Maria Flor
1 Terror dentro de casa.
Notas iniciais
Os próximos serão mais longos, este é mais para conhecer a Maria Flor.
Espero que gostem do capítulo. Prometo postar o próximo logo.
—O que aconteceu com a mamãe? Onde ela está? – perguntava Maria Flor ao seu pai.
—Nada demais, — Respondeu Paulo. – Apenas teve o que mereceu por quase me fazer ser preso de novo.
Na sala da casa, Martha, a mãe de Maria Flor estava deitada no chão, com muita dor. Paulo chegara drogado em casa e batera na esposa, mesmo ela estando gravida de nove meses.
Maria Flor, mesmo que com apenas cinco anos, ficava com medo quando seu pai agia desta forma, pois ela sabia que quando sua mãe acordasse, ela apanharia também, como seguidamente acontecia.
Passaram-se alguns minutos e Martha levantou-se, e, como era de costume, descontou sua raiva em sua filha.
Paulo era traficante. Martha era obrigada a ajudar seu marido, escondendo drogas dentro de casa. Neste dia, mais cedo, a policia, que já desconfiava de Paulo, fez uma revista na casa da família, e não encontrou a “mercadoria” por muito pouco.
Maria flor era uma linda menina, ruiva, de olhos turquesa e cabelo encaracolado, o que fazia seu pai abusa-la quando não batia em sua mãe.
Martha era uma mulher bonita no passado, alta, loira e de olhos mel, porém, era extremamente envelhecida por causa das drogas, que usava com frequência.
Paulo era um homem alto e grisalho, aparentava ter mais de cinquenta anos. Seus olhos eram castanhos.
—Por que faz isso comigo mamãe? Eu te amo tanto...
—Cale a boca garota. –Dizia Martha, antes de mais um soco na boca de Maria Flor.
Martha era uma mulher perturbada, pois nunca foi a filha favorita da já falecida Matilde. Sempre sentira inveja de sua irmã, Ana, pela vida que a mesma levava. Ela se casou com Luiz e foi trabalhar em um internato chamado Violetta. Era uma vida modesta, mas para Martha, já era motivo de inveja.
—Seu pai quer falar com você garota, ele te espera no seu quarto.
Maria Flor, com muito medo, aproximou-se da porta e entrou. Seu pai a esperava para mais uma “conversa”.
Eles moravam na periferia do Rio de Janeiro, zona muito humilde da capital carioca. Muitos vizinhos sabiam da situação, mas tinham muito medo do que Paulo poderia fazer caso denunciassem.
Na manhã seguinte, Maria Flor acordou assustada e com dor no corpo inteiro, devido aos acontecimentos da noite anterior. Sua mãe estava gritando por ajuda, pois a bolsa havia rompido e o mais novo membro da família logo nasceria.
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