Marionete.

1 Andança das marionetes.


Notas iniciais
Hey! Aqui estou eu postando mais uma história! O tema é de Halloween e estamos quase no Natal, mas antes tarde do que nunca! Feliz sexta-feira treze para quem ler isso hoje! Cada capítulo será baseado numa música. Esse é baseado nesta: https://www.youtube.com/watch?v=A1j21Jo_3QY Apesar de "Dummy March" ser traduzido como "Marcha dos manequins", eu resolvi mudar um pouco a tradução no título do capítulo pela estética.Acho que fica melhor! Sem mais delongas, o capítulo:

Halloween, uma época bastante apreciada em vários lugares. Talvez pelos doces, festas, fantasias e travessuras... Ao menos para os seres humanos. Mas há um motivo especial que faz do Dia das Bruxas uma data muito esperada por outros seres. A maioria os chama de “monstros”, mas isso não é muito educado, certo? Vamos chamá-los apenas de “seres fantásticos”. Bem mais agradável, não?

Esses seres fantásticos vivem em outro mundo, diferente do nosso, ao qual nunca se importaram em dar um nome. Não é um lugar ruim, meio pacato, mas não ruim. Uma vez por ano, no dia 31 de Outubro, a linha entre nosso mundo e o deles fica mais tênue, tanto que permite sua passagem.

Não há necessidade de preocupação! Em geral, eles não fazem mal algum. Talvez uma ou duas travessuras, mas nada mais que isso... Na maioria das vezes. Eles selam sua aparência para que pareçam inofensivas fantasias e se divertem pedindo doces e pregando peças. No fim da noite vão embora e tudo volta ao normal.

Mas já tivemos o bastante de explicação, certo? Não precisamos que isso vire uma aula de história chata! Vamos apenas aproveitar essa data e, quem sabe, dar uma espiada nas nossas criaturas fantásticas se preparando para a diversão:

— Eu adoro o vento frio dessa época do ano! — Oliver comentou animado para seus colegas. Ele era loiro, tinha a pele estranhamente pálida, usava uma máscara que cobria seu olho esquerdo e carregava consigo uma sacola vazia em forma de abóbora. — Que tipos de doces será que ganharemos esse ano?

— Apenas fique calado, estúpido. Ninguém queria você aqui. — Um deles rosnou irritado. Os demais apenas se calaram em concordância.

— Quais truques pregarão dessa vez? Suas travessuras são sempre interessantes! — Ele continuou como se a resposta rude não tivesse existido.

— Você não me ouviu? Fique quieto! — Seu colega exclamou. Ele era moreno e usava uma fantasia de lobo. Tudo bem que seus dentes pareciam grandes demais, a cauda real demais e os uivos e rosnados eram muito convincentes, mas era apenas uma ótima fantasia e boa atuação, certo?

— Olá, senhor Lobisomem! — Oliver cumprimentou sorrindo como se não o tivesse visto antes. — Sua cauda é tão estranha. — Comentou, vendo-a balançar levemente. — Não fica envergonhado em exibi-la por aí?

— Cai fora. — O outro respondeu frio e autoritário. O loiro sorriu novamente e se despediu com um “até logo”, tomando um caminho diferente dos outros. Ele riu levemente enquanto andava sorrindo, um riso zombeteiro. Mesmo com as palavras um tanto... Agressivas, ele sabia que o lobisomem não o forçaria a sair. Ninguém tentava atacar Oliver se tivesse outra opção.

Logo uma neblina densa tomou conta do caminho, o único sinal da fronteira entre os mundos. Assim que ela se dissipou ele soube que estava no mundo humano.

— Hora de gostosuras e travessuras! — Falou consigo mesmo, colocou um sorriso adorável nos lábios e correu para tocar as campainhas. Oliver adorava o Dia das Bruxas, tanto por ser a época em que pode andar por aí sem ser alvo de olhares hostis quanto pelos doces que ganhava. E as travessuras eram como um extra.

Após algumas horas pedindo doces, algumas travessuras inocentes para os que negaram e de encher sua sacola, antes frouxa, de doces até o limite máximo, o garoto decidiu que já era hora de mudar de atividade. Ele andou por um tempo à toa até que uma festa chamou sua atenção. Parecia aberta ao público, havia muitas pessoas rindo, dançando e conversando e um verdadeiro banquete açucarado; mas o que chamou, realmente, sua atenção foi um grupo de pessoas em especial: Seus colegas.

— Olá! — Ele sorriu triunfante, exibindo sua sacola em forma de abóbora cheia de doces. Os outros o olharam visivelmente irritados.

— O que está fazendo aqui, idiota?

— Ninguém te convidou!

— Não precisamos de você para estragar a diversão!

— Assim vão acabar me magoando. — Oliver fez um gesto teatral, mas seu tom de voz era irônico. — Essas palavras que vocês falam tão orgulhosos atingem diretamente meu coração. — Completou.

— Coração? Como se você tivesse um! Você é só uma marionete patética, lembra? — Um deles zombou.

— Agora vá embora antes que estrague completamente nossa noite. — Outra completou.

O loiro apenas se afastou, ficando perto da mesa de doces. Logo outro grupo se aproximou de seus colegas. Um grupo de humanos. Eram cinco ou seis ao todo, rindo e conversando com seus colegas, sem nem desconfiar de seu segredo. Algum tempo depois uma de suas colegas se afastou e foi em direção à mesa de doces.

Ela comeu dois pedaços de torta de morango e um crepe de banana com chocolate, sempre evitando contato visual com Oliver, como se não o conhecesse. A garota era bonita, longos cabelos pretos e olhos azuis. Ela usava um top imitando conchas do mar e, recobrindo suas pernas, havia uma camada de tecido muito similar a escamas de peixe, formando uma cauda. Sua barriga exposta mostrava alguns quilos a mais. Como ela fingiu que não o conhecia, Oliver decidiu entrar no jogo:

— Prazer em conhecê-la, Sereia. — Ele cumprimentou, forçando-a a notá-lo. Quando ela insistiu em ignorá-lo, ele tentou provocá-la. — Você não está com excesso de peso? — Foi, claramente, uma pergunta retórica. — Por que você não fica mais em forma, preguiçosa?

— Calado! — Ela exclamou. — Não é educado tratar uma dama assim. — Retrucou enquanto comia mais um crepe.

— Damas não deviam ignorar os outros. — Revidou. Ela o olhou com raiva e saiu sem dizer sequer uma palavra em resposta. Oliver observou com curiosidade, sabia que a sereia jamais o deixaria vencer assim, tão facilmente. Assim que ela voltou para o grupo apontou para ele e, furiosa, começou a falar algo, claramente indignada. Logo todo o grupo, tanto os humanos quanto seus colegas, começaram a se exaltar e encará-lo de vez em quando.

— Será que eles vão juntar o grupo contra mim? — Ele perguntou para o boneco de pano que levou consigo. — Tem razão. — Sorriu como se o boneco tivesse respondido. — Eles não teriam coragem. Talvez tentem convencer os humanos? Ou apenas se contentem em falar mal de mim?

A segunda teoria se mostrou a mais correta. De fato, eles pareciam satisfeitos em apenas maldizê-lo. Mas o loiro percebeu algo estranho, um dos humanos estava calado, encostado no canto e claramente desconfortável. Obviamente, ele fazia parte do grupo, então porque não se unia à difamação?

Pouco tempo depois o restante do grupo também percebeu e o confrontou:

— Qual o problema, Zek?Vai defender o esquisito? — Um dos humanos zombou. — Achei que era dos nossos!

— Claro que eu sou! — Ele se defendeu. — Eu não ficaria do lado daquele imbecil!

Sua resposta pareceu não convencer muito o restante do grupo. A sereia se aproveitou do momento para ter uma vingança mais satisfatória que apenas difamar Oliver:

— Sério? Então comprove! Duvido que roube o boneco de pelúcia dele. — Ela apontou para o loiro enquanto este conversava com o boneco.

— E pise nele. — Completou o lobisomem.

Zek olhou receoso na direção do boneco. Logo seus amigos começaram a fazer um coro de incentivo e a desafiá-lo, então ele se viu sem muita escolha. Andou a passos lentos até o garoto na mesa de doces:

— Olá! Sou Oliver. — Ele cumprimentou sorridente, estendendo a mão. Seus olhos faiscavam de curiosidade.

— Eu sei. — O outro respondeu inseguro, mas rude enquanto seus amigos o observavam. — Você é o idiota inconveniente que veio sem ser convidado. — Repetiu o que tinha ouvido de seus “novos amigos”. — Por que ainda está aqui? Ninguém te quer por perto!

— Que maldade. — Comentou casualmente. Zek continuou:

— O que você devia ser com essa fantasia ridícula? — Apontou para o outro, que usava como fantasia a máscara, uma capa, um cetro, a sacola de doces e o boneco. — Foi só uma desculpa para andar com essa boneca ridícula? — Ele tirou o boneco de Oliver antes que o outro tivesse tempo de reagir e o jogou no chão, pisando nele logo em seguida.

Nesse ponto sua “plateia” vibrou! O garoto gostou disso. Agora ele era o centro das atenções, todos os seus amigos o observavam. E, melhor ainda, aprovavam o que ele fazia. Zek começou a se exaltar um pouco mais, esquecendo a insegurança do começo.

— Você não é importante. Ninguém espera algo bom de você!— Ele continuou. — E nunca será tão bom quanto eles. — Apontou para o grupo em que estava. — Então porque continua desperdiçando oxigênio, seu estranho? Já tentou ser uma pessoa normal, ao menos?

— É isso aí! Você devia apenas morrer e ir para o inferno, tudo em você está errado! — Alguns garotos fizeram coro para completar. Seus colegas estavam rindo, satisfeitos com a proporção que aquilo havia tomado.

— Você diz muitas coisas que não entende. — Oliver constatou enquanto cobria os ouvidos, um pouco menos calmo agora que estava sem seu fantoche. Ele sabia que aquilo seria inútil, não é como se ele pudesse bloquear todas as palavras maldosas assim. Elas sempre encontravam um jeito de atingir o alvo, mesmo que, para isso, precisassem perfurar sua pele.

Zek abaixou para pegar o boneco e, ao invés de devolvê-lo como planejava anteriormente, colocou-o em cima da mesa de doces e o apunhalou com uma das facas, gostando de receber os gritos de incentivo. A faca não era tão afiada, mas o bastante para danificar o tecido. Ele mordeu a costura que prendia a cabeça do boneco ao corpo até terminar de arrancá-la e voltou para a roda de amigos, com todos dando-lhe parabéns e elogiando o que ele fez. Todos exceto o grupo “especial” de colegas do loiro, que pareciam mais pasmos que felizes.

Oliver ficou um tempo parado, em choque. O garoto decapitou seu fantoche, isso não foi fácil de processar. Ele apenas se abaixou para pegar a cabeça e o corpo do boneco e, após examiná-lo, o jogou na lixeira. As marcas de faca e mordidas eram bastante visíveis. O fantoche provavelmente não tinha mais jeito e, mesmo que tivesse, as costuras e remendos seriam muito óbvias. Oliver não gostava de trabalhos imperfeitos.

Ele decidiu voltar toda sua atenção para os doces da mesa antes que fizesse alguma besteira. Devorou um expresso de geleia, alguns biscoitos açucarados com passas, crepes de chocolate com banana e fatias de torta. Ele sabia que comer não preencheria o vazio em seu interior, além de ser bastante desnecessário para ele, mas não é como se ele pudesse engordar como a sereia ou ficar doente por isso como os humanos, então por que não? Ao menos, enquanto comia, ele se distraia e esquecia que seu fantoche foi destruído.

O que mais o incomodava era a atitude do garoto com isso. Qual era mesmo o nome dele? ... O chamaram de Zek, certo? Isso! Zek! Ele agia como se não tivesse feito nada demais! Continuava brincando e rindo com seu grupinho de amigos e se vangloriando por aquilo. Oliver suspirou e colocou mais uma colher com algo muito doce na boca, pegou um pedaço grande como uma ilha... Ok, isso foi exagero, mas realmente pegou uma porção grande e enfiou goela abaixo de uma vez. Ele não sabia o que era, mas era delicioso! O garoto apenas agiria como se nada tivesse acontecido? Mesmo?

Não. Algo estava errado. Zek olhava para Oliver repetidamente, mas não parecia zombar dele, parecia apenas... Culpado. Oliver observava curioso tudo isso, era sempre interessante ir ao mundo humano afinal! Mesmo que ainda estivesse chateado pelo fantoche perdido, agora uma ideia divertida surgia em sua mente. Mas, por mais tentadora que parecesse, ele sabia que não seria muito aceita. O loiro queria muito ter alguém para discutir isso, entretanto seu boneco foi “morto”, e ele era o único com quem Oliver podia conversar naquele lugar. Ele pensou em tentar o lobisomem, este provavelmente ouviria. Reclamaria, mas ouviria. Logo desistiu da ideia, o colega diria algo como “perdeu de vez o juízo? Você não pode fazer isso! Não é permitido! Apenas tire essa ideia louca da cabeça agora!”.

— E agora? — Ele sussurrou para si próprio. — Com quem eu poderia conversar? A ideia parece tão interessante. — Sorriu travesso.

Andou um pouco pelos cantos mais vazios da festa até achar algo que servisse. Sentou-se numa mesa vazia e pegou os vidros de ketchup e mostarda:

— Olá, Senhor Ketchup e senhor Mostarda. — Ele sorriu. — Estou com um dilema, o que eu devia fazer? — Ele ficou em silêncio como se ouvisse uma resposta. — Oh! Claro! Como não pensei nisso?! Eu só preciso fazê-lo antes de contar para os outros! Eles não poderão reclamar uma vez que estiver completo! Obrigado, senhor Ketchup e senhor Mostarda! — Sorriu mais uma vez e saiu da festa, empolgado com seu plano. Ele havia visto o grupo saindo a pouco, provavelmente conseguiria alcançá-los e, se tomasse cuidado, segui-los.

Oliver não achava que Zek era mau. Não, não... Ele apenas parecia andar com as pessoas erradas. O garoto parecia não querer difamá-lo ou feri-lo até ser incentivado. Quem sabe Zek fosse mais gentil sem seus “amigos” por perto? Oliver pensava nisso enquanto caminhava sozinho pela rua, achando a ideia incrivelmente lógica.

O garoto observava as pessoas na rua gritando “gostosuras ou travessuras” quase mecanicamente e partindo para outra casa. Às vezes as pessoas pareciam simples marionetes marchando pela rua e fazendo coisas no automático, sem pensar.

— Não deve ser divertido. — Falou sozinho. — Qual é a graça de fazer algo automaticamente? Nem dá para aproveitar o momento direito... Bem, humanos ou marionetes, no fim isso não faz diferença. Nenhum dos dois é realmente livre. — Concluiu para si mesmo.

Continuou andando, seguindo o grupo de humanos enquanto cantarolava uma melodia esquisita para se entreter. Em algum tempo o grupo foi se desfazendo até que Zek acabou sozinho na rua. Oliver pensou que era a hora perfeita para pôr sua ideia em prática.

— Olá! — Ele cumprimentou com um sorriso. O outro hesitou um pouco, olhando para os lados antes de responder:

— Oi...

— Está indo para casa? Tão cedo?

— É. — Zek estava claramente desconfortável. — A turma já foi embora e eu não tenho mais nada para fazer. É melhor eu ir. — Finalizou, ainda olhando para os lados, como se a qualquer minuto alguém fosse aparecer.

— Não gostaria de ir a uma festa comigo? Terá muitos doces!

— Eu não posso sair com você, imbecil! — Revidou automaticamente, lembrando-se de seus amigos o provocando por quase ter defendido o garoto. Não cometeria o mesmo erro.

— Para de olhar para os lados, está me dando agonia. — Oliver disse calmamente, feliz por ele ter usado “não posso”, e não “não quero”. — Seus “amigos” não estão por perto, eles não vão te ver. — Frisou bem o “amigos”. — E você me deve uma por ter matado meu fantoche, por que não ir numa festinha? Juro que ninguém lá te conhece!

Zek ficou calado. Ele se sentia mal pelo boneco do outro. Não gostaria que alguém quebrasse suas coisas, então não devia ter feito isso; sua mãe ficaria furiosa se soubesse! Além do mais, o termo “matado” pesou bastante. E uma festa não faria mal, certo? Havia muitas festas no Halloween, ele poderia muito bem mentir para seus amigos se perguntassem.

— Tudo bem. — Decidiu. Eu vou à festa com você. E desculpe pelo boneco, de verdade. Não foi minha intenção. — Finalizou feliz por aliviar o arrependimento. O loiro parecia legal, mesmo que meio estranho. E estava sendo gentil mesmo depois dele ter “matado” seu boneco.

— Ótimo! — Oliver exclamou triunfante. — Vamos! — Agarrou a mão de Zek e começou a puxá-lo. — E não se preocupe tanto com aquilo. Vou aceitar como uma crítica construtiva. — Mentiu. Ele sempre levava as ofensas para o lado pessoal. Mas não era sua culpa, era? Era sua culpa se sentir mal com aquilo? Ouvir as palavras hostis dos outros? Escutar as maldições que proferiam para si? Bem, podia até ser culpa dele, mas não completamente.

— Ei! Espera! É muito longe? — O outro indagou enquanto era puxado.

— Não muito. Uns 15 minutos de caminhada devem bastar. Só temos que atravessar o bosque.

— Ah... Tá. — Respondeu temeroso. O bosque ficava na parte Sul da cidade, e Zek não estava acostumado a andar lá. Mas disse que iria à festa, então iria! Além do mais, Oliver não o machucaria, não é? Ele não parecia má pessoa.

— Não se preocupe, eu te guio. — Oliver reparou a hesitação do outro. — Qual é seu nome? — Mudou de assunto.

— Zek.

— Essa parte eu sei. Mas não é seu nome, certo? — Ele continuou, interessado no assunto.

— Não. É um apelido que meus amigos me deram.

— Então qual é seu nome? — Oliver insistiu pacientemente.

— Ezekiel.

— Ezekiel. — O outro repetiu. Nesse momento ambos já andavam lado a lado, aproximando-se mais do bosque. Oliver observa atentamente o garoto, ele parecia preocupado com o passeio, provavelmente por causa da chance de ser pego por seus “amigos” andando com o “inimigo”. E o vento frio do outono deixava sua face avermelhada. O loiro achava adorável, um motivo a mais para gostar da brisa gelada daquela época. — Eu gostei. Então, Ezekiel, ainda quer saber qual é a minha fantasia? — Sorriu com expectativa.

— Uh... Claro.

— Eu sou o mestre das marionetes.

Notas finais
Estou meio que participando um desafio com a Little Hobbit. Cada uma de nós escreverá uma história com três capítulos baseada nas mesmas músicas. Deixarei o link da história dela aqui caso alguém se interesse. https://fanfiction.com.br/historia/659053/NoitedeHalloween/ Não é tão longo, mas deem uma chance! Até o próximo!