Marion Blanchard.

10 Furacão: Permanência.


Notas iniciais
Esse cap. é curtinho, mas joguei nele um conteúdo bacana sobre o desenvolvimento da fic! Esse é meu presente de carnaval para vocês *-*, espero que gostem! Boa leitura e me perdoem pelos erros gramaticais :3

– Então, Marion-chan. Conte-me como foram todas essas décadas na prisão! – Pediu Jiraya enquanto preparava o jantar.

– Não me faça lembrar, por favor. Aqueles vermes eram insuportáveis. Achavam que me mantinham ali porque era fraca. Tsc, tão ingênuos. – Respondeu de onde estava, sentada na janela com uma das pernas para o lado de fora.

– Como a encontrou, Sasuke? – Direcionou seu olhar para onde o moreno estava de pé ao lado de Marion e com os braços cruzados.

– Meu Sensei me contou sobre ela. Foi apenas questão de tempo descobrir onde ficava o calabouço. – Disse analisando os gestos do mais velho.

Seguiram-se mais alguns minutos de breves conversas até que uma voz estridente pode ser ouvida na porta da cozinha.

– Dattebayo! A água estava ótima! – Falou Naruto entrando e sentando próximo a rosada – Ne, Ojichan! Estou faminto, quando poderemos comer?

– Acalme-se. Está quase tudo pronto, só preciso de mais lenha, alguém se habilita a ir pegar um pouco lá fora? – Perguntou olhando sugestivamente para Marion.

– Tudo bem, eu irei. – Disse a contra gosto.

Estava prestes a sair da casa quando pode ouvir:

– Eu irei também! Um homem sempre é necessário para esses tipos de serviço. – Sorriu Naruto correndo para acompanhar a garota.

– Maldição! – Protestou Marion, quase inaudivelmente.

Quando os dois já estavam fora da casa e não podiam mais ouvir o que acontecia lá, Sasuke levantou a cabeça e perguntou a Jiraya:

– Conhece ela há muito tempo, não é mesmo?

– Bastante. Diga-me o que quer saber.

– Por que ela é tão fria desse jeito? Quer dizer, porque repele todo tipo de contato?

– Ela só é assim com você. Bom e agora com o Naruto também, mas quem não seria com ele? – Respondeu sorrindo – Marion é extremamente reservada e quieta, ninguém sabe o que se passa dentro daquela mente prodigiosa. Claro que quando se trata de humanos ela realmente fica muito ríspida, mas mesmo assim, apenas os ignora. – Respondeu provando um pouco do ensopado.

– O que eu fiz de errado então? Quando nos conhecemos quase fui morto por ela. Depois no dia seguinte, misteriosamente, aceitou me ouvir. É como se eu fosse algum tipo de ameaça para ela.

– Sasuke, você sabe o que a Marion é? – Falou sério encarando o moreno.

– Ela sempre foge do assunto quando pergunto. – Respondeu olhando para o céu.

– Ela é o que vocês, humanos, chamam de demônio. – Puxou uma cadeira e convidou o garoto para sentar-se a seu lado.

– Demônio? – Perguntou espantado – Oh céus! Tenho um pacto com um demônio!

– Realmente não conseguiu perceber? A frequência de energia que ela emana é totalmente obscura. É provável que ela queira me decapitar, mas irei contar-lhe algumas coisas sobre ela.

“Marion é um dos demônios mais fortes do inferno, ela é temida dentre todas as vinte e uma dimensões. Bom, deixe-me explicar de outra forma. No Sheol, ou inferno, como queira chamar, existem classes de demônios, cada uma com sua função. Os mais poderosos dentro dessas classes eram: Astaroth – considerado um grão duque; Kana – a succubus do Satanás; Beelzebuth – conhecido como o terceiro dos três e Azrael o arcanjo da morte. Entretanto, com a chegada de Marion, muitas doutrinas foram alteradas. Lúcifer tinha uma afeição especial por ela e determinou que fosse treinada para ser a mais forte, claro, não mais que o próprio.

Isso causou revolta entre alguns dos príncipes, cujo exigiam que ela fosse rebaixada o quanto antes, para que a hierarquia não fosse posta em declínio. Caprichoso e totalmente alheio a confusão, Lúcifer chamou seu guerreiro de maior confiança e também um dos príncipes: Aion. Ele foi o responsável por treiná-la e torná-la o que é hoje.”

– Mas... Lembro-me de quando fizemos o pacto. Ela disse que os poderes dela estavam selados! – Disse Sasuke abismado com o que ouvia.

– E está. Deixe-me terminar...

“Seu poder era estrondoso e isso causou medo nos chefões do submundo. Imagine só se ela resolvesse iniciar uma rebelião tentando tomar o poder? Isso seria o fim de tudo que um dia eles puderam conquistar na luta contra os celestes. Antes mesmo de ter seu treinamento iniciado era constantemente torturada e teve por diversas vezes suas asas arrancadas. As asas, meu caro Sasuke, são a parte mais sensível de um ser celestial ou infernal, depois de seu ponto vital – onde ficaria o coração. Pode imaginar o quanto ela sofreu? Sempre que as asas se regeneravam, eles vinham e as arrancavam. Contudo, ela nunca gritou. Nunca sequer derramou uma lágrima ou expressou algum tipo de emoção. Era tão frustrante para eles que aos poucos foram parando com as sessões.

Todavia, no último dia de tortura, o carrasco havia mudado. O próprio arcanjo sombrio, Lúcifer, havia ido lá. A sala do calabouço foi trancafiada somente com os dois lá dentro. Foi a primeira vez que pode ser ouvido os gritos dela. Eram os piores, impôs pânico até mesmo nos mais inescrupulosos seres viventes Lá (...)

Enquanto isso perto das árvores, no amontoado de lenha...

– Não consigo aceitar isso. Por que o ojichan pode te chamar de Marion-chan e eu não? – Perguntou Naruto entre assobios.

– Simples. Porque ele possui intimidade suficiente comigo para isso. Afinal, por que eu ainda me digno a responder você? – Bufou irritada enquanto separava a madeira mais seca da ainda verde.

– Intimidade? Não me diga que... – Arregalou os olhos – O ojichan é um ERO-SENNIN!

– Juro que se não fosse pelo carisma que o Sasuke tem por você, eu já teria cortado sua língua fora. – Parou e o encarou raivosa.

– Você parece ser muito ligada a ele. – Falou brincando com alguns pedaços de lenha.

– Ele é meu pacto, sinto tudo o que ele sente. É normal que o conheça melhor do que os outros mesmo com tão pouco tempo. – Respondeu, pegando o machado e cortando mais algumas lascas.

– É tão teimosa assim? – Falou sério pela primeira vez.

– Nani? – Perguntou parando o que fazia e o olhando.

– Eu vi. – Disse olhando de relance para casa ao longe – Vi quando se apoiou na árvore por causa da vertigem. Dói não é? Essa coisa que você faz para curar os outros...

– Não se meta nisso. Você é apenas um filhote humano. – Finalizou amarrando os pedaços de madeira.

– Bom, ele parece ser uma boa pessoa e se confia em você... Eu posso confiar também. – E logo depois sorriu abertamente – Dattebayo, vamos voltar logo, estou faminto! Tentei falar isso o caminho inteiro, ao menos me deixou almoçar! Você é tão má Marion-chan. – Murmurou com lágrimas nos olhos.

– Eu vou cortar sua cabeça com esse machado se me chamar assim novamente.

De volta à cozinha...

– As portas foram abertas e quando ela saiu, era totalmente diferente de antes. – Revelou Jiraya – Seu chakra possuía o mais obscuro tom de carmesim mesclado ao negro. Demônios não são amorosos, mas o que ela havia se tornado era algo muito pior. Quando obtinha permissão para vir a terra, matava os humanos e bebia seus sangues como se fosse a mais apetitosa iguaria...

“Os treinos com Aion finalmente tiveram inicio. E foi como se um bloqueio ao que o Diabo havia feito, tivesse acontecido. Mesmo quando não estavam lutando, os dois eram inseparáveis. Não se sabe o que aconteceu, mas somente com oito milênios foi possível notar seu lado mais amistoso retornando, era um recorde.”

– Amistoso? Então isso que ela é hoje, é o lado amistoso dela? – Levantou-se voltando a janela.

– Pode acreditar, é sim. Em seus dias de glória, ela sequer olharia para você. Antes que pudesse imaginar seu crânio estaria servindo de cálice para seus delírios.

– Então, ela se... Apaixonou por esse Aion? – Perguntou um pouco desconfortável.

– Apaixonar-se! – Riu mexendo as panelas para evitar que a comida queimasse – Eu disse que demônios não são amorosos.

– Entendo, eram apenas companheiros. – Finalizou vendo os dois aproximando-se – Ai vem eles. – Avisou.

– Não conte nada do que eu disse, deixe que ela mesma revele.

– Tadaima! – Gritou Naruto aparecendo na porta da cozinha.

– Aprenda a se controlar! – Urrou Marion com uma veia saltando na testa.

– Veja, trouxemos a lenha. Onde as coloco? Está muito pesado! – Falou apontando para os seis pedaços amarrados em um amontoado.

– Ponha-as aqui, perto do forno. – Disse Jiraya abrindo espaço.

– Onde está à força de homem agora? – Debochou Marion colocando os cinco amontoados que trazia consigo, cada um contendo sete pedaços de madeira.

Algumas horas depois...

– Dattebayo, estava delicioso ojichan! – Afirmou Naruto, acariciando a barriga saliente, sentado no chão.

– Preciso concordar. Você cozinha muito bem Jiraya. – Falou Sasuke deitado na rede da varanda.

– Obrigado! – Falou da cadeira de balanço onde estava – Fazia tempo que não recebia visitas, achava estar enferrujado. – Riu junto com os outros dois.

– Jiraya. – Chamou Marion – Ela ainda existe?

– Sim, cuidei dela enquanto esteve fora. – Riu paternal. – Divirta-se.

– Estou indo, volto ao amanhecer. – Disse saindo e indo floresta adentro.

– Para onde ela foi? – Perguntou Sasuke curioso, esticando-se para tentar vê-la.

– Foi treinar. – Olhou para o céu comedido – Está indo agora para seu lugar favorito.

– E que lugar misterioso é esse? – Intrometeu-se Naruto.

– É a cachoeira, fica algumas árvores a oeste daqui. Menos de dois minutos de caminhada.

– E como não ouvimos o som das águas? – Perguntou Sasuke, novamente.

– Ela possui uma barreira. Se os humanos soubessem dela, provavelmente estaria comprometida. Não podia deixar que algo tão precioso para ela fosse perdido.

– Você deve gostar muito dela. – Falou Sasuke levantando-se.

– Ah, sim! Ela é como uma filha para mim. – Riu carinhosamente para os jovens – É por isso que peço que não a aborreçam, afinal, eu não farei nada para impedir que ela os mate caso isso ocorra. – Finalizou sério para logo depois rir novamente.

– Ufa! Que susto nos deu. – Ria Naruto.

– Eu falei sério. – Finalizou Jiraya entrando e deixando os jovens ali de olhos arregalados.

Notas finais
Arigato por me presentearem com a atenção de vocês, como alguns sabem essa é a PRIMEIRA fic que divulgo (tenho outras guardadas e sendo escritas) mas públicada, essa é a primeira... E confesso: EU AINDA ME SINTO INSEGURA! Arigato mesmo :)meow :3