Notas iniciais
Yo nekos :) Vim aqui trazer mais um capítulo pra voocês :D, espero que gostem (ele não ficou taaão grande assim... na verdade não ficou nada grande ¬¬') Aproveitem '-'

– Como? – Encarou-lhe temeroso.
– Dê-me seu sangue e irei dar-te poder.
– Isso realmente irá funcionar? – Perguntou ainda receoso.
– Não proporia isto se fosse falho. – Falou enquanto abria o fecho da roupa, deixando as faixas que cobriam os seios visíveis. Logo em seguida mordeu a ponta do dedo e com o sangue que dali saia começou a fazer símbolos de letras antigas em seu peito.
Ao finalizar aproximou-se de Sasuke e esperou que ele virasse-lhe o pescoço, o que não tardou a ocorrer. Seus olhos agora estavam em um tom verde quase negro, a pele da testa com um aspecto rachado. Sem delongas o mordeu sugando seus fluídos.
Com a boca manchada, e um filete de sangue escorrendo pelo canto de sua boca, Marion olhou para Sasuke e afastou os longos cabelos róseos do próprio pescoço.
– Agora me morda. – Mandou.
– Eu não irei te morder. – Olhou-a horrorizado e depois ao descer a vista para seu busto vira o rosto envergonhado.
– Humanos! – Bufou enquanto mordia o próprio pulso absorvendo o plasma que ali passava. Sugou boa parte e depois sem delongas selou os lábios no do rapaz à frente, transferindo o sangue de sua boca para a dele. Sasuke estava abismado, a única coisa que conseguia pensar era nos lábios presos aos seus.
– Agora tudo o que sinto é ligado a você, da mesma forma como o que sentes. – Disse ela ao separar-se.
Sasuke sentia uma força descomunal atravessando seu corpo, revigorando-o e instigando-o. Olhou para o pequeno e escultural corpo da mulher a sua frente e ficou a se perguntar como tamanho poder cabia em tão delicado recipiente.
– Não preocupe-se. – Falou quando notou a preocupação do protegido – Está selado. Isto que sente não é nada do que um dia possuí.
– O que é você afinal? – Perguntou descrente.
– Talvez um dia eu lhe conte. – Ergue a cabeça – Vamos.
– Para onde? – Perguntou alongando-se. – Não temos pistas nenhuma.
– Iremos à casa de um conhecido. Ele ajudará em seu treinamento. – Falou começando a andar.
Horas a fio haviam passado sem que ninguém pronunciasse o menor ruído. A noite longa e quente de verão estendia-se como um manto e acolhia os pensamentos, conflituosos, da dupla viajante. Marion seguia mais a frente distribuindo passos firmes e seguros enquanto Sasuke arrastava-se em passos cansados e imprecisos. Faltava pouco para o meio da noite quando ele chamou.
– Marion. – Disse quase fechando os olhos de exaustão – Quero te perguntar algo.
– Continue. – Respondeu sem olhá-lo. – Só não pare de andar.
– Por que me beijou? – Fala olhando um canto qualquer. – E droga, cubra-se!
– Você disse que não me morderia, então arranjei outro jeito.
– Você poderia ter pensando em outra coisa. – Disse ficando irritado.
– Qual o problema afinal? Eu apenas o beijei. – Olha-o confusa.
– Para nós “humanos”, como você faz tanta questão de falar, o beijo é um ato íntimo. – Suspira derrotado. – De amor.
Marion na mesma hora parou de caminhar, automaticamente lembranças vieram a sua mente, eram memórias mais profundas que seu tempo de confinamento. Um passado renegado por ela e até antes adormecido.
– Não voltarei a beijá-lo. – Disse recomeçando a andar – Não tenho vontade de recolocar a parte de cima de minha roupa e não durma. – Falou raivosa.
– Você poderia me contar um pouco sobre seu passado. – Arriscou o moreno – Por exemplo, de como foi parar naquela prisão, isso me manteria acordado.
– Fui capturada por um bruxo. Ele uniu forças com os malditos cães alados. – Riu desdenhosa – Tão deprimente! Eu estava sozinha e eles eram mil, ainda sim me emboscaram.
– Esse bruxo era o antigo rei, correto? O rei Minato? – Perguntou curioso.
– Sim, aquele verme insistia em contar-me as coisas do Etéreo como se eu ainda me importasse. Hunf! Qual o problema com isso?
– Ele faleceu a mais de cinquenta anos. Você não parece tão velha – Analisou – Quantos anos tens afinal? – Indagou.
– Não sei ao certo, nunca pensei em contar. – Parou para refletir – Nasci muitos anos atrás, tantos que você nem faz ideia. Do que importa?
– O que você era antes de ser trancafiada naquela torre?
– A conversa acaba aqui. – Respondeu ríspida – Vamos acampar ali por hoje. – Aponta a pequena caverna – Irei procurar lenha.
– Não precisa. – Disse fazendo um pequeno buraco no chão e em seguida proferindo algumas palavras mágicas fez com que pequenas bolas de fogo preenchessem o espaço criado.
– Fogo mágico? – Fez careta – Deveria poupar energia para a caminhada de amanhã.
– Agradeço a preocupação. – Ironizou enquanto deitava-se ao fundo da caverna.
– Não estou preocupada, apenas não quero ter de carregá-lo.
– Como quiser, boa noite. – Sorriu cínico.
– Durma logo seu atrevido. – Respondeu sentando-se encostada à entrada da gruta e fechando os olhos.

Notas finais
Espero que tenham curtido *-* até mais meus nekos :3