A quatro dias atrás....


Cross cansou-se de esperar que seu sogro e seu pai tomassem alguma atitude, então, ele mesmo, reuniu as borboletas das duas colônias e foi em busca de seu noivo.

- Cross! Cross! — Chamou a abelha, sobrevoando o exército que estava sendo liderado pelo príncipe.

- Dream?- Perguntou o maior olhando o amigo de seu amado tentando recuperar o fôlego.

- Eu, ahm! Minhas abelhas disseram que sabem sobre alguém que viu ink.- Respondeu de forma animada, o que fez, Cross bater as asas.

- Me leve até eles!- Exclamou ansioso, fechando suas asas convicto que acharia em breve sua noiva fujona.

Ele poderia não transparecer, mas após ficar dois dias plantado esperando que mágicamente Ink retornasse e se explicasse, fez com que Cross perdesse toda a sua paciência, chegando até a entrar na sala de reuniões e jogar na cara dos dois reis toda o plano mal feito que fizeram. Ele os culpava por agora não estar com Ink e não estar com o de asas rosas lhe aborrecia.

Parecia que alguém havia roubado o menor da cerimônia e não que ele tenha fugido por livre e espontânea vontade.

- Argh! — Gemeu o louva deus rosnando, tentando se soltar das amarras daquela corda estranha.

Cross conhecia de có cada invenção de Ink, afinal vira várias vezes suas plantas e desenhos em seu quarto, uma delas ajudou até a projetar, uma corda forte e trançada com ferro ou pedras na ponta para fazer peso ou machucar qualquer predador que viesse os atacar.

Ink tinha ideia brilhantes para a defesa da colônia, Top que era ignorante demais para ver o quão mortíferas e eficazes eram as armadilhas que Ink fazia, Cross não ficava atrás, mesmo sendo os músculos e Ink o cérebro do casal, aprendia o máximo que podia com o de listras, visando um dia fazer algo útil para impressionar a borboleta.

- Geno! Grr! Se vocês o machucarem!

- Calma, calma senhor, ahm... Ele vai estar bem!- Exclamou a abelha pacífica olhando feio para os guardas borboletas correndo até Cross que prendiam a mariposa imperador que era três vezes maior que as borboletas usando apenas aquelas cordas.- Cross! Poderíamos apenas conversar com eles! São pacíficos, sempre moraram aqui pelo barranco e nunca feriram ninguém!

- Shiu! Dream, você é muito inocente, poderiam facilmente nos enganar, afinal ainda são predadores.

- Mas Geno não é!

- De fato não sou, nem vivo deveria estar pois nem tenho sistema digestório!

- Silêncio!- Exclamou Top andando até a mariposa que quando viu o rei das borboletas abaixou ainda mais suas asas, parando de lutar.- Céus, nem na forma de mariposa você deixa de reclamar da vida.

- Nem mesmo com uma coroa deixou de se intrometer na minha vida.- Bufou virando o rosto.

- Genozinnn~- Choramingou o louva deus preocupado com seu amado que estava frente a frente com o rei das borboletas.

- Calado Reaper!- Gritaram a mariposa e a borboleta em unisolo para Reaper que soluçou triste.

- O que você quer? Sabe que poderia simplesmente me perguntar, não precisava trazer o exército todo e me amarrar!- Urrou olhando nos olhos de Top que retirou seu chapéu de forma educada.

- Sinto muito meu velho amigo, mas esses métodos não são meus, são de Cross que está desesperado atrás do meu filho ink.- Suspirou.- As abelhas falaram que lhe ouviram falar sobre ele.

- Sim, de fato falei.- Suspirou desviando o olhar para Reaper que tentava roer a tampinha de lata ao invés das cordas, fazendo a mariposa imperial da um gemido decepcionado.- Mas sinto muito Top, então indo atrás de uma borboleta morta.

- Não ouse dizer iss- Rosnou Cross já avançando contra o gigante, mas fora parado pelo seu sogro que olhou para Geno pedido perdão.

- Morto, do que esta falando?! Meu filho morreu?!

- Mortinho! Vimos a viúva negra devorando ele não é genozin?!~- Riu de forma sádica o predador ouvindo Geno bufar alto.

Top abaixou suas antenas triste e trêmulo, Cross vendo aquela situação se pôs na frente do sogro olhando a prima das borboletas gigante.

- Se vias Ink em perigo por que não o ajudou?! Por que não o salvou se és amigo de meu sogro?!

- Hah, amigos é uma palavra forte, eu diria conhecidos...- Falou olhando de forma fria para Top.- Ele não se lembrou de mim quando criou aquela coloniazinha de merda no alto da campina e deixou todos os seus amigos para morrer!

Top apertou a sua cartola trêmulo se afastando levemente da mariposa que direcionava os olhares para ele continuando.

- Ele só protegeu apenas a pobre borboleta do mato, enquanto aquela nuvem negra ia matando tudo, aranhas, borboletas, ninguém que não estivesse embaixo da terra ou dentro de alguma árvore sobreviveu!- Rosnou alfinetando o rei, que arfou trêmulo, sendo aparado pode X-Gaster.- Onw, ainda bem que havia um pessegueiro oco, beeemm em cima da colina, onde a fumaça não alcançou Top, nem a vadia da Azaléia!- Fingiu falsa pena abrindo levemente as asas e depois rosnando enquanto falava, o que fez com que os guardas desavisados quase fossem arrastados os forçando a folgar um pouco as cordas.- Eu não tenho pena de ninguém, nem mesmo do seu filho Top Gaster.

- D-descul-

- E! Além disso, você sabe muito bem Gaster... A lei do jardim é clara, o que o mais forte pegar, ninguém pode roubar.- Continuou olhando fixamente para o rei que abaixou as antenas.

- E o mais forte é-

- Error... A viúva negra.- Falou Dream interropendo Cross, enquanto olhava para o matagal que tinha logo a frente do barranco.- Dizem que ele é cruel, mata as vítimas por diversão e deixa restos para os outros comerem.- Falou esfregando suas mãozinhas trêmulo, ele não conseguia imaginar o seu melhor amigo destroçado com seus restos sendo distribuídos pelo jardim.

O coração de Cross parece ter travado, por um momento ele até sentiu uma dor aguda, só de pensar que seu amado já não teria folego de vida, de que jamais ouviria o seu riso ou sua bronca, nem mesmo o real motivo dele ter fugido.

A noite no quarto do inventor passou em sua cabeça. Ele jamais esqueceria aquele beijo, o único e último beijo.

- Grrr! — Rosnou, batendo numa pedra e o impacto de seu soco, fez com que ela acabasse se partindo em vários pedaços, rapidamente ele tomou a pedra afiada em suas mãos e correu até Reaper fincando o objeto afiado em sua pata.

- Aaaaah!-Gritou o predador, mas ao contrário do que esperavam, quem tentou avançar para ataca-lo foi a mariposa que com muito esforço foi forçada a se sentar no chão para ficar quase na altura das borboletas.

- Cros-

- Se chegar perto ele morre!- Rosnou interropendo Dream, estendendo novamente a pedra furando mais uma vez o braço do louva deus que começou a chorar.- Eu só vou perguntar duas vezes, antes de arrancar a pata dele fora.- Geno retraiu as asas temeroso.- Onde Error vive?

- Você acha mesmo que uma mariposa minúscula como você pode vencer o dono do jar-

- Ahhhhh! Geno! Geno! — Chorou o predador que estava sendo golpeado novamente em sua pata que já estava apenas com metade dos ligamentos.- Amor! Amor!

Geno lacrimejou novamente tentando se soltar para acudir o seu amado, mas as borboletas da colônia de Cross não deixaram ele escapar, o próprio Reaper tentava até fugir, mas estava sendo pressionado por quatro borboletas que o impediam de ficar de pé, sem contar as que seguravam as cordas que lhe prendiam ao chão.

- Grr! Seu desgraçado! Deixe ele em paz!- Rosnou a mariposa.

- Última chance, mariposa.

- Cross! Por favor!- Chorou Dream horrorizado com a cena que estava preciando, mas mesmo usando uma coroa em sua cabeça, ele não era nada para as borboletas que lhe seguraram para ele não intervir.- Pare! Eles são pacíficos! Não pode machucar eles!

- Eles deixaram meu Ink se ferir! Viram ele pedindo por ajuda e não acudiram! — Rosnou dando uma leve puxada no braço semi-dilacerado de Reaper.- Eu só vou perguntar essa última vez Geno...- Falou estendendo novamente a pedra já ensopada de sangue.- Onde Error vive?!

- E-Eu não sei.- Tremeu olhando para o amado sofrendo, por mais que temesse pela vida de Reaper, ele considerava Error quase um irmão, afinal nunca fizeram nada contra o outro, e ambos compartilhavam a dor de perder um inceto brilhante que eles tinham a amizade em comum.

- Certo...- Cross agiu rápido, puxando a cabeça de Reaper contra a terra o fazendo comer pó e já estendeu a pedra pronto para mata-lo.

- Não! Cross!- Gritou a abelha tentando se soltar.

- Reaper! — Chorou tentando se soltar, mas ele não conseguia se quer mexer as pernas e braços.- No riacho! Ele mora perto do riacho!

- Hm, no riacho?- Falou soltando a cabeça do predador, mas arrancou na mão o que havia sobrado da pata dele fazendo o inceto se debater de dor.

- Reaper! R-Reaper Hic! Hic!- Chorou com muito pesar em ver seu amado sofrendo, Cross já sabia pelas tendências suicidas da mariposa, que se a torturasse ele não falaria coisa alguma, mas ele focando em seu marido acabou invertendo a reação da mariposa vermelha.

- Então...- Começou desviando o olhar da pata que arrancou, vendo os olhares de pavor de seu pai, sogro e Dream.- Onde exatamente no riacho?- Perguntou levantando o queixo da mariposa usando a pata decepada do louva deus.

Atualmente....


Ink e Error ficaram tão desgastados que não saíram da cama por dois dias. A borboleta mal se mexia, raramente gemia apenas para dar sinal de vida, mexendo apenas as anteninhas e as vezes suas asinhas, já a aranha estava tão exausto que mal conseguia estender seu braço para abraçar seu amado, quem dirá levantar.

Mesmo ambos morrendo de sede e fome, a exaustão demorou para deixa-los, até que finalmente, durante a tarde daquele segundo dia, Error conseguiu forças o suficiente para se esticar e abrir os olhos, com muito esforço ele se sentou na sua cama de teias olhando para Ink que mexeu as antenas em resposta, ele ainda estava cançado.

Error encarou a borboleta com admiração, lhe fazendo um carinho suave em sua cabeça, mesmo faminto não conseguia mais ver Ink como comida, se quer seus instintos pediam por isso mais, ele sentia seu cheiro espalhado por todo o corpo do inventor, para seu corpo ele não era mais uma presa e sim seu parceiro.

- Oooaah~- Bocejou lambendo as patas e esfregando as mesmas em seus olhos na tentativa de acordar.- Vai querer comer o que Inky?- Perguntou pegando o lençol de teia encobrindo o amado que estava tremendo depois que Error se afastou.

- Hm~- A borboleta piscou lentamente, esfregando os olhinhos com muito sono.- Tem mel?- Sussurou se mexendo finalmente e se deitando de barriga pra cima.- Ai~- Gemeu alisando o seu braço que estava dormente, afinal ele dormiu em cima dele todo esse tempo.

- Acho que sim, ooaaahh!- Bocejou novamente.- Eu vou olhar.- Disse saindo da cama com cuidado para não esmagar seu amado e lhe deu um beijo na testa vendo a borboleta abrir um leve sorriso agitando suas asinhas que estavam com um tom de rosa pálido.

Error ficaria preocupado se ele não estivesse assim também, afinal ficaram sem comer e beber por tempo demais, sem falar que acasalar esvaia toda a sua energia. Se Error tivesse ido pela forma convencional e ainda tivesse brigado com um macho e com a fêmea para copular com certeza teria morrido de cansaço.

- Hm~- Ink resmungou esfregando suas mãos no topo de sua cabeça tentando fazer suas antenas despertarem.- Ooaaah!~- Finalmente bocejou se esfregando na cama macia, ainda não conseguindo realmente levantar.- Urgh~ — Arfou sentindo o seu ventre pesado, finalmente reunindo forças para levantar a borboleta se sentou na cama esticando suas asinhas que chegaram a estalar.- Ah~ bem melhor~- Sorriu esticando também seus braços, já se abaixando para tocar seus pezinhos, mas algo em sua barriga o impediu de se esticar completamente, encucado ele tirou o lençol.

- Só tem Néctar ink.- Falou a aranha indo até a sua cama segurando um pote feito de folhas em uma pata, uma presa já morta na outra e nas duas mãos dianteiras segurava uma grande bolha de água para beberem. Porém ao olhar para o amado e vendo seu ventre levemente inchado Error tremeu fazendo a gota de água cair na teia.- Ink.- Chamou o amado que lhe olhou de volta com os mesmos olhos brilhantes que a viúva negra lhe olhava.

- Ruru.- Sorriu batendo as asas animado, a aranha só faltou largar toda a comida no chão, quando correu até a borboleta desacreditado.

- I-Isso é real?! Tá acontecendo mesmo?!- Perguntou para o amado que riu.- E-Eu, eu vou ter filhotes! E-E eu estou vivo! Tô vivo!

- Heh, vivinho, vai ser o primeiro viúva negra a criar os filhos ruru.- Riu da animação da aranha que lhe ajudou a sentar na borda da cama.- Eu iria perguntar se você está animado, hah! Mas sua cara já me responde tudo!

- Se eu tô animado?! Eu estou bastante animado!- Exclamou balançando seu abdômen o que fez a mariposa rir ainda mais, por achar a aranha fofa.- Ah! Céus! A gente tem que comer! Você principalmente!- Lembrou arrastando o pacote com néctar para o amado.- Aqui! Coma! Eu vou buscar água!- Falou já descendo para o segundo andar com pressa.

O casal comeram e beberam até que sua sede e fome fosse saciadas, apesar de que estavam ainda cansados, já tinha energia para se mexer pela toca.

Assim que terminaram de comer se aconchegaram um no outro na parte externa tá toca tomando um pouco de luz do sol e ar fresco.

- Huff- Suspirou Error aliviado, alisando o ventre de seu amado.- Céus, obrigado por aparecer na minha vida bolinha amarela.- Sorriu encostando sua cabeça na barriga da borboleta ouvindo seus bebês se formando lá dentro.

- Hm?- Perguntou sonolento, pois a brisa que soprava no topo do tronco era tão agradável que trazia de volta aquele sono atrelado ao cansaço pós -almoço que tinham.- por que?

- Se eu tivesse cruzado uma fêmea.- Começou alisando seu ventre.- agora eu estaria morto, meu membro teria quebrado no fim da cópula e eu teria morrido por falta de sangue.- Abriu os olhos vendo Ink lhe olhar com um olhar assustado.- E ai ela teria usado meu corpo para se alimentar e colocaria os nossos ovos, assim eu seria comida dos meus filhos também.- Riu lambendo as presas, fazendo a cara de ink torcer em nojo.

- Cruzes, agora eu sei por que você sabe o gosto do seu pai.- Falou vendo Error rir um pouco menos.- Isso é brutal.

- É~ é a vida de uma aranha Ink.- Suspirou.- Eu morreria sem ver a cor dos nossos ovinhos, ao menos agora eu serei o primeiro macho a cuidar dos filhotes!- falou animado agitando sua bunda.

- Sim, hah, mas, nossa... A vida de uma aranha parece miserável.- Falou alisando sua cabeça com carinho.

- Pfft! Olha quem fala! Mariposas morrem quando dão a l-...uz — Se Interrompeu se sentando na frente do amado, que o encarava confuso.

O observando melhor a aranha concluiu que Ink estava mais magro que semana passada, apesar de terem comido bastante. O parto das borboletas era difícil, até por que o bebê tirava todo nutriente que eles comiam, era raro eles sobreviverem para chocar suas crianças.

Sem falar que com certeza seus ovos seriam maiores que o de uma borboleta, esse pensamento deixou Error temeroso. Só havia passado dois dias e a barriga dele já estava visível demais, quem sabe Ink nem consiga os por para fora, ele era muito pequeno, pequeno demais pra suportar seus filhos e só agora ele se perguntou como ele conseguiu caber dentro da borboleta que era visivelmente menor que ele.

- Ruru?- Chamou a borboleta preocupada com a cara que Error fazia.

-Ink não faça isso comigo!- Abraçou o namorado com força o mesmo xiou sensível.- Ink por tudo que é mais sagrado não ouse me deixar sozinho!

- Error! Minha barriga! Minha barriga!

Mesmo depois de toda sua insistência, não havia nada que Ink falasse que acalmasse seu parceiro. Então, preocupado com a saúde de Ink, eles partiram novamente para a floresta indo ver Lust, que ficou imensamente feliz em os ver.

- Error! Ink! Voltaram! Eu fiquei preocupadissimo com vocês!- Falou chegando perto do casal que estavam visivelmente pálidos ainda.- Oh céus, vocês estão bem? Estão doentes?! O Fresh fez alg- Se calou ao ver Ink que descera das costas do amado abrindo suas asas para descobrir o seu corpo.

Assim que a libélula viu o ventre inchado de Ink, seus olhos foram tomados por brilho e ele saltitou de alegria.

- Ink! Error! Vocês! Yaaahhh!- Bateu as asas muito feliz indo até Ink e lhe abraçando.- Onw Ink eu te amo!

- Hey! Não aperte el- A aranha fora interropida pela libélula que lhe beijou a bochecha, o fazendo corar sem graça.- S-Seu!

- Que felicidade! Achei que não viveria o suficiente pra ver o grande predador Error se reproduzir ~- Enfatizou o nome e o adjetivo da aranha que torceu a cara.

- Também não exagere.- Bufou a aranha.

- Como não exagerar?!- Exclamou a libélula fazendo Ink rir.- A aranha que tinha batido o pé! Dito na frente de todo mundo! Que jamais! Nunca enquanto vivesse iria cruzar com fêmea alguma! Me aparece com uma borboleta grávida.

- Ink não é bem uma fêmea.- Revirou os olhos vendo a borboleta rir alisando o ventre.

- Fisicamente sim, mas, eu prefiro ser homem que mulher.

- Tem seu direito querido!- Sorriu segurando a mão da borboleta enquanto iam até a margem do rio onde Lust estava lavando algumas ervas.- Nasceu com um dom raríssimo! Que inveja~ queria ter dois buracos também.

- Não tenha, é horrível.- Riu com Lust se ajoelhando para o ajudar, Error ficou perto deles, recebendo de Lust outra tarefa pra fazer pois ele queria ficar sozinho com Ink.

A aranha claro que não gostou da ideia, mas confiava na libélula, então foi atrás das folhas que ele pediu e quando a viúva negra finalmente foi embora, Lust pôde finalmente verificar o ventre de Ink, já que a aranha mal deixava o inceto rosa chegar perto de seu parceiro.

Mesmo que fossem amigos ele sabia que o instinto paternal de Error falaria mais alto, ele não era louco de tocar na barriga da borboleta se a aranha estivesse perto. Era o mesmo que estender seu braço para uma largatixa, era pedir para ser devorado.

- Eu quero detalhes~ Como foi? Doeu muito?- Perguntou tateando o ventre do amigo.

- Lust! — Reclamou vermelho batendo suas asinhas de vergonha.- E-E sim! M-Mais do que eu imaginei que doeria.

- É assim mesmo, o corpo dele foi feito para perfurar a pele dura da fêmea, ele pode ter te machucado um pouquinho.- Falou pressionando um pouco o baixo ventre de Ink que xiou.- Dói aqui né?

- S-Sim...- Arfou.

- Ao que parece não foi grave.- Sorriu.- Ele foi gentil, não machucou muito.- Suspirou afastando suas mãos.- Você é corajoso ein! Aguentou um pênis que é do tamanho da metade do seu braço!

- Não fale isso alto!- Xiou envergonhado.- C-Céus Lust!

- Haha! Brincadeiras a parte, pretende voltar para a colônia?- Perguntou agora com um tom preocupado.

Ink olhou para o amigo surpreso e também irritado, como se ele perguntasse algo óbvio.

- Ora, obviamente não o voltarei! Eu não perdi nada por lá!

- Mas seu pai não gostaria de conhecer os netos? Saber que o filho está bem? Não morto no estômago de um sapo?- Perguntou de asas baixas vendo o grávido suspirar.

- Olha Lust, não sei se tem conhecimento , mas eu fugi de um casamento com um homem que eu supostamente amava e que meu pai super apoiava.- Suspirou alisando o ventre.- Eles sutariam em vê ver grávido, meu pai morreria de desgosto e se visse quem é o pai a alma dele viraria pô!

- Isso já é exagero inkzinho.

- Queria que fosse, huff, você não sabe como era minha vida lá.- Suspirou.- Parecia que a colônia inteira torcia para que eu morresse ou fosse embora, eu só me sentia amado pelo meu pai, mas mesmo quando eu cresci eu descobri que a pessoa que ele ama já se foi, e ele só ama a minha imagem que parece com a dela.- Lust permaneceu calado ao ver o amigo lacrimejar.- Tentaram me forçar a me casar contra minha vontade, até guardas com armas me seguraram, se fizeram isso comigo que sou seu príncipe, eu mal posso imaginar o que fariam com error, imagine com meu filho?- ele negou com a cabeça.- Não, eu nunca mais vou retornar para a colônia, o jardim e o meu lar, minha casa e do meu filho agora!

Ink brandou limpando as raízes das folhas que Lust colheu, a libélula sorriu vendo o amigo limpar suas lagrimas bicudo.

- Eu estarei feliz em dividir parte da minha grama com você.- Sorriu.- Meu jardim.- Tocou no peito e depois segurou a mão de Ink com um sorriso.- Seu jardim.

- Obrigada Lust.

- Disponha querido.

[🌼]


No dia seguinte bem cedo pela manhã, Lust havia ido até a toca da aranha chamando pelo casal, ele trouxe consigo folhas nutritivas para Ink e o bebê, ele cuidou da borboleta pela manhã alertando ao casal que antes do findar daquele dia a mariposa iria entrar em trabalho de parto, o que deixou Error ansioso, que acabou aborrecendo o gestante.


— Error! Pelo pólen mais dourado fica quieto!- Xiou a borboleta de mau humor vendo a aranha mexer e remexer as teias da toca inteira.- O teto vai cair em cima da gente assim!

- Eu só tô tentando preparar a casa pros nossos filhos!- Falou puxando um fio de teia que fez com que parte do teto que estava cheio de folhas em cima caisse e fizesse a teia do segundo andar balançar fortemente.- Ah! Ink! Você está bem?!

- Eu tô! O telhado que não!- Suspirou olhando o amado remontando a teia.- Amor.- Chamou ganhando a atenção da aranha que estava de cabeça pra baixo com as teias na boca.- Você sabe que eu só vou dar luz aos ovos ainda não é? Temos ainda uma ou duas semanas até que choquem, não precisa fazer nada com a toca ainda.

- Uma semana é pouco tempo Ink! — Suspirou a aranha começando a tercer novamente o telhado.

- É pouco? Você tá se ouvindo? Ainda tenho que parir hoje! Temos um tempo bom sim!

- Eu só quero estar pronto tá bom?- Falou olhando a borboleta que cruzou os braços.- Só isso.

- Urgh!- Bufou se deitando de costas para a aranha.- Então eu te grito quando eu começar a parir.

- Mas você ainda não comeu nada, já vai dormir?- Questionou vendo a borboleta fechar suas asas cobrindo o seu rosto.

Com certeza ele estava de mau humor, mas Error não quis o irritar por mal. Assim que ele terminou o telhado e arrumou a toca novamente ele foi até o amado que permaneceu deitado e tentou anima-lo, mas nada adiantava, Ink só queria ficar um pouco sozinho. Ao ver sua borboleta tão aborrecida ele teve a ideia de ir atrás de uma flor para que ele comesse " Callamimi? Camalolia? Camomila! " Pensou Error se lembrando da flor favorita do príncipe que Lust até lhe falou que fazia bem pois acalmava o inceto que comia.

Pensando em deixar o amado mais calmo ele lhe beijou a bochecha ouvindo Ink resmungar.

- Eu já volto.

- Vai aonde?- Perguntou segurando uma de suas patas ainda se cobrindo com as asas, mesmo aborrecido ele se importava com a aranha que riu ao notar isso.

- Heh, caçar.- Falou beijando a mão que lhe segurava e saiu da toca, vendo Ink chegar a abrir as asas para olhar o maior saindo.- Volto perto do anoitecer, então durma bastante.

- Mas ruru, a gente já tem...- Falou olhando para o canto do segundo andar vendo ali cheio de presas em pacotes de teia e as folhas trazidas por Lust para nutrir ele e seus ovos.- Comida...

A aranha sai da toca já indo na direção da cidade humana que era próxima ao rio, o dia estava nublado, logo iria chover de novo, mas era neste lugar um pouco distante que crescia margaridas, camomilas e até mesmo rosas e azaléias. Mesmo que caminhasse tanto, valeria a pena para ver o seu amado sorrindo e tendo um parto tranquilo.

Ele então colheu o máximo de flores que conseguiu e saiu antes mesmo do ex-príncipe das abelhas chegar com seu grupinho de arruaceiros lhe xingando por estar em seu território.

A aranha colocou tudo no carregador e foi de volta para casa, o sol já estava se pondo quando Error chega a poça próxima a sua toca e parou um pouco para beber água já exausto pela caminhada que deu, que era muito longa para um inceto pequeno, para um ser humano no máximo duraria três minutos de viagem do riacho próximo a floresta onde ficava a toca de Error, para os campos de flores plantadas pelos humanos já ao lado da vila humana.

- Huff...- Suspirou limpando o rosto com água para tirar a terra do seu corpo após ter caído tantas vezes das flores tentando pegar suas pétalas e pólen.- Pronto, eu espero que ele goste.- Sorriu coradinho pegando a bolsa de folha no chão e se virando para ir até a sua toca, mas assim que chegou no tronco viu um enorme grupo de borboletas rodeando o tronco.

Aflito, já sabendo que eles vieram atrás de Ink, Error rosnou já puxando suas linhas para atacar as borboletas e mariposas que estavam próximas a sua toca, mas ele fora encurralado e enquanto ele escolhia uma delas para dar o bote, uma borboleta maior que as outras de asas preta e branca se pôs na frente segurando consigo um tecido de seda que usava como capa, e aquele estranho tecido cheirava ao seu amado.

- Hiss!- Rosnou para Cross que Rosnou pra ele de volta, ele já deveria saber que o suposto noivo de Ink não desistiria do casório, mas a aranha não poderia demonstrar a surpresa que teve ao os verem na sua toca.

- Agora!- Gritou Cross alertando as suas forças.

Assim o restante das dos incetos alados pularam de seus esconderijos na grama alta, usando cordas para prender o predador, quando Error vê isso se assusta, ele tenta correr para sua toca para proteger Ink, mas as borboletas jogam as cordas e o amarram, mas ele simbilou partindo algumas cordas com seus dentes afiados.

- Não deixem ele escapar! — Gritou top, enquanto Cross puxava a mesma pedra afiada que usou para dilacerar a pata de Reaper e foi até Error que ainda estava sendo parcialmente amarrado.

Error desesperado tentava escapar olhando, para sua toca, com medo que eles chegassem até seu amado e o levassem embora. Cross avança, mas Error mesmo amarrado desvia com dificuldade, o fazendo atingir a sua boca, assim uma de suas presas caem, Error grita de dor.

- Te peguei predador.- Falou Cross de forma fria aproveitando-se que Error tremia de dor lhe golpeou a cabeça o fazendo desmaiar.

Ink que dormia acaba escutando o lamento de seu amado da toca, acordando assustado.

- Error?!- Chamou aflito se levantando, mas acabou tropeçando nos lençóis e nas asas as fazendo partir de vez, e parte da asa que estava colada caiu no chão da toca, a borboleta sentiu tanta dor que engasgou com seu próprio choro e berrou.- Aaahhh!

Mas seu grito foi abafado pelo clamor de vitória das borboletas que arrastaram a aranha desacordada consigo.

- Vamos levar esse infeliz para a colônia! O sacrificaremos lá na frente de todos, iremos vingar meu amado Ink!- Exclamou já a frente das borboletas que já marchavam de volta para a colônia.

- Ah, ah!- Chorou tremendo, sentindo o sangue que escorria da veia que segurava a sua asa esquerda deslizar odas suas costas para o chão.- E-Error~- Sussurou com dor, abraçando o ventre com força, pois também começara a sentir uma dor aguda nele.- Error!- Chamou tirando o que tinha de forças para ir até a abertura no tronco e rasgar as teias que escondiam a janela, vendo lá embaixo uma marca longa na terra como se alguém arrastasse um ser grande e sangue.- N-Não, Error! — Chorou, entrando novamente na toca.

Cambaleante pela dor ele desceu pela teia que o levava até o primeiro andar e saiu da toca

- Error! — Chamou novamente finalmente saindo da toca quase de arrastando até a trilha de sangue e passos vendo ali uma das presas decepadas da viúva negra.- Amor não!- Chorou enquanto pegava o dente do amado extremamente aflito.

Ele olhou ao redor e viu uma bolsa cheia de folhas e flores de camomila e pedaços de uma pequena corda feita com fios de folha trancados e um metal na ponta, era uma invenção sua.

- O-O que?- Se perguntou pegando o que havia restado da corda no chão.

Só havia alguém que poderia ter levado Error, Ink tremeu em pensar nessa possibilidade, mas era a única, ele foi até o tronco novamente, e o escalou com dificuldade, quando chegou lá ofegante deitou no chão pra descansar alisando o ventre para acalmar seu bebê.

- Huff, huff, filho... Por favor, me dê um tempo.- Pediu arfante, sentindo que já era hora de dar a luz, mas ele cruzava as pernas, agora não poderia, ao menos o ovo estaria mais seguro em seu ventre que em suas mãos.- E-Eu tenho que ir atrás do seu pai.- Respirou fundo, olhando para sua asa que ainda pingava sangue.

Ele jamais chegaria a sua colônia a tempo, ele precisava ser rápido, voar seria perfeito, mas as suas asas já eram, e havia indício que choveria, mesmo que voltassem cairia antes mesmo de chegar a colônia. Então assim que ele sentiu as cólicas diminuírem ele se levantou pegando sua asa do chão e foi até o primeiro andar de novo, pegando uma cesta que tinha um monte de bugigangas suas.

Então ele tomou um bolo de linhas do seu amado e um pequeno espinho, ele enrolou a teia no objeto afiado e pegou um pedaço de tronco trêmulo e o colocou na boca, olhando para sua asa pegou a parte que caiu e as juntou, já puxando a linha e a suposta agulha.

Na hora do desespero se quer se lembrou que Lust havia lhe deixado varios remédios para dor para que ele usasse durante o parto, isso tornaria aquela situação menos dolorosa.

- Argh! — Cospiu o pedaço de madeira, já ouvido o som da chuva batendo contra o tronco velho, a borboleta suspirou limpando seus olhos com sua mão suja de sangue, se levantando ele ficou abanando o seu par de asas recém costurados e grudados ainda com a cola para fixar bem a costura.

Mordendo os lábios com dor e agitou as asas até que secasse, assim que secou as tocou, pareciam novas de novo, apesar de estarem meio deformadas pela costura mal feita, Ink sorriu dolorido, seu amado era dez vezes melhor em "costurar" que ele.

Então ele voou até o segundo andar, pegando sua bolsa que Error fez pra ele com seu bordado e colocou dentro a presa de seu amado, os botões das camomilas cheias de pólen enroladas numa folha para que não sujassem tudo e duas folhas estreladas.

Subindo até o terceiro andar ele sentiu a chuva bater violentamente contra a toca de seu amado.

- Céus...- Gemeu sentindo as gotas de chuva batendo em suas asas, ele estava torcendo para que desse certo, mas sabia que nesse ritmo perderia o que sobrou da asa e um pouco mais.- Ruru...- Choramingou olhando ao longe o pessegueiro que um dia foi seu lar.

" Croack! Croack!"


Coachou um sapo pequeno e verde que pulou da poça para a terra, cada saltito do animal era dez passos que Ink poderia dar, então a borboleta bateu as suas asas tendo uma ideia.

- Croack! — Coachou o sapo pulando para perto da água novamente, sentindo a chuva bater em suas costas, sem notar que havia uma borboleta encapuzada com folhas e teias segurando uma corda em suas mãozinhas.- Croack?- Piscou abrindo seus olhos ao ouviu algo atrás de si, mas antes que se virasse a borboleta já havia pulado em cima dele.