Notas iniciais
Heeeello amadenhos de tia Waal.
Uma short fofa, pra nos ajudar a superar as trollagens de VV e MAA.

Suspirou nervoso, deitando a cabeça no encosto da cadeira. Havia acabado de ter mais uma discussão daquelas com sua maloqueira, e por um motivo tão fútil: a vitória de 3x0 do time tricolor contra as galinhas.

Mas é claro que não foi só isso. Começou com o time, e sem que Fabinho soubesse como, havia ido parar no bloqueio dela em se casar.

_ Nós já estamos morando juntos faz um ano, namorando há quase dois. – Fabinho despejara sobre a morena – Já passou da hora de casarmos.

_ De novo essa discussão Fraldinha? Já falei que se você quer uma melosinha, que entre com um vestido de princesa, vai procurar em outra freguesia. – Giane retrucara nervosa, começando a subir as escadas.

_ Isso, foge, foge mesmo. O dia que eu realmente te trocar por alguém, não vai ficar nervosinha. – ele gritou, ouvindo a porta do quarto sendo maiada – Merda.

Foi até a cozinha, apanhando uma garrafa de cerveja, e seguiu para o quintal da casa, observando o campinho de futebol que havia mandado construir para a pivete no andar de cima.

_ E lua, que presepada que você me meteu? – ele falou para a bola brilhante no céu – Me deu um amor, mas um amor que resiste em amar.

_ Você sabe que eu não resisto em te amar. – virou-se, vendo Giane parada na porta de vidro. O rosto estava inchado, sinal que havia chorado muito.

Fabinho suspirou, colocando a garrafa no chão e estendendo a mão, em um convite mudo para que ela se aproximasse. A garota se aproximou em silêncio, pegando a mão dele e sentando em seu colo.

_ Desculpa pela discussão boba. – pediu ela, embrenhando os dedos nos cabelos castanhos dele – O Timão jogou muito mal hoje, os bambis mereceram ganhar.

_ Desculpa por voltar com a história do casamento. Eu já falei que podemos viver em pecado mesmo, se você ligar. – Giane riu, dando um selinho nele.

_ Eu já falei que eu quero casar com você Fabinho, cê é o homem da minha vida. – garantiu a corintiana, observando cada detalhe do rosto dele – É só que... Eu acho o ritual de casamento tão cafona, tão cheio de frescura. E sei lá, não combina com a gente.

_ E quem disse que precisa ser cheio de frescura? Porque não pode ser simplesmente nós dois no cartório, assinando os papéis? Depois voamos para o Caribe e passamos uma semana fazendo sexo sem parar. – a garota gargalhou, quase caindo do colo do namorado.

_ E eu com medo de você ser um romântico. Só quer é fazer sacanagem comigo sem culpa. – repreendeu a moça, e Fabinho sorriu.

_ Mas é claro. Cê acha que eu gosto do meu sogro-padrasto me olhando feio, porque eu corrompo a pureza da filhinha dele sem colocar uma coleira nela? – ele se fez de ofendido – Acho que vou seguir isso... Só vou fazer amor com você quando nos casarmos.

_ Que amor o que cavalo? Eu to querendo é fazer sexo. – os dois começaram a rir mais ainda, abraçados sobre a cadeira. Logo, ela estava com a cabeça no ombro dele, os dois observando a lua cheia – Acho que a lua é a única testemunha desse nosso louco e descompensado amor.

_ Única testemunha... É isso. – Fabinho levantou, sentando Giane na cadeira e correndo para dentro. A garota ficou estática, esperando que o maluco voltasse, se perguntando que raios ele tinha fumado.

Demorou alguns minutos, mas logo ele estava de volta, com uma caixinha na mão. Ele ajoelhou em frente a ela, abrindo a caixinha e revelando as duas alianças de ouro, fazendo a mulher arfar.

_ Pivete, você aceita se casar comigo diante da única coisa, pessoa, criatura, que testemunhou cada passo desse nosso louco amor? – perguntou ele, erguendo os olhos – Que seja a lua a única testemunha disso também.

Ela sorriu para ele, confirmando e o puxando pela mão. Correram pela casa, subindo até o quarto dos dois. Saíram para a sacada, parando um de frente pro outro.

_ Você, Fábio de Queiroz Fiori Campana, me aceita como sua esposa linda, poderosa e gostosa? – perguntou Giane, e Fabinho riu.

_ Fazer o que né? – perguntou ele, deslizando a aliança pelo anelar esquerdo da moça – E você, Giane Pivete Maloqueiro de Souza, me aceita como o homem da sua vida?

_ Já aceitei faz muito tempo. – garantiu ela, deslizando a aliança pelo dedo dele. O rapaz jogou a caixinha longe, e segurou o rosto dela com carinho.

_ Lua, você não pode falar, mas vou entender que você nos declarou amarrados, está bem? – gritou o ex-badboy, fazendo Giane gargalhar – E agora, eu já posso beijar a noiva.

Ele selou os lábios de ambos, quase erguendo a esposa do chão. Rodou com ela no lugar, ambos gargalhando. No dia seguinte iriam ao cartório, e providenciaram a documentação, e afinal se casariam. Mas para eles, aquele momento havia sido mais válido que qualquer papel.

_ Vem aqui. – Fabinho puxou o celular do bolso, abraçando a mulher por trás e mirando a câmera para pegar eles dois, a lua, e as mãos entrelaçadas com as alianças – Hora de causar um reboliço no Instagram.

“Casados pela noite, unidos pela lua. #recemcasados #borapraluademel #fraldinhaemaloqueiro”

_ Desliga o celular que daqui a pouco vão estar infernizando. – pediu Giane, correndo desligar o próprio aparelho e tirando o fixo do gancho – E eu não quero ninguém atrapalhando nossa noite de núpcias.

_ Eu realmente escolhi a mulher perfeita. – riu ele, se aproximando e a içando no ar, enquanto ela laçava sua cintura com as pernas – Você percebeu que nos casamos com os uniformes do Corinthians e do São Paulo?

_ Melhor que fraque e vestido de noiva, se quer minha opinião. – a corintiana deu de ombros.

_ Mas agora, eu quero te ver sem essa camiseta feia. – garantiu ele, a jogando sobre a cama e pulando sobre ela.

Se amaram durante toda a noite, incontáveis vezes. Dormiram e acordaram nos braços um do outro, sempre com a luz da lua os banhando. E quando o sol nasceu, se amaram uma última vez. E essa última vez, traria um presente de despedida da lua cheia, nove meses e algumas brigas depois.

Notas finais
Gostaram? Odiaram? Comentem pra eu saber o que vocês gostam ou não hihi'
Beeeeijos
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!