Marked By Marriage
10 Jealousey
Notas iniciais
Uh, meu ♥ .. Então, mil tretas nesse capitulo, "Ciúmes" pra vocês .. Boa leitura !
Acordei cedo, coloquei meu uniforme, apanhei meu material e me dirigi à porta. Fiquei ali parada esperando o Pierre... Mais que motoristazinho que demora!
James: Até de uniforme você fica linda... – James me deu um beijo no pescoço, e eu me assustei.
Roberta: Mais que susto, James! – gritei. – Quer me matar, é? – voltei a me apoiar na porta.
James: não... Desculpa! – ele gargalhou – o que cê ta fazendo ai?
Roberta: esperando o Pierre. Eu preciso ir pra aula... – já fazia duas semanas que as aulas voltaram.
James: o Pierre não vem hoje... – o terno dele estava um máximo. Eu quase nem entendia o que ele estava falando. – deixa que eu te levo.
Roberta: você? – o olhar dele me divertiu.
James: Ué, qual é o problema? – a porta do carro foi aberta, e eu entrei. Ele logo estava ao meu lado. – tem algum garotinho na escola que você deva esconder de mim?
Ele ligou o carro, enquanto eu ria alto.
Roberta: garotinho? – James mal sabia que eu tinha um HOMEM ao meu lado, e que garotinho nenhum chegava aos pés dele. – não... Acho que não.
James: como acha? – seu tom agora era sério.
Roberta: como você pode se comparar a eles, James? – meu olhar brilhou quando o sinal fechou e ele se virou em direção a mim.
James: eu não tenho mais dezessete anos como você... Seu mundo é diferente do meu. – estávamos mais próximos ou era impressão? – e eu tenho medo por isso... – ele voltou a dirigir.
Roberta: quem deveria ter medo sou eu, não é? Você é o adulto aqui... Você trabalha com todas aquelas mulheres bonitas... – cruzei meus braços e olhei para frente.
James: Há... – ele riu – VOCÊ É MINHA ESPOSA. VOCÊ significa mais pra mim do que qualquer mulher...
Roberta: espero mesmo... – ele sorriu, paramos em frente à escola – pode deixar que eu volto de ônibus. – abri a porta.
James: Ah, claro! – disse ironicamente saindo do carro também — Na minha hora de almoço eu passo pra te buscar e ponto final... – ele me puxou. – Tchau. – aproximou seu rosto do meu, e me deu um selinho breve.
Roberta: Bom dia. – alisei o terno dele, e ajeitei a gravata. Ele sorriu e beijou minha testa. Entrou no carro e sumiu na rua...
Entrei na escola, e parecia que TODO mundo estava olhando pra mim. Cara, que sensação estranha;
Jéssica: Roberta... – uma de minhas amigas me cutucou quando cheguei.
Roberta: Hum? – respondi anotando algo no caderno.
Jéssica: ta o colégio em geral comentando e eu não sei como dizer isso mais... QUEM ERA AQUELE DEUS GREGO QUE TROUXE VOCÊ HOJE? – a olhei calmamente.
Roberta: meu marido. – respondi normalmente.
Jéssica: seu o que? – ela gritou – AAAH ROBERTA, CÊ TÁ GRÁVIDA?
Roberta: Que? – fiquei de pé, tentando conter os gritinhos dela – QUE GRÁVIDA MENINA, TÁ MUITO LOUCA?
Jéssica: foi você quem falou que aquele gostoso é seu marido!
Roberta: olha o respeito com o meu homem... – falei sério – e é verdade, eu e ele somos CASADOS... – mostrei a aliança dourada em meu dedo e ela cai para trás na cadeira.
Jéssica: Ai que louca! – ela gritou – se bem que louca não, porque ele é um pão. Mais... Porque é que se casou com dezessete, menina? Cê perdeu o bebê?
Roberta: sem bebê, Jê! EU NÃO ESTOU, NEM ESTIVE GRÁVIDA, sacou? Eu só casei... PONTO! – apanhei meu material quando o sinal tocou.
Jéssica: Ta. Quantos anos ele tem? O que ele faz? Você o ama? – ela me perseguiu.
Roberta: ele tem vinte cinco, é presidente da empresa e sim, eu amo ele pra caramba... – me detive, antes de soltar um grito histérico.
O que foi que eu falei?
“Eu amo ele pra caramba...”
Roberta: Nada Jê me deixa sozinha... – sai dali revoltada comigo mesma. Eu tinha acabado de assumir que eu amava o meu maridinho...
Duas aulas depois, faltavam dez minutos pra ir embora quando houve uma batida na porta... A professora abriu.
Secretária: senhora Diamond, seu marido veio te buscar. – ela me olhou, e eu apanhei meu fichário.
Todo mundo pasmou com aquilo...
Agora minha cabeça estava pregada na festa. Hoje a noite era o coquetel da empresa... E eu estava no mínimo nervosa.
James ~
James: naquela escola só tem pirralhos... – assim que chegamos em casa, ela jogou a mochila no sofá e me olhou surpresa.
Roberta: James, você tem noção de que você só falou disso até agora? Muda o disco, pelo amor de Deus? – Roberta foi até a cozinha, e apanhou um copo d’água.
James: é que eu não gostei eu...
Roberta: cê ta com ciúmes? – ela disse meigamente colocando o copo na pia. – Ah, não fica não... – veio em direção a mim e me abraçou ternamente. – sou casada com VOCÊ, esqueceu?
James: eu não to com ciúmes, Roberta. – na verdade eu estava sim... Mas a frase “Só temos ciúmes de quem amamos” martelava em minha mente. Eu amava Roberta? Mirei os olhos a minha frente, e tive certeza que sim...
Roberta: Ah, deixa de ser bobo, se ta com ciúmes que eu sei! – ela me largou, e eu subi para o quarto.
James: não esquece que as sete nós saímos pra ir pra festa... – murmurei.
Roberta: Ta. – falou baixinho. Entrei no banho, me arrumei, almoçamos e fui para a empresa.
Chegando lá, um amigo meu bem do mulherengo, aquele que eu andava antes de me casar (meu passado me condena), me barrou.
Logan: James, cara! – ele me deu um abraço – casou, sumiu. Não sai mais nas gandaias com a galera...
James: as coisas mudam quando casamos...
Logan: pra pior, é claro! – caminhamos abraçamos de lado até minha sala.
James: no meu caso não... Agora sim eu tenho um motivo pra voltar pra casa, sabe? Eu sei o porquê de trabalhar... Pra manter a minha família. – eu mal percebia a sinceridade em minhas palavras. – é outro mundo. É... Diferente.
Logan: Cara, quem é você e o que fez com James Diamond? – ele riu – irmão... Você não casou arranjado? – entramos no meu escritório, e ele se sentou a minha frente.
Logan era o advogado de confiança da família Diamond. Trabalhava na empresa defendendo em ações judiciais.
James: casei mais...
Logan: Se apaixonou por ela? – ele riu.
James: perdidamente. – me entreguei. – mais cara, foi imprevisto. Quando eu menos esperei, PUF! Ela já tinha tomado toda minha vida... E eu não sei mais ficar sem ela.
Logan: que romântico. – ele colocou a mão sobre o coração – ela vai vir ao coquetel, não vai? – assenti – to doido pra conhecê-la. – ele piscou. – que pena que faltei ao seu casamento, mais sabe como é, tive um julgamento no mesmo dia, cara!
James: não, hoje você vai conhecê-la. – pisquei. – e não é querendo me gabar não mais ela é demais...
Logan: pois é... Fiquei sabendo da tal senhora Diamond. Os caras comentam que ela é um máximo. É melhor ficar de olho hoje à noite... – ele riu impaciente.
Não dei muita bandeira, e quando ele foi embora, notei que tinha esquecido meu celular em casa. Droga! Liguei pra casa, mais quem atendeu foi Marie.
Marie: senhor, a senhora Roberta me disse que não quer falar com você. – respondeu a empregada formalmente, porém, com certo tom de desdém na voz.
James: COMO NÃO QUER FALAR COMIGO? – gritei. – Marie, passe esse telefone pra ela AGORA, entendeu?
A ouvir suspirar, e depois a voz dela voltou a soar.
Marie: ela se recusa senhor. Desculpe!
James: me desculpe uma ova, Marie! Eu odeio ser indelicado, mais... O que aconteceu? – bati a mão com força na mesa.
Marie: não sei senhor, só sei que uma mulher ligou no celular do senhor e depois disso ela ficou desse jeito... Não sei senhor! – tentei arrancar o máximo que pude dela. – Ah, ela mandou de dizer que não vai ir “de modo algum, nem morta” na festa hoje com o senhor.
James: ah Marie! Me fala que essa pirralha ta tirando com a minha cara!
Voei pra casa, tentei falar com ela mais nada! Ela não quis me ouvir... O que será que tinha acontecido?
Fui até a cozinha, onde estava o celular. O apanhei, e vi no visor um numero conhecido... Liss? A secretária tarada? Como é que essa louca conseguiu meu celular? Me vesti rápido, e voltei para o quarto de Roberta antes de sair.
Como sempre, ela não abriu a porta.
Roberta: me deixa em paz! – silabou.
James: você não vai mesmo? – falei atrás da porta.
Roberta: você é um traidor! ME DEIXA, JAMES! Vai lá com a sua secretariazinha! – o tom de ironia era nítido.
James: como quiser Roberta... Mais seja o que for que ela tenha te dito, te digo que não é verdade... Por que... Desde que me casei, não tenho olhos pra mais ninguém exceto você. E se você sentir o mesmo sei que vai acreditar em mim... – sai de lá sem dizer nada. Explicar não ia mudar nada... Primeiro Liss ia se ver comigo e com o olho da rua.
Roberta ~
Ela não tinha me dito nada demais, porém o simples fato de uma mulher ligar no celular dele me deixava de cabelo branco!
Eu não sabia o quanto o ciúme podia ser ferino, e o quanto podia causar um estrago na vida das pessoas;
Marie: aonde vai senhora? – questionou me vendo colocar o vestido marrom tomara que caia, que na verdade, não era tão longo assim.
Roberta: vou à festa, Marie. – respondi esbaforida – eu acho, quer dizer, tenho quase certeza que fui indelicada com James. Eu... Acredito nele. – NÃO ACREDITO QUE DISSE ISSO – ele não merece.
Eu não tinha tempo! Coloquei um sapato alto no mesmo tom de marrom claro do vestido, apanhei uma bolsinha de mão, e prendi somente a franja para trás com uma presilha dourada que James me dera.
Maria: mais a senhora está linda! – cumprimentou.
Roberta: Obrigado, Marie! – agradeci, terminando a maquiagem. – Bom, pode tirar a noite de folga você e as meninas... Amanhã também! – fui até ela antes de sair – Tchau! – beijei-lhe a bochecha e descia as escadas quase escorregando do meu salto. – PIEEEEEEEERRE! – berrei.
Pierre: senhora! – ele saiu de dentro do carro rapidamente.
Roberta: Rápido pra festa do James! Anda, anda... – eu expliquei a ele o caminho.
Notas finais
XOXO,CH ;3
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