Marked By Marriage

21 The Right Way... Unfailing


Notas iniciais
Wazzaaaaaa?! Nem demorei né?

Não estou indo pra aula esta semana, então, mais um capitulo pra vocês ... Desculpem-me se tiver erros, eu, de alguma maneira, consegui quebrar meu óculos ... ¬.¬

Boa leitura! :)

Minha vida era simplesmente um abismo sem fim. Meus sentimentos explodiam em mim como se dentro de mim houvesse vida. Acreditem, não estou falando do bebê, estou falando de emoções.

Razão, coração, saudades, lealdade.

Eu tentava entender o peso da minha escolha. De um lado, minha família linda, que apesar de ser minha, não foi eu quem criou.

James, meu grande amor, que descobri por acaso. Tudo que no começo, eu não queria e tudo que hoje, eu mais amo.

Tabatta, a filha que não tinha o meu sangue, mas que eu amava mais do que se tivesse. Minha família, meu ideal.

Do outro lado, o filho incerto. Deus, eu não poderia jamais viver com isso... Com a dúvida! Eu precisava escolher, rapidamente!

Eu conseguiria abrir mão de James? Eu conseguiria ir embora pra nunca mais voltar? Nunca mais pisar no solo Americano? Nunca mais ver a minha Tabatta?

Conseguiria eu, uma mera mortal dependente de James conseguir viver sem estar ao lado dele? Sem a proteção dele, sem tudo que nos rodeia?

E a minha vida perfeita? Meu casamento MARAVILHOSO? Tudo que eu poderia querer... Eu poderia largar?

Eu sei que não preciso fazer isso, mais para não precisar, precisaria cometer algo que vai contra as leis de Deus, leis da Natureza, lei dos Homens... Leis de tudo!

Eu seria capaz de abortar?

Uma leve chuva de verão começou a cair sobre mim, e despenquei no chão da praça... Só havia eu, e mais nada. Ao meu redor, as mães corriam para apanhar os filhos, puxá-los pelas mãos para um lugar seguro, enquanto eu, caída sobre a grama observava tudo do chão... Onde era o meu lugar.

Ouvi alguém se aproximar em meio à chuva, e perguntar se estava tudo bem. Não respondi, apenas escondi meu rosto em meus braços e comecei a chorar.

A água lavava meu rosto, meus pensamentos me lavavam a alma... Quase do mesmo jeito em que aquela gravidez acabava com a minha vida!

Esperei meses pra conseguir gerar meu filho, meses para deixar de ser a garota boba que se casou arranjada, e na hora em que meu corpo consegue me dar o que tanto quero... Vem-me errado, talvez.

Sai dali, molhada, chorosa, partida ao meio...

Caminhei pelas ruas desertas na chuva, observando... Até que passei por uma loja de artigos só para bebês. Parei na vitrine ensopada, observando primeiramente as gotículas de água que caiam dali, observando através delas, através do vidro, vi roupas rosa e rochas... Azuis e verdes. Berços... Carrinhos... Sapatinhos... Estava vazia, exceto por uma atendente adolescente que ouvia musica no MP3 tão alto que ate eu podia ouvir o Justin Bieber cantando.

Caminhei molhando o chão até uma das instantes, sentindo uma leve fragrância, cheio de bebê. Aproximei-me, e vi ali um pequeno sapatinho branco. O peguei em minha mão, e o pousei em minha palma.

Coube exatamente em minha mão, fiquei observando, e senti o corpo tremer quando li o slogan da marca anunciante...

“... Você nunca vai ter outro igual”.

Acho que eu já tinha minha resposta.

JAMES ~

Chovia muito lá fora, e quando abri a porta, me deparei com o vazio.

Tentei pensar em onde estava Tabatta... Ela sempre era a primeira a vir me receber correndo, sendo seguida por Robs.

Nenhuma das duas apareceu.

A casa estava escura, à noite pesando. Eu somente ouvia a chuva despencar. Subi as escadas do quarto abrindo a camisa. Era obvio que Tabatta não estava em casa... Pelo que eu sabia, hoje era uma sexta e segunda feriado... Ela deveria ter ido pra casa dos meus pais ou de Alice.

Fui direto para o quarto de Tabatta confirmar minha certeza... Nada dela. Vazio.

Abri a porta do meu, e sobre a cama vi Robs... Ela me parecia... DESMAIADA!

James: ROBS? – falei indo em direção a ela rapidamente.

Observei como a pele dela estava molhada quando a toquei. Parecia ter acabado de sair da chuva. Ao redor, o acolchoado estava ensopado.

Ela não se moveu, mais ouvi sua voz fraca.

Robs: James. – dito meu nome, eu a virei de frente pra mim, e observei seus olhos molhados por lágrimas presos nos meus. – você voltou mesmo?

James: Robs... É claro que eu voltei... – eu ri baixo, e me deitei ao lado dela.

Robs: o que está fazendo? – perguntou me vendo se deitar.

James: ficando com você. – me acomodei ao lado dela, e ela deitou sobre o meu peito, me olhando de perto.

Robs: você é tão lindo, sabia? – ela estava estranha, eu sentia seus dedos frio traçando os contornos de minha face, seus cabelos molhados caindo em meu peito nu... Sua boca bem próxima da minha.

Não parecia a Robs do telefone... Apavorada, traumatizada...

James: você é linda, é disso que sei... – beijei sua mão, e acariciei levemente sua cintura. – onde está Tabatta?

Robs: na sua mãe... – falou ainda me olhando – Eduarda também está lá... – sorri. Eu sabia que Tabatta e Eduarda eram bem apegadas.

James: você está fria. – falei beijando sua boca quase arroxeada.

Robs: você está quente... – ela deitou sobre meu peito, espalhando seus cabelos pela minha pele, cheirando meu corpo longamente. – eu te amo, James.

James: eu também te amo... – falei de volta — você está bem? — Ela assentiu, e continuou na mesma posição. Erguei-me, e a fiz se deitar no colchão ficando por cima dela. – anda... – falei olhando em seus olhos – tira essa roupa e vai tomar banho.

O que eu tinha falado? Será que ela entendeu que iríamos juntos? DROGA... Eu a sentia perto... Eu a desejava... Eu queria amá-la, mais eu não podia. Eu tinha que me controlar... Ela ainda estava mal pelo que houve há dois meses... Meu dever era compreendê-la e não querer tirar a roupa dela e mostrar como é que se fazem quando se ama...

Eu já tinha mostrado como se ama quando fizemos amor pela primeira vez, mas agora seria diferente. Deus sabe quando voltaríamos a ter sexo.

JAMES PARE DE PENSAR EM SEXO!

Robs: só se você for comigo... – ela sorriu de lado, erguendo os braços pra passar pelo meu pescoço.

James: Robs... Olha... É melhor você ir sozinha... Sabe, pra evitar possíveis constrangimentos e... – ela colocou o dedo sobre meus lábios, me fazendo se calar.

Robs: você não vai mesmo me mostrar quem realmente é meu dono, e a quem eu pertenço de verdade?

James: Robs... – ela sorriu.

Robs: anda logo James... – ela me empurrou, e ficamos de pé – não precisamos fazer nada... Só ficarmos juntos.

ROBS ~

Entrei no chuveiro tremendo. Não de frio... E sim de medo.

Senti a água quente bater contra minha pele extremamente fria, e quase gemi pelo contato. Eu tinha medo de como seria quando... James me tocasse novamente.

Ele mandou-me ir primeiro, e eu sendo uma boa esposa, obedeci.

O Box já se enchia de fumaça cheirosa quando escutei James entrar no banheiro. Talvez ele não pudesse me ver bem, mas eu sabia que só no banho não iria ficar.

Talvez doesse, talvez eu me retraísse... Mais eu não poderia em nenhum momento esquecer que era James ali, o meu primeiro e ÚNICO. Que ele jamais, nunca, seria capaz de me machucar...

Estendi a mão para apanhar o sabão, e quando o fiz, James abriu a porta de vidro deslizante e logo entrou ao meu lado.

Senti meu coração correr... Era como na primeira vez. De inicio, apenas entrou embaixo do grande jato d’água comigo, e se molhou. Eu não tinha coragem de me virar para ele... Mesmo meus hematomas estando praticamente curados, eu ainda tinha algumas cicatrizes.

Não que fossem feias, mais me despertava lembranças.

No fundo no fundo, o meu maior medo era o de James não conseguir mais me beijar, me abraçar, me tocar... Fazer amor comigo.

James: porque você está tremendo? – disse chegando mais perto de mim, enquanto a água caia entre nós. – está tão quentinho aqui, amor...

Senti as mãos de James me abraçar. Eu estava ainda de costas pra ele, mas isso não o impedia de me tocar.

Robs: só estou... – as palavras morreram em minha boca. James apoiou o corpo cada vez mais perto de mim. O senti tão próximo... Aos poucos, bem aos poucos. – com...

James: não há lugar pra medo aqui, Robs. – sussurrou no meu ouvido, enquanto acariciava minha barriga levemente. – não tenha medo, não vou fazer nada com você. Quero apenas que confie em mim. Pode fazer isso?

Robs: posso. – mal ouvi minha voz, apenas senti seus lábios pressionarem meu ombro, e seu esforço pra manter seus quadris longe dos meus. Para não tocar certa parte de seu corpo contra certa parte do meu.

James iria ou não fazer amor comigo naquele chuveiro?

James: ótimo... – ele riu baixinho, e levou a mão até a minha – agora me dê esse sabonete aqui! – tomou o sabonete de mim, e me fez abaixar os braços. – me diz, o que é que nós somos?

De inicio, não entendi a pergunta, James começou a deslizar o sabão pelos meus ombros, e costas...

Robs: marido e mulher. – respondi sentindo arrepios por todo o corpo. Foi ai que notei que sim, minha mente tinha apagado o toque delicioso e elétrico de James... Assim como seus beijos, seu sabor... Mais não o nosso amor. Muito menos a nossa história.

James: e o que nós sentimos? – agora o sabão deslizava por minha barriga, eu ainda de costas pra ele.

Robs: nos amamos muito. – falei mais baixo ainda.

James: e você confia em mim? – sua boca estava grudada em meu ouvido, enquanto suas mãos subiam em direção a meus seios.

Robs: eu... – senti seu toque hesitante – confio muito... Mais do que tudo, James...

Tocou-me agora mais seguramente, deslizando o sabão por meus seios mais delicado que nunca. O senti me acariciar, e quase gemi seu nome.

James: você se lembra, Robs... – murmurava, conforme suas mãos macias e escorregadias roçavam meus seios sensíveis – de quando te ensinei como é fazer amor? – assenti freneticamente.

Robs: sim James, sim... – minha voz não passava de um gemido – me lembro...

James: me diz agora... – aos poucos, me virou para si, encarando meu rosto, vendo meu corpo nu de frente. Suas mãos entrelaçaram minha cintura, e me trouxe pra mais perto. – o que se sente quando fazemos? – me agarrei a seus ombros, quando nossos corpos se colaram. Senti seu desejo me roçar, e quase chorei em expectativa!

Robs: eu... – a voz não saia, eu não podia pensar. Ele tinha me seduzido, e eu não via como não me entregar. Eu queria James mais do que em todos os momentos.

James: qual é a sensação de estar comigo? Quando faço amor com você? – sua boca tocava meu pescoço, enquanto suas mãos deslizavam pelas minhas costas, pelo meu bumbum...

Eu sentia um espiral de coisas em minha mente... Sentia meus pés fraquejarem, e tudo o que eu ouvia era a voz de James.

Robs: a melhor de todas, eu juro! – eu não conseguia falar – James cala a boca e faz amor comigo...

Nossas bocas se encontraram novamente, e quando pensei que não teria mais volta... As coisas começaram a se embaralhar, e senti meu estomago se enrolar.

James: Robs? – foi tudo que pude ouvir, antes de sentir as mãos de James me agarrando forte, enquanto eu mergulhava na escuridão.

Horas depois.

Vi tudo ficar claro... Claro demais!

Robs: James? – me sentei na cama, e o nome dele foi à primeira coisa que me veio a mente.

Ele não estava ali, mas tinha alguém bem ao meu lado.

Tabatta: OI MÃE! – ela me abraçou forte – que susto, hein? Você tá melhor?

Robs: oi amor... – voltei a me deitar, sentindo uma vertigem longa. Eu sabia é claro, o motivo dela. O bebê que crescia em mim.

Tabatta: nossa, o papai ligou desesperado na vovó! – ela desandava a falar, eu só sentia a minha cabeça piscar e piscar... Rodar. – agente pensou que você tivesse morrido de tão louco que ele estava! – Tabatta me abraçou, se deitando sobre minha barriga. – você tá bem?

Robs: estou, querida... – acariciei o cabelo de Tabatta, esperando que a cura rápida chegasse ao meu cérebro – foi só cansaço. O seu pai me deixa tonta... Sem ar.

James entrou no quarto no mesmo momento.

James: você quer me matar? – se sentou ao meu lado, olhando em meu rosto – que diabos aconteceu, Robs? – ele riu um pouco, e beijou minha testa.

Robs: o que houve? – olhei pra ele com os olhos pequenos pela luz que invadia minha retina.

James: você desmaiou nos meus braços... Enquanto... Tomava banho. – ele riu mais, com um sorriso malicioso nos lábios. Não pude evitar sorrir também.

Robs: Ah, claro! Lembrei... – eu precisava der um jeito de sair dessa cilada. – estou bem, claro. Apenas momento.

James piscou. Ouvimos Esme entrar no quarto... Conversamos e ela disse que já indo embora.

Tabatta: bom, eu vou com a vovó tá mamãe? – ela olhou pra mim e James – cuida direito dela, papai! – depois de nos dar um beijinho, saiu contente com Esme.

James: eu não sabia que podia fazer você perder a consciência.

Senti o colchão se afundar quando James deitou ao meu lado na king size. Olhou-me meio encabulado, e eu apenas passei a perna sobre a dele me deitando em meu ombro.

Robs: fique sabendo que pode. – ele me envolveu, e beijou minha testa. — eu sou uma idiota, né? – ele riu – olha a hora que eu invento pra desmaiar... – ri um pouco colocando a mão sobre a cabeça, latejava ainda.

James: ainda acho melhor ir pra um médico... – agora seu tom era preocupado – o que acha?

Robs: NÃO! – quase pulei da cama. — Acho que bem... Estou bem! Juro.

James: não é nada ruim? – questionou. – jura por mim?

Robs: juro!

Eu podia jurar afina, desde quando um bebê era uma coisa ruim?

- Dois meses depois

Minhas mãos tremiam. Eu sentia meu corpo doer.

Quando acordei numa manha de verão, quando o inverno já tinha ido embora, tirei minha camisola e notei minha barriga levemente saltada.

Já estava aparecendo.

Eu me lembrava claramente de quando mamãe engravidara de Eduarda, sendo eu já grandinha. O bebê tinha começado a aparecer nos quatro meses, como acontecia comigo agora. Arrepiei mais ainda quando lembrei de minha mãe aos cinco meses, de uma hora pra outra, de um mês pro outro, cinco quilos maior, com a barriga mais que o corpo!

Meu coração doeu em pensar sobre o assunto. Fiquei ali, parada diante do espelho enxergando o bebê que crescia em mim, e tentando sintonizar o rostinho de Tabatta ali... O bebê que eu desejava profundamente que fosse meu e de James.

E que ele não sabia ainda existir.

Há tempos eu usava roupas largas demais, não ficava sem roupa na frente dele nem de Tabatta... Eu tinha mudado meus hábitos. Nunca mais fizemos amor. James também não me cobrava, apesar de eu saber que um dia ele iria querer... E eu não seria capaz de negar.

Eu esperava que esse dia acontecesse quando eu já tivesse coragem de contar.

Tabatta: ROBS! – ela entrou correndo no quarto – eu... CARACA!

Eu não tinha a ouvido, não tinha ideia de que estava ali. Eu só via uma Tabatta estática, imóvel. Seu olhar se imobilizou sobre minha barriga, não tive tempo de cobrir, de fazer nada.

Robs: Tab... – tentei, mais ela se aproximou colocando a mão sobre a minha barriga com expressão feliz.

Tabatta: Robs, você vai ter um bebê!

Ela tinha descoberto o meu segredo.

Notas finais
Gostaram? Comentem, ah, bem-vindas leitoras novas, ainda não mostraram esses rostos lindo por aqui ~.~

- XOXO,CH :3