Maria Ri, Amor Temperado A Doritos

1 O gosto salgado de sua pele suada me arrepiava.


– Ricarditos, o que está fazendo aqui? — perguntei enquanto o via entrar em meu quarto, todo suado e sem camisa.

– Precisava te ver, Maria. Precisava. — ele respondeu, se aproximando de mim. Meu coração foi acelerando mais e mais a cada passo que Ricarditos dava.

– Como assim? Me ver? Não estou entendendo mais nada. — sim, eu entendia. Mas não podia ser fácil, precisava tirar aquele peso de minha cabeça, porém tudo tem seu tempo.

– Eu sei que entendeu. Eu te amo, Maria, eu te amo. E sei que você sente o mesmo.

Ele já estava perto demais, fechei os olhos. Sua pele macia e suavemente molhada tocava o meu corpo, me fazendo delirar.

– Tira, tira tudo. — suspirei, abrindo os braços e me abrindo todo.

– Eu te amo, Maria!

– Me beije. — supliquei por mais.

Parecia um sonho: o toque, o sabor, minha vista, seu corpo, tudo. Me levantei da cama, já completamente nú e subi em cima dele, alternando a posição. Abri a gaveta da escrivaninha que ficava do lado da cama e peguei dois preservativos sabor morango.

– Quer que eu coloque para você? — perguntei, e logo depois a coloquei na boca, mordendo-a com uma expressão sedutora. Ele deu uma risadinha.

Arrumei a camisinha na boca e fui até o seu pênis ereto com a cabeça, colocando-a perfeitamente. Já tinha prática em colocar camisinhas com a boca. E como já estava lá, aproveitei para fazer um oral. Fui interrompido por passos no andar de baixo.

– Onee-chan! Onee-chan!

– Merda, merda! É meu irmão, Ricardo! Coloque sua roup...

– O... o que estão fazendo?

– Não é o que está pensando! — respondi por impulso.

– Você... — e ele olhou pro rosto do Ricarditos.

– Di... Dimas! Você nunca me contou que tinha um irmão!

– O quê? Vocês se conhecem? — perguntei assustado.

– Lembra da Yumi, que te contei?

– Seu ex... Hum, continue.

– É ele.

– MEU IRMÃO?!?

– É o que parece. Ricardo... você não tem ideia do tempo que esperei pra ver você de novo. O quanto te procurei. Você não tem noção. Nem imagina o quanto eu te amo... volta pra mim... Volta!

– Não dá, eu amo a Maria!

– Não, não ame ela! Me ame! Me beije! Seu corpo... seu corpo é tão perfeito! Me beije agora!

E meu irmão pulou na cama e se juntou a nós. Eles se beijaram, e não tive reação. Era meu irmão e... meu namorado. Quando se separaram por um segundo, avancei no Ri. E senti algo duro e pontudo em minhas costas, e foi descendo. Abri os olhos, não podia ser o Ricardo, ele estava na minha frente, me beijando. Então... quem estava em cima de mim? Não queria saber. Estava muito bom. Aquela sensação... a sensação... Ah! Não queria que parasse nunca!

– Onee-chan, eu te amo...

– Garotos, namorem comigo. — Ricardo disse, com os olhos cheios de lágrimas de dor e prazer ao mesmo tempo.

– Sim. — respondemos ao mesmo tempo.

– Sim...

Notas finais
Conto dedicado aos meus caros amigos: Felipe (Taka), Ricardo Prata (Ricarditos) e Lucas Matheus (Dimas).
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!