Pov. Duca

Cheguei na banca com a minha avó e encontrei uma blusa de couro e um capacete ao lado da mesma, peguei-os e coloquei em cima da mesa próxima da pequena barraca, abri o local e arrumei as revistas como era de costumo, minha avó falando sem parar, eu nem ligando, já que pra variar estava falando da Nat. Sem longas demoras a deixei lá e voltei pra casa pra arrumar as coisas e ir pra academia dar minhas aulas, só que eu primeiro fui ver o que era aquilo, quando abri, já saquei que a jaqueta era dela, o capacete era o meu, que usávamos, mais quando abri a carta eu até sentei, fiquei mais que tonto, não tive reação. Fui pra academia do Gael sem acreditar na parte da cúmplicidade entre o Heideger e o Lobão.

Bianca: Duca, onde vai com tanta pressa ?

Duca: Falar com seu pai.

Bianca: Ele está ali.

Duca: Tá valeu.

Saí dali e chamei o Gael, pra ele ler a carta, ele leu e releu isso, ficou tenso demais para o meu gosto.

Duca: Mestre ?

Gael: Oi Duca.

Duca: O que foi ?

Gael: Nada.

Ele se limitou a dizer e eu continuei olhando pra ele, sabendo que não tinha escapatória me contou o que aprontou, claro que não deixei barato né, até por que o que ele fez foi muita sacanagem, comigo e com ela.

Eu sei que e ele vai cuidar da Dona Dalva e outra o Alan voltou e vai aparecer por aqui, vou atrás do que realmente me interessa, peguei o carro e segui de viajem pra lá, a Roberta já falou que eu poderia sair de férias, pois ela viajaria, minhas aulas no Gael, o Panda pode cobrir, não tem problema eu não tenho nada a perder, não ganhei nada para quererem me matar, como o Lobão e o Advogado, espero que a encontre, por que não foi culpa minha isso tudo.