ás seis. — Assim que ele falou isso, uma raiva subiu á minha cabeça. Então ele me deixou de propósito com o Jellal por uma hora?
– O QUÊ?
– Erza pare de gritar que nem uma louca na frente do Sr. Fernandez. A reunião vai começar agora, simples. Vamos entrando, entrando. — E assim foi me empurrando para dentro daquela sala. Estava chocada, então foi de propósito? Ah papai, você vai ver só!
A reunião foi uma chatice, e o meu humor não melhorou. Saí com mais raiva ainda daquela sala, era horrível estar ali.
Entrei no carro e dei a partida para a casa da minha melhor amiga. Toquei a companhia da enorme mansão. Ao me identificar, minha entrada foi liberada. Coloquei o carro no estacionamento privado e logo adentrei a casa.
– Erza? O que faz aqui?
– Passatempo. Posso?
– Á vontade. Não tenho nada pra fazer mesmo. — Sentei no sofá do quarto grande e espaçoso de Levy.
– Não estava escrevendo um livro?
– Falou bem, estava. Já terminei e ele está sendo revisado para a publicação.
– Ah sim.
– E então, qual é a dessa vez?.- Ela sentou-se ao meu lado.
– Bem, meu pai conseguiu me irritar de novo.
– Novidade. — Disse ironicamente para depois começar a rir. — O que ele fez dessa vez?
Contei para Levy o que aconteceu e ela fez uma expressão estranha.
– Que cara é essa Levy?
– Isso me cheira a plano.
– Plano? Que plano?.- Perguntei como se ela fosse uma maluca, mas eu estava achando mesmo. Que papo de plano é aquele?.- Não está ficando doida?
– Olha, de lerda já tem a Lucy, não seja mais uma não, por favor.
– Levy, do que tá falando?
– Erza pensa comigo! Teu pai coloca você para ficar dentro de uma sala com um homem, ele te obriga a ir a todas as reuniões que esse cara está, o pai desse homem é melhor amigo financeiro do seu pai!
– Tá, idaí?
– Idaí que ele pode tá querendo juntar vocês dois!!Eita cabeça! Entende?.- Fiquei pasma e chocada ao mesmo tempo. Ele não seria capaz...ou seria?
– O QUÊ? IMPOSSÍVEL!
– Hey não grite, estou do seu lado. Mas conhecendo o seu pai, nada é impossível.
– Levy, não coloque mais minhoca na minha cabeça não!
– Ok, ok. Depois não diga que não avisei. — Ela colocou as mãos para cima em sinal de rendição.
Fiquei pouco tempo lá, tinha que voltar pra casa. Estava morrendo de sono. Mas as palavras de Levy estão na minha cabeça. E se ele fizer isso? Se for mesmo capaz?
Não. Não. Não. Tenho que afastar esses pensamentos negativos da minha cabeça. Casada com Jellal? Impossível! Eu não suportaria ficar um dia perto dele!
Cheguei em casa morta de cansaço. Nem dei um sequer ‘oi’ para a Meyu. Caí na cama e não me lembro de mais nada.
“O vento batia nos meus cabelos, anunciando que o outono estava chegando. Era uma linda paisagem. Um morro verde, com flores das mais variadas cores e tipos. Estava perfeito para passar um dia com a família ou quem sabe.. um amor? Uma tarde romântica? Não seria má ideia. Passar a tarde toda ás carícias, beijos, abraços, cafunés, coisas de namorados. E no final, apreciar uma noite estrelada magnífica ao lado da pessoa que ama. Existe coisa melhor? E depois? Dormiríamos os dois juntinhos naquele céu perfeito, com beijos distribuídos á todo momento. Borboletas no estômago, batimentos cardíacos rápidos, nervosismo. Isso tudo sentimos com a pessoa amada ao nosso lado. Não tem nada melhor que uma tarde de outono assim.. De repente sinto meu amor abraçar-me por trás. Seus lábios tocam meu pescoço gentilmente. Virei-me de frente e ele tinha cabelos.. azuis?”
– AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHH!.- Levanto num pulo da cama. Eu estou ficando louca. Só pode! Como é possível eu estar sonhando com JELLAL FERNANDEZ? Ele é o cara que eu mais odeio na face da Terra! Preciso de terapia. PORRA! Eu não vou mais á essas reuniões, não vou!
Estava toda quebrada. Ainda vestia a mesma roupa do dia anterior. Entrei no chuveiro gelado para refrescar a cabeça e afastar esses pensamentos esquisitos que me invadem. Saí do banho de toalha e olhei as horas, 8 da manhã. Mordi o lábio inferior, dá tempo de pegar o terceiro horário.
Ah quer saber! Que se dane! Hoje é sexta, vou ao shopping e estourar o cartão de crédito! Coloquei uma roupa para ir e desci as escadas.
Fui de carro em direção ao portão, mas antes fui parada pelo porteiro. Ahh!! Fique mais por aqui!
– Senhorita Scarlet.
– Sim?
– Suas cartas chegaram, gostaria que lhe enviasse para sua casa ou pegar agora?
– Ah, pode me dar agora. — Peguei as cartas na mão daquele semideus. — Muito obrigada!
– De nada! Por favor, tome cuidado senhorita!
– Ah, claro. Eu sempre tomo!.- Mandei um último sorrisinho para ele e dei a partida.
Deixei o carro no estacionamento e adentrei o Shopping. Fui á praça de alimentação a fim de comer alguma coisa, já que tinha saído sem comer nada.
Depois de comer entrei nas lojas e comecei a comprar, a vestir, a experimentar muitas roupas, sapatos, joias enfim, tudo que eu tinha direito. Eu queria mesmo que meu pai estivesse lendo jornal quando chegasse a conta e ele ver o preço que dá por ter uma filha tão consumista! Além do que é uma vingança por ele me fazer ir á essas reuniões ridículas e sem sentido!
Estou cheia de sacolas, portanto isso não é o suficiente, eu quero mais! Coloco todas as sacolas no carro e depois volto para o Shopping.
Passo por uma loja e quando vou entrar, sinto-me ser impedida por alguém que me puxa e me arrasta. Não consigo ver quem é, estava de capuz preto, assim como a jaqueta. Tento me soltar do individuo, porém o mesmo não me larga. Ele me arrasta até a bilheteria do cinema, quando ouço sua voz pedindo dois ingressos, me assusto.
– Jellal? O que faz aqui?
– Não é óbvio? Estou comprando ingresso para ver um filme. — Ele para de dar atenção para mim e olha para o cara da bilheteria que lhe dá dois ingressos. — Obrigado. Vamos. — Sendo assim ele me puxa novamente, entrando na sala escura do cinema.
– Hey, porque está me arrastando?
– Por nada. Vamos nos sentar aqui.
Sento-me na cadeira que ele falou. Ainda estou meia chocada com o gesto dele anteriormente. Porque diabos ele quer assistir um filme comigo?
Ah, ele pode estar querendo ser pacífico ou alguma coisa do tipo. Bem, vou aproveitar o filme e..
– AAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!.- Dou um gritão de susto no meio da sala.
– Para de gritar caralho!
– Porra você me levou pra assistir um filme de terror?
– E o que que tem?
– Ainda pergunta? Vou embora. — Levanto da cadeira para sair, porém ele segura meu pulso novamente. Automaticamente eu olho para ele, e o mesmo me parece muito irritado.
– Fica por que eu já comprei os ingressos!
– Eu não mandei você comprar nada!
– Dá pra aproveitar o filme?.- Ele estendeu á mão indicando para a enorme tela á frente. Apenas sento na cadeira novamente irritada virando a cabeça para o outro lado, apoiando-se na minha mão.
Acho que se passaram meia hora de filme. Não sei exatamente, apenas sei que estou contando os minutos para sair desse lugar. Acho que já dei muitos gritos, além de que estou odiando o filme. Sempre aperto muito o braço da poltrona para evitar gritar muito, o que nem sempre adianta.
E a porra do azulado não colabora, ele fica toda hora rindo da minha cara. Que desgraça! O mesmo faz um esforço para não rir, mas percebo que está rindo! Eu quero sair daqui!
Quando o filme acabou, Jellal me chamou para ir á praça de alimentação. Aceitei já que não tinha almoçado. Eram três e meia da tarde. Pedi um hambúrguer com batata-frita e refrigerante. Já ele pediu um bolo com suco de morango.
– Pelo jeito você tem muito medo de filme de terror, não é Erza?
– Sim tenho. E você ainda foi me levar pra assistir um!
– Ver você gritando é muito engraçado!
– Vai tomar no cú!.- Gritei mandando um dedo do meio para ele, o mesmo começou a rir mais ainda.
Fiquei mais um tempo com ele me irritando e provocando, até que..
– Hey Scarlet, tenho que ir.
– Ah sim, tudo bem.
– Não tem problema eu não levá-la em casa?.- Levar em casa? Isso é o que? Um encontro?
– Não, problema nenhum.
– Ok, então. Até mais tarde. — Aí ele faz uma coisa que eu não imagino. Ele se aproxima de mim, ficando á centímetros dos meus lábios aí ele vai lá e vira a boca, sussurrando no meu ouvido.
– Tampinha!.- Isso é um apelido de infância que ele me deu, ao fato de eu ser baixinha quando pequena. Não preciso nem dizer que fique extremamente irritada não é?
– Jellal!.- Grito de longe e o mesmo vira para trás. — Eu te odeio!.- O azulado dá um sorriso grande e largo travesso e se vira novamente para frente.
Que merda!
Peguei meu celular na bolsa e liguei imediatamente para Lucy.
– Yo.
– Lucy, onde você está?
– No Shopping, porque?
– No Shopping? Sério?
– Sim. Estou perto da praça de alimentação. Porque?
– É que também estou no Shopping. Encontra-me aqui na praça então?
– Ok, to chegando aí.
– Tá.
Lucy não chegou nem cinco minutos depois. Ela estava cheia de sacolas. A mesma pediu um hambúrguer com milk-shake de chocolate.
– Aproveitando muito?
– Nem um pouco. Estou de mau humor.
– O que foi menina?
– Um menino de cabelos azuis que encontrei agora á pouco.
– Jellal?
– Essa criatura mesma.
– Ixe, to vendo que isso vai dar amor!.- Ela dá uma mordida no seu hambúrguer, e eu que estava tomando o refrigerante quase me engasgo.
– O QUÊ?
– Não grite Erza. Só acho que isso vai dar amor.
– Tá ficando maluca?.- Ela deu de ombros. — Você e a Levy são duas malucas isso sim!
– Lembre-se: é muito delicada a linha que separa amor e ódio.
– Ah, Lucy vamos mudar de assunto?
– Ok então! Sei que seu carro deve estar cheio de sacolas, não é mesmo? — Ela ri enquanto fala, mesmo se eu ter dado a resposta.
– Você sabe que sim.
– Você não muda mesmo heim.- Ela dá um gole no seu milk-shake.
– Eu faço a economia do Japão andar meu amor. — Rimos ainda mais enquanto conversávamos sobre diversos assuntos.
Fiquei no Shopping mais meia hora para logo depois ir para casa. Lembrei-me de comprar um vestido bonito para a festa de amanhã, afinal eu quero mostrar àquelas piranhas quem é que manda! Lucy tem outro convite, que dará para Levy, então poderemos ir nós três.
Cheguei em casa, coloquei o carro na garagem e subi ás escadas indo em direção ao quarto. Troquei de roupa colocando um pijama confortável e caindo na cama, onde dormi tranquilamente sonhando com certo alguém..
Notas finais
huahsuahushausha..
Espero que tenham gostado minna!!
Beeijos!
Até breve!
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