Marionete
1 Prólogo:. Cidade dos Malditos.
Notas iniciais
Prólogo ~Cidade dos malditos~
Emilly Herloz
Meus pés tocavam o asfalto de pedras. As pedras ja começavam a ferir a pele de meus pés a ponto deles sangrarem, mas continuava a corre, era isso ou ser espancada... Ja havia visto muitos de meus amigos morrerem sendo espancados... Era algo triste, realmente triste, que partia meu coração, não poder fazer nada, se não teria o mesmo fim... As pessoas do submundo acabavam por se acostumar com a morte, não importava o quanto demora-se, a morte era algo comum para pessoas do submundo... Mas eu ainda não conseguia me acostumar...
Em minhas mãos deveria haver somente um pedaço de pão meio mofado e uma garrafa de leite que estava meio vazia. Outras crianças corriam ao meu lado, cada uma com algo em seus braços. Essa era nossa realidade, roubar e revirar latas de lixo... Não tinhamos outra forma de sobreviver... Um garoto mais afrente abriu a tampa do boeiro que dava ate nossas cumbas, paramos todos ofegantes, estavamos seguros. Em um beco muito afastado das zonas de vigia.
Ao menos era o que achavamos... Escutei algo ao longe, que me lembrou um grito.
- O que foi isso? – Me virei para a direção da rua, apertando o pão e o leite contra o peito.
- Não foi nada Emy, vamos logo.
Houveram disparos, o que chamou a atenção deles. As luzes das lanternas dos policiais fazia sombras anunciando sua chegada, se voltasemos para casa descobririam nosso esconderijo... Teriamos que nos separar e sair correndo, rezar para eles estarem em menor numero para sermos capazes de despista-los. Eramos crianças magras e fracas, ele eram adultos fortes e bem alimentados, não tinhamos chance alguma...
Saimos correndo nos separando, cada um indo para um lado diferente. Eram um numero grande. Droga!
Deixei meu pão e leite cairem no chão, se eu tivesse que saltar isso facilitaria. Dois guardas me perseguiam. Escapar seria impossivel para mim. Pulei por um muro. Que ironico... Um cemiterio, por que coisas ruins sempre acontecem em cemiterios?
Tropessei caindo no chão de joelhos, minhas forças pareceram desaparecer do meu corpo, não conseguia me levantar. Aquele estava sendo o começo do meu fim...
Quando os policiais me alcançaram me pucharam para trás bruscamente. Fechei meus olhos esperando, mas não houve nada, nem tiros, socos ou pontapés... Escutei os gritos deles e sangue pingar no chão... Quando abri os olhos novamente, vi cabelos prateados balançarem juntamente com o vento, olhos dourados como os de um gato, pele alva e alto, usava um terno preto e segurava uma espada imperial... Deveria ser alguem importante.
- Você esta bem criança?
- Sim...
- Como se chama?
- Emilly...
- Emilly o que?
- Só Emilly...
- Aparti de hoje se chama Emilly Herloz. – Ele guardou a espada e me estendeu a mão. – Venha, vou leva-la para minha casa. Será minha irmãzinha aparti de hoje.
Segurei a mão dele e saimos andando. Eu havia escapado do submundo? Aquele era o fim de uma vida... E o inicio de uma nova. Estava feliz...
- Como se chama senhor?
- Raymond. – Ele sorriu. – E não me chame de senhor, assim pareço velho.
Naquela noite, a lua parecia mais brilhante...
Notas finais
E só o prólogo, mas se quiserem podem me "apredejar", não me importo muito.
Só pra avisar, a Emilly ai tem 8 anos ta?
Então não esqueçam da ingenuidade, pureza etc, dessa idade.
Bem, xausinho =****
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